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VOA News: África

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dhlakama diz que já foi contactado por Guebuza

- ...E assegura que não haverá guerra no país, mas qualquer ato provocatório será respondido à medida
- Reinício das negociações fica condicionado a resposta positiva de algumas questões pontuais como a libertação dos 15 elementos da Renamo detidos no quartel da polícia em Muxúnguè, assim como a libertação das sedes da Renamo ocupadas pela FIR
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, convocou na tarde de ontem a imprensa para dar a sua versão em torno dos últimos acontecimentos de Muxúnguè, distrito de Chibabava, província de Sofala, onde inicialmente elementos da FIR invadiram e expulsaram membros da Renamo que estavam concentrados na sua sede naquele posto administrativo. É Naita Ussene esta situação que gerou uma pronta resposta dos elementos da Renamo. Dias depois, autocarros de transporte de passageiros e camiões de transporte de carga foram emboscados na Estrada Nacional Número Um (EN1). No total 8 pessoas perderam a vida.
Afonso Dhlakama assegurou que, de facto, foi ele que mandou os homens reagir ao ataque ao quartel da FIR em Muxúnguè, isto em retaliação ao ataque e detenção que os seus homens foram vítimas um dia antes.
Entretanto,negou redondamente qualquer ligação com os homens que atacaram as viaturas de transporte de passageiros e carga.
Em relação ao que pode vir a acontecer nos próximos tempos tendo em conta a tensa situação que se assiste em Muxúnguè e a agitação que se verifica um pouco por todo o país, Afonso Dhlakama deu a conhecer uma boa nova:que já foicontactado pelo Presidente da República por via de uma equipa de mediação, constituída por académicos moçambicanos.Segundo ele, a referida missão de mediação contactou a sede da Renamo em Maputo, através da entrega de um documento escrito, segundo Dhlakama, pelo Presidente da República. Isto aconteceu esta segunda-feira.
Na carta, explicou Dhlakama, o Presidente da República pede ao líder da Renamo para que ordene os seus homens a não avançar em confrontação militar, ao mesmo tempo que pede o reinício das negociações com a Renamo em torno das preocupações que vem sendo colocadas por este partido há já algum tempo.
Dhlakama diz ter respondido a carta colocando pré condições para que efectivamente se reinicie o processo negocial com o governo moçambicano. Uma das condições que diz ter imposto tem a ver com a necessidade de os agentes da FIR posicionados nas sedes do partido em vários pontos do país abandonarem imediatamente os locais e libertarem as sedes da Renamo para o reinício das actividades político partidárias.
Não foi claro sobre quando concretamente enviou a carta para o Presidente da República mas assegurou que a carta a si dirigida chegou-lhe as mãos esta segunda-feira.
Em relação a resposta do PR, diz Dhlakama, ter recebido indicações positivas. Mas como conhece o Chefe de Estado moçambicano, diz que só vai avançar em qualquer sentido depois de ver acções concretas a serem desenvolvidas por Guebuza no âmbito das suas exigências.(José Chirinza)
MEDIA FAX  - 11.04.2013

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