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VOA News: África

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Só o chefe do Estado conseguiu conter revolta dos muçulmanos

 Anulada paralisação da actividade comercial  

“Fomos recebidos hoje (ontem) pelo Chefe do Estado que prometeu se empenhar acima do normal no combate à criminalidade”, Ahmand Camal explicando ao Canalmoz porque a comunidade Muçulmana desistiu da desobediência civil

- No próximo sábado os Muçulmanos irão marchar até ao Gabinete do Primeiro Ministro

Maputo (Canalmoz) – Já não haverá paralisação das actividades comerciais e industriais a partir de amanhã, como medida promovida pelos Muçulmanos, Hindus e Ismaelita em protesto contra a alegada inacção das autoridades governamentais no combate aos raptos no País. Foi preciso a intervenção do Presidente da República, Armando Guebuza, para conter a revolta dos Muçulmanos.
Reunidos na noite de ontem em Maputo, o grupo que anunciara medidas de desobediência civil dentre as quais o encerramento do comércio, a partir de hoje até a próxima quarta-feira, disse que já não vai avançar com estas medidas.
Lembre-se que este grupo havia reunido na sexta-feira com o Ministro do Interior, Alberto Mondlane, para discutir precisamente a questão dos raptos, mas não ficou satisfeito. Queria o topo da direcção da Administração Pública a dialogar com eles: o chefe do Estado,que teve que ceder.
O empresário Ahmad Camal foi o porta-voz do grupo que ele denominou “movimento islâmico”. Disse que na reunião da noite de ontem “decidimos que devíamos suspender as manifestações amanhã”.
Perguntamos porque razão houve recuo e Ahmad Camal explicou que foi devido à intervenção do chefe do Estado, Armando Guebuza.
“Na sequência das várias reuniões que tivemos com o Governo, hoje (ontem) fomos recebidos pelo Chefe do Estado, donde saiu um acordo e compromisso de que nós deveríamos suspender a greve. O chefe do estado iria se empenhar acima do normal no combate ao crime”, disse Ahmad Camal ao Canalmoz em contacto telefónico devidamente gravado.

Camal nega divisão no seio dos muçulmanos

Muitos representantes de membros das diversas comunidades Muçulmanas no país têm se distanciado da intenção da paralisação das actividades comerciais como pressão e protesto ao Governo, sendo isso interpretado como divisão no seio da comunidade. Questionado a respeito disso,  Ahmad Camal negou que haja tal desentendimento e disse que até os não muçulmanos apoiam a manifestação.
“Não é verdade. Há consenso. Tínhamos até consenso das massas, de norte a sul e centro do pais. É inequívoco que somos representantes de todos os muçulmanos”, disse Camal negando discordância nio seio do grupo.

Manifestação pacífica no dia 01 de Setembro

Apesar da reunião com Guebuza, os muçulmanos prometem marchar no próximo sábado, dia 01 de Setembro, até ao Gabinete do Primeiro Ministro, onde segundo disse o nosso interlocutor, irão entregar “um manifesto sobre as preocupações da comunidade Muçulmana” ao PM Aires Ali, que por coincidência é Muçulmano.

As medidas anunciadas, ora suspensas

“Entre as medidas discutidas esta manha e que serão objecto de melhor análise na reunião da tarde, foram propostas (i) manifestações pacíficas na cidade de Maputo e em todo país, (ii) Passeata em direcção ao Ministério de Interior, (iii) encerramento de todos estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços em TODO o país durante 03 (três) dias, (iv) eventualmente promoção de uma campanha de desobediência Fiscal e, em última instância, (v) caso o assunto não seja resolvido de imediato, orientação de voto de nas próximas eleições autárquicas e presidenciais”, lê-se no comunicado que fora publicado na sexta-feira passada. (Borges Nhamirre)

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