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VOA News: África

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Negócios

...do 'establishment'

O África Intelligence n°1247, de amanhã (11/10/2008), aparece com três notícias importantes dos circulos do negócio e companhias. Uma referente a junção de duas companhias de segurança, outra que faz menção a um outsourcing da Capital Outsourcing Group (Pty), bem assim e da Osho Ventures com companhias na vizinha Madagascar. Leia aqui e se quiser traduzir use o tradutor na coluna 'a direita.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Guebuza soma e segue

...nos seus negócios

Enquanto a 7ª Sessão do CC da Frelimo na sua escola central na Matola, onde AEG será aclamado candidato para as eleições gerais e presidenciais de 2009, os negócios deste empresário não deixam de florir. Desta vez é com empresário Manoj Kumar Vasudev Sompura na Rachana Holdings. Leia mais aqui.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Barragem de Mphanda Nkuwa pode ser realidade em 2014


...acordado que foi o tecto financeiro entre os membros do consórcio constituído pela Electricidade de Moçambique (EDM), Camargo Correia (sediada no Brasil) e Energia Capital, de Moçambique


Conforme o noticias, "o fecho financeiro para a construção da barragem hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, a jusante de Cahora Bassa, na província de Tete, está previsto para o próximo ano. Num projecto avaliado em 1.65 bilião de dólares e com capacidade para gerar 1500 MW, a sua implantação irá seguir um modelo de financiamento designado ‘project finance’, o que significa que Moçambique irá beneficiar da infra-estrutura sem endividamento do Estado." Confira os desenvolvimentos aqui. Imagem Noticias

sábado, 15 de março de 2008

Bazar & azar


- Será legal que o câmbio ilegal dite a sorte do legal?


O prédio da sede do maior banco comercial de Moçambique, o Millenium-bim, é adjacente ao maior bazar central do nosso solo pátrio. No entanto, é interessante notar que as duas instituições fazem muitas coisas iguais. O que me deixou mais atonito ainda foi a questão dos câmbios.

Nacionais e estrangeiros que queiram fazer a troca de dinheiros duma moeda para outra, invariavelmente se fazem ao banco para saber do câmbio e depois voltam ao maior bazar para confrontar o câmbio oficial. Parecendo que não, grande parte do negócio é fechado no mercado central, com taxas impoladas e sem nada a pagar ao fisco! Resta saber se, aqueles jovens e adultos, que nas entranhas do Mercado Central de Maputo, movimentam milhões, actuam sozinhos? Ao que parece, há uma cumplicidade de gente intocável, indinheirada, corrupta em algum lado do poder financeiro, que controla o câmbio legal para se manter fora-da-lei. (Foto da digital no Indico)

segunda-feira, 3 de março de 2008

Malengane Machel numa “Venture Fund” em Cape Town

O filho do ex-presidente de Mozambique, Samora Machel [dono da Whatana Investment Group] e de Graca Machel agora casada com ex-presidente sul africano Nelson Mandela, é um membro da equipe envolvida em um fundo de investimento africano ajustado acima por Hasso Plattner, fundor de investivemto do billionário e ex-CEO do gigante informático alemão SAP. Hasso Plattner, co-founder of the German software giant, is starting a $42 million venture capital fund in Cape Town to open doors for African tech companies. Hasso Plattner, co-founder do gigante alemão do software, investiu $42 milhões na cidade de Cape que abrir portas para companhias tecnologicas africanas. Emerging economies are seen as the next big opportunity for the technology business, so it seems inevitable that some of the industry's most successful entrepreneurs would start looking there for investments. As economias emergentes são vistas como uma grande seguinte oportunidade para o negócio da tecnologia, assim que parece inevitável que alguns dos empreendedores os mais bem sucedidos da indústria começariam olhar lá para investimentos. Plattner recrutou uma equipa impressionante dos gerentes. Entre eles: Malengane Machel, filho doex-presidente Samora Machel e Graca Machel-Mandela de Mozambique, que é casado agora com o ícone Nelson Mandela do africano sul – que será um sócio. Além de investir capital, o fundo deve ajudar às portas abertas para companhias africanas em ramos de indústria tecnológica e em setores como a engenharia pesada, automotivos, e à tecnologia verde. Artigo traduzido Spiegel Online e confira tambem aqui.

Nota: Um presente melhor para alguns, diga-se!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Governo moçambicano vai publicar Lei da Concorrência


O governo de Moçambique vai remover um dos últimos obstáculos ao comércio livre na região com a aprovação de uma Lei da Concorrência até Junho próximo, de acordo com a imprensa sul-africana. A Lei da Concorrência é um dos principais instrumentos que os estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) têm de fazer aprovar para que entrem em vigor o Acordo de Comércio Livre da SADC, em 2008, a uniao alfandegária em 2010, o mercado comum em 2015 e a união monetária em 2018. (macauhub). Leia + aqui. e confiram aqui "ideas sobreversivas" de Julio Mutisse.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Metical [MT/MZM] valorizado é benéfico a quem?

- Banco de Moçambique é perdulário no estudo do comportamento monetário do MT
De algum tempo atrás correm informações de uma valorização quase que imparável do Metical em relação as grandes moedas, sobretudo o Dólar e o Rand, na ausencia do BM para explicar este fenomeno. A tese que se avança de uma certo sector de economistas da praça é que a derrapagem do dólar americano trará benéficos nas trocas comerciais. E mais, já que os parceiros de comerciais do país estão na zona do Euro, então os efeitos negativos desta desvalorização não seria prejudiciais a economia nacional.
Mas será mesmo que um dólar fraco socorre Moçambique? Para já os negócios que os países da zona do Euro tinham nos EUA, por causa desta descida, estão a ser levados aos países asiáticos como a Índia, Bangladesh, Vietname e China com mão-de-obra barata e disciplinada e nao para Africa. Não vejo como Moçambique está tirar proveito deste encalhe do dólar, senão por estes poucos mega-projectos como a da Mozal. Vejamos como se comporta o MT em relação as principais moedas de troca:
Dolar [USD] custa 23,98MT, enquanto que Rand [ZAR] vende/compra a 3,21MT. Não será este comportamento da nossa moeda que também tem efeitos na carestia da vida que se esta assistir em Moçambique cujas repercussões resultaram no levantamento popular da última terça feira? Estudo carecem nesta área monetária em Moçambique, para la' do Banco de Mocambique. Por agora se fica com esta de que Banco de Moçambique é perdulário no estudo do comportamento monetário do MT.
NB BM acaba de reportar a valorizacao do MT face ao dolar. Leia + aqui.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Cooperacção com Kula-Lumpur foi infrutifera com a compra do antigo BPD


- Sistema electrónico e fechos de contabilidade era controlado em Kuala Lumpur e não no Maputo

Moçambique foi um dos países que beneficou da doutrina de Win-Win do então Primeiro Ministro da Malaio na cooperação com África. Com a doutrina, vimos o Banco Popular de Desenvolvimento (BPD), caixa do povo, a mudar de nome para Banco Austral cuja sigla BA levantou uma controvésia protaconizada por Cadmiel Muthemba, o PCA, por a Frelimo usar a mesma sigla para designar a Renamo, combatentes pela democracia, de bandidos armados. O mais caricato, com o win-win, viu-se que o sistema electrónico e fechos de contabilidade era controlado em Kuala Lumpur e não no Maputo. Será que hoje o BPD ou seja BA esteja em boas mãos com a Barclays Bank? A ver vamos.

ATM’s do ‘Jardim’ a ‘Drive in’ operam quando querem


- Será que Millenium-BIM goza de saúde financeira ou está escondendo a sua descapilalização?

Com nervos a flor da pele, cidadãos se insurgem quase que diariamente junto doas ATM’s por não poder aceder a sua parca pataca. As ATM’s, grande parte da pertença do Millenium-BIM vão pelo dia fora sem disponibilidade ou simplismente a dar informação de saldos. Os mais visados, desses ATM’s, são os dos Bairros do Jardim, 25 de Junho e Zimpeto (Drive in) todos no DU5. Isto não quer dizer que as ATM’s da cidade não tenha o mesmo problema. É caso para perguntar será que Millenium-BIM goza de saúde financeira ou está escondendo a sua descapilalização? Por mim, a aceitar-se esta tese, o BIM devia decretar falência ou devolver a companhia a administração para abrir espaço ou para a sua nacionalização ou venda a quem tem dinheiro para o adquirir.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Preços altos continuam a dominar o quadro de preparação para as festas

- Governo é mero expectador!

O Governo da chefe dos ministros, Luisa Dias Diogo, redobra esforços com a sua máquina de propaganda, televisao e rádio, para se referir que a alta de preços de produtos alimentícios e similares seja praticável, para o ‘desmaio’ do público. Opiniões de analistas bem abalizados nesta matéria indicam que houve um agravamento de preços na cidade de Maputo e arredores em, pelo menos, 10 por cento. Isto significa que se um kilo de galinha estava a 100.00Mts em Novembro, neste mês de festas esta mesma galinha passou a custar 120.00Mts. Mas, quanto mais nos afastamos de Maputo, a alta de preço é ainda maior para os clientes, cujo epicentro é Nampula, onde se nota uma hiper-inflaçao preçária de quase todos os produtos ao olho de quem manda. Significa que um simples pacote de bolachas simples que estava a 90.00Mt nos mês transacto, o que se verifica nas bancas e prateleiras das lojas da cidade de Nampula é um elevar do preço para situar este a 155.00Mt o pacote, o que equivale a 172.2n por centos. Será que o Governo controla ou é mero expectador da expeculação?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Quadra festiva natalicia e do fim-de-ano dominado pelo oportunismo duma actividade comercial ilegal


Não constitui segredo para ninguém que as autoridades do pelouro do comércio quer ao nível do Governo quer aos níveis de municípios e administrações ainda não encontraram a 'chave mágica' para o controlo da actividade comercial ilegal. A medida que as festas se aproximam, somos colhidos de surpresa em surpresa pela alta dos preços e acima da inflação. Num comércio dominado e controlado, sobretudo por estrangeiros, de origem asiática, oeste e este africanos, penso que era altura do governo chamar a si a tarefa de evitar que estes sejam tão especulativos que a população tenha poder de compra. Mas admira um conselho destes do nosso Ministro da Indústria e Comércio: “apesar dos preços dos produtos estarem a disparar os consumidores devem comprar produtos como forma de passar condignamente a quadra festiva” para a nossa desgraça. O que o leitor pensa sobre isto?

Moçambique: Banco BCI-Fomento investe em novos projectos em 2008


O Banco BCI-Fomento anunciou sexta-feira em Maputo o investimento de 250 milhões de meticais para novos projectos, em 2008, que incluem a expansão dos seus serviços às zonas rurais moçambicanas. O montante a ser investido pelo segundo maior banco em Moçambique, agora com uma nova estrutura, que reforçou a posição accionista da CGD de Portugal, servirá também para a abertura de 45 balcões em alguns dos 128 distritos moçambicanos. Confira no Macauhab.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Dois proeminentes da Frelimo fundam “Cidadela de Matola”


- Numa corrida frenética para o lucro madrugador

Uma sociedade com o nome de Cidadela da Matola foi recentemente criada segundo apurou se apurou de fonte específica na cidade de Maputo. Alias, a noticia já corre por vários jornais europeus dando conta que “ entre os accionistas da companhia que criaram a Cidadela chamado no passado mês de Outubro consta a esposa de um Ministro, um general e antigo combatente da Frelimo” – segundo a Indian Ocean Newsletter.
Portanto, Filomena Jaime Panguene, esposa do Fernando Sumbana junior, ministro atual de Mozambican para o Tourism, possui 6% desta companhia nova baseada em Maputo cujo o papel é gerir a sociedade, construção, aquisição e a venda de propriedades.
O general na reserva Raimundo Pachinuapa, que igualmente dirige a SIF Holding criada em Agosto passado, passa a dirigir o conselho de administração da Cidadela da Matola com 45% das acções.
O maior accionista, com 49% das acções, e a companhia sul-africana Filamane Investments Proprietary Ltd baseada em Parktown na área de Joanesburgo. O agente desta em Maputo consta ser a advogada Taciana Peão Lopes.

Afonso Dhlakama, Líder da Renamo, estreia-se no mundo dos grandes negócios

O líder de Renamo (oposição), Afonso Dhlakama, fêz recentemente uma assinatura de sócio na empresa Socadiv Holding Lda, onde tem 90% das accoes.

Embora não se conheça o passado de Dlhakama no mundo dos negócios desta envergadura, pode-se dizer que ele se estreou com este negocio segundo nos relatou uma fonte bem colocada e que também se publica da na Indian Ocean Newsletter.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

"Deixa-andar" ou seja a burocracia barreira ao bom negócios em Moçambique


- A revelação pertence ao senhor Salimo Abdula, o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA).


Diga-se que ele reiterou o que sabemos, mas, adianta que “a burocracia continua a emperrar o ambiente de negócios em Moçambique e são necessários no mínimo 10 documentos para a exportação de bens.” Isto tudo por ocasião da X Conferência do Sector Privado, que ontem começou em Maputo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Banco Mundial aprova crédito de 6,2 milhões para o ambiente

O Banco Mundial aprovou na terça-feira um crédito de 6,2 milhões de euros a Moçambique, para projectos ambientais na região do Vale do Zambeze, centro do país.
"O principal objectivo da nova contribuição Facilidade Ambiental Global [GEF, na sigla inglesa], é apoiar as actividades que limitem a degradação de solos, disponibilizar capacidade de previsão para aferir as vulnerabilidades às alterações climáticas e melhorar a resistência do ecossistema em relação às alterações climáticas" na referida região, refere a instituição de Bretton Woods em comunicado divulgado quarta-feira ao final do dia.
A contribuição GEF foi aprovada pelos directores executivos do Banco Mundial, reunidos na quarta-feira, e integra-se no Projecto de Desenvolvimento de Pequenos Beneficiários no Vale do Zambeze.
A instituição de Bretton Woods esclarece que o apoio acresce aos 20 milhões de dólares concedidos a Moçambique em Junho pela International Development Association (IDA), braço financeiro do Banco Mundial.
O projecto de apoio a pequenos beneficiários tem como objectivo aumentar o rendimento das pequenas explorações agrícolas.
"Isto será alcançado através de apoio directo a grupos de pequenos beneficiários e outros participantes da cadeia de abastecimento e também através do fortalecimento da capacidade a nível local para levar a cabo e gerir serviços agrícolas no contexto da política de descentralização do Governo", refere o Bando Mundial. 
 Fonte:NOTÍCIAS LUSÓFONAS 
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Moçambique será museu mundial de escravatura

MOÇAMBIQUE poderá ser a sede intercontinental do museu de escravatura, escolha que resulta do facto de as pesquisas científicas desenvolvidas até ao momento, terem conduzido à descoberta de que maior parte dos africanos que eram vendidos como escravos para os diversos cantos do mundo, nomeadamente o médio oriente, as ilhas Mascarenhas, no oceano Índico, as Américas, entre outros pontos, tinham o nosso país como um dos principais pontos de captura, concentração e venda.
Benigna Zimba, historiadora e vice-presidente de uma comissão da UNESCO para a instalação física deste projecto, disse semana passada na Ilha de Moçambique, onde moçambicanos e cidadãos das Ilhas Reunião e Mayotte estiveram reunidos para celebrar o 23 de Agosto, data que assinala a abolição escravatura e do tráfico negreiro, que as tradições orais e memoriais locais, conciliados com outras fontes, são as mais que elucidadtivas de que já se tem base para avançar.
Dados estatísticos recolhidos de alguns documentos científicos, referentes ao período que vai dos meados de séculos XVIII às primeiras décadas do século XIX, indicam que dos mais de 214 mil escravos que foram enviados para o Brasil e as Ilhas dos oceanos Índico e Atlântico saíram de Quelimane, Inhambane, Ilha de Moçambique e Sofala.
"Para além dos escravos que saíam pelo mar, havia outros que eram enviados para o interior, isso em algumas regiões da Africa Central, sabido que nesse processo estiveram interesses das grandes companhias capitalistas que operavam na altura", referiu a fonte.
Acredita-se que com a instalação do museu intercontinental de escravatura, o mundo estará em condições de dar lógica à tradição oral, no que se refere ao seu contributo na dinâmica do processo de escravatura desenvolvido tanto na Africa Central como Austral, porque, segundo afiançam os especialistas, o mesmo estará dotado não só de biblioteca contendo documentos escritos, como também de cartas em árabe de singulares relatando o seu temor a escravatura, material virtual, exposições permanentes sobre as lembranças de vária ordem bem como depoimentos em vídeo de vários entrevistados.
Todavia, a questão que se coloca de momento é o lugar do país onde este museu será instalado, uma vez que se apresentam-se várias áreas consideradas favoritas, como são o caso da província do Niassa, mais concretamente a zona de Muembe, capital da Dinastia dos Matacas, que se evidenciaram no processo de captura e venda de escravos; Nampewe, em Cabo Delgado, e Ilha de Moçambique, na província de Nampula, que funcionaram como portas de saída do homem negro, cujo valor no mercado internacional, chegou a superar o de marfim e ouro.
Questões de natureza política, económica, social é que fazem com que cada uma das áreas pré-definidas seja analisada pela equipa dos especialistas, antes de tomada de qualquer posição de submeter o projecto ao Conselho de Ministros, embora alguns analistas acreditem que a Ilha de Moçambique está em melhores condições.
MEMORIAL FAZ RELEMBRAR EFEITOS DA ESCRAVATURA
Entretanto, moçambicanos e outros cidadãos vindos de lugares como as Ilhas do Índico, casos de Reunião, Mayote e Madagáscar, testemunharam na semana passada na Ilha de Moçambique a inauguração de um jardim memorial de escravatura, um espaço que os governos daqueles países, pretendem que seja local de reflexão do que foi a escravatura.
O ministro de Educação e Cultura do nosso país, Aires Aly, exortou para a necessidade do jardim memorial de escravatura, ser fonte de inspiração apenas dos reflexos positivos do que foi a escravatura porque, segundo ele, foi através dela que hoje as culturas africanas se miscigenaram com os outros povos do mundo e isso é positivo.
Com efeito, moçambicanos, cidadãos da Reunião, Madagáscar, Mayote e franceses estiveram juntos para dançar, cantar e declamar poesias sobre o passado que os une. 
 
Fonte:Notícias

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Mercado Central do Município de Maputo

Antena «Repetidora» da Mcel paga taxa "irrisória"
"Não só é injusto o que está a acontecer no Mercado Central. É um espírito de «deixa andar», num município pobre como nosso, ter uma empresa com grande volume de negócios como a Mcel a pagar 5.000 meticais/ano e as bancas dos vendedores cerca de 8.000 meticais/ano" – afirma Issufo Mohamed, do JPC
Maputo (Canal de Moçambique) – A antena «Repetidora» da maior operadora de telefonia móvel no País, a «Mcel», instalada no Mercado Central de Maputo "constitui uma injustiça para os vendedores daquele mercado no que respeita ao pagamento de taxas pela utilização do mesmo do mercado". Quem o afirma é o membro da «Juntos Pela Cidade» (JPC), Issufo Mohamed e constituinte da bancada deste grupo cívico na Assembleia municipal de Maputo.. Segundo ele "é uma quantia irrisória a que a Mcel está a pagar pela utilização do espaço do Mercado Central". "São trocos de amendoim cobrar 5.000 meticais por ano a uma operadora como Mcel com grande volume de negócios enquanto há bancas de vendedores no mesmo mercado que pagam por ano cerca de 8.000 meticais".
Na óptica de Issufo Mohamed "a avaliar pelo volume de negócios e tamanho da empresa, a Mcel devia pagar dez a vinte vezes mais do que as bancas dos vendedores, porque feitas as contas, neste momento, a Mcel está a pagar 416 meticais por mês e as bancas pagam 700 meticais no mesmo período".
Se bem que os dados avançados pelo interlocutor do «Canal de Moçambique» apontam para a verdade da situação que se vive no terreno, feitas as contas com uma taxa mensal de 416 meticais, significa que a Mcel, por ano nem chega a pagar os referidos 5.000 meticais, mas sim 4.992 meticais. Já os vendedores pagam pelas suas bancas 8.400 meticais ano.
Entretanto, verdade ou não, Issufo Mohamed, numa entrevista exclusiva que concedeu ao «Canal de Moçambique» afirmou que para a fixação dessas taxas "o Conselho Municipal não obedeceu a nenhum critério". Como se isso não bastasse, "não existe nada escrito sobre a matéria" mas a justificação que tem sido avançada pela mesma direcção de Eneas Comiche é de que "no momento nada se pode fazer porque não existe nada legislado sobre a fixação das taxas para a utilização daquele espaço pela Mcel".
Posto isso, no seu diapasão, Mohamed referiu que "o Conselho Municipal calculou o pagamento dessas taxas à sua maneira lesando os outros simplesmente porque não foi estabelecida uma base para o cálculo das taxas".
Por outro lado, o mesmo interlocutor do «Canal» viria a sugerir que "por uma questão de justiça o Conselho Municipal devia rever as taxas e passar a cobrar um outro valor", pois na sua óptica "não se explica que um vendedor que tenha uma banca pague 700 meticais mês e a Mcel, com o seu equipamento de trabalho que rende muitos milhões de meticais venha a pagar 416 meticais no mesmo período".

"CMCM não aplica as posturas"

Issufo Mohamed, dirigindo-se ao público através «Canal de Moçambique» acusa com o dedo em riste o Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) de não aplicar as posturas mas gasta dinheiro para remunerar funcionários que dias e noites discutem assuntos sem aplicação na vida dos cidadãos.
"O Conselho Municipal não aplica as posturas mas obriga-nos a passar dias e noites a matutar e a discutir assuntos que no fundo não têm aplicação na realidade. Durante o tempo em que temos estado a discutir assuntos e a aprovar posturas que depois não são aplicadas, somos remunerados", explicou a fonte e como quem reconhece que há muitos funcionários que são pagos sem fazer nenhum indaga: "estamos a ser pagos para quê afinal de contas"?
Num outro contexto, só para elucidar o quão a direcção de Eneas Comiche anda a enganar os munícipes com uma utopia de posturas, Mohamed revelou, exemplificando, que "o Conselho Municipal aprovou que no Distrito Municipal 1 não deviam circular os famosos «Tchovas» mas o que estamos a ver é que há milhares de «Tchovas» a circularem e nada está sendo feito porque a postura está lá a dormir nas gavetas".
"O Conselho Municipal aprovou ainda que não se pode vender nas ruas, mas o contrário continua e está a acontecer".
"No caso concreto dos mercados a postura reza que as lojas do Mercado Central devem ir a hasta pública de 3 em 3 anos mas isso não está a acontecer. É verdade que com as 11 lojas existentes naquele mercado o Município devia ter nesses 3 anos cerca de 100 mil dólares e não aplicando a postura não capta receitas", conclui Issufo Mohamed.

(Emildo Sambo)
Fonte:Canal de Moçambique

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Investimento chinês em África

480 milhões de USD no primeiro semestre de 2007
Os investimentos directos de empresas chinesas em África atingiram 480 milhões de dólares (352,4 milhões de euros) na primeira metade de 2007, montante superior ao total de 2006, noticiou quarta-feira a imprensa oficial chinesa. O investimento directo total chinês em África em 2006, de acordo com a Agência portuguesa de notícias, atingiu os 370 milhões de dólares (271,66 milhões de €uros). A LUSA baseou a informação que fez ontem circular em dados oficiais revelados em primeira mão pela agência noticiosa estatal chinesa Nova China, que por seu turno cita dados do vice-ministro do Comércio do país, Wei Jianguo.
O volume total do comércio entre China e África atingiu 32 mil milhões de dólares (23,49 mil milhões de euros) na primeira metade de 2007, mais 25 por cento do que em igual período do ano passado, segundo os mesmos dados.
A China tornou-se o terceiro maior parceiro comercial de África nos primeiros seis meses do ano, com o comércio bilateral a crescer a uma média de 30 por cento ao ano desde 2000.

Fonte:Canal de Moçambique/LUSA/Nova China

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Mercado Central da Cidade de Maputo

Parque de estacionamento gerido por marginais
- acusa membro do JPC na assembleia municipal
Cenário está afugentando os utentes ante a apatia das autoridades
Há falta de espaço para estacionamento de viaturas na cidade de Maputo, principalmente na baixa, entretanto, o parque pertencente ao Mercado Central tem estado às moscas. Os munícipes não usam aquele espaço. Optam por outras soluções, por vezes desvantajosas. Para compreender melhor o fenómeno o «Canal de Moçambique» entrevistou há dias o membro da Assembleia Municipal de Maputo, pela bancada do JPC, Issufo Mohamed que não se fez de rogado e botou com a boca no trombone como dizem os brasileiros.
A falta de espaço para o estacionamento de viaturas, principalmente na zona baixa da cidade de Maputo, onde o trânsito é grande, não tem nada a ver com a "existência de muitos espaços subaproveitados tal como vem sendo divulgado por alguns dirigentes do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, mas, sim, porque certos espaços não suscitam confiança". "Foram tomados por marginais" acusa o membro do «Juntos Pela Cidade», (JPC), Issufo Mohamed, em entrevista exclusiva ao «Canal de Moçambique».
"O problema da falta de espaço para o estacionamento de viaturas no Mercado Central não pode ser justificado com a existência de muitos espaços subaproveitados. A verdade é que o Conselho Municipal deixou o Parque de estacionamento daquele mercado e outros locais para o efeito serem geridos por marginais e depois fica a assistir e a bater palmas".

Concurso e outros negócios

Issufo Mohamed, explicou que a direcção de Eneas Comiche "realizou um concurso para a exploração do Parque de Estacionamento do Mercado Central, no qual houve um vencedor que já devia estar a explorar aquele parque mas não é o que está a acontecer. No terreno só existem miúdos marginais a explorar e a gerir o parque por razões que só o Conselho Municipal pode explicar".
"São miúdos que se fazem passar por guardiães de carros dos cidadãos e exigem compulsivamente 10 meticais pelo trabalho. Se o cidadão não quiser que o seu carro seja cuidado por esses miúdos marginais de modo a lhes pagar a quantia que exigem, eles riscam o carro e partem os faróis. E mesmo que os apanhe nada será feito contra eles porque são miúdos que trabalham junto com a Polícia".

Polícia diz que são menores

De acordo com Mohamed, "no momento de encaminhar os referidos marginais para esquadra há sempre alguém para lhes defender alegando que são menores que não podem ser responsabilizados".
"Eu tenho visto várias vezes a Polícia a dificultar a colocação de ordem naquele parque de estacionamento. Quando esses marginais são levados à Polícia, esta, por sua vez, diz que se trata de menores e que não podem ser responsabilizados. São menores até daqui a dez anos. Eu conheço muito bem a maior parte deles. Desde os anos passados têm sempre quinze anos e vão continuar menores nos próximos dez anos".
Em Moçambique um indivíduo de 16 anos já é considerado alguém capaz de responder em Tribunal pelos seus actos. Nesse sentido, Issufo Mohamed defende que faz falta a aplicação desta medida estabelecida judicialmente.
"Não me lembro quantas vezes eu já conversei com a Polícia no sentido de apelar para que mantivesse ordem naquele mercado e responsabilizar esses miúdos pelos seus actos", mas note que "há policiais descarados que chegaram a me dizer que os miúdos que abusam os cidadãos riscando e partindo-lhes os faróis dos carros são menores e que como tal, mesmo que sejam encaminhados para a esquadra vão ser soltos pelo caminho porque não se justifica que sejam encaminhados para a esquadra por causa de um farol".
Segundo o membro da JPC que temos vindo a citar os agentes, perante esses casos, chegam a argumentar que "as celas andam cheias e que não vamos piorar a situação com isso". "Os polícias dizem que «ele é um gatuno de faróis e na cela vai virar um criminoso a sério porque nós não temos ainda um centro de reabilitação de jovens»".

"Estamos a ser enganados"

Issufo Mohamed, quando solicitado a fazer uma avaliação do actual cenário do Parques de Estacionamento do Mercado Central afirmou que "enquanto o Conselho Municipal permitir que o parque seja explorado e gerido por miúdos marginais, só posso dizer que estamos a ser enganados por pessoas que colocam a inércia e apatia em frente de trabalhos sérios".
"Vamos cada vez mais para o fundo desse engano porque as pessoas que deviam agir estão a bater palmas como se tudo andasse conforme devia ser".

Vereador demitido

Entretanto, Mohamed, mostrando-se agastado perante a situação, fez recordar que "o senhor Tamele, antigo vereador dos Mercados e Feiras foi demitido compulsivamente porque é competência do senhor presidente do Conselho Municipal nomear, demitir, transferir a quem quiser no momento que também quiser para se poder imprimir a dinâmica que ele exige no trabalho. Até aí eu não vejo problemas", mas para o caso concreto que ditou a demissão do antigo vereador "há problemas". "Tamele foi demitido simplesmente porque estava a trabalhar seriamente nos passeios. Corria com muita gente como forma de mostrar que o lugar do vendedor não é no passeio mas, sim, dentro do mercado".

Situação piorou

"Se estava a imprimir uma outra dinâmica neste trabalho eu não sei, mas é verdade que desde que o Tamele foi demitido a situação piorou. Hoje não há metro quadrado nenhum vago na baixa. A situação é caótica na Baixa da Cidade. Os vendedores informais já não ocupam apenas os passeios, mas também as entradas dos mercados. Isto vai de mal a pior e as pessoas que estão à frente deste município vão continuar a dizer que o munícipe deve ser optimista, sobretudo, ostentar o espírito de cidadania", disse a terminar o membro dos JPC que o «Canal» ouviu.

(Emildo Sambo)

Fonte:Canal de Moçambique
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