"MOCAMBIQUE PARA TODOS,,

VOA News: África

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Metical [MT/MZM] valorizado é benéfico a quem?

- Banco de Moçambique é perdulário no estudo do comportamento monetário do MT
De algum tempo atrás correm informações de uma valorização quase que imparável do Metical em relação as grandes moedas, sobretudo o Dólar e o Rand, na ausencia do BM para explicar este fenomeno. A tese que se avança de uma certo sector de economistas da praça é que a derrapagem do dólar americano trará benéficos nas trocas comerciais. E mais, já que os parceiros de comerciais do país estão na zona do Euro, então os efeitos negativos desta desvalorização não seria prejudiciais a economia nacional.
Mas será mesmo que um dólar fraco socorre Moçambique? Para já os negócios que os países da zona do Euro tinham nos EUA, por causa desta descida, estão a ser levados aos países asiáticos como a Índia, Bangladesh, Vietname e China com mão-de-obra barata e disciplinada e nao para Africa. Não vejo como Moçambique está tirar proveito deste encalhe do dólar, senão por estes poucos mega-projectos como a da Mozal. Vejamos como se comporta o MT em relação as principais moedas de troca:
Dolar [USD] custa 23,98MT, enquanto que Rand [ZAR] vende/compra a 3,21MT. Não será este comportamento da nossa moeda que também tem efeitos na carestia da vida que se esta assistir em Moçambique cujas repercussões resultaram no levantamento popular da última terça feira? Estudo carecem nesta área monetária em Moçambique, para la' do Banco de Mocambique. Por agora se fica com esta de que Banco de Moçambique é perdulário no estudo do comportamento monetário do MT.
NB BM acaba de reportar a valorizacao do MT face ao dolar. Leia + aqui.

Pirataria discográfica realidade incontornável


- Que futuro para industria discografico legal?

As músicas da parada como “Felismina quero te pedir em casamento” de moçambicano Stuart Sukuma, [na imagem] do “porquê tudo tem de ser ruim” do angolano Matias Damásio só para dar exemplo constam de milhares de cópias pirateadas e que vendem ao preço de 50.00Mts ou 40.00MTs (discutidos) pela rapaziada que diz que vão comprar em estabelecimentos comerciais na cidade de Maputo. Vê-se claramente que, os comerciantes reconhecendo a falta de controlo por parte do Instituto nacional do Livro e Disco (INLD) fazem uma produção em massa e sem selo de segurança ou de legalidade do produto. Resta saber se o Ministério de Educação e Cultura, entidade superintendente do INLD, tem uma política discográfica e instrumentos para debelar este crime que não lesa apenas os músicos, porque não tem retorno da venda das suas obras, como também o público que se vê burlado por material sem qualidade.

Um balanço macabro


A revolta popular saldou-se em dois morto e 40 feridos

O Vice-Ministro do Interior José Mandra veio ao público ontem fazer um balanço macabro sobre a revolta popular por causa dos aumentos dos preços dos chapa 100. Lembre-se que Mandra é a ‘face’ que a Frelimo apresentou para mostrar dureza aos que ele chamou vândalos (os manifestantes) (Confira na Oficina de Sociologia aqui), que aliás era o povo. Mandra foi a ponto de afirmar que mobilizaria todo o aparato militar se a situação de levantamento militar continuasse. Mas é o que se viu, a FIR hoje apareceu antes do sol nascente armada até aos dentes, numa clara demonstração de força. Por amor de Deus, onde é que vamos, nesta maneira andar!

Na saga da cimeira dos Chefes do Estado, somos banhados por balanços da Primeira-dama, Maria Guebuza


- Mas afinal, onde anda a Ministra da Mulher e Acção Social

Findos os trabalhos da cimeira dos chefes dos estado africanos na Etiópia, ao invés de que é normal o Chefe de estado ser o que dá pormenores do que foi a cimeira, somos ‘banhados’ com uma serie de intervenções da Primeira-dama nos mídia, sobretudo aquela sob chancela do governo da Frelimo. Maria Guebuza falou da lei violência doméstica, depositada na Assembleia da Republica (AR), do HIV/SIDA e de problemas que tem de como financiar actividades da sua prevenção. Ora isto tudo ultrapassa o que uma Primeira-dama pode e deve fazer. Estamos perante uma Ministra que o Senhor Guebuza se recusa a apresentá-lo como tal. Cadê senhora Virgínia Matabele!

Carta aberta ao Presidente da República,


Por Manuel Araújo
Revolta popular a propósito dos «chapas»

Um acontecimento sem precedentes registou-se ontem na capital do pais (terça-feira). Pela primeira vez depois da independência nacional a população de Maputo saiu à rua com um único propósito - dizer de forma clara e inequívoca de que já esta farto das instituições estatais e que pelo menos desta vez, iria resolver os seus problemas, usando as suas próprias mãos! Trazendo para si, a solução dos seus problemas! E para surpresa de todos, RESOLVEU! Excia, como deve-se recordar os manuais da teoria do Estado, dizem que o Estado nasceu quando o povo decidiu passar parte da sua soberania para uma entidade própria, em troca de bens públicos - segurança, estradas, justiça entre outras. E que tal entidade exerceria o Poder e a soberania emprestada em nome desse povo, estabelecendo assim uma espécie de contrato social, com direitos e deveres de ambas as partes! Só que no nosso caso Excia, parece que o contrato social se rompeu, ou está em vias de se romper.


Uma das partes, o povo, cansou-se da ineficiência da outra. Cansou-se e parece que quer recuperar se não toda pelo menos uma parte dos Poderes emprestados. Só que Excia, a história mostra-nos que quando o poder cai na rua, as consequências podem ser catastróficas, porque muitas das vezes ao invés de usar a razão o povo pode decidir, baseado em emoções, com consequências catastróficas para ele próprio e para o Estado. Excia, dizia eu que um acontecimento sem precedentes se registou ontem (terça-feira). Um acontecimento que a seu ver pode parecer minúsculo, uma pequena ranhura no edifício da democracia. Mas essa ranhura pode ser apenas a ponta do iceberg! Este acontecimento deve ser analisado de forma franca e fria pela sociedade moçambicana. Pela classe académica, empresarial e política, porque pode vir a ter consequências graves para a legitimidade e sobrevivência do estado moçambicano. Uma coisa é a população de um bairro fazer justiça pelas próprias mãos atiçando um pneu na rua ou no corpo do suspeito ladrão ou assassino.


Outra coisa é a população de vários bairros, quase que de forma espontânea sair às ruas e dizer não a uma medida social. Criou-se um precedente. E o recuo do Governo ou de quem quer que tenha tomado a decisão, mostrou, inequivocamente, e feliz, ou infelizmente, que a solução, por mais racional ou irracional que pareça, FUNCIONA! Ora funcionando então, a lógica dita que pode vir a ser reactivada! E ao ser reactivada quando as circunstâncias assim o obrigarem, estará consumada a deslegistimização do Estado, que iniciou há anos, mas que ontem atingiu um ponto sem retorno! Excia, Os sinais de uma possível convulsão social não são de hoje. A justiça pelas próprias mãos, a não participação nos actos eleitorais ou seja o elevado número de abstenções em momentos eleitorais, o crescimento da criminalidade, são sinais inequívocos de uma sociedade amordaçada que clama em ser ouvida. Ou, de uma sociedade que no mínimo não tem mecanismos para ser ouvida e influenciar decisões. E isso é grave. Não é por acaso que as tampas das panelas tem furos, que permitem que parte da energia proveniente do calor vá-se libertando aos poucos. Infelizmente parece que a tampa da nossa panela social tem tais furos entupidos. E cabe a si, entanto que magistrado mais alto da nação ordenar a limpeza de tais furos sociais para que à força, a energia se vá libertando.


Este aspecto deve ser analisado. Recordemo-nos dos vários estudos sobre a situação social e a possibilitada de erupção de conflitos violentos em Moçambique feitos por entidades, quer nacionais, quer internacionais, (DfID, Swuiss Peace e outros). Excia, Gostaria de chamar a sua atenção para um outro ponto. O grau de violência das manifestações não pouparam as suas vítimas, fossem elas agentes do estado ou privados. Ou seja a panela estava tão quente (e a população tão aborrecida) que não lhe interessavam as consequências dos seus actos. Foram partidas montras, partidos vidros de carros públicos e particulares, e mesmo um posto de abastecimento de combustível não foi poupado! E a responsabilidade por estes danos cabe ao Estado pois é o Estado que detém o monopólio da violência e tem o dever de garantir a segurança quer dos bens como dos indivíduos.


Mas para mim acima de tudo isto ficou, uma mensagem clara para a sociedade Moçambicana e para a comunidade internacional. O velocímetro que estamos a usar para medir a nossa velocidade nacional; o termómetro que estamos a usar para medir a temperatura do nosso corpo nacional, não é nosso e nem foi feito para seres humanos da nossa espécie! A medida para os nossos problemas, o juiz do nosso progresso social não é e não deve ser o Banco Mundial! Explico-me Excia, os distúrbios acontecem um dia depois do presidente do Banco Mundial em pessoa ter visitado o pais (Maputo, Sofala e Inhambane) e ter dado não apenas uma nota positiva ao Governo, mas sim uma nota de dispensa! Então Excia, como é que se explica que depois de dispensar com nota de luxo, menos de 24 horas passadas temos a convulsão que temos? Para mim Excia, o povo, esse animal soberano chumbou, não apenas a dispensa dos senhores do mundo como dos seus colaboradores nacionais, que V. Excia representa, dizendo com voz própria voz e bem audível - BASTA!


Reflictamos pois moçambicanos sobre os caminhos a seguir! Tenhamos a coragem e destreza necessária para longe de emoções momentâneas ou Mandraianas, discutirmos à sombra da mafurreira ou da mangueira o pais real - o nosso país real e não o país deles. Sim, o país real e não o fictício ou das aritméticas de Bretton Woods. Já dissemos em vários fora para quem nos quis ouvir que crescimento económico não é igual ao desenvolvimento! Não permitamos que o nosso Estado se des-legitimize ao ponto de não servir para resolver os problemas mais elementares da sobrevivência humana! O povo soberano falou, falta sabermos se os detentores do Poder, a classe académica, empresarial e sobretudo a política tem ouvidos para ouvir! Falta saber se haverá destreza necessária para diagnosticar o mal pela raiz ou então se uma vez mais esconderemos a cabeça deixando o rabo de fora, dizendo que o povo foi instrumentalizado, que o povo foi usado, que as manifestações foram organizadas por forças externas, os tais e eternos inimigos do povo e da Nação moçambicana. Excia, Chega de Quénias, chega de Chades, chega de Libérias, chega de Serra Leoas, Eritreias, Congos! Defendamos a nossa sobrevivência entanto que NAÇÃO moçambicana!


O senhor, como o mais alto magistrado da Nação, tem uma palavra a dizer sobre a forma como é gerida a coisa publica! Aguardamos o seu pronunciamento e quiçá o cachimbo da paz social! Sabemos que recentemente fez anos. Também sabemos que acaba de celebrar três anos do seu mandato. Seria de mau tom terminarmos esta carta sem lhe desejamos parabéns e “bom apetite” no consumo da prenda que o povo de Maputo lhe ofereceu ontem! E mais não disse!
Manuel de Araujo

(Fonte: Canal de Mocambique)

O jornal notícias na verdade defende o regime, não a verdade

A edição online de hoje do Jornal notícias cria “drama de guerra” no seu relato de acontecimento e expõe a demonstração de força por parte do regime de Maputo, através da sua FIR (força de intervenção Rápida). Mas esquece de relatar e fazer a análise das verdadeiras causas que levaram ao levantamento daqueles que apelida de “insurrectos”. Coloco a seguir e na integra o texto de que me refiro, para o leitor fazer a ilação do que eu pretendo dizer:
Cenário de guerra nas estradas
Cinza no asfalto, carcaças de viaturas queimadas, fumo de pneus e de troncos ainda em chamas na maioria das estradas na cidade de Maputo e Matola, sirenes e disparos de armas de fogo e de gás lacrimogéneo no Xiquelene, aliado a outros actos de vandalismo como saque a estabelecimentos comerciais é parte do que a nossa Reportagem constatou na ronda efectuada ontem. Em algum momento, o cenário podia ser comparado ao de uma verdadeira guerra.
Maputo, Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008:: Notícias

As manifestações da terça-feira ganharam uma dimensão inesperada, com os pontos vitais da cidade de Maputo, como as saídas e entradas, a serem tomados pelos insurgentes. Nelas ergueram barricadas com troncos, carcaças de viaturas, pneus incendiados e outros materiais, limitando a movimentação e actuação da Polícia.
Entretanto, ontem, a Polícia
“eliminou o mal pela raiz”, colocando a sua unidade de elite, a Força da Intervenção Rápida (FIR) logo de madrugada nos possíveis focos de agitação. Os bairros acordaram ao ruído dos carros blindados da FIR, facto que poderá ter evitado que os oportunistas e indivíduos de conduta duvidosa continuassem com as manifestações, mesmo com o problema praticamente já resolvido.
Mesmo assim, a FIR teve que disparar dezenas de balas de borracha e gás lacrimogéneo para dispersar centenas de insurgentes que ainda pretendiam erguer barricadas na Praça dos Combatentes.
Na Estrada Nacional Número 1 os automobilistas, seguindo em diferentes sentidos, eram forçados a partilhar a mesma faixa de rodagem em alguns troços devido a diferentes obstáculos, entre carcaças, pneus e troncos em chamas na rodovia.
Naquela estrada, a presença da FIR era forte, sendo que frequentemente viam-se diferentes viaturas a cruzarem-se com agentes devidamente equipados com armas de fogo, gás lacrimogéneo e outros meios de combate.”


Que pensa o leitor deste relato. É ou não é fiável o Jornal notícias? Penso que não. Os fundos do erário público, dos nossos impostos, colocados á mercê daquele diário não podia ter aquele destino!

Frelimo e chapeiros em conversações


- Um aparente braço de ferro opõe o governo da Frelimo e os chapeiros, tudo isso porque os últimos querem combustível subsidiado para operar.

A Frelimo passou o dia de ontem a negar que os chapeiros tenham uma co-participação na redução da alta dos preços dos combustíveis, para que os mesmos não sejam arcados pelo pacato cidadão. Leia + um apontamento de Eleutério Finita, a este propósito.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O engasgue é total no seio da Frelimo


Numa altura que correm evento atípicos no país, o levantamento popular, para além do mutismo e superficialidade que os órgãos de comunicação poder adoptaram cumprir, nota-se que também a assídua página de website, gerida pela bem conhecida figura de propaganda da Frelimo, Edson Macuácua, caiu nesse ‘engasgue total’ dos media estatais, desde o dia 4/02 que nao ha' actualisacao [Confira aqui]. É que não há nada mesmo, senão uma fotografia que liga os membros do conselho de ministros, ao 3 de Fevereiro, o dia dos seus heróis e uns artigos, incluindo o do lamento de mau atendimento em hospitais em Tete. A amnésia tomou conta da Frelimo senhores, que nem se dão conta do que está a passar.

Ponto de Vista*

Sobre o post "Factores mediatos da revolucao popular"
*Nelson - Na Beira

Postei a dia no meu blog algo sobre semelhanças e diferenças entre Moçambique e Quénia (vale a pena conferir). Baseando-se na resposta que o Presidente Guebuza dera numa entrevista em comentário à situação do Quénia. Quero concordar com os que falam de "limites da paciência" por parte do povo. Oque me intriga é como o governo subestima o povo. Como não "lê" os tantos "sinais" de insatisfação popular. Será por estar demasiado desligado/distanciado da situação popular ou por uma cruel insensibilidade que se "ignora" o resultado de algumas medidas tomadas lá no topo. Agora o povo aprendeu que "criança que não chora não mama". Aprendeu que "governo não gosta de barulho". O povo aprendeu a "mexer no remoto control" e a "mudar de canal" o futuro é assustador.

NB: Muito obrigado ilustre Nelson pelo comentario circunstancial e robusto. Alia's ele ajuda a perceber a miriade de factores que alimentam esta onda de insatisfaccao que se abate sobre as populaccoes e, diga-se de passagem, a levou a 'chimbar' o Governo ontem.

*Povo destrói Guebuza


A escola que ostenta o nome do Sr. Armando Guebuza não escapou a fúria popular. Os populares impuseram danos consideráveis que se tornou irreconhecível, uma vez que acaba de ser construída e inaugurada há bem pouco tempo. Este acto é significativo porque a raiva dos protestantes tem direcção e visados, cuja primeira pessoa é o Chefe de Estado. Leia + no apontamento da *Ivone Soares aqui.

Protestos em Maputo: Retrato de uma cidade em estado de sítio


A capital moçambicana está ainda transformada numa cidade em estado de sítio, de onde só se entra ou sai a pé, com barricadas de fogo em algumas das artérias da cidade e o acesso ao aeroporto a fazer-se apenas com escolta militar. Por Pedro Figueiredo da Agência Lusa. Confira aqui esta noticia.

Factores mediatos da revolução popular


Há fortes indicações de que as razões mediatas que estão por detrás desta revolução, não seja apenas o subir dos preços de chapa100. A coisa e' bem pior que esse agravamento. Senao vejamos: A vida sócio-económica do país, em termos de perpectiva macro, pode ser saudável, mas essa saúde da economia que o Governo reporta de tempos a tempos não se reflecte no bolso do cidadão. A carestia é geral e s@o um punhado de famílias, ligadas ao poder é que se beneficiam da riqueza do país. Não há emprego, para jovens, e quase que tudo está controlado, por um punhado de pessoas, que se acham donas de empresas, e companhias ora privatizadas. Estas lançaram ao desemprego milhares de trabalhadores [caso dos CFM, EMOCHA, MECANAGRO, etc, etc,] que engrossam hoje o exército de descontentes e da pobreza absoluta.

Factores imediatos da revolução popular


Preços impolados; ou seja, revistos, dos serviços de semi-colectivos, de 5.00Mts a 7.50 e de 7.50 a 10.00Mts podem ser descritos como sendo o motivo que deru azo a esta revolução popular.É caso para afirmar: Cadê aos luxuosos autocarros dos TPM [na imagem] para o reforço das necessidades prementes de transporte.

«A marcha» ao coração do Maputo


Populares marcharam até ao centro da Cidade, tomando de ‘assalto quase todas as avenidas do chamado grande Maputo, ante olhar prostrado das PRM. Ninguém se atrevia a tomar um carro. Muita gente voltou a casa como foi aos seus locais de serviços e participaram nos levantamentos: a pé. Aqui o Azagaia pode estar feliz que a sua mensagem na canção ‘verdades’ ganhou foro na revolução popular.

Revoluçao popular faz morto e danos materiais avultados


Revolução saldou-se em pelo menos um morto, danos materiais avultados em carros, lojas, escritórios e bancos bem assim no bloqueamento de rotas. Mas vozes há que dizem qie não há revolução sem vitimas. O que importa são os objectivos. Ao que tudo indica, o levantamento atingiu seus objectivos imediatos. Mas é preciso que se perceba que em ‘eventos’ como estes há oportunistas que querem desviar o verdadeiro sentido do levantamento popular.

BBC usa blogues para acompanhar revolução

BBC recorre a rede bloguearia local para acompanhar acontecimentos de revolução popular. Um numero de blogues, como a Diario do Sociologo de Carlos Serra, foram adicionados na pagina de BBC- Lingua portuguesa.

PIR e PRM salvando o regime frelímico


Frelimo se escuda na Intervenção Rápida e a PRM para punir adversários. A Musculatura que estas forças usaram deu para perceber que a poder da nomenkalatura jaz guardado por aquelas forças. Só que a Frelimo não se apercebeu que a história está mostrar que a cada dia que passa estas forças estão a cair no discredito. Ninguém as respeita pois há um desdenho crescente delas.

Os orgãos de comunicação controlados pela Frelimo mudos


Os orgãos de comunicação controlados pela Frelimo: Televisão de Moçambique (TVM), Rádio Moçambique (RM) e Notícias pautaram pelo mutismo; um silêncio comprometido. Só estavam a transmitir jogos e musica como se nada estivesse a acontecer. Mas a determinadas horas notou-se que a Frelimo fazia intervenções para lançar recados ‘vazios’ a população para se acalmar. A STV e o Jornal O PaísOnline foram os únicos que cobriram de directo os acontecimentos.

RENAMO isenta


Ainda bem que a Renamo não está aí. Que a Frelimo não comece a procura de culpados a começar por ela. Desta vez as forças vivas da sociedade chamaram a si credito pelo levantamento popular.

Fernando Mazanga foi quem apelou a calma aos protestantes mas culpou a Frelimo pelo estado de coisas que se viveram ontem na Capital e arredores. Leia + aqui.

Voos da SAA e LAM cancelados


Por medo que os aviões seja atingidos pelo levantamento popular a linhas aéreas sul-africanas cancelaram todos os voos que tinha a fazer a Maputo durante o dia de ontem. Muitos passageiros ficaram ‘presos’ no aeroporto de JHB na RSA. Outros que tinham assuntos inadiáveis preferiram vir a Maputo de carro.

Frelimo surpreedida com o seu ‘stronghold’


As etnias do sul, que tradicionalmente, apoiam a Frelimo, desta vez viraram as costas a ela. De facto, a Frelimo contava que nunca as tribos do sul podia trair a apetencia e preferencia por ela. Mas, 'ao apagar das luzes' são as mesmas que estiveram na dianteira da revolução popular no coração do poder em Maputo.

Frelimo tapa os ouvidos ao choro das populações


Frelimo faz ouvidos de mercador ao ao choro das populações pela melhoria de vida. Embora não queira dizer que ouviu, ela percebeu «o aviso contra a nevegação» desta revolução expontãnea de populares em Maputo e outros pontos do país.

SMSs ajudaram a revolução popular


Forças vivas mobilizaram populares populares usam SMS. Ao que parece, perante a distraçao das apegadas ao poder - Mcel e Vodacom - milhares de SMS, estilo passa a palavra, foram circuladas nas primeiras horas de ontem. E continuaram pela manha e tarde adentro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Governo retoma diálogo com transportadores

O Governo moçambicano vai ainda hoje reunir-se com representantes dos operadores de transportes semi-colectivos de passageiros («chapa») para encetar «um novo diálogo» sobre as novas tarifas que hoje entraram em vigor, que motivaram graves tumultos em Maputo.
«O governo está em contacto com os próprios transportadores para analisar a situação e tomaremos as medidas que foram julgadas adequadas, de forma a harmonizar os interesses das transportadoras e dos transportados», disse, em conferência de imprensa o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, António Munguambe.
Adiantando que ainda esta tarde haverá um encontro com os representantes dos transportadores, o governante manifestou o empenho do governo de «explorar todas as formas» de resolver a actual crise.
«Vamos tomar em consideração todas as preocupações manifestadas pela população«, assegurou, embora sem especificar qual a solução preconizada pelo executivo para ultrapassar os protestos da população.
Na origem das manifestações está a reacção popular ao aumento da tarifa de »chapa«, o meio de transporte utilizado pela maioria da população (uma viagem interurbana que antes custava cinco meticais (14 cêntimos) passou para 7,5 meticais (21 cêntimos) e a que antes custava 7,5 meticais passou agora a custar 10 meticais (28 cêntimos).
O salário mínimo em Moçambique é de cerca de 50 euros (32 euros na agricultura).
Uma viagem de ida e volta entre o centro da cidade e a periferia, que normalmente implica viajar em três »chapas« com diferentes tarifas, poderia significar um gasto suplementar diário de cerca de 50 cêntimos de Euro (por mês, mais 12 euros e cinquenta cêntimos).
«Vamos encontrar formas de apoio ao sector privado para que a sua actividade seja viável», disse o ministro, salientando: «a nossa postura é de diálogo e de negociação».
António Munguambe salientou ainda que a preocupação do governo foi sempre «procurar harmonizar os interesses das transportadoras e dos transportados», tendo conseguido dissuadir os operadores de aumentarem em 180 por cento as suas tarifas.
Diário Digital / Lusa
NB1: Governo da' maos 'a palmato'ria e volta a mesa de negociacoes com a Associacao do transportadores. Que vergonha! Alia's a verdade manda dizer que a Frelimo nunca teve vergonha quando sao coisas que nao a dizem respeito. Eles veem-se forc;ados a ir. Porque na verdade o dono desses semi-colectivos, vulgo chapa100, o grosso sao os da Frelimo. Mas esta lhes surpreendeu, e de que maneira!
NB2: Seria bom que se lesse um artigo de David Alone que se publica no Savana e que o Reflectindo Sobre Mocambique reproduziu nas suas paginas. Leia aqui via bloque os Bosses aqui.

RENAMO responsabiliza governo pelos incidentes

A RENAMO, maior partido da oposição moçambicana, responsabilizou o governo pelos incidentes de rua registados hoje em Maputo, mas apelou aos manifestantes e ao Governo para «não exacerbarem os ânimos» e arranjarem uma solução para a crise.
O partido convocou uma conferência de Imprensa na sequência de manifestações violentas registadas hoje na em Maputo, principalmente nos principais acessos da periferia á cidade, originadas pelo aumento dos transportes públicos informais conhecidos como «chapa», usados pela população entre os subúrbios e o centro da capital moçambicana.
Os aumentos, negociados entre o Governo e os transportadores, variaram entre 33 e 50 por cento.
Perante actos de violência já registados contra pessoas, causando pelo menos seis feridos, viaturas e estabelecimentos, a RENAMO fala em «oportunismo vândalo» que vai «manchar a justa atitude da população», refere o comunicado lido pelo porta-voz do partido, Fernando Mazanga.
O partido condena o governo da FRELIMO por usar a polícia para reprimir em vez de ouvir a população e acusa o executivo de «falta de visão» por não criar estruturas que evitem aumentos bruscos de combustíveis e do pão, bens essenciais para a população sobreviver.
Essa subida deve-se à «incúria» do executivo, acusa, manifestando «repúdio pela falta de sensibilidade do governo da FRELIMO, no trato de questões que dizem respeito à sobrevivência dos cidadãos».
«O Estado não assegura transportes públicos para dar vazão aos utentes, daí que se abriu espaço para os privados colmatarem esta lacuna que o governo deixou em branco», lê-se no comunicado.
Diário Digital / Lusa
NB: Leia mais sobre mais incidencias sobre a Revolucao Popular nos varios elos disponiveis na coluna a esquerda deste blogue.

Última hora*



"Revolução popular arranca em Maputo”


Ao que tudo indica, milhares de manifestantes avançaram esta manhã, para o coração da cidade de Maputo, em repudio pela alta de preços decretados pelo Governo do Presidente Armando Guebuza. Esta manifestação popular teve já pre-anúncio há dias quando a associação transportadora negociava os preços das rotas, tendo o Governo anuido que sejam de 7.50/9kms e 10.00Mts/10km+. Não se sabe bem como vai ser o desfecho deste levantamento popular, mas diz-se por fontes próximas ao poder que o Governo contempla um ‘marcha atrás’ caso a situação do protesto deteriore. Leia+ aqui: BBC e aqui: "Jornal Opaís" . Governo suspendeu seu conselho e promete falar esta tarde.

Ponto de vista*


"A sociedade moçambicana perdeu a noção de vergonha !"


- Vejam quem o diz: Graça Mandela

Os moçambicanos tinham que aprender a fechar os olhos e ouvidos, para todos o tipo de 'golpe de teatro' que gente ligado ao "establishment", tenta lanç ar para cá fora,, quando quiserem e bem entenderem. De uma senhora, que achavamos que seria uma heroina nacional, pelo menos, pelo exemplo que o marido tinha nos acostumado em vida, hoje quer ser discreta, para dizer a 'viva voz' que "A sociedade moçambicana perdeu a noção de vergonha! Isso não. Para já Graça Machel, desde a morte do marido, que quer ser 'espertalhona', ganhos rapidos, e a porfiar a ideia de "beber o melhor dos dois mundos". Lembre-se que ela é dona da FDC (Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade), organização que se diz ser de natureza social mas que na prática, movimenta rios de dinheiros para fins privados. Graça é accionista de várias empresas e instituições bancárias (BIM/Millenium). Conclusão, o que a ex-Ministra de Educação quis dizer é "façam o que digo, não façam o que faço". Leia+


*Dede Moquivalaka

M I R A D O U R (O)NLINE - CANAL NOTICIOSO - MOÇAMBIQUE - MMVIII



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Corre-se o perigo de uma “Revolução popular” no país


- Chapa 100 subiu para 7.50 e 10.00 Mts

Com a subida dos transportes semi-colectivos, vulgo chapa 100, decreta pelo Governo da Frelimo, agrava-se assim o custo de deslocação do cidadão pacato de um ponto para o outro nos centros urbanos, sobretudo na cidade de Maputo. Já houve rumores que se o Governo avançasse com os novos preçários de um mínimo de 7.50Mts/9Kms, pode ser que uma “Revolução popular” se desencadeie no país. A Frelimo subestima muito o poder das massas. Não é discreta, no sentido de negociar a situação a que se esta hoje. Leia+ no noticias de hoje.

"Em Moçambique pode haver uma nova revolução"


Vaticina irmão de André Matsangaíce

"A hegemonia económica e do poder nas mãos da Frelimo pode abrir campo à nova revolução” - afirma Luís Garife Matsangaice, ex-deputado da Renamo e também irmão do fundador da “perdiz”, André Matsangaice, para quem a Renamo nunca voltará às matas, mas um eventual “Tomocene”, insatisfeito com a distribuição da riqueza entre a elite frelimista, pode empreendê-la. Entrevista conduzida por Adelino Timóteo (*) - especial para o «Canal de Moçambique» e «Semanário ZAMBEZE» Leia+

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Lição do incendio do MADER não aprendida, nem na Educação, nem na Saúde, nem ainda noutras actividades socio-económicas


- Incêndio no edifício central do Ministério da Educação e Cultura na semana passada, mas vitimas nem estragos a lamentar*

Na semana passada houve um incêndio no edifício central do Ministério da Educação e Cultura. Com epicêntro na zona do PBX, a chama originado, por curto-circuito, por pouco devorava todo o sistema informatico daquela instituiçao, nao fosse a intervenção do corpo de salvaçao publica. Ademais, um pouco por todo o lado, escolas e hospitais andam sem nenhum despositivo de seguraça em caso de incêndio ou outro problema acidental com o edificio. Passando pela maior escola secundária do país, pode-se constatar que na “Francisco Manianga” não existe nada para proteger o pacato menino ou menina ali a estudar. Os alunos não conhecem as minimas normas de seguraça nem de protecção, caso haja deflagração de fogo, curto circuito, ou ainda de um possível ataque vicioso de ladroes ou criminosos. O mais caricato ainda é a ausência de sirenes especiais e sitios de concentração caso de uma situação atípica. O mesmo pode se assistir nos nossos hospitais. Peguemos da José Macamo. Nota-se que naquele hospital se usam botijas de gás, sobretudo para as salas de reanimação. Mas, não se vê nada da presença de um extintor para em caso de um incêndio, debelar-se o fogo. Os pacientes, sem ser advogado do diabo, ali incapacitados, acabam devorados pelo fogo.
* Obrigado meu amigo Jordão F. Mucavele pela informação

Super-terça feira ditará a sorte do quatro concorrentes nas primárias americanas


- Barraca Obama e Hilary Clinton na berlinda

A fase crucial das primarias americanas decorre amanhã, com a votaçao de cerca de 20 estados. Embora para os Republicanos tudo estaja claro quanto ao candidato que vai a frente, ja entre os Democratas, com o encurtamento de distância entre Barraca Obama e Hilary Clinton, ficou tudo em aberto, havendo muito nervocismo nas hostes democraticas para o veredicto desta super-terça feira. Assunto para seguir.

Um olhar a regiao centro-africana


- Insurrectos disseram que sairam de Ndjamena

Analistas do mundo nas questões chadianas, aventam que a guerra que se verifica naquele país do centro de África seja mesmo do interesse da França. Ao que tudo indica o estacionamento de tropas francesas na capital – Ndjamena – travou o avanço rebelde que deixou luto e estragos. A França vê esta incursão com seindo parte das intenções do regime Khartun – do General Bachir - de alargar sua influência na zona. O actual Governo do Chade usa essa a ideia francesa de que o Sudão está dar apoio aos rebeldes para o destituir e por via disso tentar resolver a crise do Dafur a seu favor. No passado, a França veio ao soccoro de Ndjamena quando da disputa com o regime de Tripoli – de Khadafi – sobre uma zona fronteiriça rica em urânio que a Líbia dizia que era sua zona, numa altura que intensifica esforço para o seu armamento nuclear. A Líbia foi então derrotada, numa guerra onde milhares dos seus soldados perderam a vida. Os problemas do Chade sãosobejamente conhecidos. Desde 1960, quando a França concede Independência as sua colonias africanas, sempre manteve sua presença militar e certo poderio económico sobre eles que, em contrapartida, enfraqueceu a capacidade institucional do países gerirem seus assuntos domesticos. Há, outrossim, um grande deficit democrático que remonta desde os tempos de Gouguni Wedey, passando pelo Hussene Habrey até ao incumbente do poder do dia, Idrisse Debby.

Cooperacção com Kula-Lumpur foi infrutifera com a compra do antigo BPD


- Sistema electrónico e fechos de contabilidade era controlado em Kuala Lumpur e não no Maputo

Moçambique foi um dos países que beneficou da doutrina de Win-Win do então Primeiro Ministro da Malaio na cooperação com África. Com a doutrina, vimos o Banco Popular de Desenvolvimento (BPD), caixa do povo, a mudar de nome para Banco Austral cuja sigla BA levantou uma controvésia protaconizada por Cadmiel Muthemba, o PCA, por a Frelimo usar a mesma sigla para designar a Renamo, combatentes pela democracia, de bandidos armados. O mais caricato, com o win-win, viu-se que o sistema electrónico e fechos de contabilidade era controlado em Kuala Lumpur e não no Maputo. Será que hoje o BPD ou seja BA esteja em boas mãos com a Barclays Bank? A ver vamos.

Caos continua a caracterizar movimento na zona de Benfica


- A super-polícia que esta esperá lá para o lado da ponte para encher o bolso

Parece que a Polícia encarregue, para regular o transito na zona do Benfica, está com os olhos postos nos possíveis infratores das regras de trânsito que propriamente regular o trânsito per si. Senão vejamos, a disputa de espaço de manobra entre os chapas 100 que fazem a rota Benfica- e destinos na Matola é das mais caricatas, que ultrapassam a imaginação dos menos atentos nas questões de condução pública de passageiros. Ora são utrapassagens desnecessárias e manobras perigosas junto de curvas e aproximação de transuentes. Mas isto tudo é nada para a super-polícia que esta esperá lá para o lado da ponte para encher o bolso. Quem nos socorre?

ATM’s do ‘Jardim’ a ‘Drive in’ operam quando querem


- Será que Millenium-BIM goza de saúde financeira ou está escondendo a sua descapilalização?

Com nervos a flor da pele, cidadãos se insurgem quase que diariamente junto doas ATM’s por não poder aceder a sua parca pataca. As ATM’s, grande parte da pertença do Millenium-BIM vão pelo dia fora sem disponibilidade ou simplismente a dar informação de saldos. Os mais visados, desses ATM’s, são os dos Bairros do Jardim, 25 de Junho e Zimpeto (Drive in) todos no DU5. Isto não quer dizer que as ATM’s da cidade não tenha o mesmo problema. É caso para perguntar será que Millenium-BIM goza de saúde financeira ou está escondendo a sua descapilalização? Por mim, a aceitar-se esta tese, o BIM devia decretar falência ou devolver a companhia a administração para abrir espaço ou para a sua nacionalização ou venda a quem tem dinheiro para o adquirir.

Há fortes indícios que há ‘morte por contrato’ fomentada pela funerárias no Maputo


- Todo mundo tem medo de ficar doente por medo de cair nesta cilada viciosa

Não constitui segredo para ninguém e é sempre actual o ‘surruru’ que corre ao nível da capaital do país que há ‘morte por encomenda’ que neste momento é fomentada pelas funerárias. Os contactos entre os agentes da medicina legal, dos médicos e enfermeiros na várias enfermarias do HCM e as funerárias espalhadas pela capital e arredores decorre como se de serviço se trata-se. O segredo quem fornece é o próprio paciente ao revelar a sua zona de residência. Este dado é importante para se saber qual a funerária da zona caso de uma morte, mesmo que o paciente não esteja grave. Por sua vez, as funerárias agradecem [monetáriamente] aos agentes/funcionários hospitalares, conforme se tratar se um morto que usou urnas mais caras ou de menos valor, e as despesas de transporte pagas. Outro dado essencial é este da luta titanica das funerárias de influenciar que as cerimónias funébres decorram aqui no Maputo não noutras zonas mesmo que o falecido seja de zonas de fácial accesso ou se pode aero-transportar, por medo de perder negócio. Daí que se pode concluir que haja ‘morte por contrato’ fomentada, a partir das funerárias. Quando é que esta forte suspeita deixará de pairar no ar. Todo mundo tem medo de ficar doente por medo de cair nesta cilada viciosa.

Gravação secreta de um deputado do parlamento britanico gera controvérsia


- Em violação da doutrina Willson de 1966 (1966’s Wilson doutrine)

Embora não sendo lei, a Grã-bretanha adoptou a chamada doutrina Wilson (1966) impede que os serviços secretos vigiem ou gravar secretamente [imagem ao lado: BBC] os deputados parlamentares enquanto estiverem a trabalhar com os seus constituintes. O que acontece é que em Dezembro de ano transacto, um deputado muçulmano, Sakiq Khan, foi gravado secretamente quando visitava um invidividuo numa prisão britanica, que aguarda deportação para os EUA, acusado de gerir um website com material anti-oeste. O gabinete do Primeiro Ministro britanico negou saber ou ter recebido um carta de um deputado da oposiçao pedindo que investigasse tal situação. Estima-se que ¼ milhão de pedidos de vigiar aguém deram entrada na Polícia Metropolitana de Londres, para seguir ou fazer gravações a pessoas na Grã-bretanha. O caso continua.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ponto de vista*



Solidariedade aos irmãos zimbabweanos é imperativo nacional

Solidariedade não deve ser traduzido, necessariamente, como obra de caridade. Mas, num momento, em que vemos os nossos próximos a sofrer, temos que fazer qualquer coisa, que os ajude a sair dessa situação. Falo, neste caso, da situação, em que esta mergulhado, o povo do vizinho Zimbabwe. Ao que tudo indica, o extender a mão ao povo sofredor, não tem o beneplácito do regime do poder do dia em Maputo. Tudo isto porque ele [o regime da Frelimo] está apostado a defender o regime tirano instalado em Harare. Nós [sociedade civil, partidos e cidadãos] temos que ser activos e na dianteira dessa apoio.

Apoio ao povo do Zimbabwe deve ser multiforme e que pode se traduzir em dar guarita, em bens e mesmo moral para que não ele percam esperança de um dia a liberdade o sorria.
Lembremo-nos que se não fizermos isso hoje, pagaremos com a nossa vergonha amanhã. Convido, os partidos de consciência e responsabilidade nacional e internacional, que apostem na solidariedade aos povos que sofrem.

Convido aos líderes que pugnaram pela Paz neste país, caso do Presidente da Renamo, Afonso M Dlhakama [AMD], para que não perca tempo e inclua o Zimbabwe na sua agenda e prioridades. Dlhakama como arquitecto e guia do processo de democratização nacional, tem palavra a dizer na região e no mundo. AMD é mostrou ao mundo ser exemplo de estar na oposição. ADM, ao invés de incitar a violência nos momentos difícies, sempre procurou o concenso e o bem dos moçambicanos. São raros os líderes de contenção elevada e sentido patriotic como AMD.

Por isso, sem querer pôr AMD na berlinda, vamos nós sociedade civil mobilizar as massas, para que cada onde estiver, se organize para o apoio aos nossos irmãos. Vamos, de momento, esquecer a Frelimo, porque quando ela for/vai a Zimbabwe, só irá/vai equipar militarmente Mugabe, só irá/vai lhe dar electricidade da Cahora Bassa sem pagar, só irá falicitar a travessia dos meis de transporte para a compra de petróleo através do Porto da Beira, só vao ajudá-lo a quebrar as sanções económicas a que Mugabe está sujeito. Este cinismo do Governo da Frelimo não de de agora. É conhecido. Assim, a Renamo e o povo consciente das suas responsabilidades supremas nacionais e internacionais, abramos as nossas mãos de solidaderiedade e carinho ao povo zimbabweano. Povo moçambicano é um povo generoso. Vamos a acção no Zimbabwe agora, não amanhã porque será tarde!
*Dede Moquivalaka

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Inventar naturalidades ou sitios de origem para ser aceite pelos aborigenes é jogo dos que temem a diversidade nacional


- Vem Davide Simango, o nosso Ministro dos Desportos, de Maputo, de Sofala ou do Niassa?

Ao que tudo indica a força do império de Gaza tem estado a ganhar novos contornos, já o tempo muda e as vontades não se deixam para trás. Vimos aqui, aquando do pleito eleitoral que o conduziu a Ponta Vermelha, que Presidente da República , Armando Guebuza andou a cantar de viva voz que era nampulesense, mas tal propaganda não caiu bem aos locais, se bem que é verdade que os seus pais viveram lá pelos lados de Morrupula, por razões de trabalho. Na verdade porém, a familia Guebuza é Ronga de Maputo e não Macua de Nampula tanto que Armando Guebuza precisa de um interprete para se dirigir aos macuas. Como Guebuza há tanta gente que conheço, sem vergonha na cara, diz que pertence a uma região, para fins puramente laborais ou políticos, mas, na verdade, são do sul do país. Miradouronline pergunta: Será que Davide Simango [na imagem, a esq.], o nosso Ministro dos Desportos, seja de Maputo, de Sofala ou do Niassa? Não usemos a tribo, a região, a naturalidade, o sitio de nascença como atributos para se chegar ao poder ou qualquer coisa que seja. Fica-nos mal! Mozambique é para todos!

Frelimo deturpa processo eleitoral na Zambézia


- O objectivo é chegar ao poder ilicitamente

Num momento é que o mundo e África anda apoquentada por ‘roubos’ de votos, o caso do Quénia é exemplo claro disso, a Frelimo, através das suas brigadas de Recenseamento Eleitoral, evida esforços, para subverter o real interesse das massas ao nível da Provincia da Zambézia e no País em geral, sobretudo nos locais que lha são hostis. Esta constatação vem vem patente num comunicado emitido recentemente pela Presidência do Partido e os Deputados da bancada Parlamentar da Renamo - União Eleitoral pelo círculo Eleitoral da Zambézia em reunião extraordinária. Leia +.

Ministério da Educação forma professores em menos de 12 meses, que aberração?


Enquanto não acertarmos o passo na questão da preparação dos quadros docentes, muito dificilmente poderemos falar duma educação escolar de qualidade em Moçambique. Agora digam se um indivíduo que já vem ‘coxo’ da sua 10ª ou 12ª classe, como é que pode ser capaz de estar em frente de uma turma de crianças, com um formação de menos de 1 ano? Disse-o, Aires Ali, que esta é uma alternativa viável a falta de professores e da qualidade. Só esperamos que a Renamo ou outro partido traga essa alternativa, porque com a Frelimo não vamos longe. Continuaremos a ter crianças, sem fazer as mais elementares operações, de artitimetica, escrever e ler, até ao fim do seu ensino secundário geral. Frelimo, quo vadis! Cadê Renamo!

Topográfos inventam taxas e chefes das terras não ficam atrás


Já havia mencionado esta assunto de venda de terras, de que envolvia a “nomenkalatura do poder” da Frelimo. Mas não só estes, mas também os Serviçoes das Actividades Económicas nos distritos, neste caso, os topográfos. Senão vejamos. Embora não plasmado por lei, consta que para um trabalho de topografia de terrenos os valores que são cobrados ao cidadão são os seguintes:
- 1500Mt destinados a demarcação ou delimitação (medir) do terreno
- 1300Mts para a deslocação do topografo
- 1500Mts atinentes à localização com GPS do terreno
- 600Mts para a entrada do processo
- 500Mts para os secretario do bairro
- 160 Mts para 2 galinhas
- 100 Mts para 10 de farinha ou arroz
- 150Mts para 2 litros de oleo
- 300Mts para 5 litros de vinho branco
- 20Mts para reconhecer o BI
- 30 MTs para pagar a declaração do bairro donde vem.
Entretanto, só em despesas totais o requerente dum terreno deve pagar qualquer coisa como 6,160.00Mts. Estes valores são aproximados, mas podem subir se os homem que faz a topografia é um bebado (vai de exigir quinhentas adicionais). Não será isto venda de terra, meus senhores?

Coronel general Chitupila terá morrido de morte natural?


Gande combatente da luta armada de libertação nacional, natural do Niassa, o já falecido Coronel General J. Chitupila desempenhou, em vida, o cargo de Director da DSR (direcção da segurança dos responsáveis), ou simplesmente a polícia da guarda presidencial, durante o regime do Presidente Joaquim Alberto Chissano. Para o espanto de todos, já lá vai quase um quinquênio que nós, o público nem os familiares do Coronel General, não é exclarecida as reais causas da sua morte, depois ter sido encontrado já sem vida na zona da Costa do Sol dentro do seu carro. Consta que ele despediu-se dos seus filhos, dizendo que ia ao banco (de manhã) para no fim da tarde recebermos a notícia do seu passamento.

Azagaia vai à Beira cantar


Naquilo que se advinha ser um autentico festival de musica e política, o jovem cantor Azagaia (Edson da Luz) vai proporcionar ao público da Cidade da Beira titulos do seu último album – Babalaze. Consta que a bilheteira do Sun Light Food Court – local onde irá abrilhantar os beirenses, pelas 10 horas, da noite de hoje - está virtualmente esgotada. Azagaia foi figura do ano no Miradour(o)nline de 2007. Leia+

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Augusto Paulino ainda é arguido


Processo-crime Especial 12/2007 contra actual PGR [, Augusto Paulino que ficou famoso pelo caso da marte do jornalista Carlos Cardoso, na imagem] Despacho de abstenção sem valor jurídico, - Dr. Erasmo Nhavotso, Procurador-Geral da República Adjunto O Procurador Geral Adjunto (PGA) da República e representante do Ministério Público junto do Tribunal Supremo, Dr. Erasmo Nhavotso, confirmou ter produzido o “despacho de abstenção” que teria ilibado o actual Procurador-Geral da República, Dr. Augusto Raul Paulino, no Processo-crime Especial 12/2007 em que foi constituído “arguido”, mas explicou que tal despacho de abstenção ainda não tem valor jurídico. O Procurador Geral Adjunto Erasmo Nhavotso falava ontem, em Maputo, à reportagem do «Canal de Moçambique» e do «Semanário ZAMBEZE», à margem da tomada de posse de novos magistrados do Ministério Público. Leia+ no canal de Mocambique.

Renamo mexe quadros


A RENAMO acaba de proceder a mexidas na sua organização interna, num processo que visa colocar o homem certo pelo lugar certo, com vista a responder aos desafios decorrentes da participação do partido nas próximas eleições.

Assim, segundo fonte da organização, Fernando Mazanga cessa as funções de chefe do Departamento de Informação, cedendo o lugar a Rahil Khan que é também deputado da Assembleia da República. Mazanga vai trabalhar no gabinete presidencial, como assessor para a comunicação, mantendo ainda as funções de porta-voz do partido. Fernando Mazanga foi igualmente designado chefe do gabinete central de eleições para a área de marketing, comunicação e imagem.De acordo com a mesma fonte, a Renamo criou um novo gabinete virado à organização, que será chefiado por João Alexandre, deputado da Assembleia da República. Alexandre foi em tempos secretário-geral da “perdiz”. Este departamento fica com a responsabilidade de garantir a implantação do partido a todos os níveis e imprimir uma nova dinâmica nas suas actividades, tendo sempre presente os desafios políticos da organização. Por outro lado, Artur Vilanculos, deputado da Assembleia da República, cessa as funções de chefe do Departamento das Relações Exteriores, cargo que passa a ser ocupado por Ivone Soares [na imagem e leia+ sobre esta figura no diario do sociologo]. Este departamento tem a responsabilidade de controlar e mobilizar os membros da Renamo na diáspora, sabido que estes serão sempre chamados a participar em processos políticos, segundo estabelece a Lei Eleitoral.O coronel José Manuel vai chefiar o Departamento dos Assuntos Sociais e desmobilizados, lugar vago na sequência da morte do seu titular, o general Mário Frank.A nossa fonte disse que estas movimentações foram feitas pelo presidente do partido, Afonso Dhlakama, ao abrigo das competências e atribuições que lhe são conferidas pelos estatutos.Dentre de dias os nomeados serão convidados para o acto de posse. A fonte partidária confidenciou-nos que dentro da reorganização interna a Renamo irá proceder a outras mexidas na perspectiva de injectar novo sangue nas veias da organização e imprimir nova dinâmica no seu funcionamento. (fonte: Noticias)

Guebuza não foi boa escolha para liderar partido Frelimo nem o estado moçambicano

Armando Emilio Guebuza é tido, em muitos circulos de opinião, que foi uma escolha infeliz que a Frelimo, alguma vez, almejou ter para as suas mãos, como seu Presidente. Contrariamente ao que se pensava, de um estar ‘de estadista’, de dinamizador politico e da economia nacionais, este só se interresa no seu império empresarial, que vem tomando e domando tudo o que foi instituição ou bem público para si, e para sua familia restrita e alargada. Não é preciso enumerar aqui o tipo e quantidade do seu ‘submundo’ empresarial, nem sequer podemos nos dar ao luxo de fazer o exercício de saber, dos seus ganhos. Que não são poucos! Mas, a tudo isto em que o Preseidente da República se meteu, põe ou obscurece o seu papel de chefe de estado que é, de comandante-em-chefe [o crime está aumentar, sem alternativas viáveis] e duvido que tenha tempo para estar junto da sua esposa [na imagem abaixo] e filhos que muito carinho e afecto precisam dele. Os moçmbicanos, também, estão ‘sem um pai da nação’ visionário, estudioso e competente, pois encontram na figura do Sr. Guebuza um vazio, uma lisonja e uma perca de tempo. Tudo isto ante uma situação sócio-económica, cada vez mais, tremida, ao bolso de cada um de nós, cujas vicissitudes mais notórias se centram na escacez e encarecimento ‘selvagem’ do transporte público, do pão, e de serviços de educação, saúde, entre outros. Agora sao as cheias e sem socorro 'a altura. Ele esta' ao fresco! Cade^ Guebas! Que exemplo dá ao resto da sociedade com esse ‘modus vivendi’? Leia+ sobre "Governação e Integridade muito fraca” e ainda Moçambique não melhora no «Global Integrity Índex»



Nota: Guebuza mandou tomar banho seus potenticiais rivais e dectractores, casos de Helder Muteia, antigo Ministro do MADER, Tomas Salomao, Antigo Ministro do Plano e Financas e dos Transportes e Comunicacao, bem assim do pro'prio Joaquim Chissano que anuncio, em abruptu, sua intencao de deixar o poder sem que houvesse clausula de lei que o impedisse a concorrer a mais um mandato.

Arnaldo Nhavotso, o tecnocrata que não fazia política enquanto ministro, virou chefe de ténis no jardim Tunduru em Maputo

Arnaldo Nhavotso – foi um ministro com muita integridade, a seguir do Dr Aniceto do Muchangos que tudo indica virou um grande alcolatra. Grande tecnocrata e conhecedor nato da área de planificação educacional [com mestrado no IIPP de Paris e outras pos-graduacoes no Canada]. Há quem diga que, o tecnocratismo por ele abraçado, ter-lhe-ia custado o pão, porque sempre mandou passear ‘politiquices’ no seu pelouro. Hoje, para quem o vê e para quem o viu, nem parece! Simples chefe dum projectinho de educação a distância [leia + aqui artigos por si escritos] no ministério de educação e, em paralelo, supervisando o tenis nos corretos do jardim Tunduru. Lembre-se que Nhavotso tem laços familiares [conjuge] com a Dra. Rupia, antiga PGR-Adjunta e chefe da Anti-corrupção.

Zeferino Martins, o ministro que a Frelimo usou e abusou


Zeferino Martins – homem ‘trinco’ nas questões de educação, matemática [bacharel] e demografia [Master na Universidade de Ghana), trabalhou a todo gás no ‘miolo’ política do sector de educação, como vice-ministro. Mas, ao que parece, foi deixado de lado pelo Governo de Guebuza. É senso comum ouvir dizer que aquele zambeziano pecou ‘por ter ido a uma reunião secreta no alto mar’ [pretensamente sob a chancela da Renamo], o que deixou a Frelimo aborrecida. Por isso, foi levado a ser secretario-adjunto da CPLP [leia +], agora é director de projecto, PIREP , posição junior, no sector onde ele é quem mandava.

Fabio prescinde Beckham na equipa nacional inglesa


O mais cotado futebolista inglês viu seu sonho ruir de atingir o centagéxima vez como capitão. O novo treinador da equipa nacional, Fabio Capello, anunciou há dias um plantel que na próxima semana vai fazer uma amigável com a Suiça sem o astro. Capello, ao contrário do seu predecessor, justificou que David Bacham não está em forma, mas referiu que consta dos seus planos futuros. “the reason David is not in the squad is because he has not had any real match practice since November” (tradução a seguir) [“a razão David não está no “squad” é porque não teve nenhuma prática de jogo real desde novembro”] – rematou Capello. Leia+ no Metro e aqui.

John Edwards abandona corrida pela Casa Branca


As verdadeiras razões por detrás da decisão de John Edwards , continuam, quanto a mim, menos clara. À maneira natural dos políticos, Edwards não respondeu em "preto e branco" como eu gostaria às perguntas que em "preto e branco" lhe foram feitas. "It was right thing to do" é oque ele deixou claro mas não deixou claro o "Why it was right" e muito meno "why now". Leia+ no 'Meu Mundo'

Tanta é a sede para ‘esbanjar’ em nome do Povo


Multiplica-se a aero-transportação de dirigentes da Frelimo, para as regiões setentrionais das províncias do sul e em toda a zona centro do país. Tal tem o fito de, no seu entender, verificar ‘in-loco’ a situação das cheias, que está fazendo grandes problemas 'as populações locais. Mas é pena, que tais sobrevoos, não estão a surtir o efeito desejado, porque de momento milhares de moçambicanos estão a ser afectados, sobretudo ao longo do vale do rio Zambeze. Caso curioso é que, enquanto os Frelimistas fazem ‘voos razantes’, os renamistas [com destaque o Presidente da Renamo, Afonso Dlhakama] vão mesmo contactar e acarinhar as pessoas porta-a-porta. Leia+

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