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domingo, 1 de junho de 2008

Que eleições municipais teremos este ano?


… é importante que se vote porque só o voto é que legitima os caminhos de democracia



Se bem que se considere que a CNE esteja consciente de que o tempo lhe é madrasta neste momento, há que diga que há muito que se possa fazer até que as eleições tenham lugar: Recenseamento, educação cívica, propaganda dos partidos e garantia do voto.


Na verdade, no que toca aos partidos, esta semana que termina o Chefe da Propaganda e Mobilização deu o ponta pé de saída ao anunciar que vão ter lugar as eleições internas para escolha de candidatos do partido para corrida das municipais e contactos com a base para testar as águas se vão ou não ganhar. Todavia, não se põe se ou não se vai ganhar. Para o Chefe da Bancada da Frelimo na AR, o importante é ganhar bem. Até aqui, não estamos a ouvir nada do lado da Renamo no que respeita à seu programa eleitoral, embora reconheçamos que já a muita movimentação quer ao nível da sua sede e nas províncias. Afinal que eleições municipais teremos este ano? Como vão ser organizadas, há listas ainda que provisórias? O que a CNE faz neste momento para garantir que o STAE cumpra com os prazos e o público tenha acesso a educação cívica? Não importa que nos recenseamos, mas é importante que se vote porque só o voto é que legitima os caminhos de democracia que Moçambique porfia. Foto BBC

quarta-feira, 7 de maio de 2008

‘Bloguistas’ moçambicanos alvos a abater pelo regime!

- Pois há sinais claros que os "bloguistas" que escrevem dentro e fora do país poderão ser alvos do regime nos próximos tempos.
Na sua recente intervenção na Assembleia da República, o PGR, Augusto Paulino dedicou especial atenção aos crimes cibernáuticos …e um blá-blá sobre vazio legislativo na matéria; por um lado.
Por outro lado, o Departamento de Mobilização e Propaganda da Frelimo, órgão partidário que gere o Partal e a Rádio Indico deste Partido tem amiudemente lançado claras ameaças aos que ousam usar e citar os seus materiais, sem, no entanto, explicitar como se deve usar o material. Por exemplo, se vais a Gazeta Áfrical Intelligence da Indian Ocean Newletter está lá claro que aquilo é um negócio. Ela quer que gente subscreva. O PGR e a Frelimo não tem esses instrumentos que sirvem de guia para os demais cidadãos.
Portanto, está eminente perseguição de carácter político-partidário e é possível que [sem querer ser advogado do fatalismo] que na segunda parte deste ano civil se identifiquem e aprisionem bloguistas. Um conselho amigo aos que escrevem. Revejam bem os vossos blogues e se preparem para as batalhas que vêm contra o regime. Á-proposito deste apontamento, veja reflexões similares no MozVoz. Foto: Noticias da Cidade

terça-feira, 1 de abril de 2008

Empurrar etnias umas contra as outras é táctica da Frelimo

- Bandeira da cidadania
A pretensa unidade nacional de que a Frelimo volta e meia apregoa ser autora e guardiã, afinal na passa de um discurso falacioso, mas que na prática ela joga uma cartada manipuladora, empurrando pessoas pertencentes a uma determinada tribo contra as outras. Um caso nítido e inegável é a recente nomeação do Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nhussi, cidadão de origem dos falantes da língua Makonde, e por via disso, considerados Makonde.
Não passaram muitos dias após este ter assumido o pelouro que vozes apareceram a proclamar que Guebuza terá acertado desta vez, pois já se nota ‘um balanço étnico’ dado que com a saída do então chefe do estado maior general que pertence a mesma tribo a ‘paz estava ameaça’. Sinceramente, porque Moçambique tende ser refém de uma determina tribo seja qual for que acha que tem que ter seu representante no poder?
Isto também é uma chamada de atenção aos cidadãos que se acham que, pertencendo a uma certa tribo, teem melhores chances na vida, que os cidadãos de outras origens étnicas. É verdade que por ironia de destino, os Makondes foram em grande número a luta de libertação, mas isso não lhes pode dar credenciais de cidadão de primeira classe, ou seja os preferidos do poder da Frelimo. Os Makondes merecem a nossa homenagem por terem participado na luta pela libertação, pelo que estamos eternamente agradecidos.
Mas isso não pode fazer com que a Frelimo os use, a troco de uma ‘apadrinhada’ posição ministerial ou acesso a créditos, ou a bens ou ainda colocá-los em aldeias, por terem participado nesta está acção patriótica, sem paralelo na história de Moçambique. Porque, se eu for Makonde hoje a minha palavra é mais ouvida que a de outros concidadãos? Porquê que sou admitido aos quadros no Ministério da Defesa, do Interior, no dos Antigos combatentes, nos Hospitais Militares imediatamente e com facilidade, se eu for Makonde? Porque os ‘bairros dos Makondes’? Porque ‘aldeia dos Makondes’? Porque estes perto de tudo o que e' quartél militar. É um projecto ou estratégia de defesa da Frelimo?
Concluindo, o que estou aqui a escrever pode ser facilmente conotado por ‘tribalismo’, mas não é nada disso. Já essa constatação é generalizada e urge acabar. Makonde deve ser como qualquer outro neste vasto pai's. Sou da opinião de que a Frelimo usa os Makondes contra as outras tribos do país, sobretudo quando ela se ve em apuros. (Consulte a origem da imagem aqui)

Nota: Já em Mocuba anos 80, um professor de Desenho formado pela UEM e cursos superior na antiga DDR e de origem Makonde. Como é óbvio, em desenho, muitos trabalhos são feitos em casa, mesmo aqueles que são para classificações, dado o volume e fundo do tempo que esta disciplina que é pouco no ensino secundário. Numa dessas vezes, um aluno pede ao professor para lhe entregar o trabalho prático na sua residência porque era para uma avaliação crucial. A residência do professor localizava-se a meio do bairro dos Makondes, junto do então Comando Militar Provincial da FADM na Zambézia e quartel de Mocuba. Sabe onde eu vivo, nem? – Indagou o professor. O aluno responde – stôr não vive no bairro dos Makondes!? Não queira imaginar qual foi a balbúrdia [professor: Você me conhece politicamente, administrativamente hum…ante um olhar medroso do aluno] que culminou com a expulsão do aluno da sala. Portanto foi uma lição de cidadania que o professor procurou dar para que o aluno não usasse a sua etnia Makonde para fins afins. Nós e outros na sala aprendemos de uma vez por todas a lição de cidadania.

Moçambique não defende a sua dignidade

[Quanto aos] cidadãos nacionais residentes no estrangeiro

constatação de Manuel de Araújo, deputado da RUE

O presidente substituto da Comissão de Relações Internacionais na Assembleia da República (AR), Manuel de Araújo, defendeu em entrevista exclusiva ao «Canal de Moçambique» que "Moçambique ignora a defesa da dignidade de cidadãos nacionais residentes no exterior bem como dentro do seu próprio País".
Segundo aquele parlamentar, "devido à postura dos governantes moçambicanos, o nosso cidadão é considerado como sendo de segunda classe no seu próprio País e no mundo, daí o desrespeito que tem merecido no exterior". Manuel de Araújo, que teceu estes comentários em volta de um assunto recentemente reportado pela Televisão de Moçambique, dando conta de que nossos concidadãos estão a ser maltratados por sul-africanos no país vizinho, tendo aparentemente como móbil, de acordo com a referida reportagem a disputa de empregos, dado que os moçambicanos são mão de obra barata e fazem concorrência considerada desleal pelos trabalhadores sul-africanos preteridos.
"O nosso Alto Comissariado na África do Sul tomou uma atitude que não se deve repetir. Acho que as instituições competentes devem tomar as medidas necessárias para que aquele tipo de situações não volte a acontecer. É chocante quando um moçambicano, em representação do seu concidadão no exterior não consegue defendê-lo", disse Manuel Araújo. De acordo com este deputado pela Renamo-União Eleitoral "estas atitudes tem repercussões negativas na imagem do País e do próprio cidadão moçambicanoNós temos estado cá dentro do País a defender a moçambicanidade ou o «Orgulhosamente Moçambique», enquanto afinal de contas, os governantes moçambicanos são primeiros a não respeitarem essa moçambicanidade".
"Se nós próprios não nos respeitamos como moçambicanos, não haverão outros povos ou cidadãos a nos respeitarem", disse Araújo para de seguida avançar que "este não é um caso isolado”. “Nós vemos semanalmente moçambicanos a serem despachados na fronteira de Ressano Garcia para Moçambique em comboios e sob condições sub-humanas. E o Estado não reage a essas situações". Por outro lado, este interlocutor referiu que "nós vemos no Zimbabwe situações em que aquele governo expulsa moçambicanos e o Estado não reage. Isso tem que acabar. O nosso Governo tem saber defender o cidadão nacional quer dentro quer fora de Moçambique".
Manuel de Araújo, categórico e agastado com o tipo de tratamento que alguns moçambicanos, não poucos, têm merecido no exterior e mesmo cá dentro, disse ainda que "há de falta de patriotismo por parte Governo moçambicano no que diz respeito à vida dos moçambicanos no exterior. Os nossos governantes esquecem que não pode haver uma pátria sem o cidadão. O cidadão deve ser a definição do que é patriótico. E a defesa do interesse nacional deve passar pela defesa do cidadão e não pela ignorância sobre aquilo que devem ser os direitos e deveres de cada cidadão".
"O que nós temos visto é que o Governo ignora aquilo que deve ser o seu papel para com os moçambicanos que residem no exterior e mesmo cá dentro do País", disse Manuel Araújo para de seguida acrescentar que "o Governo moçambicano aceita a atitude de que de entre eles e os cidadãos estes são de segunda classe, o que não podemos aceitar.
A vida de um cidadão moçambicano deve ser igual à de um cidadão americano em termos de dignidade". "Se formos a ver, por exemplo, o Governo americano quando constata que a vida do seu cidadão está em perigo ou há violação dos direitos humanos, ou há violação da sua dignidade, toma uma atitude robusta perante a situação. Até é capaz de envolver as suas forças armadas para defenderem a dignidade do seu cidadão. O que em Moçambique é o contrário". "Temos agentes do Estado que recebem os seus salários com base na contribuição dos cidadãos moçambicanos, mas quando este mesmo cidadão se encontra em perigo os governantes são os primeiros a atirá-los aos leões e esta atitude não pode continuar", diz o deputado da Assembleia da República, Manuel Araújo Ele referiu entretanto várias causas que concorrem para o desrespeito contínuo da dignidade dos moçambicanos em qualquer parte do mundo:
"a primeira é porque o Governo não respeita a dignidade moçambicana; a segunda é que nós como parlamentares não estamos a fazer o nosso trabalho como deve ser; a terceira é que vocês como jornalistas também não estão a fazer o vosso trabalho como deve ser. Cada actor tem de fazer o seu papel. E o jornalista deve denunciar esses actos desumanos. E nós como parlamentares temos que monitorar todos os assuntos que dizem respeito à violação da dignidade de cidadãos moçambicanos no exterior no País em geral", conclui Manuel Araújo. (Emildo Sambo & Borges Nhamirre-Canal de Moçambique/Imagem de tres mozambicanos a serem 'devorados' por caes na RSA num passado recente (1989) que foi encontrada aqui)

Angola24Horas

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