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VOA News: África

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terça-feira, 8 de abril de 2008

Carestia de vida preocupa munícipes

O agravamento dos preços dos transportes semicolectivos de passageiros, a subida do preço do pão e de outros produtos de primeira necessidade, com destaque para o arroz, o estado precário em que se encontram algumas estadas, sobretudo nas zonas periféricas da cidade, bem como o recrudescimento da onda de criminalidade constam do rol das preocupações apresentadas pelos munícipes do Distrito Urbano Número Quatro (DM4), na cidade de Maputo, no decurso de um encontro havido no último sábado com o chefe da edilidade da capital do país, Eneas Comiche, no quadro da sua “presidência aberta”.
O encontro, que teve lugar na Escola Secundária Solidariedade, no bairro de Mavalane, visava fundamentalmente a auscultação dos anseios e preocupações dos residentes de vários bairros que compõem aquele distrito municipal, como a prestação de contas relativas ao grau de cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral em 2003.
Num encontro bastante concorrido, os munícipes de vários bairros daquele distrito não esconderam as suas frustrações e o seu descontentamento face ao aumento sistemático do preço do pão e de vários outros produtos básicos, facto que encarece cada vez mais o custo de vida do cidadão com baixo poder de compra.
Das várias intervenções havidas no encontro, os munícipes defenderam que o Estado tem a responsabilidade de garantir a protecção e provisão do bem estar do cidadão e não tomar decisões que sufocam a sua vida.
Virgílio Munguambe, um dos participantes no encontro, disse que a preocupação primordial para os residentes daquele distrito é o agravamento do preço que sufoca a vida do cidadão.
“As manifestações que têm ocorrido nos últimos tempos no nosso país espelham o sentimento do cidadão comum, que não encontra saída para aguentar o elevado custo de vida”, disse Sérgio Macamo, para quem estes acontecimentos devem merecer a atenção das autoridades, indicando que o Estado deve consultar sempre a base antes de tomar medidas sérias que têm implicações na vida do cidadão.
Manuel Vilanculos, também daquele distrito, disse na ocasião que a falta de água, postos de saúde e o acesso ao ensino são outros problemas que apoquentam os residentes de diferentes bairros.
“No bairro do Hulene B, onde resido, não temos nenhum fontanário, recorremos à água de um único privado existente e de poços”, disse Vilanculos.
Reagindo às preocupações e anseios dos munícipes, Eneas Comiche disse que a edilidade vai continuar a trabalhar com as estruturas competentes para resolver as preocupações dos citadinos, mas afirmou que parte destes problemas não depende apenas do município, mas que iria encaminhá-los às entidades competentes. Fonte e foto Notícias

quinta-feira, 13 de março de 2008

Tumultos reflectem um vazio no seio da população


"A ministra da Administração Pública, Victória Diogo, disse que "os tumultos que tem acontecido nos últimos tempos um pouco por todo o país, reflectem uma percepção errada e também podem reflectir um vazio no seio da população". Estas declarações de Vitória Diogo, por sinal irmã da primeira ministra Luísa Diogo, foram proferidas durante um seminário com Secretários Permanentes provinciais. No mesmo, ela disse aos seus pares que "como quadros dirigentes não podem olhar com frieza a tudo o que acontece nas suas respectivas províncias". Também criticou o facto de nenhum secretário Permanente ter conseguido integrar quadros da sua província nos distritos. E para já, este ano “há 45 mil promoções” por se fazer. Por outro lado, de acordo com informações recolhidas pelo «Canal de Moçambique», há uma erosão na remuneração dos funcionários públicos, tal como existe uma compressão salarial que contribui para a redução da qualidade da prestação de serviços públicos e a proliferação de esquemas de remuneração dentro da função pública e fora do sistema estabelecido sobre carreiras e remunerações. "Leia + no Canal de Mocambique.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Não há marrabenta que o segure!


Quando toca a sargento, o moçambicano não brinca

por Jorge Eurico

- A manifestação do dia 5 de Fevereiro foi um “reviralhismo”que teve como escopo repor os desvios sociais e económicos da política do Governo


Ecos do 5/2-Veronica Macamo se safa 'in extremis'


A segunda pessoa mais importante do segundo órgão de soberania do Estado moçambicano foi salva da fúria popular, in extremis, por obra e graça de alguns agentes da Policia da República de Moçambique (PRM) que se encontravam no local.
NO dia cinco de Fevereiro de 2008, a 1.ª vice-presidente da Assembleia da República (AR) foi interpelada, por volta das 08h30 minutos, na Avenida Marien Ngouabi, em Maputo, pelo Povo que, sem provocar o ruído armado das revoluções, saiu para se manifestar contra o aumento do preço dos combustíveis na capital do País. O carro de Verónica Macamo foi alvejado com pedras e outros instrumentos contundentes. Consequência: vidro e pára-brisas literalmente partidos. A segunda pessoa mais importante do segundo órgão de soberania do Estado moçambicano foi salva da fúria popular, in extremis, por obra e graça de alguns agentes da Policia da República de Moçambique (PRM) que se encontravam no local.(OOBSERVADOR)

segunda-feira, 3 de março de 2008

Sinais irrefutaveis sobre o controle da Frelimo sobre os media: TVM. RM e Jornal Noticias



- O 5 de Fevereiro


Do extrato "sobre os acontecimentos do 5 de Fevereiro, em Maputo e Matola, Guebuza disse estar consciente das reivindicações mas que as pessoas não deviam destruir aquilo que custou a conquistar, tendo por outro lado aconselhado aos membros da comunidade de Benelux a ler o jornal Noticias e ouvir a RM e a TVM se quiserem respostas sobre as outras questões por si levantadas. Sobre a outra Comunicação Social escrita, falada e televisiva nem a mais pequena menção. "Se quiserem respostas sobre as vossas inquietações e saber da realidade do vosso pais leiam o jornal Noticias e ouçam a RM e a TVM, porque esta tudo lá" - disse Guebuza, tendo acto continuo Venâncio Massingue, o ministro da Ciência e Tecnologia se levantado e ditado o endereço electrónico do Notícias…" Confira a totalidade desta noticia aqui.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O povo está cansado de sofrer – admite Presidente da República


Feridas ainda não sararam
Guebuza fala na Holanda da revolta de 5 de Fevereiro


O Presidente da República, Armando Guebuza, de visita oficial ao Reino dos Países Baixos, disse quarta feira última em reunião no Hotel Plazza com os empresários que o acompanham nesta sua visita de trabalho à Holanda, que “as manifestações que aconteceram em Maputo no passado dia 5 de Fevereiro e que certamente todos acompanhámos, e que alguns chamaram de greve e outros de tumultos sociais”, se devem ao facto do povo estar cansado de sofrer e servem de lição para que se redobrem esforços na mitigação dos problemas de que padece o Pais. Guebuza, visivelmente agastado com os últimos acontecimentos em Moçambique, assumiu perante os presentes que o País vive no presente e não pode esperar pelo futuro. “Não queremos hipotecar o desenvolvimento. Temos que assumir o desafio agora e não ficarmos reféns do amanhã”, acrescentou o Chefe de Estado.

Já na Universidade Técnica de Delft, Guebuza afirmou que o País precisa de políticas de desenvolvimento harmoniosas. Revelou que a cooperação com a Holanda vai incidir grandemente na criação de instrumentos técnicos capazes de influenciar positivamente no estancamento dos efeitos das cheias. Bombardeado por perguntas dos presentes, especialmente académicos e estudantes holandeses, Guebuza foi respondendo, com algum nervosismo à mistura. Deixou no entanto claramente entender que os desafios estão reféns da realidade. E comentou na ocasião que se peca por defeitos culturais, corrupção, e gestão duvidosa de fundos. Frisou ainda que estes dois últimos aspectos influenciaram negativamente levando a que o governo holandês retirasse o seu apoio ao sector da Justiça em Moçambique. Leia + aqui.
Nota: Era preciso sair do pai's para tecer comenta'rios a volta do 5/2. Presidente, seja um pouco responsavel!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Catorze recolhem aos calabouços frelimenses por ligação à greve dos chapas100

- Governo aplica uma lei anti-terror pós greve dos transportadores, num aparente ‘ajuste de contas’ com os grevistas

Segundo a TVM, "catorze pessoas encontram-se detidas na Décima Oitava Esquadra da Polícia, em Maputo, em conexão com a paralisação dos transportes semi-colectivos de passageiros, registada segunda-feira nas cidades de Maputo e Matola. Ainda no contexto da paralisação, a Polícia apreendeu duas viaturas mini-bus, supostamente usadas para transportar jovens que protagonizavam desordem na via pública". Conforme a fonte que estou a citar "os indivíduos encontram-se detidos na Décima Oitava Esquadra da PRM. De acordo com a TVM, "ainda em resultado das paralisações a Polícia apreendeu dois mini bus. Arlindo Muchanga é um dos motoristas neste momento sob custódia da Polícia. A causa da detenção foi de que este "e' acusado pelos agentes da lei e ordem de ter transportado na sua viatura parte do grupo de indivíduos que protagonizaram perturbações numa das artérias da cidade. Muchanga, que na manhã se segunda-feira ia na companhia de seu cobrador nega tudo, e diz que foi obrigado a transportar as pessoas que ameaçavam destruir a viatura." Depois da paralisação de segunda-feira, os “chapas” voltaram à sua actividade normal. Parece que aqui o Governo está apostado a fazer rolar cabeças de quem lhe opõe e tenha dado prestação material durante a paralisação das transportadoras. Isto é, afinal, o devir de uma lei anti-terror.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Deputado do PSD termina visita preocupado com situações de pobreza

O deputado do PSD para a Emigração José Cesário mostrou-se hoje preocupado com situações de pobreza que encontrou entre as comunidades portuguesas, durante uma visita a Moçambique e à África do Sul. "Voltam a ser preocupantes as situações de pobreza, incerteza quanto ao futuro e a criminalidade", disse o deputado social-democrata à Agência Lusa um dia depois de ter terminado a deslocação àqueles países.

"Devido a circunstâncias diversas - a agitação popular e a situação económica que não evoluiu tanto como se desejava em Moçambique e uma série de situações que criaram instabilidade na África do Sul, como as sucessivas falhas de energia - há um clima de grande preocupação em relação ao futuro", afirmou José Cesário. Segundo o deputado eleito pelo círculo Fora da Europa, "os fantasmas vêm ao cimo" quando confrontados com problemas políticos e agitação social. José Cesário disse ainda ter encontrado nos dois países "muita gente com situações económicas muitíssimo delicadas" e denunciou que continuam a registar-se "algumas situações de violência" na comunidade portuguesa residente na África do Sul.

O ex-secretário de Estado das Comunidades disse ainda que portugueses residentes em Moçambique "sofreram algumas consequências", como danos materiais nos seus veículos, com as manifestações de rua realizadas no início do mês, quando o governo decidiu aumentar o preço dos transportes públicos. Questionado pela Lusa, José Cesário disse que vai "tentar esclarecer" alguns casos concretos relacionados com as situações de pobreza junto dos serviços competentes, nomeadamente o Apoio Social a Idosos Carenciados (ASIC) nas comunidades portuguesas e o Apoio Social a Emigrantes Carenciados (ASEC). "Tenho também preparado um conjunto de iniciativas legislativas e uma delas vai ser sobre as questões sociais, do acompanhamento dos nossos compatriotas emigrados há mais tempo e os mais recentes", referiu o deputado, sem dar mais pormenores.

Na deslocação de seis dias que fez aos dois países, José Cesário visitou os consulados de Portugal em Maputo (Moçambique) e em Joanesburgo (África do Sul), reuniu-se com os cônsules, manteve encontros com jovens portugueses e luso-descendentes e reuniões com a comunidade. Em Moçambique residem actualmente entre 17 a 20 mil portugueses e na África do Sul cerca de 300 mil. (Notícias Lusófonas)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Devemos tirar lições dos acontecimentos de 5 de Fevereiro



Por Gabriel Zimbine - Membro senior da Frelimo

SR. DIRECTOR! De entre as várias medidas governativas que caracterizaram e muito marcaram a acção governativa de Samora Machel o destaque vai para a criação dos Conselhos de Produção, uma entidade laboral da Organização Democrática de Massas vocacionada para organizar e mobilizar a classe trabalhadora na sua qualidade de produtora da riqueza nacional para o benefício e bem-estar de nós todos os cidadãos.
Os acontecimentos de 5 de Fevereiro de 2008 fizeram-me recordar e trouxeram à memória as consequências que advêm quando a classe governante relega a classe governada (operários e camponeses) e se esquece do papel preponderante desempenhado pelos produtores da riqueza nacional – a classe trabalhadora. Muitas vezes a classe governante e os deputados deixam de levar em linha de conta o facto de que os vencimentos do Governo e de todo o Aparelho do Estado bem como os salários dos deputados e de todo o aparelho que faz funcionar o órgão legislativo (Assembleia da República), tudo e todos dependem do trabalho realizado pelos trabalhadores organizados pelos Conselhos de Produção, hoje organizados e transformados em OTM - Central Sindical. Leia + aqui.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Ponto de Vista*: O comboio politico já andou, mas a Frelimo teima apanhá-lo na próxima estação


UMA ANÁLISE FRIA sobre os factores ou eventos que despoletaram o 5/2, nos remete a um exercício temporário e fútil, dado que o ‘comboio’ da revolução das massas contestantes, já avançou. Avançou com consequências imprevísiveis, uma vez que não sabemos se mesmo tem freios, sob pena de criar outros “tumultos” ou se quiserem “tomultos”. No entanto, compulsando do que pós-5/2, nota-se uma grande nervociosmo no seio dos Camaradas. Uma ofensiva de charme, preparada aos joelhos, foi rapidamente foi posta em marcha e se pode constatar que:
- Redobraram esforços direccionados a apagar e retrair os focos visíveis e chagas decorrentes das manifestaçoes. Estes esforços desenhados sob forma de audição dos problemas do povo, com a dita presidência aberta do Dr. Eneas Comiche, Presidente do Municipio, vão de distrito em distrito. Neste exercício, diga-se de passagem que nem tudo é mar de rosas e pacifico, pois Comiche foi apupado e repudiado, sobretudo porque quis ‘mentir’ que a culpa da subida dos preços dos transportes fora obra da Associaçåo dos Transportadoes;
- A Frelimo se desdobrou ainda aos bairros por diferentes frentes na Cidade de Maputo com o fito de ‘lavar as mentes’ jovens dos que aderem aos protestos contra a caréstia da vida, alegadamente porque são violentas. Vimos a Senhora Governadora Rosa da Silva a ser vaiada por jovens estudantes que se dizem não se coagidos por ninguém para fazerem parte do âmplo movimento de massas anti-estabelecimento e contra a deterioração da vida do povo.
- Anteontem, o Presidente da República, Armando Guebuza, foi pessoalmente dirigir o conselho consultivo do ministério de agricultura que acha ter a chave mágica para resolução da problemática do encarecimento do pão, para, segundo ele, não andarmos reféns ao exterior. Só que, de facto, ele mostrou, mais uma vez, o estado letárgico da sua administração. A partir dele ao Ministro que ele nomeio, Dr Soares Nhaca, nada sabem da agricultura. Os que sabem de agricultura e extensão rural estão encostados. A política deve ser aliada a técnica, não é!?. Parece que Guebuza e Nhaca não deram conta do seu desempenho de 2007 no jornal zambeze (retirado do oficina de sociologia). Muito fraco!
- Ontem, o Secretário da Mobilização da Frelimo, o Sr. Edson Macuácua, deu nas vistas a sua oposição ao movimento democrático, dizendo que era ‘a todos os títulos condenável’. Mas ele se esqueceu de não poupar a acção criminosa da PIR e a PRM que se envolveu num ‘festival’ de ‘balas de chumbo’ contra cidadãos inocentes.
Toda esta musculatura dirigida e derimida a partir da casa branca da rua Pereira de Lagos em Maputo, não é mais nem menos, de tentativa da Frelimo de mudar o rumo dos ‘ventos’ à seu favor, já que nos aproximamos perigosamente a grandes pleitos eleitorais. Periclitante que foi o 5/2, a Frelimo não tem outra alternativa senão desencadeirar esta ofensiva política de charme a toda largura do terreno, nem que isso signifique perseguir e parar Afonso Dlhakama, líder da Oposição - Renamo, que está contactar as massas desde Sofala e o norte todo, a pontuar em popularidade e que ontem ofereceu uniforme aos elementos das autoridades locais em Chiúre, Cabo Delgado, doendo a Frelimo. Vamos acompanhar para onde os ventos rumam.

*Dede Moquivalaka

Chefe do Estado preocupado com preço do pão


O Presidente da República, Armando Guebuza, manifestou-se preocupado com a subida sistemática do preço do pão, desafiando o Ministério da Agricultura a intensificar campanhas da produção do trigo para o consumo interno, de forma que o país não seja refém de factores externos.
O Chefe de Estado fez estes pronunciamentos, na manhã desta segunda-feira, durante o conselho consultivo alargado daquele ministério, onde reuniu-se com a espinha dorsal da instituição, com realce para o actual ministro, Erasmo Muhate, no posto desde Dezembro de 2007.
Essencialmente, Guebuza recomendou o Ministério da Agricultura a estar à frente de campanhas visando à produção do trigo, acção que acredita ser possível a curto prazo. Incentivou à equipa a estimular pesquisas de produção do pão através de matérias primas substitutas, sobretudo à farinha de mandioca.
(OPaísOnline). Leia + aqui.


NB: O chefe do estado vem muito atrasado para se fingir de "preocupado". Procure outras desculpas para o povo que espera sua palavra desde 5/2.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

- Já vimos quem anda nos “chapas”, segundo Mubêdjo Wilson ao escrever o seu “MAPUTANDO”

"VIERAM as manifestações e muita coisa veio a lume, sobretudo no que diz respeito ao esquema organizacional do serviço de transporte semicolectivo de passageiros. Nos últimos dias andou cada um a tentar vaticinar sobre a provável pessoa que estaria por detrás das manifestações dos dias 5 e 6 de Fevereiro, nas cidades de Maputo e da Matola. Ao que tudo indica, não passou de acusações e insinuações. Nós aqui arriscamos em dizer por detrás de tudo podiam estar os próprios “chapeiros”, provavelmente os causadores das violentas manifestações registadas com muita tristeza." (fonte:JN).Leia mais aqui.

"Todos estávamos pancados” a 5/2, diz Albino Moises [moisesalbino@yahoo.com.br]

- SÓ O QUE ACONTECEU - “Bocas” sobre tumultos na TV

“NA minha última crónica de 1 de Fevereiro intitulada “Nu”, eu falava de um demente que circula pelado pela cidade de Maputo. E a crónica terminava com esta frase, “e já agora, com a subida do preço do pão e do “chapa” cem, a entrar em vigor no dia 5 de Fevereiro, o stress está garantido...e seguramente, vamos enlouquecer ainda mais...e o número de “pancados” voltará a subir pelas nossas ruas...Juro, não estou a brincar!”.
No dia 5, o meu vaticínio, infelizmente “confirmava-se”: todos estávamos “pancados”.Ora, não é sobre “tumultos e não tumultos”, “greve e não greve” que hoje vou falar, mas trazer algumas “bocas” soltas, ditas na “tevê” nos dias 5 e 6, sobre a subida dos “chapas”.” Leia + aqui.
NB: Produto [este srtigo] para os leitores do Noticias consumirem ou detestarem?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008


Onda de manifestações alastram-se 'a Manjacaze

- A tónica é a subida de preços de transportes.

A POPULAÇÃO de Ndenguine, posto administrativo de Chidenguele, distrito de Manjacaze, montou barricadas na principal via, na manhã da última quarta-feira, em protesto contra o aumento da tarifa do transporte semicolectivo de passageiro naquele ponto da província de Gaza.Segundo apurámos, os transportadores agravaram o custo das viagens de 80.00MT para 100.00MT na rota Xai-Xai/Ndenguine e de 25.00MT para 40.00MT na linha Mandere/Ndenguine. Mesmo insatisfeita, a população continuou a fazer as suas deslocações pagando os novos valores. No entanto, pediu um encontro com os transportadores para negociar a nova tarifa. A reunião teria lugar no domingo passado, mas a outra parte, no caso os transportadores, faltaram.Para fazer valer a sua posição, nas primeiras horas de quinta-feira, a população colocou troncos e outros objectos na principal via que dá acesso a Ndenguine de modo a impedir o trânsito de viaturas.De com o porta-voz da Polícia na província de Gaza, Benedito Ndeve, ninguém foi detido em conexão com as manifestações, não tendo havido também feridos na sequência do facto e muito menos danos materiais de dimensões alarmantes. “A população barricou a via mas não destruiu nem assaltou bens alheios”, disse ele.Para mediar o caso, uma equipa foi enviada àquela zona. Pretende-se que haja um diálogo para que se encontre uma solução que beneficie ambas as parte sem ocorrência de actos que prejudicam a ninguém.Para já, Ndeve disse que a Polícia estará atenta no sentido de acompanhar o evoluir da situação. “Veja que as pessoas aceitaram remover as barricadas sem confronto. É por isso que a situação está calma e esperamos que assim seja para sempre”, desejou o porta-voz da PRM em Gaza.Enquanto isso, no Município de Chibuto, na mesma província e a zona de Malaiça, província de Inhambane, o ambiente continua calmo depois das manifestações havidas nos princípios desta semana naqueles pontos contra o agravamento do preços das tarifas dos transportes. Cenário idêntico caracteriza também a cidade de Chókwè que à semelhança do que ocorre um pouco pelos principais centros urbanos do país registaram-se manifestações contra a subida dos preços dos transportes. Em contacto com a nossa Reportagem, as autoridades governamentais locais garantiram que as instituições estão a funcionar normalmente, embora houvesse receio de alguns agentes económicos em abrir os seus estabelecimentos, pelo menos até a manhã da última quarta-feira.” (Noticias-15/2/08) Leia + aqui.

História, realidade e linguagem do 5/2 na Província de Maputo

- Mais um relato sobre a experiência pessoal durante e pós-5/2 de Lázaro Bamo

Num extenso artigo que faz o "rescaldo de 5 de Fevereiro: Mentira ou Omissão?", Lázaro Bamo dá primazia a história deste levantamento popular, vinca realidades dispares dos actores e “motores” que fizeram funcionar o movimento, e tenta perceber como os actores principais [PRM] trataram e usaram a linguagem durante e pós-5/2. A verdade manda dizer que Lázaro Bamo escreveu em linhas tortas, verdades cruas e nuas, sobre um evento atípico no devir nacional. E sem descanso, ele convida a PRM a um banquete: “Gostaria de compartilhar este pensamento, bem pensado, com os agentes informadores do público do Comando da PRM na província de Maputo”. Suponho que os seus convidados aparecem todos. Sem divagar Bamo retrata a figura do agente da PRM e compara com o seu comportamento quando diz (...) "ter aparecerido em público, num programa de Rádio, a dizer que os tumultos do dia 5 de Fevereiro, resultaram na detenção de um pouco mais de trinta pessoas, sem falar de viaturas parcial e totalmente destruidas, falou também dos bufos que foram feridos pela fúria popular. Para o espanto, ele mentiu para o povo ao dizer que não houve nenhum ferimento da parte dos populares a nível da província de Maputo, fiquei parvo pois é uma patologia sonharmos enquanto proferimos um discurso público.” De seguida Bamo acusa o agente de (...) omitir os factos ou então ele mentiu para o povo. A verdade é que houve sim ferimentos na cidade da Matola, dados oficiais indicam que foram dois, nos postos administrativos de Infulene e Machava. Ademais, Bamo destila as gotas da sua coléra quando diz que (...) os agentes forjam inverdades para tapar os olhos do cidadão, isto de nada ajuda na melhoria das relações entre a PRM e a sociedade... O articulista ficou com a sensação de que o membro da PRM tentou (...)[uma] homicídio frustrado à verdade, (...) idealizar uma imagem de sí e (...) espalhar o virus da mentira ou omissão pela maioria.” No centro das sua acusação está o Governo da Frelimo que Bamo o viu a redobrar-se (…) “em várias frentes, a desencadear acções de sensibilização do povo, para que não seja rebele. Mas ele ...eles devem aprender a dizer a verdade, ela pode doer mas não mata. O povo tem direito de acesso a informação real, pois a má informação... Bamo remata o belo artigo ao fazer mais um convite aos banquetistas para que de futuro se juntem a [sua] equipa de alpinismo, como forma de juntos [escalarem] o cume desta montanha, que é a verdade, [pois] lá falarémos a mesma linguagem. Artigo retirado aqui.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Ponto de Vista*


Guebuza remete-se a um "silêncio de ouro" ante o levanto popular, como se nada tivesse acontecido

- Como se estivesse a resolver o problemas do povo em detrimento das seu império empresarial

O 5/2 ficará marcado nos anais da história de Moçambique, como sendo o marco sob qual o povo se levantou e disse não as injustiças, não a corrupção desmedida, não a governação laize-fair que caracteriza o executivo dirigido pelo Presidente Armando Emilio Guebuza.

O 5/2 marca, também, o conhecimento profundo sobre, de facto, como o nosso estado é dirigido e como reage aos problemas que os populares apresentam, sem que, para tal, hajam medida viáveis para a sua solução.

Este 5/2 mostrou a atitutude demagoga e anacrónica dos individíduos que supunhamos eleitos para defender os seus constuituintes. Pelo contrário mobilizaram a força das armas e da coerção para impedi-los de exteriorizar sua zanga e indiganção pela caréstia da vida.

5/2 nos faz reviver discursos de acusações gratuítos pelos nossos dirigentes e deliberadamente escamoteando as verdadeiras causas da revolta popular. Porque o Governo não pede desculpas as populações, pela surdes e insultos por si emitidos? Pois, a ideia de “mão externa”, “as crianças estão a ser manipuladas pelos adultos”, “tumultos” e outros adjectivos pouco abonantes, só serviram para mostrar, o quão civilizados os nossos dirigentes são. Deixou, ademais, transparecer ‘baixaria’ e despreocupação pelo sofrimento de outrém.

Quem está despreocupado mesmo, com tudo isto, é o sr Armando Guebuza, o PR,. Ele remeteu -se ao mutismo e isolamento. Um mutismo barato e proprio de mau pagador, para dar a entender que está a resolver o problemas do povo. Cuidado Sr. Presidente! As populações já se aperceberam que o senhor olha, em primeiro lugar, seus negócios empresariais, que abocanham tudo e a todos. O senhor reza para que o dia tenha 48 horas afim de o repartir entre a presidência do estado que ocupa, o cargo de comandante-em-chefe, de chefe de Governo e seu imperio empresarial. Não seria momento de considerar o seu governo “demissionário”, dando lugar a outras energias?

*Dede Moquivalaka

Polícia admite ter usado balas de chumbo


- Durante as manifestações

"A POLÍCIA da República de Moçambique (PRM) admite ter usado balas de chumbo durante o levantamento popular contra o agravamento da tarifa dos transportes semi-colectivos de passageiros nas cidades de Maputo e Matola.
A constatação pode ganhar sustentação pelo facto de os tumultos terem resultado em quatro mortos e mais de cem feridos, tal como disse o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa. Falando à Imprensa sobre a situação criminal durante a semana passada, Cossa afirmou que a “falha” ocorreu porque alguns agentes da corporação foram colhidos de surpresa no local onde estavam a trabalhar. Assim, não houve tempo para serem munidos de balas de borracha"(noticias). Leia + aqui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Comiche vaiado pela população durante dita Presidência aberta

- Compulsando o intervir de charme com o fito de "salvar o barco"

Confiram estas passagens de um artigo ao Canal de Moçambique a este proposito:
“O presidente do município de Maputo foi repudiado durante a sua presidência aberta no Distrito Urbano nº5 por ter criticado a população da cidade de Maputo pela forma como se manifestou no passado dia 5 de Fevereiro, terça-feira de Carnaval.
Maputo (Canal de Moçambique) - O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), Dr. Eneias Comiche foi, esta semana, repudiado por populares, quando durante a uma por si chamada “presidência aberta”, no distrito municipal no. 5, tentou atirar com as culpas à FEMATRO como entidade que atiçou as manifestações que tiveram lugar no passado dia 5 de Fevereiro por supostamente, segundo o edil, ter sido o responsável pelo aumento das tarifas dos «Chapa 100». A população descontente chegou mesmo a exigir que o Edil, caso continuasse a ter o mesmo fio de pensamento, abandonasse o local e os deixasse. Para muitos o que Eneias Comiche dizia não passava de disparates. Os tumultos que aconteceram no passado dias 5 de Fevereiro levaram o edil da cidade de Maputo, Eneas Comiche, a acusar, nesse encontro, a Federação dos Transportadores Rodoviários de Moçambique, de ter sido responsável pelo agravamento das tarifas. Eneas Comiche, fez os mencionados pronunciamentos durante um comício popular que orientou no Bairro George Dimitrov , distrito Municipal n.º5. Nesse encontro no âmbito do que designa por “Presidência Aberta” estiveram presente populares oriundos dos diversos bairros daquele distrito municipal. “ Leia + aqui.

Relatos de experiências pessoais durante o “sismo social” de 5/2


Com permissão do autor, publico aqui um email, que relata o que teria se passado consigo no dia 5/2. Destaco, à vermelho, passagens que acho importantes.

“Oi, Dede!Eu estou bem e espero que tb estejas bem e tenhas passado bemo final de semana....Terça - feira da semana, tive que caminhar do Serviço até à casa. O povo moçambicano está revoltado com a subida drástica dos chapas, provocaram umdestúrbio total. Vivi um momento inesquecível, houve alturas que tive que correr, principalmente ao pé da portagem era só tiroteio,que até recordei dos maus momentos do guerra, o pior eu trazia sapatos de salto e os chinelos de pipoca até tinha subido, claroquando existem essas situações existem sempre oportunista.Foi doloroso, mas por outro lado foi bom pk o governo teve quesuspender os 10,00mt... e assim graças a greve continuamos coma tarifa dos 7,50mt.” Como ela, estarão por aí muitos outros relatos de experiências vividas durante que o Miradouronline pode receber e publicar imediatamente. Email: dede_moquivalaka@yahoo.com
Parece que a Frelimo esta' fazer ofensiva de charme no Maputo

- Com indicação do Camarada Comiche para fazer comícios para recuparar o tempo perdido

Numa corrida contra o relógio, a Frelimo quer “tapar o sol” com a peneira, ao se muscular sobre o DU5, por sinal, o mais pobre do Município do Maputo, com o fito de sensibilizar as populações a não se irarem contra a alta do custo vida. Só que os ditos comícios, para quem já assistiu, têm um efeito contrário, ou seja, as reclamações são tão contundentes que o Camarada Comiche tem sido obrigado a “por mão na brasa quente de carvão acesso” em todos os encontros. Falacioso e extemporâneo tem sido a tónica dos discursos de Comiche que, em vão, quis trazer o legado de Samora Machel. Mas é mesmo de se ter vergonha na citação do nome de Machel porque como sabem ele morreu “um homem limpo” pelo menos que se refere ao assunto vertente da revolta popular. Repito, tenham vergonha! Leia+ aqui. Consta ainda que a Governadora da Cidade de Maputo, Rosa da Silva (cargo polémico criado por Guebuza com funções basicamente mesmas do Mayor [edil] do Maputo), anda nos arredores do Maputo a pedir que as crianças não adiram a protesto popular. Leio + o que aconteceu aqui.

Ultima Hora: O protestos populares ja' se fazem sentir em Chibuto (Gaza), e ja' ha' noticias que ocorre um levantamento popular em Jangamo (Inhambane), devido ao elevado custo de vida.
Afinal quem usa armas indicriminadamente, Renamo ou Frelimo?

- Estamos a ver o “rabinho do coelho esperto” neste assunto: A Frelimo.

Temos vindo a assistir, em cada ano, quando se aproximam os pleitos eleitorais o regime da Frelimo a multiplicar as suas acusações a Renamo de manter homens armados na antiga sua base em Maringue, deitando de fora todos os entendimentos do AGP de Roma. Só que anos passam, quem na verdade faz uso de armas, criando todos os terrores possíveis e imaginários, contra populações indefesas, são na verdade as FADM (o caso do paióis, a PRM e FIR (o caso das recentes manifestações). Balas de chumbo de chumbo foram usadas indiscriminadamente e fatalmente contra cidadãos, de mão a banar, iam suplicando pela melhoria a sua vida. Isso é mau?

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