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terça-feira, 21 de maio de 2013

NEM OS MORTOS ESCAPAM ÀS ONDAS DE CHOQUE DO MOVIMENTO

Saúde gravemente doente
A greve geral dos médicos desencadeada esta segunda-feira em Moçambique está a registar uma enorme adesão e as suas repercussões afectam até os mortos, apesar de as autoridades se desdobrarem em declarações para minimizar o drama e alguns responsáveis do sector protagonizarem cenas que até roçam o caricato.
Temos um nível de adesão de 99,9 por cento, apesar da onda de intimidação levada a cabo pelo Governo. No Hospital Central de Maputo, mandaram a Força de Intervenção Rápida (FIR) obrigar os médicos do turno da noite a continuarem a trabalhar. Alguns colegas tiveram de se fazer passar por doentes ou saltar o muro, para fugirem à chantagem – fonte da Associação Médica de Moçambique, que solicitou anonimato.
EDSON ARANTE
Profissionais da Saúde moçambicanos, incluindo médicos, iniciaram esta segunda-feira uma greve de cinco dias, em protesto contra o alegado incumprimento pelo Governo de um memorando assinado em Janeiro, para a melhoria das suas condições de trabalho.
Em declarações ao Correio da manhã, fonte da Associação Médica de Moçambique disse que, além da classe médica, a greve conta com a participação de enfermeiros, técnicos de laboratório e serventes de todo o país.
“Temos um nível de adesão de 99,9 por cento, apesar da onda de intimidação levada a cabo pelo Governo. No Hospital Central de Maputo, mandaram a Força de Intervenção Rápida (FIR) obrigar os médicos do turno da noite a continuarem a trabalhar. Alguns colegas tiveram de se fazer passar por doentes ou saltar o muro, para fugirem à chantagem”, disse a fonte, na condição de anonimato, porque “não se sabe o que pode acontecer”.
Para mitigar o efeito da greve, o Ministério da Saúde mobilizou médicos militares e estrangeiros em serviço no país, finalistas e outros discentes do curso de Medicina e pessoal médico com cargos de chefia.

Sinais ainda mais sombrios
“A greve terá a duração de cinco dias, mas será logo prorrogada, se o
Governo não satisfizer as nossas exigências”, assinalou, tornando ainda mais negro o futuro próximo para os doentes e recém-mortos em Moçambique.
Os profissionais da Saúde moçambicanos exigem um aumento salarial de 100 por cento, a aprovação do Estatuto do Médico, atribuição de residência aos profissionais  deslocados da sua área de habitação, o incremento de 35 por cento do subsídio de risco, entre outros direitos.
O Ministério da Saúde de Moçambique ainda não fez qualquer declaração sobre a greve, mas um dia antes da eclosão da mesma o Governo emitiu um comunicado rotulando esta forma de luta dos profissionais da Saúde de “ilegal”.
Drama no terreno
A nossa reportagem testemunhou, nas primeiras horas da manhã desta segundafeira, elementos da Força de Intervenção Rápida (FIR) posicionados defronte do Hospital Central de Maputo (HCM) num penoso esforço para obrigar os médicos do turno da noite anterior (domingo) a continuarem a trabalhar em substituição dos seus colegas que aderiram à greve.
Muitas pessoas que tinham funerais marcados para esta segunda-feira não puderam fazê-los, porque a morgue do HCM esteve encerrada e de lá nenhum cadáver saiu. O mesmo acontecia com a capela adstrita àquele sector do principal hospital de Moçambique.
Notícias de Morrumbala, na província central da Zambézia, por exemplo, indicam que o hospital rural local simplesmente esteve fechado esta segunda-feira.
No Hospital Central de Nampula, os finalistas de Medicina da UniLúrio, médicos militares e estrangeiros é que asseguraram os serviços mínimos.
Em Manica, o director provincial da Saúde de Manica foi visto a movimentar-se pessoalmente no Hospital Provincial de Chimoio para controlar as presenças do pessoal médico, enfermeiros, técnicos e pessoal administrativo.
“Ele marcou pessoalmente as faltas aos ausentes”, indicaram fontes locais daquela unidade hospital ouvidas sobre a greve em Chimoio.
Em declarações ao Correio da manhã, o presidente da AMM, Jorge Arroz, indicou que se o Governo mantiverse irredutível “amanhã (hoje)será pior, pois iremos marchar por todas as ruas da cidade de Maputo, exigindo melhorias salariais e condições de trabalho e de habitação”.
CORREIO DA MANHÃ – 21.05.2013

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