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VOA News: África

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Quem quer Paz não manda atacar os outros com armas de guerra !!!!.

Editorial
  
Maputo (Canalmoz) – Já dissemos aqui neste mesmo espaço que o Sr. Armando Guebuza é uma fonte inesgotável de desestabilização do nosso País. E os factos continuam a comprovar que estamos certos quando o afirmamos.  
Os seus discursos, práticas abusivas e constantes, o comportamento dos organismos do Estado dirigido por si, o seu silêncio cúmplice perante ataques violentos contra partidos políticos na oposição e até alguns com assento no mais alto órgão da soberania do Estado – a Assembleia da República – comprovam que a sua educação cívica é extremamente deficiente para que ele continue a ocupar o cargo de Presidente da República. O seu sentido de Estado é nulo. Obviamente a acrescentar ao já por demais comprovado: este Senhor não é pessoa indicada para conduzir Moçambique a uma democracia autêntica e criar um ambiente de concórdia e Paz entre os moçambicanos. 
O sonho dos Moçambicanos é viver num País normal e próspero, mas este Senhor está de novo a querer semear o terror e a morte por todos os cantos do País. Já o fez no tempo de Samora, mas Samora travou-o…chegou mesmo a colocá-lo em prisão domiciliária.
Pedimos pois ao Partido Frelimo que se imponha e que rapidamente o impeça de continuar a querer empurrar Moçambique para uma nova guerra.
Os ataques constantes às sedes dos partidos da oposição; a constante atitude de violência activa da Policia contra cidadãos indefesos; a destruição de infra-estruturas de partidos com assento na Assembleia da República; a perseguição aos cidadãos da oposição nas instituições públicas, a perseguição aos trabalhadores mostra bem que o Sr. Guebuza é de facto um instigador da violência e o maior inimigo da nossa República no presente momento.
Perante os acontecimentos de 03 de Abril, em Muxúnguè, em que a Policia (FIR) abriu as hostilidades atacando a sede local da Renamo, o que se poderia esperar, de um Presidente da República com cultura democrática e sentido de Estado, era um imediato discurso de pedido de desculpas pelo sangue derramado por nossos compatriotas ali tombados. Mas, contrariamente ao que era de esperar de um PR com envergadura para dignificar a República de Moçambique e estimular um ambiente de negócios propício ao desenvolvimento e ao por si tão apregoado combate à pobreza, o Sr. Guebuza calou-se. Procurara enganar os Moçambicanos, mas “saiu-lhe o tiro pela colatra”. A Imprensa fez-se ao terreno, depois do ataque à sede da Renamo, e foi capaz de desmascarar os seus planos maquiavélicos.
Esperava o Sr. Guebuza que ao dar-se a retaliação da Renamo ao quartel da FIR, pudesse acusar Dhlakama de ser sanguinário e desrespeitador da Paz que assumiu respeitar e tem respeitado escrupulosamente nos vinte anos da Paz que Guebuza violou. 

Era intenção do Sr. Guebuza e dos seus próximos esconder a verdade do que se passou em Muxúnguè. Queria esconder o ataque que a Policia (FIR) fez à sede da Renamo no Posto Administrativo de Muxúnguè, ou seja a mais uma sede de um partido da oposição, para depois vir dizer que a oposição não respeita a Paz. Era intenção do Governo reportar apenas o ataque da Renamo ao quartel da FIR, em retaliação ao acto da Policia que age como braço armado do Partido Frelimo escondendo a sua iniciativa da véspera com que quebrou a Paz. No entanto, com a presença de uma equipa de Reportagem do Canalmoz e do Canal de Moçambique em Muxúnguè, ficou claro quem mais uma vez o Governo usou a força das armas para atacar civis de partidos de oposição. 
Em Muxúnguè acabou por ficar claro que quem usa o Estado para satisfazer as suas ambições pessoais é o Senhor Guebuza.
Até os elementos da Frelimo com sentido patriótico já se aperceberam que o Sr. Guebuza está a empurrar o País para a desgraça, para uma nova guerra.
Nas três semanas pós-Muxúnguè, o Sr. Guebuza não foi capaz de dar os pêsames aos familiares das vítimas dos confrontos, em que se incluem não só os familiares dos agentes da Policia (FIR) mortos, como também os mortos do lado da Renamo, que são também moçambicanos a quem a mesma bandeira cobre e por sinal agiram em legítima defesa.
O Sr. Guebuza remeteu-se ao silêncio porque as ordens para atacar a sede da Renamo terão tido o seu consentimento prévio. Não imaginamos nem o ministro do Interior, nem o seu Vice, nem mesmo o Comandante Geral da PRM, a incorrer em tamanho disparate e violação do regime constitucional, sem ordens superiores. Uma acção daquelas teve necessariamente a anuência prévia do Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.
Discursos mais serenos e conciliadores era o que se devia esperar de um Chefe de Estado, mas o estilo sistemático e matreiro do Sr. Guebuza, manteve-se. 
Quem o conhecia bem era Samora!!!...
Na última segunda-feira (22 de Abril de 2013), duas semanas depois de Muxúnguè, a meio da sua alegada “Presidência Aberta e Inclusiva” na província de Cabo Delgado, Guebuza veio mais uma vez dar razão à nossa constatação e recorrentes apelos para a urgente necessidade de ele enveredar por uma postura mais serena e conciliadora. Mas, mais uma vez, em discurso sobrecarregado de demagogia e incapaz de mobilizar os moçambicanos para usarem as suas forças e inteligência pela manutenção da paz – qual bem comum de que tanto precisamos – o Sr. Guebuza voltou a provar-nos que o seu objectivo actual é semear a violência para suscitar um ambiente de guerra com que possa justificar a declaração de estado de sítio e manter-se no Poder. Muito antes de Muxúnguè escrevemos isso aqui neste espaço Editorial. Suspeitávamos nessa altura que o Sr. Dhlakama também estivesse metido na jogada, mas agora estamos claros que quem é realmente o interessado em levar o País à guerra, ainda que agora tudo indique que vai ficar a falar sozinho, é o Sr. Guebuza.
As suas recentes declarações em Cabo Delgado, prontamente reproduzidas pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), a atacar a Imprensa Alternativa, vieram deixar claro que para Guebuza os Moçambicanos dividem-se em os que estão com ele e os restantes.
O Sr. Guebuza disse haver, em Moçambique, “alguns sectores apologistas de convulsões sociais” e que não se preocupam com o que “pegam” para alcançarem os seus objectivos. Pretendeu mais uma vez fazer-se passar pelo Santo quando já todos viram – inclusive a esmagadora maioria dos seus “camaradas”– que ele precisa de guerra para se impor a todos nós, incluindo a eles próprios do Partido Frelimo.
Felizmente o Povo Moçambicano já percebeu no seu dia-a-dia que toda a violência que tem estado a acontecer no País tem sido promovida pelo Sr. Guebuza e seus comparsas.
Já todos entenderam que são as políticas do Sr. Guebuza baseadas na exclusão, marginalização, etc., que fazem deste País um barril de pólvora. Nada mais!
Já todos viram que as condições para haver convulsões sociais é o Sr. Guebuza que as promove. É ele próprio que as tem vindo a suscitar com a suas políticas contra a Unidade Nacional, de total desrespeito até pela única obra de Samora Machel que merece consenso no País – essa mesma unidade nacional que o Sr. Guebuza tem vindo a destruir.
Esquece-se o Sr. Guebuza que a constante falta de transportes públicos condignos, ao mesmo tempo que vemos o Governo a esbanjar recursos em viaturas de luxo para uso da clique no Poder e seus familiares; a partidarização do Estado; a miséria a que o seu Governo tem sujeitado os professores, médicos, polícias, soldados, e tantos outros funcionários, é produto da má-governação que o tem a ele próprio à cabeça.
Esquece-se o Sr. Guebuza que a vida faustosa que os dirigentes que gravitam à sua volta levam, é à custa dos nossos impostos e são um verdadeiro desafio a convulsões sociais.
Para nós, são ordens de ataque às sedes de partidos legalmente constituídos; são as tentativas de infiltração da CNE com membros da Frelimo em nome da Sociedade Civil para promoverem eleições fraudulentas como se viu com o caso do Reitor do ISCTM, o burlão João Leopoldo da Costa, que ainda é presidente da CNE; é a prisão de membros da oposição, etc., que constituem uma verdadeira apologia às convulsões e à revolta popular.
Guebuza há dias disse em Cabo Delgado, segundo a AIM, que os acontecimentos de Muxúnguè “não são muito mais do que aquilo” e acusou a Imprensa de estar a dar-lhes “uma dimensão muito maior por conveniência de certas sensibilidades que não querem ver nem ouvir falar de estabilidade em Moçambique”! Mas é evidente que estas suas acusações não passam de nova manobra para tentar dar a volta ao que todos já compreenderam… O Sr. Guebuza quer agora tardiamente fazer crer que não foi o seu regime que violou a Constituição e a Paz em Muxúnguè.
Armando Guebuza indicou que há sensibilidades que “querem desencorajar investimentos, mas, porque o povo inspira confiança, os investidores nacionais e estrangeiros continuam a vir e a trabalhar ”. Mentira! Os investidores estão com medo por não vigorar no País a Lei e a Justiça, sem exclusão. E sabem perfeitamente que o causador do ambiente de instabilidade e mau para os negócios é o Sr. Guebuza. Não lhe dizem porque são respeitadores do Estado!
As gerações sobrevivas de Moçambicanos também já não precisam das prosas mal elaboradas do Sr. Guebuza para perceberem que a fonte da instabilidade no País é Ele.
O Povo Moçambicano conhece o nome das instituições que afundam a sua esperança a cada dia que passa. 
O Povo conhece pelo nome quem não consegue promover transporte, emprego digno, saúde decente, enfim uma vida estável e decente à esmagadora maioria dos Moçambicanos.
O Povo Moçambicano conhece hoje bem quem são os verdadeiros corruptos e quem é a verdadeira barreira ao investimento no País. 
O Povo Moçambicano e os estrangeiros sabem bem que os que querem ser accionistas de tudo quanto é investimento, usando a capa de Estado e o controlo que têm sobre as instituições, são os que estão a sujar o bom nome de Moçambique.
Procurando virar o feitiço contra o feiticeiro, Guebuza propôs em Cabo Delgado que a Imprensa faça propaganda mediática da sua governação. Queria que a Imprensa não publicasse que foi a Força de Intervenção Rápida (FIR) quem iniciou o confronto militar em Muxúnguè ao atacar a sede de um partido onde se encontravam apenas civis, embora alguns fossem ex-guerrilheiros? 
Queria que a Imprensa Alternativa alinhasse na contra-informação, no lugar de Informar com isenção? Queria que a Imprensa Alternativa mentisse como a que está ao seu serviço e só fala da sua “clarividência” e “incontestável visão”, mesmo vendo que o seu ídolo está a empurrar o País para o abismo.
Nós nunca seremos co-responsáveis do escangalhamento do País! Nunca estaremos do lado de quem fala de Paz mas semeia a guerra. 
Nunca estaremos com quem semeia ódio entre moçambicanos; não respeita os partidos da oposição e manda atacar com armas de guerra reuniões de outros partidos em seus espaços privados.
Quem quer Paz não manda atacar os outros com armas de guerra !!!!...
(Canalmoz/Canal de Moçambique)

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