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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Frelimo diz que está à procura de fórmulas para levar a Renamo às eleições


- Mas o processo de recenseamento, segundo a própria Frelimo, está abalado pela fraca aderência 

 Mateus Kathupa, vice-chefe da Brigada Central do partido Frelimo  

Maputo (Canalmoz) – O partido Frelimo diz ter recomendado o Governo a encontrar fórmulas que permitam a Renamo a participar nas próximas eleições autárquicas e gerais de 2013.
Numa conferência de Imprensa convocada na manhã da última quinta-feira em Maputo, o vice-chefe da Brigada Central do partido Frelimo para a cidade capital, Mateus Kathupa, disse que o seu partido também está a equacionar a possibilidade de accionar influentes figuras da sociedade moçambicana “para convencer o presidente Afonso Dhlakama e a sua equipa a participarem nas eleições”.
“Não é desejável que a Renamo não participe nas eleições. Não é bom, por isso a Frelimo deu instruções ao seu Governo para encontrar fórmulas que permitam a participação da Renamo. Também vai falando com pessoas influentes para convencerem o presidente Afonso Dhlakama e a sua equipa a participarem nas eleições”, disse Mateus Kathupa.


Abalos no processo de recenseamento eleitoral

Num outro desenvolvimento, Kathupa falou do processo de recenseamento eleitoral em curso no País que, segundo ele, enfrentou e continua a enfrentar alguns problemas.
“Verificámos que o início do recenseamento eleitoral teve alguns abalos que estão a ser ultrapassados”, disse Mateus Kathupa, acrescentando que “o que observamos e de que temos como informação é de que o nível de pessoas recenseadas até agora está a quem daquilo que se espera de uma cidade com população elegível para o recenseamento.
Por isso, segundo Kathupa, a Frelimo coloca a possibilidade de mobilizar as pessoas porta-a-porta, para que se possa atingir o número maior de eleitores, para garantir eleições de forma desejável e credível.

“A greve dos médicos? – Munícipes da cidade de Maputo estão a viver um ambiente tranquilo”

Sobre a greve dos médicos e outro pessoal de saúde que já dura há três semanas, o membro da brigada central do partido Frelimo disse que “apesar de todas as emoções de carga a volta disso, para o partido Frelimo o certo é que os munícipes da cidade de Maputo estão a viver um ambiente tranquilo”.
“O partido Frelimo está a fazer um esforço muito grande, para que nas unidades sanitárias haja um ambiente de solidariedade, de tranquilidade, e que se reduza o maior número possível de mortes que seja resultante da ausência de assistência”, acrescentou a mesma fonte.
No concreto, segundo Mateus Kathupa, o que está a acontecer é que os membros da OMM e da OJM, braços políticos da Frelimo, vão indo ao Hospital Central de Maputo e a outras unidades sanitárias para assistirem naquilo que podem e evitar que haja instabilidade.
“O que nos dizem e fomos informados é que o trabalho garante a minimização do impacto da greve”, disse Mateus Kathupa, acusando, sem apontar nomes, que “há gente que quer induzir a aderência à greve de forma não legal”.

Objectivos da brigada central

A brigada central da Frelimo encontra-se na cidade de Maputo para trabalhar com o Secretariado do Comité da cidade e o Gabinete Eleitoral recentemente criado.
Sobre o processo eleitoral, Mateus Kathupa disse que o seu partido ainda não tem candidatos na cidade de Maputo. Contudo deu a conhecer que há uma directiva bastante rígida que foi desenhada para não permitir tráfico de influências.
De acordo com Kathupa, a directiva dá um papel muito importante que devem ser jogados pelos bairros, e orienta que as pessoas que vão se candidatar sobretudo à presidente do município sejam aprovados pelos bairros através do sistema de votos, passando pelas células do partido. Por sua vez, as candidaturas são analisadas pelos comités de círculos distritais até a cidade.
“A directiva estabelece que haja pre-candidatos. Mas quem quer ser candidato, sobretudo à presidente do município, deve apresentar o seu programa, deve provar que conhece a legislação e também os estatutos do partido”, disse Mateus Kathupa.
A brigada central para Maputo, segundo o seu vice-chefe, é de que o ambiente na cidade está bem, há estabilidade política.
“As questões da administração urbana são todas aquelas. Que todos nós vivemos. Temos o problema de transporte que está a constituir uma das grandes dificuldades no funcionamento numa cidade”, concluiu Mateus Kathupa, que também é membro da Comissão Permanente da Assembleia da República. (Bernardo Álvaro)

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