…depois de uma semana bem atribulada por parte dos “camaradas” no poder, a Renamo pode liderar essa conversa porque capturou o 'terreno central' e 'dita agenda'.A franca “derrapagem” do poder do dia, a fragilidade do governo, a ausência de limites que cerceam os poderes do executivo e do judiciário, a pequena e alta corrupção, o peculato, o uso e abuso do tesouro público, as questões de nacionalidade e a lei, a liberdade de imprensa e de expressão são razões bastantes para a Renamo-EU liderar uma ‘conversa nacional’.
Sentimos que o momento dessa conversa está chagado. Uma conversa em que, sem compromisso, a Renamo viria ao público pedir confiança total à sua visão e programa de governação alternativa para Moçambique. Chegou o momento para fazer soar bem alto a vontade do povo pela mudança que teima ser protelada por uma Frelimo cansada, sem ânimo e acanhada contra um país na miséria; esta que se abate contro os demais moçambicanos.
A Frelimo não ama pátria desde ja'. Ela se sente dona ao vés de servente dela. A Frelimo vê tudo como seu. É egoista e ao mesmo tempo que a sua corte se lança num exibicionismo exuberante barato. Vemo-los quer em ‘passeatas’ presidenciais, quer através dos edis à sua batuta, quer ainda dos não eleitas governadoras provinciais. Enquanto isso, tem os seus filhos em melhores universidades do mundo e em escolas privadas do Maputo 'a custo do imposto do cidadão pacato e da doação internacional. Dizemos que o momento para uma conversa nacional está chegado porque até hoje não conhecemos quem nos governa, se são moçambicanos ou se são portuguêses. Com tanto talento nacional, tanta bagagem intelectual, tanta habilidade para gestão da coisa pública que o nosso Presidente [que diz que é nampulense, mas factos provam que não é] teve o descaramento de nomear uma cidadã com uma nacionalidade dubia à primeira-ministra deste País. Há sim dúvidas da nacionalidade da Sra Luisa Diogo que, nalgum momento, adoptou a nacionalidade portuguesa, por força do seu casamento com o um estrangeiro portugues, quando a nossa lei-mãe de 1975 proibe/ia, que indivíduos, com dupla nacionalidade, não tivessem acesso 'a cargos de relevo, como ela teve o gosto de usufrir por dois mandatos cheios.
Expostas que estão causas que consubstanciam o discarrilo e banalidade dum executivo que transformou o país numa ‘república das bananas’, a Renamo devia, a par do esforço visível e de aplaudir da sua bancada na Assembleia da República a batuta da Sra Maria Moreno (na imagem), de voltar, mais uma vez, às bases, relançando ‘uma conversa nacional com o cidadão’ [na esteira da estado da nação doentio], cuja agenda possa ancorar no seguinte:
· Poder e o exercício de cidadania
· Visão e programa para uma governação alternativa
· Solidariedade nacional em tempos de crise
· Governo.
Quanto ao ponto do “Poder e o exercício de cidadania” procuro sugerir que a Renamo exponha explicita e claramente que enquanto poder qual será a forma da participação do cidadão. Isto é importante para sossegar os pessimistas e dar mais alento 'a colaboração dos cidadão, seja de que cor partidária for.
No tocante à “visão e programa para uma governação alternativa”, entendo que é chegada a altura da Renamo fazer eco do que pensa e sob que ângulo vê as grandes questões do devir nacional e internacional. Fazendo transparecer mais inteligivelmente a política e governação pode até ganhar mais pontos, não só entre os seus potenciais militantes e membros, como também mostrará ao país e ao mundo da sua seriedade para ser ‘poder’ em Moçambique. Economicamente falando, mais-valia da Renamo aqui so' se ganha com valores acrescentados.
Por outro lado, os problemas de gestão da coisa deram resultados inesperadamente negativos que foram bem presentes na revolta popular do dia 5/2 (super-terça), contra qual a Renamo deve aprender, encontrar estratégias e caminhos para uma agenda sobre “Solidariedade nacional em tempos de crise” para la' dos apoios externos.
O meu último ponto é sobre o "Governo". Quando falo do governo o falo no sentido de governo lato com todos os seus poderes inclusos, desde o executivo ao quarto poder. Que formato e gandeza de governo a Renamo procura ter? Quais são as linhas de força que alimentarão um governo à altura das preocupações da população e o peso que pode representar no bolso do cidadão o seu funcionamento. Vamos continuar a ter tudo concentrado no Maputo? Porque não transferir a Assembleia da República para Beira, o Concelho Judiciário para Inhambane e a sede do Tribunal Supremo em Nampula? Porquê não olhar para uma cooperação regional da SADC mais aberta, mais perto do cidadão e não de 'clube de amigos'? Como vamos tratar a questão da tribo no executivo da Renamo? Queremos saber ser o governo da Renamo nos vai ‘pregar’ a taxa de rádio duas vezes, por via da factura da EDM e pela via do pagamento do imposto dos manifestos de viaturas. É esta, portanto, a ‘conversa nacional com o cidadão’ que queremos urgente!

