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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Polícia fortemente armada proíbe reunião de grevistas em Maputo

  Greve na Saúde  

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Maputo (Canalmoz) – O Governo de Moçambique, como sempre, mostrou a sua incapacidade de dialogar pacificamente sem recorrer ao uso da força e respeito aos direitos humanos. Ao terceiro dia da greve, os médicos e outros profissionais da Saúde foram brutalmente escorraçados do Jardim Dona Berta, cruzamento entre as avenidas Maguiguana e Vlademir Lenine, na cidade de Maputo, por um forte contingente policial munido de diversos tipos de armas de fogo.
Os grevistas, cerca de duas centenas, foram abordados pela Polícia fortemente armada quando se preparavam para uma reunião de balaço da greve que está a decorrer.
O contingente policial, composto por cerca de duas dezenas de agentes da Polícia de proteção civil e alguns polícias de trânsito, chegou por volta das 08 horas e logo introduziu-se pelo jardim adentro e obrigou os médicos e outros profissionais da Saúde a se retirarem do local.
Assustados, todos os grevistas abandonaram o local, tendo posteriormente se amotinado num dos passeios, nos arredores do Jardim Dona Berta, no cruzamento entre Avenidas Maguiguana e Vlademir Lenine, na cidade de Maputo.
No local os grevistas decidiram que a reunião interditada fica adiada para uma outra data e local ainda por decidir, mas reiteraram a decisão de continuação da greve.
Não obstante a situação, nenhum dos grevistas foi agredido tendo apenas sido ameaçados.
Falando à Imprensa, o presidente da Associação Médica de Moçambique, Jorge Arroz, lamentou e criticou a atitude da Polícia e disse que a mesma representa uma intimidação. Para Arroz, esta é a altura de as pessoas perceberem o grau de ameaças que os médicos e outros profissionais da Saúde têm estado a sofrer desde a eclosão da greve, na segunda-feira.
A fonte garantiu que de momento não há condições de negociações com o Governo, enquanto este continuar com intimidações aos grevistas.
“Este é um espaço público, pois não vemos a razão de sermos proibidos de nos reunir. Isto é violação dos nossos direitos e intimidação”. Disse o presidente da Associação Médica de Moçambique.

Ameaças e intimidações despertam mais raiva aos grevistas

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Arroz descarta a hipótese de suspender a greve devido ao nível de ameaças que os grevistas têm vindo a sofrer. A fonte disse que muito pelo contrário, as intimidações estão a despertar ainda mais o sentimento de revolta no seio dos grevistas e aos profissionais de outros sectores que também estão a ser marginalizados pelo Governo.
Refira-se que esta é a segunda greve dos médicos sendo que a primeira ocorreu em Janeiro. A mesma que conta desta vez com outros funcionários da Saúde (serventes, entre outros) foi reactivada na última segunda-feira, semanas depois ter feito um reajusto salarial de 15 por cento, ao que os grevistas consideram exíguo e que, segundo eles, não correspondia ao acordo firmado com o Governo aquando da suspensão da primeira greve, em Janeiro último. (António Frades e André Mulungo)

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