terça-feira, 12 de julho de 2011
Há indícios de desvio de fundos no STAE
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Produção de material eleitoral e transparência
EDITORIAL
Corremos sempre o risco de sermos acusados de estar ao serviço de potências estrangeiras cujo objectivo é desacreditar as instituições moçambicanas e provocar a instabilidade no país. Mas, perante certas coisas, pedimos a vossa indulgência para que nos deixem manifestar a nossa profunda indignação e repúdio.
O artigo publicado na página dois desta edição conta uma história macabra, de coisas que só podem acontecer em países onde a observância de boas práticas, a transparência e a ética na gestão de assuntos públicos são conceitos totalmente alheios. Onde a promiscuidade entre a elite política no poder e os interesses económicos reina à francesa.
Ouvimos no outro dia o presidente da tão desacreditada Comissão Nacional de Eleições (CNE), Leopoldo da Costa, a afirmar que o material para o acto de votação nas eleições do dia 28 deste mês está a ser impresso na África do Sul, sob supervisão de uma equipa da comissão que dirige.
A afirmação parece tão inocente, e que a impressão do material na África do Sul é apenas uma questão técnica, que se deve à ausência de condições idênticas no país. Mas uma pequena investigação revela que de facto, a impressão na África do Sul não foi encomendada pela CNE, mas sim por um consórcio envolvendo o Grupo Académica e a SOTUX.
No que diz respeito ao software a ser utilizado para a contagem dos votos, sabe-se que este será concebido pela Lab Soft Lda, uma empresa que da investigação feita pelo SAVANA não consta
Também não consta que algum concurso público tenha sido realizado para o apuramento destas empresas, ou qualquer informação sobre outras empresas que tenham submetido as suas propostas.
Por coincidência (acidental ou propositada), o Grupo Académica é dirigido por Mohammed Rafique, destacado membro do comité central da Frelimo, e que se sabe que partilha outros interesses empresariais com alguns dos candidatos nestas eleições.
Por seu turno, a SOTUX é dirigida por Álvaro Massinga, antigo membro do Conselho Fiscal do delapidado Banco Austral, onde à altura da falência do banco, ele devia pessoalmente 650 mil dólares, enquanto que a SOTUX devia 383 mil dólares. Em 2008, Álvaro Massinga foi ouvido pela Procuradoria Geral da República como parte das investigações em curso sobre a morte de António Siba-Siba Macuácua, que havia sido nomeado pelo Banco de Moçambique para administrar a liquidação do Banco Austral.
Não se pode impedir que moçambicanos com posições de destaque na esfera pública ou filiados em partidos políticos tenham interesses empresariais. Contudo, quando tais interesses extravasam para aquilo que é do interesse público, todos temos o direito de ser informados dos passos que tiverem sido tomados para garantir que o processo fosse conduzido de uma forma cristalinamente transparente.
Muito provavelmente a CNE (ou o STAE) teria procurado a aquisição destes materiais ou serviços directamente da África do Sul, eliminando assim os custos de intermediação e poupando o dinheiro do povo.
Com este tipo de cruzamento de interesses haverá ainda mais alguma coisa por saber que já não se saiba?
SAVANA – 16.10.2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Problemas de “Software” ou simplesmente uma “ladroagem eleitoral”
- Na Zambézia recenseamente está quase parado!Em tempos a minha amiga Ivone Soares, na imagem, membro sernior da Renamo queixou-se da “impreparação propositada” e do “consequente assalto ao processo eleitora” por via dos “constrangimentos” por parte do Partido dos camaradas no STAE protagonizar fraudes massivas.
Ora tendo o “software” à seu favor, manipulando-o conseguem perpetuar a sua presença nos corredores do poder em Moçambique. Sem nos refazermos dessas “burla” ao eleitorado que amiudemente se regista que a Soares já se referiu a elas e muito recentemente foi mesmo a vez da AWEPA pedir aos órgão de administração das eleições, por eleições limpas desta em Outubro próximo.
Mas nos parece que os recados não estão a ser acatados. Nota-se claramente que há um crescente desinteresse de se alargar o número de pessoas a se recencearem para o pleito nas zonas centro e norte. Na Zambézia, por exemplo, há informações que dão conta que o processo de recenseamento está virtualmente parado, por que as batérias que alimentam os computadores não carregam.
Quo vadis, STAE!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Líder honesto não é corrupto- Afirmam os bispos católicos de Moçambique

"Aos órgãos de administração eleitoral apelamos a que não cedam a nenhuma tendência de partidarização das suas actividades nem se deixem corromper, por mais exaltantes que sejam as promessas, porque a causa do bem comum é sempre o maior do que qualquer tipo de compromisso", sublinha a CE.
Na mesma carta pastoral, os bispos católicos apelam para que os eleitores olhem para as qualidades dos candidatos, certificando-se da sua competência social, política e económica, para a resolução dos problemas do povo.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Naife que não seja um outro “carrasco” no STAE
Junto do Gabinete da Primeira-Ministra tomou posse ao novo director do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, com mandato de organizar a casa que o seu predecessor o deixou. sábado, 27 de outubro de 2007
Censo eleitoral: Nampula apresenta balanço não positivo - constata presidente da CNE de visita a esta província
O MIRADOUR(O)NLINE pode revelar que o balanço dos primeiros vinte e cinco dias de recenseamento eleitoral em Nampula não é nada animador pois, segundo dados do Secretariado Tecnico de Administração Eleitoral, até ao momento foram inscritos apenas 60.025 eleitores, de 1.8 milhão, número definido como meta. Para aquilo que são as projecções, ao rítmo actual dos trabalhos, até ao final do processo a província estaria em condições de inscrever apenas 200 mil potenciais eleitores.
As avarias constantes dos computadores, geradores eléctricos, incapacidade demonstrada por maior parte dos brigadistas recrutados, no maneio do equipamento electrónico, são alguns dos problemas que a Comissão Provincial de Eleições e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, devem dar a conhecer ao presidente da CNE, João Leopoldo, que se encontra naquela província, com vista à mitigação destes e outros problemas.
Juvenal Bucuane, porta-voz da CNE, disse aos órgãos de comunicação social que tudo estava a ser feito no sentido de flexibilizar o processo.Segundo afirmou, os brigadistas, por exemplo, já são capazes de registar cinco eleitores por hora, o que na sua óptica constitui um enorme avanço, alegadamente, por as pessoas estarem já habilitadas.
Para além do contacto com os órgãos eleitorais, João Leopoldo irá visitar algumas brigadas de recenseamento na cidade de Nampula e no distrito de Meconta, para depois rumar para a província do Niassa. Para a realização deste recenseamento, as entidades que superintendem o STAE contrataram em toda a província de Nampula, um total de 2176 brigadistas para os 544 postos de inscrição.
PS: Em suma, o balanc;o e' negativo um pouco por todo Mozambique onde se multiplicam os atropelos ao processo. Temos que ter a humildade de aceitar que algo esta' mal, reconhecer, descontinuar e fazer de novo o recenseamento. Porque o que se esta' a assistir e' uma autentica perca de tempo e gasto de dinheiro.Fonte: NOTÍCIAS/ M I R A D O U R (O)NLINE - CANAL NOTICIOSO - MOÇAMBIQUE - MMVII
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