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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Antigos agentes do SISE fazem refém ministro dos Combatentes e demais funcionários

 Na passada sexta-feira em manifestação reivindicativa  


Maputo (Canalmoz) – O ministro dos Combatentes, Mateus Khida, foi durante horas mantido refém no interior do edifício ministerial, na Av. 24 de Julho, cidade de Maputo, por grupo de antigos agentes do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) que reivindica pagamento dos valores de pensão de desmobilização.
O grupo amotinou-se defronte do edifício, nas primeiras horas do dia até às 17 horas da tarde, não permitindo a entrada nem a saída de qualquer pessoa que fosse, dentre eles o ministro e os funcionários.
A Força de Intervenção Rápida (FIR) esteve em peso no local, juntamente com outros agentes da Polícia de Protecção, mas os manifestantes, que há muito vêm ameaçando o Governo com greve, mantiveram-se inabaláveis, e o ministro só foi liberado quando os antigos agentes secretos anuíram.

Os cabazes que precipitaram a manifestação

Há muito que os antigos agentes dos serviços secretos vêm reclamando o não pagamento das suas pensões e o Governo vem fazendo promessas de resolver o problema, mas nunca o resolve. Recentemente consta que o executivo teria prometido atribuir cabaz de natal para cada um dos agentes, para permitir festas felizes este Dezembro, enquanto se aguarda pelo pagamento da pensão. Mas os cabazes não saíram e os antigos agentes esgotaram a paciência.
“Estamos aqui porque há 20 anos que não temos as nossas pensões. Devíamos ter feito esta manifestação há muito tempo, mas eles pediram que não nos manifestássemos mediante uma promessa”, disse o porta-voz do grupo, Adolfo Beira.

A referida promessa passava, segundo o porta-voz do grupo, pela aceleração na tramitação do processo referente ao pagamento das pensões, no sentido de o caso estar até o dia 15 de Dezembro do presente ano no Tribunal Administrativo.
“Não havendo possibilidade, pediram-nos novamente que prorrogássemos a data até 15 de Janeiro de 2013 e em compensação dariam a cada um de nós cabaz para as festas do natal e do fim do ano”, disse Adolfo Beira sem especificar exactamente o que o cabaz devia conter.
Prosseguiu: “para o espanto de todos, quando chegamos aqui disseram-nos que só há cabazes para 20 homens, no universo de 300 que eles pediram para o primeiro dia sexta-feira (dia 14), e os outros (1.552) deviam levantar os seus produtos na segunda-feira (dia 17). Agora enquanto não resolveram o nosso problema ninguém sai daqui”, disse o porta-voz à Reportagem do Canalmoz presente no local.

Negociações entre as partes

Depois de algumas horas de diálogo entre o grupo dos revoltados e os representantes do Ministério dos Combatentes, chegou-se a um consenso segundo o qual o Ministério tudo faria para que os manifestantes pudessem levantar os cabazes no dia seguinte-sábado (dia 15), mas sem batata, frango e peixe porque o fornecedor só teria tais produtos no stock na segunda-feira.
A proposta do Ministério dividiu opiniões no seio do grupo. Alguns preferiam levantar o pouco e ficar à espera do resto, algo rejeitado pela maioria. Mas finalmente se chegou ao entendimento de cada um escolher o que lhe parecesse melhor.

Retenção de Khida e funcionários

Enquanto não se chegava ao consenso, ninguém podia sair do edifício do Ministério dos Combatentes. Temendo o pior, reforçou-se o local com a FIR e agentes de Protecção, todos armados até aos dentes, mas transformaram-se em leões domados, diante de antigos estrategas de segurança, revoltados.
O ministro dos Combatentes, Mateus Khida, também um antigo agente de Segurança do Estado, ficou retido para além da hora normal de expediente. Conseguiu sair do edifício mediante uma desculpa de que tinha perdido um familiar, mas que voltava logo que possível. Mas não se fez mais ao local.
Já os “pobres” funcionários foram libertados por volta das 17 horas, quando deviam sair às 15:30 horas, como estipula o horário da função pública.

Chegaram os “pobres cabazes...”

Depois de muita confusão que durou umas 7 horas, na hora da distribuição dos produtos, uma autêntica vergonha. Cada cabaz continha 10 kg de arroz, 3kgs de açúcar, 1 litro de óleo, duas barras de sabão bingo, um quilo de trigo, duas latas de leite condensado, uma barra de manteiga-Blossom e uma garrafa de sumo Super 7.
Hoje às 10 horas vai acontecer a segunda fase da distribuição dos cabazes, já no seu quartel na zona do Hospital Militar. (André Mulungo)


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