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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lixo tóxico no rio Tembe

AS margens do rio Tembe, na zona de Tongogara, distrito de Matutuíne, província de Maputo, estão a ser usadas por indivíduos ou empresas ainda não identificadas para depositar lixo tóxico não especificado que está a causar a poluição daquele curso de água e consequente destruição do ecossistema ali existente.
Maputo, Quinta-Feira, 15 de Julho de 2010:: Notícias

O depósito destes resíduos é feito sem o consentimento das autoridades administrativas locais e na maioria dos casos sem conhecimento até da população, que fica surpreendida com a presença de produtos estranhos na sua zona de habitação.

A descoberta destes actos coube à Livaningo, uma organização não-governamental do ramo ambiental, durante um trabalho de pesquisa sobre as campanhas de pulverização intra-domiciliária no distrito.

Arlindo Mandlate, técnico da Área de Pesticidas na Livaningo, afirmou, citando depoimentos dos residentes locais, que o lixo é levado àquela zona em camiões e é depositado nalgumas vezes com ajuda da própria população, solicitada para o efeito.

Explicou que a maior parte das pessoas disse não saber do que se trata e quem é que teria autorizado a deposição de tais resíduos na zona de Tongogara, dado que até hoje, ninguém ousou prestar qualquer esclarecimento sobre o assunto.

Mandlate disse que a denúncia já foi feita à Administração do Distrito de Matutuíne no primeiro trimestre do corrente ano, não se sabendo qual terá sido a medida tomada, mas a deposição destes resíduos continua a ser feita sem nenhuma intervenção.

Acredita-se que estes actos sejam protagonizados por pequenas fabriquetas que proliferam na província do Maputo sem capacidade para o tratamento de águas residuais.

Mandlate afirmou que as consequências destas acções vão desde a desertificação das terras férteis, passando pela contaminação dos solos até dos próprios rios e das águas que banham o território nacional.

Como alternativas para fazer face a este problema, a Livaningo sugere a formação das comunidades, dos agentes da Polícia da República de Moçambique e das próprias autoridades administrativas em matérias de gestão ambiental para que possam estar ao corrente dos riscos a que ficam expostos perante este tipo de situações.

Acrescentou que com uma maior divulgação da Lei Ambiental, as comunidades poderão conhecer os mecanismos que lhes permitem interceder quando desconhecidos recorrem a locais impróprios para depositar resíduos tóxicos.



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(MiradourOnline)

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