Por Simião Ponguane
Dois candidatos à presidência do município de Inhambane, Sul de Moçambique, estão à procura de votos desde a madrugada desta Terça-feira para dirigir a cidade da chamada terra de boa gente até final do próximo ano.Os candidatos Benedito Guimino, da Frelimo, e Fernando Nhaca, do Movimento Democrático de Moçambique, são professores de profissão que disputam a vaga de Presidente do município de Inhambane aberta em Dezembro último, na sequência da morte de Lourenço Macul, vítima de doença.
A campanha eleitoral começou hoje e vai durar 13 dias, sendo que a eleição propriamente dita está marcada para dia 18 deste mês de Abril. Estão inscritos 43.206 eleitores.
A Frelimo e o MDM são os únicos partidos políticos que apresentaram candidatos. A Renamo, principal partido da oposição, alega que não vai concorrer em nenhum processo eleitoral enquanto não for alterada a actual lei eleitoral, cuja revisão está em curso na Assembleia da República.
Mas também não há muita coisa em jogo nesta eleição intercalar, tendo em conta o pouco tempo que resta para o fim do mandato dos actuais órgãos municipais.
Seja como for, a Comissão Nacional de Eleições apela aos actores dos dois partidos concorrentes a pautarem pelo civismo durante a campanha eleitoral.
Apelamos aos eleitores e aos munícipes da autarquia da cidade de Inhambane para que não adiram a práticas que desencadeiem desordem pública. Fazer democracia não é fomentar desobediência à lei, não é faltar respeito aos munícipes, faltar respeito à Constituição e à lei.
A campanha eleitoral deve decorrer em ambiente de tranquilidade, sem quaisquer actos de intimidação e de provocação aos concorrentes ou seus apoiantes – apelou o
João Leopoldo da Costa, Presidente da Comissão Nacional de Eleições, aos partidos e ou simpatizantes a pautarem pela boa conduta durante a campanha eleitoral no município de Inhambane.
O Presidente da CNE apelou igualmente aos partidos políticos a não usar meios do Estado na campanha.
Este recado é basicamente dirigido à Frelimo, partido no poder em Moçambique. Mas o MDM também controla meios do Estado nos municípios da Beira e Quelimane. VOA
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