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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Director da escola na Beira tenta recusar carteiras do município: Por temer represálias

E no discurso na cerimónia de recepção elogia o Governo central pela oferta quando este apenas ali estava representado como convidado de Daviz Simango

Beira (Canalmoz) - Vive-se na Beira um relacionamento de fricções entre as instituições do Estado e o Conselho Municipal, CMB, liderado pelo edil Daviz Simango. Em 2008, Simango ofereceu carteiras à Escola Primária Anexa do Macuti e o director recebeu-as, mas foi destituído do cargo por ter aceitado a oferta. Semelhante história teve lugar quando Simango ofereceu uma ambulância ao Centro de Saúde do Bairro de Macurungo. As autoridades da Saúde faltaram à cerimónia porque queriam que a viatura fosse entregue, em segredo, na direcção da Saúde. Agora, a história repete-se na Escola Primaria Completa 11 de Novembro da Manga, onde o director tentou recusar a oferta de carteiras vindas da edilidade.


O director finge não saber da oferta

Quando jornalistas começaram a chegar à escola, no Bairro da Manga, na manhã do dia previsto para a entrega de carteiras, para recolher imagens de como os petizes estudavam, dobrados no chão, ao frio, João Tembe, director da Escola, tentou impedir a entrada dos homens da pena e da imagem, alegando não ter conhecimento de nada, apesar de ter trocado correspondência com o director da Educação e Cultura ao nível do CMB, nos dois dias anteriores.
O Conselho Municipal da Beira já havia concertado com o director da Educação e Cultura da Cidade e o representante do Estado, que vinham na delegação de Simango para presenciar a oferta. A táctica de aceitar receber a oferta e no momento fingir que não sabe de nada “pode ser uma acção de uma mão invisível”, disse na altura, em voz baixa, um funcionário da Direcção da Educação e Cultura ao nível da Cidade. Os directores das escolas, na Beira, têm medo de receber ofertas da edilidade por esta estar a ser dirigida por Daviz Simango e ser a única do País que a Frelimo não governa.
Um colega, da Escola do Macuti, pagou caro quando recebeu carteiras da edilidade, em 2008. Tinha sido instruído para “fugir” da escola mas acabou por estar presente ao acto. Foi demitido.

Politicamente hipnotizado

As imagens recolhidas demonstram, claramente, que os alunos estavam a passar muito mal, pois é difícil estudar sentado no chão. Assim, recusar 240 carteiras, oito secretárias com as respectivas cadeiras, só pode ter explicação onde a arma política dispara no escuro. Um director que não se sente satisfeito quando recebe tantas carteiras que vão aliviar a dor de várias centenas de seus alunos, deve estar, no mínimo, politicamente hipnotizado, tentou situar aquele funcionário.

O director da escola “esquece” o CMB

A oferta à escola é do Município liderado por Daviz Simango que é simultaneamente presidente do MDM, mas para evitar agradecer ao município na mensagem, o director da escola endereçou os agradecimentos da sua comunidade escolar ao representante do Estado que, apenas, fora também convidado para presenciar o acto da oferta, ignorando o CMB que desembolsou 1.178,700,00 meticais pela feitura das carteiras e escolheu a referida escola para beneficiar da oferta. O disparate não parou aí. Os agradecimentos foram extensivos “ao governo moçambicano que, de uma maneira sábia, dirige os destinos desta Pérola do Índico”, no dizer do director da escola, mas de facto o governo central não teve qualquer intervenção na oferta pois as carteiras foram oferecidas pelo Conselho Municipal da Beira. (Edwin Honoun)

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