"MOCAMBIQUE PARA TODOS,,

VOA News: África

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Espero que não me dividam a minha Zambézia


...Moçambique uno é que é preciso!

Para alguns, a recente decisão do Governo, a comando de Lucas Chomera, na foto) embarcar em divisões e subdivisões do nosso território nacional sem uma ampla consulta popular e nem mandato adequado, pode ter passado como uma simples notícia. Para muitos de nós, em que a noção de um Moçambique uno é essencial, e mantê-lo como está nos honra e dignifica, vemos com certo cepticismo esta marcha aventureira do governo do dia.

Infelizmente, tal atitude e acção do governo contraria o posisionamento pátrio dos moçambicanos que é o da unidade na diversidade, implicando respeitar a nação etnica e linguística mosaical que se deve celebrar e não dividir em segmentos não justapostos que só levam a querelas tribais no futuro. Quando o governo leva um território que administrativamente pertence sui genericamente a determinado povoado, localidade ou distrito e integra em outro, embarca numa limpeza étnica ainda que indirectamente. Espero que o governo, ao se lançar em exercício da nossa geografia física, também considere as tradições e costumes culturais dos povos autoctones. Se tal não foi fácil na Jugoslávia de Titos, não vai ser aqui. Isto por um lado.

Por outro lado, sabe-se que dado o desfavorecimento eleitoral de que a Frelimo goza, por exemplo, na rica província da Zambézia, onde perdeu em todas as eleições passadas, não venha com a tese de que esta pode ser grande e merece uma outra divisão em duas províncias, de futuro. Nós estamos bem com a nossa Zambézia com está. O que queremos é desenvolvimento multiforme. É pena que a asfaltagem da nossa cidade capital só vá acontecer poucos dias antes das eleições municipais. Queremos um instituto do chá para estudarmos suas diversas variadades e melhorarmos sua qualidade como forma de enfrentar a competição do chá queniano, malauiano e o zimbabueano. Queremos que o terceiro centro urbano da Zambézia, Gurué, recupere a imagem que já teve, resselando as estradas, combatendo a errosão, e recuperando os imóveis. Queremos ainda que o Governo traga uma resposta aos problemas da pobreza, saúde materno-infantil, educação e desenvolvimento. Que o Governo, enfim, pare de dividir Moçambique impensadamente só por causa de proveitos eleitoralistas. (x)

1 comentário:

  1. É bom não esquecer o açúcar e o Luabo, pujante povoado que foi, na margem esquerda do grande Zambeze.

    Os palmares, imagem de marca da Província da Zambézia.

    A agro-pecuária, sector de actividade, com enormes potencialidades de progressão.

    O algodão, sisal, e muitas, muitas outras riquezas que enchem de esperança os seus habitantes.

    E, finalmente, o orgulho de o ser, factor de identidade marcante que preenche a alma de quaisquer Zambezianos, onde quer que estejam.

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