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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Stalin com culpa no cartório

Por dizimar ucranianos

O homem a quem Samora Machel o venerou, fezendo questão que o seu ministro de segurança solicitasse uma foto aos soviéticos aquando a visita a este país, afinal é dos piores cometedores de hideondos crimes contra a humanidade. Segundo a CanalMoz, “Stalin e outros dirigentes soviéticos foram considerados culpados de genocídio do povo ucraniano em 1932-1933 pelo tribunal de Apelação de Kiev, anunciou o Serviço de Segurança da Ucrania. Por quê então tamanha admiração de Samora?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dossier Samora

Quer-se fechar à força e a todo o custo, por quê?
 
À-próposito da visita de Gubuza à Portugal; Samora: Entre o negar-nos a verdade sobre a sua morte e expeculações reiteradas, onde ficamos? Continuaremos infinitamente a alimentar a  “crença” de que o Apartheid é quem o matou?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Graça Machel, está bom já ouvimos, e daí?

...e se palha nenhuma se mexe. Curioso, nem?
Amuide e sempre que haja um aniversário a Dr. Graça Machel, viuva do ex-presidente da República, Samora Machel, tece comentários indicando que tem infomações precisas de como o marido morreu. Desta vez, foi o drama da retratagem numa TV sul-africana do regime monolitico a que Machel presidiu, como que a tentar descrever quem foi quem e o que foi que^ que levou a morte de Machel em circunstâncias abomináveis. Já acompanha'mos a troca de acusações entre Sérgio Vieira, Pilotos e ela [Grac,a] pela imprensa. Muito recentemente foi a própria Presidência da República, do Guebuza (na foto), que se interessa no caso passando largas prosas na estatal Noticias, mas se tocar no busilis do problema: descobrir os autores/mandantes, o mote e os fins sobre o trágico acidente. O assunto, enfim, que rolou, mas não trouxe nada de substancial, nada de verdade e so' a verdade devida ao público por seu direito de saber.(x)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Para a narrar a vida e obra de Samora Machel “o recurso à história deve ser limpo para ser história”


…quem opina é Noé Nhantumbo


A dado passo da sua opinião cujo texto integral pode ler aqui, diz que “ninguém questiona a importância da figura do primeiro presidente de Moçambique independente. O que está em causa é a tentativa de tapar o Sol com uma peneira ao se insistir de que todos os outros moçambicanos não foram senão reaccionários e que por isso deviam e foram eliminados”. Nhantumbo põe o guiso ao gato quando afirma que “a verdade manda dizer que Samora não tem herdeiros políticos e que o que se diz a seu respeito por grande parte dos que hoje lhe elogiam são declarações de bajuladores, que sabem que se tem de referir a ele, para apaziguar um povo faminto, doente e sem esperança. Tudo por culpa de uma governação desastrosa dos assuntos públicos dos que se dizem seus seguidores.”
Olhando para o modus operandus dos homens no poder hoje, aquele conceituado jornalísta lembra ainda que “Samora condenava a falta de austeridade e vezes sem conta se referia ao facto de que a revolução era incompatível com o luxo. Se é verdade que havia uma carga ideológica correspondente aos tempos políticos que se viviam ao nível do continente e de todo o mundo, resultante de uma confrontação que colocava frequentemente em fricção interesses ideológicos de grandes potências, também é preciso referir que com toda a demagogia que seus discursos pudessem encerrar, sua prática ou aquilo que se verificava ao nível do país dava a ideia de uma certa coerência. Essa é a saudade que muitos cidadãos têm daqueles tempos em que Samora governava” –rematou.
Foto Albertino Silva/Rede Web

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Samora Machel completaria hoje 75 anos de idade

…não se sabe se em frente ou fora do dirigismo do Estado e Governo da Frelimo.
Conforme o Notícias de hoje, diz em parangonas que Samora tinha a visão de que a paz é inseparável da independência. Nada de novo transpirou sobre como é que o Chefe do estado morreu em circustâncias tão horríveis que o executivo tanto de Chissano como o do Guebuza não sabem explicar ao público. A mesma retórica sobressaiu no jornal de que SM foi: “primeiro Presidente de Moçambique, figura carismática que, se estivesse vivo, completaria hoje 75 anos de idade. Peça incontornável na história da luta armada de libertação nacional, Samora Machel mostrou esta sua visão à delegação colonial portuguesa, liderada pelo então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares, quando em Lusaka foi proposto à Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) um cessar-fogo e consequente realização de referendo para decidir se os moçambicanos queriam ou não a independência. Samora recusou a proposta e expandiu as operações militares, facto muito propalado pela Imprensa, levando Lisboa a mudar de atitude até assinar em 7 de Setembro de 1974 os Acordos de Lusaka. O Notícias Samora Moisés Machel conseguiu organizar a guerrilha de forma não só a neutralizar a ofensiva militar portuguesa, comandada pelo General Kaulza de Arriaga, a quem foi dado um enorme exército de 70 mil homens e mais de 15 mil toneladas de bombas, mas também organizar as zonas libertadas que abrangiam cerca de 30 por cento do território nacional. Além disso, Samora dirigiu uma ofensiva diplomática em que grangeou apoios, não só dos tradicionais aliados, mas inclusivamente do Papa que era um tradicional aliado de Portugal. Samora Moisés Machel nasceu na aldeia de Madragoa, hoje Chilembene, aos 29 de Setembro de 1933. Passam hoje 75 anos. Filho de um agricultor relativamente abastado, Samora entrou na escola primária com 9 anos, quando o Governo colonial português entregou a “educação indígena” à Igreja Católica. Quando terminou a escola primária, o jovem de cerca de 18 anos quis continuar a estudar, mas os padres só lhe permitiam estudar teologia. Samora decidiu tentar a vida em Lourenço Marques, hoje cidade de Maputo. E depois o que aconteceu a Samora? Veja mais verborreas sobre Samora neste elo. Mas acho que o homem merecia mais do que um simples retrato. Hoje Armando Guebuza foi a Chilembene e o governo, reunido de extraordinariamente no último sábado decidiu dizer que o local onde nasceu o primeiro presidente é Patimónio Cultural(Político). Foto Albertino Silva-Moc-Portugal

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Como falar de Samora? (1)


… quando nos preparamos para assinalar mais um aniversário natalício a 29/9/2008, se em vida.

A contagem decrescente para aquilo que seria o aniversário de Samora Moisés Machel começa hoje aqui no Miradouronline. Destacar a vida e obra de Samora Machel não se faz numa simples postagem, nem numa série. Há muito que devemos aprender sobre o que foi a figura de Samora em vida. Samora como jovem nacionalista e guerreiro foi uma faceta da sua vida. Samora como o primeiro presidente e sua governação foi outra. Sua vida social e familiar constitui uma vertente interessante. Com destacar, enfim, uma figura que dominou os primórdios da nossa Independência política do jugo colonial e virou o país um bastião do socialismo e do despotismo. Como destacar as qualidades dum homem que foi dono deste país, do governo, da Frelimo, da OJM, dos sindicatos, e de quase tudo.

Mas como compreender que, no meio de toda essa centralização do poder, não havia o que vemos e passamos hoje: a corrupção e o nepotismo. É uma vida cheia de verdades e inverdades que o Miradouronline procurará explorar até ao aniversário daquele que foi o nosso primeiro Presidente da República: Samora Machel.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Samora, o dilema dos moçambicanos



…Uma série em breve



O comandante-em-chefe, o político, o militar aprumado, o atleta, o enfermeiro, o dançarino, o elequente nos seus discursos, odiado por uns e venerado por outros é a figura do banhista (na foto, e visite também o painel rolante abaixo à direita) que um dia foi o primeiro chefe do estado e do governo da primeirra república monopartidária: Samora Moisés Machel. Machel completaria 75 anos se vivo quando inesperadamente a sua vida foi cortada tragicamente a 19 de Outubro de 1986. Como forma de retratar de aquela que foi de Samora, inicio a 29 deste uma série de artigos destacando os momentos da sua viva e obra.

sábado, 20 de outubro de 2007

21 anos após morte de Samora Machel, família quer saber a verdade

O MIRADOUR(O)NLINE pode revelar que a família do antigo Presidente moçambicano Samora Machel, morto num acidente de aviação há precisamente 21 anos, afirmou em Maputo que espera ainda pelo esclarecimento das circunstâncias em que o estadista perdeu a vida. Um inquérito realizado ao acidente, ocorrido a 19 de Outubro de 1986, na localidade sul-africana de Mbuzini, dividiu profundamente os investigadores do Governo sul-africano da época, ainda na vigência da política de "apartheid" neste país, e os do Governo moçambicano. Os peritos sul-africanos concluíram que houve erros de pilotagem dos tripulantes russos do Tupolev em que seguia a comitiva presidencial, enquanto os moçambicanos insistem na tese de que o aparelho, atraído por um sinal de rádio alegadamente colocado pelo regime sul-africano, se descontrolou e foi embater numa montanha.

Para o Governo moçambicano, a tese de sabotagem do avião pelo extinto governo minoritário branco da África do Sul é coerente, pois alguns meses antes do desastre, altos quadros daquele regime tinham ameaçado Samora, em retaliação contra o apoio que o presidente moçambicano dava a guerrilheiros do Congresso Nacional Africano (ANC), o movimento que lutou pelo fim do "apartheid" e está actualmente no Governo. A viúva de Samora Machel, Graça Machel, actualmente casada com Nelson Mandela, líder histórico da luta anti-aparheid na África do Sul, país a que presidiu entre 1992-1996, acusou, há alguns anos, altas patentes do exército moçambicano de terem colaborado com o governo sul-africano da época na morte de Machel, o que levou o actual chefe de Estado da África do Sul, Tabo Mbeki, a prometer investigações para a descoberta da verdade.

No entanto, passados 21 anos do acidente de Mbuzini, desconhece-se a evolução dessas investigações, como admitiu hoje, em Maputo, Graça Machel. "Não sei em que estádio se encontram" (as investigações), disse Graça Machel a jornalistas, momentos após visitar a Praça dos Heróis, onde estão os restos mortais do falecido marido. "A esperança é a última coisa que morre. Acreditamos que um dia saberemos porque é que morreu (Samora Machel)", sublinhou. O filho mais velho de Samora Machel, Samito Machel Júnior, reclamou também o direito de saber as circunstâncias em que o "pai" morreu.

Fonte: NOTÍCIAS LUSÓFONAS / M I R A D O U R (O)NLINE - ACTUALIDADE NOTICIOSA - MOÇAMBIQUE - MMVII

PS. A verdade e' que enquanto tivermos gente comprometida com esse passado lucubre ainda no poder vai custar muito que a verdade saia ao de cima.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Aeronave de Samora Machel não tinha seguro na «Emose»

O actual chefe de Estado voa em aeronaves sem seguro na «Empresa Moçambicana de Seguros» "Nós nunca tivemos nenhum seguro de aviões ligados à presidência da República. Muito particularmente para o avião «TPOLEV – 134» que despenhou em Mbuzini e matou o primeiro presidente de Moçambique. Recordo-me que na altura, em 1986, nós éramos ainda a única companhia de seguros no País" – Mário Samboco, administrador financeiro da «Emose» "A própria aeronave na qual o actual presidente da República, Armando Emílio Guebuza voa, na minha companhia não está assegurada. Não sei noutras companhias uma vez que o País tem cinco companhias de seguros" – idem


O MIRADOURO pode revelar que a aeronave presidencial, «TOPOLEV – 134», na qual o primeiro presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel, voava e se despenhou em Mbuzini, na África do Sul, faz hoje 21 anos, causando a sua morte e de mais numerosos membros da comitiva do fundador da primeira república de Moçambique, não estava assegurada na «Emose», a única companhia de seguros que existia em Moçambique, em 1986. Tratava-se de empresa estatal que era então a única forma de propriedade admitida na altura no ramo de actividade.
Mário Samboco, administrador financeiro da «Emose», em entrevista exclusiva ao «Canal de Moçambique» afirmou que "a aeronave «TOPOLEV – 134», na qual voava o presidente Samora Moisés Machel, não estava assegurada na Emose".
"Na altura nós como Emose éramos a única empresa seguradora que existia em Moçambique quando a 19 de Outubro de 1986 aconteceu o fatídico acidente de Mbuzini que vitimou aquele ex-estadista", disse.
Mário Samboco, revelou ainda que até agora os aviões em que viaja o chefe de Estado não estão segurados na EMOSE. "Nós nunca tivemos nenhum seguro de aviões ligados à Presidência da República. Muito particularmente para o avião «TPOLEV – 134» que caiu em Mbuzini e matou o primeiro presidente de Moçambique".
"Recordo-me que na altura, em 1986, nós éramos ainda a única companhia no País", disse para de seguida acrescer que "a liberalização da área de seguros ocorreu nos anos de 1992 e no ano em que se deu esse fatídico acidente em Mbuzini, a aeronave na qual voava Samora Machel não tinha seguros na «Emose». E mesmo a aeronave do presidente Guebuza não está assegurada na «Emose»".
Quando o autor destas linhas procurou saber da fonte como é que se explica que uma aeronave presidencial como a de Samora Machel, tenha estado a voar na altura sem seguros, Mário Samboco foi evasivo na resposta: "esta pergunta não pode colocar a mim.. Eu sou uma entidade totalmente independente na decisão dos factos tal como ocorreram no Estado moçambicano. Como uma empresa qualquer eu sou uma empresa e tenho regras de funcionamento. A única diferença é que eu sou uma empresa seguradora". Com isto, Samboco disse pretender dizer que "apesar de ser uma empresa seguradora não pode obrigar as pessoas a fazerem o seguro".
Quanto às aeronaves com registo no país e nas quais o presidente da República Armando Guebuza tem estado a voar, o «Canal de Moçambique» questionou a Mário Samboco se estão seguradas em outras companhias. "Pode ser possível uma vez que o cliente é livre de escolher a sua seguradora".
"O cliente dirige-se para onde ele achar que tem que colocar o seu negócio, da mesma forma que o Governo é também livre de escolher a sua seguradora".
Virando um pouco a página para espreitar os decretos inerentes, apurámos que em 1998 o Conselho de Ministros transformou, através do Decreto 50/98, a «EMOSE - Empresa Estaral (E.E.), em SARL.
"A transformação que ocorreu foi devido ao crescimento da economia do próprio País. E naturalmente o Governo decidiu dotar a Emose de instrumentos que lhe permitissem abrir as portas para o mercado globalizado diferente do inicial que era centralizado". Mas "não percebo porque é que o Governo não assegura na «Emose» aquilo pertence ao Património do Estado", disse.
Mário Samboco acrescentou ao «Canal de Moçambique» que "para o Governo, a questão de assegurar o património do Estado não poder estar ligada à opção de escolha mas, sim, de decisão".
O próprio Ministério da Agricultura, uma instituição pública e que faz parte do vaiado tipo do património do Estado, há meses quase reduzindo a cinzas por fogo de origem desconhecida, não está assegurada na «Emose».
Entretanto, Samboco disse ser este "apenas uma dos exemplos de tantas outras instituições pertencentes ao património do Estado que pelo menos na «Emose» não estão asseguradas – talvez noutras companhias", disse.
De acordo com Mário Samboco, "há sensivelmente dois meses o Conselho de Administração da Emose fez um trabalho que visava aproximar as entidades governamentais no sentido de alertar e mostrar ao Governo a importância de o património do Estado estar segurado, mas, note-se, até agora o Governo ainda não se decidiu".

Emildo Sambo)
Fonte: CANAL DE MOÇAMBIQUE / M I R A D O U R O - ACTUALIDADE NOTICIOSA - MOÇAMBIQUE - MMVII

Ps: So' numa 'republica de bananas' coisas de genero acontecem. O governo do dia ainda teima po^r o Guebas a voar sem seguro nenhum.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Agradar a Graça Machel ou à Frelimo?

Caso Mbuzini
O MIRADOURO pode revelar que este ano, e à semelhança do anterior, o aniversário do acidente de aviação de Mbuzini tem como pano de fundo as expectativas criadas pelo governo da África do Sul quanto à reabertura do inquérito às circunstâncias da morte do primeiro chefe de Estado moçambicano, Samora Moisés Machel. Vai para dois anos que o Presidente Thabo Mbeki deu indicações nesse sentido ao discursar durante a sessão de abertura do Parlamento sul-africano, mas tarda em ser dada a "explicação satisfatória" por ele prometida. Tentativas deste jornal em obter o ponto da situação por parte do ministro da segurança sul-africano, Charles Nqakula – o mesmo que veio posteriormente a Moçambique declarar que seriam usados "os melhores recursos humanos e materiais disponíveis" para investigar o "hediondo crime"– tiveram como resposta o silêncio.

O aparente recuo da África do Sul em relação às promessas feitas em Fevereiro de 2006, que até deixaram comovida Graça Machel, que escutava no Parlamento o discurso do Presidente Mbeki, parece resultar do dilema criado pelo próprio governo sul-africano. Ao que parece, os sul-africanos não sabem exactamente a quem agradar, se à Sra. D. Graça Machel, dando consistência à tese por ela defendida de que gente graúda das Forças Armadas de Moçambique teria agido em conluio com o apartheid no "assassinato" do marido, e ao fazê-lo provocar cisões no seio do regime da una e indivisível Frelimo; ou se aos que beneficiaram directamente da morte de Machel e que hoje detêm o poder, tendo até conspirado na sombra para derrubar o finado, e a quem convém manter acesa a ficção do "crime de terrorismo de Estado" cometido em Mbuzini, fazendo assim com que as pessoas continuem na expectativa quanto a outras investigações, essas infindáveis, ritualmente prometidas em cada Outubro.

Ao enfileirar o cortejo dos que desde o princípio apostaram em manipular os factos sobre o desastre de Mbuzini para atingir fins políticos, a nova África do Sul acabou por se colocar na galeria das nações que se servem de desastres de aviação para fins propagandísticos ou para ocultar objectivos que se prendem com ambições hegemónicas e de domínio estratégico. Os exemplos são vários, e por ordem cronológica poderiam citar-se alguns dos casos mais recentes para melhor compreender-se como foi possível ludibriar os moçambicanos, e não só, a respeito de Mbuzini.

O caso do Boeing-747 das Linhas Áreas Sul-Coreanas, abatido por um caça soviético na noite de 30 de Agosto de 1983, ao penetrar o espaço aéreo da União Soviética, é um deles. Os Estados Unidos, não obstante os factos apurados pelos seus serviços secretos apontarem para erro da força aérea soviética, que tomou o Boeing-747 sul-coreano como sendo um avião de espionagem norte-americano RC-135, por sinal de configuração propensa a confusões com um B-747, especialmente em voos nocturnos, e que sobrevoava a zona na mesma altura do desastre, rapidamente mobilizaram recursos e meios para montar uma concertada campanha de propagada contra Moscovo, agitando e explorando a comoção, a dor e o sofrimento dos familiares das vítimas. A maliciosa campanha de propaganda enquadrava-se naquilo que o então secretário de Estado norte-americano, George Shultz, em nota confidencial endereçada ao Presidente Reagan, dizia ser "um esforço massivo de relações públicas para explorar o incidente." Washington não olhou a meios para apresentar o abate da aeronave civil sul-coreana como um acto deliberado, e para tal deu instruções à representação norte-americana no Conselho de Segurança das Nações Unidas, para reproduzir uma versão adulterada da gravação da conversa entre o piloto do caça e a torre de controlo soviética, para além da transcrição de excertos da gravação ter sido traduzida do russo para o inglês de forma deliberadamente atabalhoada de modo a servir os objectivos da sua propaganda, conforme viria a denunciar Alvin Snyder, na altura director da divisão de televisão e cinema da Agência de Informações dos Estados Unidos (USIA), num livro publicado anos mais tarde sob o sugestivo título, "Guerreiros da Desinformação".

Em 1988, como que o feitiço a virar-se contra o feiticeiro, os Estados Unidos viriam a envolver-se num incidente em tudo semelhante ao do Boeing-747 sul-coreano. Com efeito, um Airbus das Linhas Áreas Iranianas, com 290 pessoas a bordo, era abatido em pleno voo pelo vaso Vincenness da marinha de guerra dos Estados Unidos, desdobrado no Golfo Pérsico. A versão oficial norte-americana foi a de que o Vincenness julgou tratar-se de um avião da força aérea iraniana e que, voando no espaço aéreo internacional, dirigia-se em direcção àquele vaso, alegadamente para lançar um ataque. Diz a mesma versão que o vaso de guerra repetidas vezes havia avisado o Airbus das Linhas Áreas Iranianas de que estava a aproximar-se perigosamente do Vincennes, mas que a tripulação do avião simplesmente ignorara os avisos.

Os factos apurados pela ICAO, numa investigação paralela à dos Estados Unidos, viriam a revelar algo bem diferente. Na altura do abate da aeronave civil iraniana, o Vincennes não se encontrava em águas internacionais, mas sim 4 milhas náuticas dentro das águas territoriais do Irão, em violação, portanto, das mesmas. O Airbus iraniano, que acabara de descolar do aeroporto de Teerão, não se estava a aproximar do Vincennes, nem tão pouco se encontrava em posição de ataque, voando, isso sim, em subida gradual. E diz o mesmo relatório da ICAO que o Vincenness não havia estabelecido positivamente a identidade do Airbus iraniano dado que não tinha o rádio-receptor de bordo sintonizado na frequência em que transmitem os aviões de linhas áreas comerciais.

Em 1994, um outro avião Airbus, recentemente adquirido pela Aeroflot no âmbito da reestruturação e modernização das linhas aéreas russas, despenhou-se quando seguia num voo de Moscovo para o Japão, matando todos os seus 75 ocupantes. Nas semanas que se seguiram ao desastre, o governo russo manteve um silêncio comprometedor, não dando a conhecer aos familiares das vítimas o que teria na realidade acontecido no fatídico voo de 23 de Março daquele ano. Pressionado pela fábrica Airbus, cuja reputação perante os seus clientes e passageiros em geral estava a ser posta em causa, o governo russo viu-se forçado a admitir o inacreditável: um garoto com apenas 15 anos de idade encontrava-se aos comandos da aeronave, tendo perdido o controlo do voo, fazendo com que o avião voasse a pique, despenhando-se pouco depois. A gravação da conversa mantida na cabine de comando revelou que o comandante havia chamado o filha e a filha, que seguiam a bordo, para lhes mostrar quão sofisticado e moderno era o Airbus, e às tantas convida o jovem a sentar-se aos comandos do avião. Apesar dos factos serem claros, as autoridades russas tentariam descartar-se, culpando a fábrica do Airbus pelo sucedido, recorrendo a malabarismos técnicos relacionados com o sistema de piloto-automático da aeronave sinistrada.

Estes exemplos são demonstrativos da facilidade com que os detentores do poder político distorcem a realidade, ocultam factos e manipulam as consciências para, como dizia Shultz, "explorar" cada caso específico. Foi assim com o caso Mbuzini desde a primeira hora. Por camaradagem indefectível, os detentores do poder em Moçambique começaram por ocultar uma testemunha-chave, "evacuando-a", nas palavras do ministro da segurança em exercício na altura, para Moscovo, bem longe das comissões de inquérito, para assim poderem melhor ilibar a tripulação do Tupolev presidencial, não obstante o facto do parecer de técnicos de aviação moçambicanos, enviado à comissão de inquérito sul-africana que investigou o acidente de Mbuzini, ter corroborado todas as conclusões a que ela chegara, incluindo as apontadas como tendo sido a causa do acidente.

Procedimentos como os acabados de referir não se compadecessem com os valores de um Estado de direito democrático. As jovens democracias de Moçambique e África do Sul, que se afirmam apostadas na consolidação da nova ordem política alcançada à custa de enormes sacrifícios humanos e materiais, não podem, por imperativos morais e cívicos, seguir o modelo dos que apenas têm em conta a defesa de estratégias e que agem somente em função de interesses que não são os nossos, e que não hesitam em explorar tragédias em benefício próprio. Os moçambicanos, como todos os povos, merecem ser tratados com maior respeito por quem está nos mais altos postos da Nação. E cabe a estes trazer a limpo o que há muito foi apurado sobre a tragédia de Mbuzini em vez de manterem os cidadãos deste país na eterna ignorância, pondo assim termo, de uma vez por todas, ao descarado aproveitamento político de um acidente de aviação.
Fonte: ZAMBEZE / M I R A D O U R O - ACTUALIDADE NOTICIOSA - MOÇAMBIQUE - MMVII

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Comparar Samora a Jesus é sacrilégio!


Voo rasante
Edwin Hounnou - edhounnou@yahoo.com.br
A 30 de Setembro de 2007, dia em que Samora Machel, se estivesse vivo, faria 74 anos, a Rádio Moçambique fez um programa dedicado ao primeiro Presidente de Moçambique. Os convidados
ao painel e rádio ouvintes fizeram considerações diversas. Concordamos com uns e discordamos de
outros por atribuírem a Machel qualidades sobrenaturais, somente inerentes a Deus.

Machel repudiava a corrupção. Educava seus filhos em escolas onde meninos do povo estudavam. Não
enviou seus filhos para as melhores escolas da Europa ou América, ficando ele a ler um discurso enganoso para entreter o povo, tecendo elogios a um sistema de educação em que não se reflectiam os dirigentes do Partido nem membros do seu Governo.
Depois de mais de 20 anos do seu passamento, ninguém se queixou de ter sido ultrajado por filho de Machel.
Seus filhos não andavam armados para se defenderem de sarilhos. Não há suspeita de que, pelo menos, um
tenha mandado assassinar alguém ou estivesse associado a criminosos.
Foi o comandante guerrilheiro que conduziu, com sucesso, a luta de libertação do povo moçambicano do jugo colonial e proclamou a Independência.
É justo que se lhe reconheça que isso é um marco único na história de Moçambique. Machel tinha muitas qualidades humanas e de liderança.
Machel possuía defeitos. Encabeçou o golpe palaciano contra o vice-presidente da FRELIMO, Uria Simango e, depois da Independência, mandou-o assassinar, na companhia de outros prisioneiros políticos, como Lázaro Nkavandame, Dr. João Unhai, Dra. Joana Simeão, Padre Mateus Ngwengere, Casal Ribeiro, etc., nas matas do Niassa. Criou extensos campos de reeducação onde desapareceram nossos compatriotas.
Máximo Dias, Miguel Murrupa e outros, se não tivessem fugido, provavelmente, teriam o mesmo destino –
amarrados dos pés às mãos, atirados para a vala comum, embebidos regados com gasolina e incendiados. Os assassinatos políticos continuaram para além da Independência. Há vários exemplos que notificam esta prática condenável.
No tempo de Machel foi instituída a pena de morte que vitimou pessoas cujos motivos são, até hoje, desconhecidos pelos seus familiares. Os filhos eram obrigados a assistir, na praça pública, seus pais a serem
chicoteados, alegadamente, em defesa do povo. Muitas liberdades fundamentais tinham sido eliminadas.
Se Machel tivesse governado o País com tolerância, Moçambique não se teria mergulhado na guerra civil. Foi a dificuldade de coabitar com a diferença que levou moçambicanos a regarem o solo pátrio com sangue de seus irmãos.
A Independência parecia ter sido uma troca de pastor branco para pastor preto, em muitos casos pior que o anterior.
A Renamo é uma reacção directa, com a mesma intensidade e sentido oposto, à governação totalitária de
Machel. Malabaristas da praça quando pretendem esconder seus esquemas obscuros de sobrevivência política, não hesitam em beatificar Machel. Nós jamais confundiremos Samora Machel de Jesus Cristo.
Fonte: TRIBANA FAX  M I R A D O U R O - ACTUALIDADE NOTICIOSA - MOÇAMBIQUE - MMVII



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