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sábado, 10 de maio de 2008

Momento para ‘uma conversa nacional com os cidadãos’ chegou

…depois de uma semana bem atribulada por parte dos “camaradas” no poder, a Renamo pode liderar essa conversa porque capturou o 'terreno central' e 'dita agenda'.

A franca “derrapagem” do poder do dia, a fragilidade do governo, a ausência de limites que cerceam os poderes do executivo e do judiciário, a pequena e alta corrupção, o peculato, o uso e abuso do tesouro público, as questões de nacionalidade e a lei, a liberdade de imprensa e de expressão são razões bastantes para a Renamo-EU liderar uma ‘conversa nacional’.
Sentimos que o momento dessa conversa está chagado. Uma conversa em que, sem compromisso, a Renamo viria ao público pedir confiança total à sua visão e programa de governação alternativa para Moçambique. Chegou o momento para fazer soar bem alto a vontade do povo pela mudança que teima ser protelada por uma Frelimo cansada, sem ânimo e acanhada contra um país na miséria; esta que se abate contro os demais moçambicanos.
A Frelimo não ama pátria desde ja'. Ela se sente dona ao vés de servente dela. A Frelimo vê tudo como seu. É egoista e ao mesmo tempo que a sua corte se lança num exibicionismo exuberante barato. Vemo-los quer em ‘passeatas’ presidenciais, quer através dos edis à sua batuta, quer ainda dos não eleitas governadoras provinciais. Enquanto isso, tem os seus filhos em melhores universidades do mundo e em escolas privadas do Maputo 'a custo do imposto do cidadão pacato e da doação internacional. Dizemos que o momento para uma conversa nacional está chegado porque até hoje não conhecemos quem nos governa, se são moçambicanos ou se são portuguêses. Com tanto talento nacional, tanta bagagem intelectual, tanta habilidade para gestão da coisa pública que o nosso Presidente [que diz que é nampulense, mas factos provam que não é] teve o descaramento de nomear uma cidadã com uma nacionalidade dubia à primeira-ministra deste País. Há sim dúvidas da nacionalidade da Sra Luisa Diogo que, nalgum momento, adoptou a nacionalidade portuguesa, por força do seu casamento com o um estrangeiro portugues, quando a nossa lei-mãe de 1975 proibe/ia, que indivíduos, com dupla nacionalidade, não tivessem acesso 'a cargos de relevo, como ela teve o gosto de usufrir por dois mandatos cheios.
Expostas que estão causas que consubstanciam o discarrilo e banalidade dum executivo que transformou o país numa ‘república das bananas’, a Renamo devia, a par do esforço visível e de aplaudir da sua bancada na Assembleia da República a batuta da Sra Maria Moreno (na imagem), de voltar, mais uma vez, às bases, relançando ‘uma conversa nacional com o cidadão’ [na esteira da estado da nação doentio], cuja agenda possa ancorar no seguinte:

· Poder e o exercício de cidadania
· Visão e programa para uma governação alternativa
· Solidariedade nacional em tempos de crise
· Governo.
Quanto ao ponto do “Poder e o exercício de cidadania” procuro sugerir que a Renamo exponha explicita e claramente que enquanto poder qual será a forma da participação do cidadão. Isto é importante para sossegar os pessimistas e dar mais alento 'a colaboração dos cidadão, seja de que cor partidária for.
No tocante à “visão e programa para uma governação alternativa”, entendo que é chegada a altura da Renamo fazer eco do que pensa e sob que ângulo vê as grandes questões do devir nacional e internacional. Fazendo transparecer mais inteligivelmente a política e governação pode até ganhar mais pontos, não só entre os seus potenciais militantes e membros, como também mostrará ao país e ao mundo da sua seriedade para ser ‘poder’ em Moçambique. Economicamente falando, mais-valia da Renamo aqui so' se ganha com valores acrescentados.
Por outro lado, os problemas de gestão da coisa deram resultados inesperadamente negativos que foram bem presentes na revolta popular do dia 5/2 (super-terça), contra qual a Renamo deve aprender, encontrar estratégias e caminhos para uma agenda sobre “Solidariedade nacional em tempos de crise” para la' dos apoios externos.
O meu último ponto é sobre o "Governo". Quando falo do governo o falo no sentido de governo lato com todos os seus poderes inclusos, desde o executivo ao quarto poder. Que formato e gandeza de governo a Renamo procura ter? Quais são as linhas de força que alimentarão um governo à altura das preocupações da população e o peso que pode representar no bolso do cidadão o seu funcionamento. Vamos continuar a ter tudo concentrado no Maputo? Porque não transferir a Assembleia da República para Beira, o Concelho Judiciário para Inhambane e a sede do Tribunal Supremo em Nampula? Porquê não olhar para uma cooperação regional da SADC mais aberta, mais perto do cidadão e não de 'clube de amigos'? Como vamos tratar a questão da tribo no executivo da Renamo? Queremos saber ser o governo da Renamo nos vai ‘pregar’ a taxa de rádio duas vezes, por via da factura da EDM e pela via do pagamento do imposto dos manifestos de viaturas. É esta, portanto, a ‘conversa nacional com o cidadão’ que queremos urgente!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Eleições autárquicas: ALIMO anuncia apoio à Renamo


O Partido Aliança Independente de Moçambique (ALIMO) anunciou ontem o seu apoio à Renamo nas eleições autárquicas deste ano. O líder do partido, Khalid Sidat [na foto], disse ao “Notícias” que se trata duma opção política tomada em plena liberdade de consciência e ponderadas algumas situações, a bem da democracia.

Segundo afirmou, o partido já iniciou um aturado trabalho de sensibilização das suas bases para que compreendam que a oposição só ganha com a vitória da Renamo nas eleições. O líder da “perdiz”, Afonso Dhlakama, já disse que, nas eleições autárquicas de 2008, o seu partido não vai concorrer coligado com a União Eleitoral, de que faz parte a ALIMO. Questionámos a Khalid Sidat se não será uma aberração apoiar a Renamo, quando a sua cúpula já deixou clara a sua posição sobre coligações eleitorais no país. Respondeu afirmando que, não existindo até agora nenhum instrumento que revalide a coligação Renamo-União Eleitoral para as autárquicas deste ano, o seu partido está preparado para concorrer para aquele pleito, mas, decididamente, vai apoiar a “perdiz”.“Decidimos que vamos apoiar a Renamo nas eleições autárquicas.
Vamos concorrer, mas apoiando a Renamo. Para o efeito, já começámos a sensibilizar os nossos membros e simpatizantes para apoiarem a Renamo, para o bem da democracia”, realçou.Khalid Sidat afirmou que o partido não encara nenhuma hipótese de coligar-se com outras forças políticas, a partir da experiência que possui da União Eleitoral. Para esta Polícia, o projecto da União Eleitoral é um total fracasso. Recusou-se, no entanto, a entrar em pormenores, mas disse que a ALIMO se aparta completamente de algumas das posições assumidas pela União Eleitoral.Recentemente, a União Eleitoral escreveu uma carta ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, manifestando preocupação e solicitando a realização da assembleia-geral ou conselho da coligação Renamo-União Eleitoral destinado a clarificar a sua posição face às eleições autárquicas deste ano.Khalid Sidat reconheceu que a Renamo é um partido de respeito e líder da oposição no país, pelo que, segundo afirmou, ganhando a “perdiz” nas eleições, a oposição também ganha com isso.
Trata-se da segunda força política da coligação Renamo-União Eleitoral, depois da Frente de Acção Patriótica (FAP), que anuncia o seu apoio à Renamo nas eleições agendadas no país. Em finais do ano passado, o presidente da FAP, José Palaço, convocou uma conferência de Imprensa para anunciar a decisão do seu partido de apoiar a “perdiz” nos próximos pleitos, mesmo que não haja nenhum instrumento de validação da coligação para as autárquicas de 2008.Analistas dizem que a decisão daqueles partidos de apoiar a Renamo só reforça a ideia de que, fora a “perdiz”, o mercado político no país é ainda frágil. Sustentam a sua tese baseando-se em algumas tentativas já havidas no passado de formação de coligações eleitorais que redundaram em fracasso. Notícias Foto Noticias

Angola24Horas

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