"MOCAMBIQUE PARA TODOS,,

VOA News: África

Mostrar mensagens com a etiqueta ACORDO GERAL DA PAZ. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ACORDO GERAL DA PAZ. Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de outubro de 2008

Heresia à Paz

...Paz de quem?
 Com o calar das armas e conseqüente assinatura do acordo geral de paz em Roma, nos enganamos pensando que tudo se reduzia a um simples abraço e assinaturas entre os senhores de guerra. Enganamo-nos porque depois daquele marco embandeiramos em arco com respeito aos desafios que a real paz nos havia de trazer.
 Que paz é esta, meus irmãos?
 Não precisamos de ir longe para descobrir que Moçambique ainda está longe da paz. Se olhas no semblante do moçambicano pacato podes descobrir que passados 10 anos do Roma pouco ou nada adiantou a vida. Uma vida porfiada debaixo de uma pobreza absoluta insuportável num Moçambique empobrecido. A vida procurada nos pergaminhos da educação que não chega com a qualidade que se requer aos nossos filhos. Uma vida tentada com os maus tratos e falta de assistencia medica apropriada nos nossos hospitais públicos.
 Que paz é esta que nos chegou?
Quando o Estado novo a ser assaltado por punhado de jovens e seus comparsas da luta armada dos 10 anos, dói aos moçambicanos, incluindo aqueles que tendo participado nesse movimento de libertação, estão hoje esquecidos. Que paz é essa, que não protege os interesses dos guerrilheiros e suas famílias, depois anos de participação gloriosa na defesa da sua pátria? Nem a uma manifestação, por lei permitida, eles têm direito!
Que paz é esta, afinal?
 Se tivêssemos paz, não estaríamos, como Estado, a assistir impavidamente o saque dos nossos recursos para alimentar os gigantes esfomeados da Asia a troco de fortunas que vão a poucos bolsos. Se tivêssemos paz, não era desta que assistiríamos a um executivo governamental perdulário, nepotista e corrupto, tão-pouco teríamos um oposição que não fiscaliza, não critica e não trás à mesa soluções alternativas para que os moçambicanos olhem nas alternativas, para a porfiada paz total. Se tivêssemos paz, não seriamos incomodados pelas vicissitudes e querelas intestinais nos partidos, que acabam na pessoalização do bem comum, na bajulação e no desamor. O que se viu no Maputo e na Beira, durante o que supúnhamos serem eleições internas dos Partidos que se julgam defenderem os mais sublimes valores da democracia, violentamos a Paz. Foi, enfim, um espasmo ou heresia perfeita à Paz.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Paz ainda moribunda neste aniversário dos acordos da paz

...Moçambique continua a ser pátria para alguns.
Os frutos da paz que o moçambicano que os acordos de paz de Roma esperavam não chegaram! O povo submetido ao governo de apóstolos da desgraça vivo os mais de 30 anos num serviço terrível que há memória. Quando hoje ouvimos os protagonistas da assinatura do paz há dez anos falar baixo e frio, nós outros ficamos com a certeza que temos que buscar a Paz. Paz não existe. O que houve foi o calar das armas entre os dois beligerantes, a Renamo e a Frelimo. Aliás concordaria com o porta-voz da Renamo quando disse, recentemente à BBC, que há 'poucas razões para celebrar' enquanto houver“um marasmo do desenvolvimento económico que está apenas para um punhado de gente ligada ao poder, com muita opulência, enquanto a maioria dos Moçambicanos continuam a viver com menos de um dólar".

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Guebuza reconhece legalidade da segurança armada de Dhlakama


— afirma arcebispo da Beira, em entrevista exclusiva ao «Canal de Moçambique»
"...os que eles chamam de homens armados não são novidade para ninguém, nem para a nação, nem para a comunidade internacional, pois a sua existência mereceu um lugar no AGP" e "a existência dos chamados homens armados nos distritos de Maringue e Inhaminga, na província de Sofala, é legal e o presidente da República Armando Guebuza reconhece a legalidade da sua existência" — Dom Jaime Gonçalves
 
Dom Jaime Gonçalves, arcebispo católico da Diocese da Beira, figura que esteve directamente ligada às negociações do Acordo Geral da Paz que veio a se assinado a 04 de Outubro de 1992 na cidade italiana de Roma, na sua presença, disse em entrevista ao «Canal de Moçambique» que "a existência dos chamados homens armados nos distritos de Maringue e Inhaminga, na província de Sofala, é legal e o presidente da República Armando Guebuza reconhece a legalidade da sua existência".
Dom Jaime acrescentou ainda que há uma coisa que deve ficar devidamente esclarecida: "eles (os homens armados) não constituem nenhuma ameaça à paz, como vem dizendo os políticos nos últimos dias".
O prelado Gonçalves justificou a sua posição dizendo que "durante os quinze anos da Paz eles estão lá e nunca mataram ninguém".
O arcebispo da Beira recusa-se a tratar os homens em causa por "homens armados". Insiste tratá-los por "Guardas de Dhlakama". Falar de "homens armados" diz, "é manipular os moçambicanos, porque lá onde eles estão não fazem mal a ninguém".
Dom Jaime que acrescenta: "Eu sou testemunha ocular disso, conheço muito bem Maríngue e Inhaminga, inclusive, em Inhaminga pediram-me para ir pôr uma escola secundária e fui construir, está lá, a funcionar sem problemas porque o ambiente é bom", garante.
Ainda de acordo com o arcebispo da Beira, "a única vez que estes homens dispararam foi quando foram atacados por agentes da Polícia da República de Moçambique".
"Eles reagiram porque a sua existência é legal e eles estão conscientes disso", refere o nosso interlocutor.
A solução para aqueles compatriotas, segundo Dom Jaime, "seria a sua legalização como guardas oficiais de Dhlakama, tal como estava previsto no AGP em 1992",
O arcebispo Dom Jaime, acrescentou que "se a legalização desses homens não aconteceu até hoje, é porque por questões políticas alguém quer os usar, como está a acontecer agora".
Não apontou que questões políticas são as tais a que se refere.
A terminar, Dom Jaime afirma que "todos os que falam de homens armados como sendo ilegais, o fazem sabendo que estão a mentir. Eles sabem que a sua existência é legal e sabem que eles não fazem mal a ninguém".
Dom Jaime falou em exclusivo ao «Canal de Moçambique» no Centro de Conferência Joaquim Chissano, no final do brinde oferecido pelo Presidente da República Armando Guebuza, alusivo às comemorações do 15º aniversário do Acordo Geral de Paz.

(Borges Nhamirre e Jorge Matavel)  

Fonte: CANAL DE MOÇAMBIQUE   / M I R A D O U R O - ACTUALIDADE NOTICIOSA - MOÇAMBIQUE - MMVII



Catch up on fall's hot new shows on Yahoo! TV. Watch previews, get listings, and more!

domingo, 19 de agosto de 2007

'A-PROPOSITO DO "QUESTIONARIO SECRETO" NA CASA MILITAR

As linhas do Acordo Geral de Paz

Miradouro foi procurar e poe a merce o AGP, Acordo Geral de Paz em Mozambique; um documento que pode ser util para a reflexao do leitor quer no contexto do propalado 'questionario secreto' que deixou meio mundo boquiaberto, quer para a compreensao de como foi forjada (no bom sentido da palavra), afinal, esta paz que vivemos em Mozambique.
Miradouro

Angola24Horas

Últimas da blogosfera

World news: Mozambique | guardian.co.uk

Frase motivacionais

Ronda noticiosa

Cotonete Records

Cotonete Records
Maputo-based group

Livros e manuais

http://www.scribd.com/doc/39479843/Schaum-Descriptive-Geometry