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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sem estratégias habitação aos cidadãos


"Crédito para habitação: Estado busca meios para facilitar acesso"" 

O ESTADO projecta colocar recursos financeiros à disposição da banca comercial nacional de forma a influenciar a redução das taxas de juro e facilitar acesso ao crédito para a aquisição de apartamentos a serem construídos no âmbito do projecto de edificação de cinco mil habitações no bairro de Intaka, no município da Matola.
Maputo, Segunda-Feira, 19 de Setembro de 2011:: Notícias
As obras de construção do empreendimento serão formalmente lançadas hoje, numa cerimónia a ser dirigido pelo Primeiro-Ministro, Aires Ali.

Assumindo as dificuldades de acesso e as elevadas taxas de juro aplicadas ao crédito para habitação, o Governo moçambicano e o grupo chinês Henan Gouji Industry and Development, proponentes do projecto, propõem-se a interceder junto de parceiros internacionais visando obter fundos adicionais para suprir o défice que deverá se abrir com a redução das taxas de juro pelos bancos comerciais.
Com efeito, e segundo indica um comunicado do gabinete de Aires Ali recebido na nossa Redacção, actualmente as taxas de juro para crédito à habitação situam-se nos 20 porcento, sendo intenção dos proponentes do projecto das cinco mil casas do bairro Intaka conseguir que estas desçam para níveis que não ultrapassem os dez porcento.
Nos termos do projecto do bairro Intaka, numa primeira fase o empreendimento consistirá na construção de cinco mil habitações e respectivas infra-estruturas e equipamentos sociais. Para esta fase está previsto um investimento na ordem dos 12 mil milhões de meticais, devendo ser concluído no prazo de 18 meses.
O acordo de parceria para a execução do projecto foi rubricado a 14 de Agosto passado durante a visita que o Presidente da República, Armando Guebuza, efectuou à República Popular da China.
A parceria envolve a construção de um total de dez mil habitações e o desenvolvimento de infra-estruturas, como sistemas de abastecimento de água e electricidade, além de benfeitorias sociais como escola, posto policial, estabelecimentos comerciais, escritórios, espaços de recreação, entre outras.
Num contacto com a nossa Reportagem, o presidente do município da Matola, Arão Nhancale, explicou que serão construídas habitações unifamiliares e construções verticais de um a dois pisos do tipo II e IV, estando já disponível uma área de 300 hectares cedida pelo município ao Fundo para o Fomento da Habitação (FFH), no âmbito de um acordo de parceria rubricado entre as partes.
"A nossa motivação para entrar nesta parceria é a consciência que temos de que o projecto será como um pólo de desenvolvimento urbano da Matola. Será uma nova cidade que vai nascer e crescer dentro da cidade. A localização é estratégica porque está a cerca de quilómetro e meio da EN1, próximo de Marracuene, numa área que facilita o acesso à Moamba e, consequentemente, à EN4, através do projectado arco da Matola.
Mais do que isso, Arão Nhancale diz que o facto de o bairro vir a acomodar pelo menos 25 mil pessoas é outra motivação para se apostar no empreendimento, considerando que será uma franja elevada de cidadãos que vai poder ter acesso a uma habitação condigna, construída no espaço com o mínimo de condições desejáveis num complexo habitacional moderno.


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(MiradourOnline)

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