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terça-feira, 24 de julho de 2012

Frelimo acusada de perseguição de membros do MDM em Inhambane

 Usando a Polícia de Investigação Criminal  

“Fui detido na 2ª Esquadra sem justa causa. Obrigaram-me a entregar os meus três endereços electrónicos, meus números de telefones, incluindo o do meu pai. Na semana passada, a PIC elaborou uma notificação e está a minha procura”- Carlos Benildo Machava, presidente da liga juvenil do MDM.

Inhambane (Canalmoz) – O partido Frelimo, na cidade Inhambane, é acusado de perseguir membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Carlos Benildo Machava, presidente da liga juvenil desta formação política conta que está a ser perseguido por agentes da Polícia de Investigação Criminal (PIC).
“Estou a sofrer perseguição da Frelimo. Um dos mentores é o primeiro secretário da Frelimo em Inhambane, Felisberto Machava”, disse. Afirmou que durante a campanha eleitoral das eleições intercalares, houve escaramuças e estava lá o 1º secretário da Frelimo. Este conhece-o de nome e de casa pelo que terá facilitado os dados para que a PIC o localizasse.
Felisberto Machava, primeiro secretário da Frelimo é familiar do chefe da Liga da Juventude do MDM em Inhambane.

Perca de emprego no Estado

O jovem Carlos Machava, de 22 anos, conta que a sua filiação no MDM lhe custou o emprego no Centro de Processamento de Recursos Digitais (CPRD), uma instituição subordinada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
“Quando fui visto a fazer alguns trabalhos partidários ao serviço do MDM nas eleições intercalares da cidade de Inhambane, algumas pessoas ligadas ao partido Frelimo foram pressionar a direcção do CPRD para me mandar embora”, disse. Recorda que depois das eleições intercalares foi capturado no serviço sem mandato de captura nem notificação. Explica que fez o curso de informática naquele centro, mas porque as suas notas foram das melhores, recebeu um convite para que passasse a ingressar na instituição.

Escola Secundária Emília Daússe

Carlos Machava conta que se filiou ao MDM em 2009, na altura estudante da 12ª classe, na Escola Secundária Emília Daússe. “A partir daí os meus passos passaram a ser controlados. Em 2009 criei um núcleo de estudantes e uma parte de alunos que viviam no Centro Internato era do MDM. O chefe do Centro, Abdul Carimo, e o responsável do sector de nome Paulo, para investigarem o assunto vieram ter comigo e disseram: se continuar metido com a oposição não vai sair da Emília Daússe”.
Machava conta depois que passado algum tempo foi “chamado pela direcção da escola e advertido a deixar de fazer politiquices na escola”. “Mas eles, desde o director da escola até ao chefe do Internato, nunca esconderam que estão filiados ao partido no poder”.
“Não respondi nada, mas isto acabou tendo repercussões nas notas. Fui reprovado e até hoje ainda não conclui a 12ª classe”, conta.

Entrega de cartões

O líder juvenil do MDM na cidade Inhambane observa que no mês passado houve entrega oficial de cartões. “A partir daí a Polícia de Investigação Criminal (PIC), elaborou uma notificação”. “A PIC está a minha procura desde semana antepassada”.
Carlos Machava queixa-se também das acções do comandante da Polícia Municipal que ordenou a retirada das bandeiras do MDM ao longo da estrada que liga a cidade de Inhambane ao distrito de Jangamo.
“Quando procurámos saber as razões, devolveram as nossas bandeiras”, conclui. (Cláudio Saúte)

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