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VOA News: África

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Líder da Renamo assume que mandou atacar a FIR

Lourenço do Rosário está a mediar diálogo entre Guebuza e Dhlakama

Dhlakama pós acontecimentos de Muxúnguè

Gorongosa (Canalmoz) – O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, ontem, em conferência de Imprensa que concedeu na sua actual residência na Base Cavalo, em Sadjundjira, no Posto Administrativo de Vunduzi, no distrito da Gorongosa, assumiu que ele próprio autorizou que se retaliasse o ataque com que, na véspera, a 03 de Abril corrente, a Polícia (FIR) abrira o novo ciclo de hostilidades e violência entre a Frelimo e a Renamo, em Muxúnguè, no distrito de Chibabava, e se saldou em dezenas de vítimas, entre mortos e feridos.
Afonso Dhlakama garantiu que não haverá guerra se o presidente da República, Armando Guebuza, mandar parar com a progressão de unidades da Força de Intervenção Rápida e das Forças Armadas de Defesa de Moçambique que tem estado a enviar para o cercar em “Cavalo”, no sopé da Serra da Gorongosa. Mas admitiu que não hesitará em mandar atacar se o presidente da República não mandar já parar as hostilidades. 
O líder da Renamo contou que os seus homens andam a pressioná-lo por estarem cansados das agressões da Frelimo e da FIR, que acusam tratar-se do exército da Frelimo e não de uma verdadeira polícia de Estado, e assumiu que foi ele que lhes disse “DESENRASQUEM-SE” depois de ter sido informado que em Muxúnguè a sede da Renamo tinha sido atacada.
Dhlakama garantiu que a Renamo irá continuar a retaliar todos os ataques que forem protagonizados daqui em diante pelas forças policiais e militares contra membros e instalações da Renamo. Assegurou que as armas que usarão serão as das próprias forças ao serviço de Guebuza.
Depois da Conferência de Imprensa, falando informalmente aos jornalistas, Dhlakama recordou que durante a Guerra Civil dos 16 anos foi a partir daquela base “Cavalo” que derrotou as FAM-FPLM (antigo exército governamental do regime de partido único) numa ofensiva que envolveu várias brigadas de várias províncias do país, comandadas pelo falecido general Sebastião Marcos Mabote e também pelo general Hama Tai.
O líder da Renamo voltou a repisar que a Renamo não quer guerra, mas avisou que se continuar a assistir à progressão de forças policiais e militares no terreno irá mandar atacar antes de o bloquearem no terreno. 
Dhlakama disse que estão já envolvidos no terreno para o combater e combater a Renamo, vários batalhões da FIR e das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e apelou para que a operação em curso seja parada para que possa continuar a haver paz.
Segundo Dhlakama a Policia e as Forças Armadas esconderam-se sabendo da vinda de tão numeroso grupo de jornalistas ao terreno.
Dhlakama disse não descartar a hipótese de paralisar as vias ferroviárias e de fornecimento de energia se Guebuza continuar na senda belicista.

Lourenço do Rosário na mediação

Afonso Dhlakama referiu que neste momento o Professor Lourenço do Rosário, reitor da “A Politécnica” tem estado a mediar o diálogo entre o Presidente da República, Armando Guebuza, e o líder da Renamo, mas disse que para que a aproximação prossiga exige como condição prévia a libertação imediata dos 15 membros do seu partido detido pela Polícia quarta-feira da semana passada, em Muxungue, quando a FIR atacou a sede da Renamo, forçando dessa forma a retaliação ao quartel da FIR, menos de 24 horas depois, no ataque que se saldou em quatro mortos e 13 feridos do lado da FIR e um morto do lado da Renamo, combates esses presenciados por uma equipa de Reportagem do Canalmoz/Canal de Moçambique que se encontra a cerca de duzentos metros do acampamento da FIR.

Fim do cerco à Gorongosa

Afonso Dhlakma disse que as forças de defesa e segurança estão a cercar a sua base em Gorongosa
e exigiu que recuem imediatamente, pois caso contrário “não vai permitir ser atacado
primeiro”.
Exigiu igualmente que “a Frelimo pare de atacar os membros da oposição, não somente da
Renamo”.
Afonso Dhlakama recordou que a sua luta sempre foi pela democracia e não vai permitir que a democracia esteja a ser atacada.
Sobre o processo eleitoral que se avizinha, Dhlakama disse que é urgente a revisão prévia da Lei
Eleitoral para garantir a paridade na representação na Comissão Nacional de Eleições.
Dhlakama considera os membros da sociedade civil na CNE, “capangas da Frelimo”.
Referiu a certo passo que o presidente Armando Guebuza disse que se a lei foi feita pelos homens os homens podem voltar a mexer nela.
A Lei foi aprovada recentemente.
Dhlakama referiu também que pretende que se acabe com a descriminação nas FADM. Mencionou que sem que se tenha que andar com o Acordo Geral de Paz debaixo do braço há pontos nele que são sagrados.
A dado passo da conferência de imprensa em que falou durante cerca de hora e meia para um grupo de cerca de trinta jornalistas, Dhlakama disse que “as pessoas no centro e norte” do País “estão cansadas de ser escravas”. 
(Fernando Veloso, na Base Cavalo, Posto Administrativo de Vunduzi)

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