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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Novo pleito eleitoral melhor para a crise Zimbabwena


...reclama o Presidente Ian Khama que sejam supervisionadas pela comunidade internacional.

Foi anteontem que Khama, o único líder da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) que condenou aberta e publicamente em diversas ocasiões o Governo de Robert Mugabe, acusando-o de violações dos direitos humanos e de manipular os resultados eleitorais, disse perante o Parlamento do Botswana que “perante a ilegitimidade da segunda volta das presidenciais zimbabweanas, em Junho, não resta outra saída senão levar a efeito novas eleições”.

“Novas eleições promovidas e supervisionadas pela comunidade internacional são a única via para tirar o país do impasse e da crise política. Dessa forma evitar-se-ia uma repetição daquilo que aconteceu na segunda volta das presidenciais, que não foi justa nem livre, mas, ao invés, caracterizada pela violência e pela intimidação”, salientou o presidente do Botswana no discurso sobre o Estado da Nação.

Ian Khama insistiu na ideia de que “deveria ser inaceitável que partidos no poder manipulem os resultados eleitorais para se manterem no poder, uma vez que isso é mau para a democracia no continente africano em geral”.

O candidato da oposição, Morgan Tsvangirai, foi o mais votado na primeira volta das eleições de 29 de Março, mas desistiu de disputar a segunda volta, alegando que a violência das forças de segurança e dos agentes do partido no poder (a ZANU-FP) contra as populações suspeitas de terem votado no MDC na primeira volta inviabilizavam um escrutínio livre.

Fonte Noticias

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Credibilidade de Mugabe seriamente afectada durante Cimeira da SADC

Manzini (Canal de Moçambique) - O chefe do regime da ZANU-PF, Robert Mugabe, abandonou abruptamente a Swazilândia, evitando assim comparecer perante jornalistas durante a conferência de imprensa agendada para o fim da cimeira da SADC que entre outros pontos devia discutir a crise no Zimbabwe. A discussão da situação prevalecente neste país acabou por ser adiada para uma próxima cimeira em virtude do primeiro-ministro zimbabweano, Morgan Tsvangirai, não ter podido estar presente por falta de passaporte.
O novo incidente político deliberadamente criado pelo regime da ZANU-PF causou um mau estar não só da parte do país anfitrião, como também entre os delegados de Moçambique, República Democrática do Congo, Angola, Botswana e África do Sul. Embora o secretário-executivo da SADC tenha tentado subvalorizar a dimensão do incidente, o facto é que Mugabe voltou a surgir como um embaraço para os Estados membros daquela organização e para todo o continente africano mercê do seu condenável comportamento.
Em face da impossibilidade de Morgan Tsvangirai comparecer à cimeira da SADC, o Movimento para a Mudança Democrática emitiu um comunicado no qual dá conta de que o Ministério do Interior do Zimbabwe, ao não emitir um passaporte em nome do primeiro-ministro, é uma flagrante demonstração da falta de confiança e de boa vontade por parte da ZANU-PF e relação ao MDC e ao acordo político que os dois partidos deviam implementar. O comunicado refere que “insistência da ZANU-PF em emitir documentos de viagem provisórios em nome do primeiro-ministro Tsvangirai, limitando os países a visitar, põe em perigo o acordo político firmado sob mediação de Thabo Mbeki. O documento acrescenta que a atitude da ZANU-PF é demonstrativa da sua falta de sinceridade relativamente ao acordo assinado a 15 de Setembro último. (Redacção / The Zimbabwean)

sábado, 11 de outubro de 2008

Zimbabwe: Unilateralismo da Zanu-PF censurável

…com a indicação de Ministros por Mugabe, da Zanu-PF, em franco atropelo dos acordos recentemente assinados com os MDC's
Depois de semanas de negociações sem saídas para a formação de um governo de unidade nacional, Robert Gabriel Mugabe decidiu na semana que termina e unilateralmente indicar novos ministros para os vários postos governamentais, sobretudo os que têm haver com as forças armadas e a segurança. O MDC, de Morgan Tsavangirai (na foto 'a direita), condenou este esforço negativo de Mugabe e pede que Thabo Mbeki, antigo chefe do estado da África do sul e negociador de paz da crise zimbabwena, venha, uma vez mais, mediar este encalhamento do processo de normalizacao do crise zimbabwena. Confira um pouco mais através o artigo da BBC, podendo usar o tradutor ao lado para ler em português.
Foto AFP

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ódio, desprezo e temor cimentam o acordo de partilha de poder no Zimbabwe.

... e que futuro? Tem tal GUN pernas para andar?
Segundo o colunista João Carlos Barradas, "Robert Mugabe cedeu, acossado pelo colapso económico e ante o temor de Jacob Zuma cortar todas as pontes com Harare, quando assumir a presidência da África do Sul no próximo ano. Morgan Tsvangirai falhou na tentativa de negar legitimidade ao regime, não conseguiu criar uma dinâmica regional para o isolamento de Mugabe e temeu ser reduzido ao exílio e à irrelevância política pela escalada repressiva do regime Arthur Mutambara, líder de uma facção oposta, desde 2005, a Tsvangirai, no Movimento para a Mudança Democrática (MDC), fracassou na tentativa de negociar um lugar proeminente à sombra de Mugabe e viu-se ameaçado pelos seus próprios correligionários, que recearam ser esmagados pelo partido governamental ZANU-PF.
Impotentes, mas senhores de arraigado desprezo mútuo, os três líderes do Zimbabwe enveredaram por um compromisso de que contam tirar benefícios para posteriores ajustes de contas." Tenha mais desenvolvimentos desta postagem neste elo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Poder em Harare como Noé Nhantumbo percebe

...poder ser como precisamente o mundo civilizado percebe.
Em artigo de opinião, no Canal de Moçambique, imprensa online, Noé Nhantumbo faz uma reflexão circunstancial sobre a “partilha do poder em Harare” em que ele adensa seu fio de pensamento com a “vitória do pragmatismo e do povo: a confraria dos Libertadores recebeu um primeiro aviso...” Como se não bastasse, corre já uma notícia do ar de desconforto, em que Mugabe está mergulhado, pela estrondosa derrota que teve em Março passado, apesar de tsavangirai o ter sossegado. Mugabe chegou mesmo a transmitir o seu ‘calvário’ aos membros do seu Zanu-PF num encontro recente, dizendo que o acordo do GUN com a MDC foi uma autentica “humilhação”.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Finalmente o acordo chegou aos Zimbabueanos

…Mas Mugabe não vai “engolir” a MDC?

Foi, finalmente, assinado hoje (11.10h) o acordo de partilha de poder entre o Zanu-PF e a MDC bem assim Da MDC-facção, com a presença do mediador Tabu Mbeki e representantes da região e de África. Tudo quanto se sabe Roberto Mugabe permanece chefe de estado, presidirá o gabinete e vai chefiar as forças armadas. Enquanto isso, o senhor Morgan Tsagangirai será um premier-executivo que terá poderes de coordenar a actividade de um conselho de ministros e controlar as forças policiais. O vice-premirer passa a ser o senhor Arthur Mutambara. Os mais cépticos vêem neste acordo muitos lúpulos que podem levar o MDC a ser "engolida" por Mugabe, como o foi com caso de Joshua Nkomo da Zanla-PF. Outrossim, enquanto Mugabe retiver o cargo de camandante-em-chefe das forças armadas zimbabueanas, o perigo, de a qualquer momento deste usá-las para cometer atrocidades contra os zimbabueanos, é maior. Há outras vozes que preferem ser mais optimistas, dando crédito, primeiro, o Thabo Mbeki por ter arrancado este acordo que vai permitir a reconciliação da família zimbabuena e, segundo, o abrir das portas para a solução da crise económica. Foto AFP

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Tsavangirai e Mugabe com acordo


...na formação do Governo de Unidade Nacional para gestão até novas eleições gerais.

Segundo a imprensa internacional, no Zimbabué o líder da oposição, Morgan Tsvangirai [na foto] e o presidente Robert Mugabe alcançaram um acordo de partilha de poder após sete semanas de intensas - e duras - negociações. O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, o mediador das negociações, disse numa conferência de imprensa em Harare que os pormenores do acordo seriam divulgados na cerimónia da sua assinatura, na próxima segunda-feira. O Governo e o MDC de Tsvangirai já tinham decidido que este último seria primeiro-ministro e Mugabe presidente mas não tinham até agora chegado a um consenso quanto aos respectivos poderes executivos. Pensa-se que o acordo contempla a criação de um Conselho de Ministros presidido por Mugabe como um órgão separado do Governo, chefiado por Tsvangirai. O que não está, no entanto, ainda claro é qual dos órgãos terá, na prática, mais poder. Leia os desenvolvimentos desta hitória aqui.

sábado, 5 de julho de 2008

Botswana não reconhece Mugabe e pede a SADC para seguir seu exemplo



… distanciando-se da posição de Moçambique



Num comunicado distribuido ontem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiro tswana refere que o país não reconhece Mugabe, como Presidente e apela o grupo regional, SADC, para não o fazer, no seguimento da 2a volta das eleições por ele concorridas sozinho.

Como país que se guia pela práticas democráticas e estado de direito, Botswana não…reconhece os resultados da segunda volta das eleições e espera que os estados membros façam o mesmo,” disse o Ministro das relações exteriors Phandu Skelemani no comunicado.


Foto Reuters - AlertNet

domingo, 29 de junho de 2008

Mugabe inicia novo mandato hoje



O presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, é reempossado no cargo, depois de conquistar uma "vitória esmagadora" nas eleições presidenciais de sexta--feira, segundo uma fonte aliada ao poder naquele país. Todavia, a intimidação e violência não impediram que milhões de eleitores boicotassem estas eleições. Grande parte da comunidade internacional já considera o pleito de uma "farsa eleitoral". Mas o “TheHerald”, jornal do governo, noticia o contrário. Mugabe assegurou uma vitória retumbante, ante o esforço da propaganda dos seus inimigos.

A reacção do Governo de Maputo ainda não se conhece, no entanto. Depois de ter posto termo a uma manifestação liderada pela Ligados Direitos Humanos e do Centro dos Estudos Moçambicanos e Internacionais parece que procura outra maneira maquiavelica de dizer que reconhece Mugabe como o grande ganhador desta farsa eleitoral. Está demora do Governo de Maputo de reconhecer é, ademais, vista como tendente a ‘queimar tempo’ em face da pressão que já passou a ser exercida aos líderes da região, mormente aqueles do clube SADC que alinham com a dita ‘diplomacia silenciosa’ a cabeça da qual está o presidente sul africano, Thabo Mbeki.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Eleições no reino do Senhor Mugabe

por Vítor Gomes Pinto

No dia 29 próximo pela primeira vez o Zimbabué, país de 13 milhões de habitantes no Sul da África, terá quatro eleições simultâneas, para Presidente, Câmara, Senado e governos locais. Robert Mugabe, aos 84 anos, quer um sexto mandato e é novamente o candidato pelo ZANU-PF (União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica), mas desta feita tem dois fortes oponentes com chances: Morgan Tsvangirai, líder do MMD (Movimento para a Mudança Democrática) que foi por ele derrotado nas últimas eleições e o ex-Ministro das Finanças Simba Makoni, independente. Não há pesquisas de opinião confiáveis, mas a maioria hoje silenciosa parece dar o favoritismo a Makoni seguido por Tsvangirai. (Fonte: Oobservador)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Holanda insurge-se contra uma eventual ida de Mugabe a cimeira afro-europeia em Lisboa

A HOLANDA manifestou-se, ontem, contra a presença do presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, na II cimeira África-Europa, prevista para 8 e 9 de Dezembro em Lisboa, juntando a sua voz às do Reino Unido, República Checa, Suécia e Finlândia.
O MIRADOUR(O)NLINE pode revelar que "não é de todo desejável que Mugabe esteja presente na cimeira", disse à AFP o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros holandês, Bart Rijs.

"Já falámos com (as autoridades de) Portugal que assegura a presidência da União, para que se encontre uma solução. Se se confirmar a presença de um representante do Zimbabwe, então a União Europeia deve abordar longamente a questão da situação dos direitos humanos nesse país", afirmou o porta-voz de Maxime Verhagen. Interrogado sobre um eventual boicote da Holanda no caso de Mugabe se deslocar a Lisboa, Bart Rijs escusou pronunciar-se, limitando-se a indicar que Haia analisará, então, essa situação. Na semana passada, em Lisboa, o primeiro-Ministro britânico, Gordon Brown, reafirmou que o Reino Unido não participará na cimeira África-Europa se Mugabe estiver presente na capital portuguesa."Não nos podemos sentar à mesma mesa que o Presidente Mugabe", afirmou, então, Brown, acusando o governo de Harare de violações aos direitos humanos, razão pela qual Londres "não pode caucionar um governo que age com brutalidade sobre a sua população".

A II Cimeira África-Europa – a primeira decorreu em 2000 no Cairo –, tem vindo a ser sucessivamente adiada desde Abril de 2003, depois de vários países europeus se recusarem a acolher Mugabe, devido às alegadas violações dos direitos humanos no Zimbabwe. Portugal, que preside à União Europeia até ao final deste ano, tem vincado a sua intenção de concretizar a cimeira, apesar da posição britânica. Se o Reino Unido se recusa a estar presente na Cimeira, no caso de Mugabe estar presente, o mesmo se passa com a República Checa, embora Finlândia e Suécia estejam dispostos a participar, mas não ao alto nível.

Entretanto, os chefes da diplomacia portuguesa e maliana defenderam ontem que a União Europeia e África devem aproveitar a Cimeira de Lisboa, para avançar para uma "nova parceria", pondo fim à "interrupção do diálogo" entre os dois blocos. As declarações de Luís Amado e do homólogo do Mali, Moktar Ouane, foram feitas no final de uma reunião na capital maliana, Bamako, primeiro ponto de passagem no périplo africano que o chefe da diplomacia portuguesa está a fazer no âmbito da preparação da cimeira África-Europa."Podem contar com o Mali para a União Europeia e para a Comunidade das Democracias", organização de cerca de 100 países, cuja presidência bienal passa do Mali para Portugal já em Dezembro, afirmou Moktar Ouane, após encontro com Amado.

O chefe da diplomacia maliana afirmou esperar que a partir da reunião de quarta-feira entre a Presidência do Conselho da União Europeia e alguns chefes de diplomacia africanos se "possa chegar à formulação de uma parceria estratégica entre os dois continentes". Isto, adiantou, numa altura em que está "interrompido o diálogo" bilateral, que "é necessário para o bem dos dois continentes e do mundo".

Fonte: NOTÍCIAS/ M I R A D O U R (O)NLINE - CANAL NOTICIOSO - MOÇAMBIQUE - MMVII

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