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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

ILHA DE MOÇAMBIQUE ACOMODA “JARDIM DA MEMÓRIA” SOB O PUNGENTE SIGNO DE DEGRADAÇÃO FÍSICA...


KHOMALA!
Por Vasco Fenita
Cibório de culturas multifacetadas e, concomitantemente, proclamada pela UNESCO em 1991, património cultural da humanidade, a Ilha de Moçambique vai acolher, na próxima quinta-feira, dia 23, a implantação do Jardim da Memória.
A instalação do aludido memorial inscreve-se num projecto dirigido a partir das Ilhas Reunião e sob os auspícios da representação da UNESCO naquele país, tem por objectivo essencial a disseminação, no seio da população da zona do Oceano Índico, das respectivas afinidades históricas e culturais, que remontam há vários séculos.
Para que resgatem e assumam, efectivamente, o seu património comum, que a secular ocupação estrangeira amordaçou subterfugiamente.
De acordo com historiadores fidedignos, o povoamento, sobretudo das Ilhas Reunião, Maurícias e Seychelles foi processado através dos continentes africano e asiático, ao longo do período da escravatura praticada
pela dominação colonial.
A iniciativa da edificação do Jardim da Memória na Ilha de Moçambique, que perfila na sequência de similares edificados já em outros países, insere-se no contexto das comemorações do Dia Internacional de Abolição da Escravatura.
O memorial será erigido no espaço adjacente à decrépita Igreja de Santo António, coincidentemente próximo
do local onde se procedia a "exportação" dos escravos locais e das regiões vizinhas. Pois que, como se sabe, a Ilha de Moçambique foi, no antanho, um dos principais portos de encruzilhada da rota de navegação marítima (e de miscegenação cultural) de diversos países, incidentemente africanos, árabes e europeus.
Então a oportunidade servirá, obviamente, para os próprios habitantes da Ilha-Museu se imbuírem da sua
importante matriz histórica.
Mau grado, porém, a inconcretização do repetidamente proclamado restauro dos seus valiosos monumentos,
que continuam em irreversível e angustiante degradação física.
Até quando tempo mais permanecerá a vetusta e histórica cidade mergulhada na pungente letargia?
Fonte:WAMPHULA FAX

M I R A D O U R O - bloge noticioso-MMVII





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JORNALISTA DA BBC MANIFESTA-SE DESILUDIDO COM A ILHA DE MOÇAMBIQUE

Face à elevada degradação
O veterano e conceituado jornalista Gonçalo de Carvalho, da British Broadcasting Company (BBC), manifestou-se desiludido com o que lhe foi dado a ver na recente visita que efectuou à Ilha de Moçambique,
pese embora se propale "aos quatro ventos" que aquele Património Cultural da Humanidade seja beneficiário de inúmeros apoios financeiros e materiais destinados à sua reabilitação, provenientes de diversas origens nacionais e estrangeiras.

Sabia que a Ilha de Moçambique estava degradada. Mas nunca imaginei que estivesse assim tão mal. Pois que parte das ruas estarem quase que intransitáveis, deparei com muitos prédios a cair.È verdade que alguns estão estão a ser recuperados. Mas, em contrapartida, muitos outros edifícios encontram-se em em ruínas, abandonados.
Afirmou Gonçalo de Carvalho, observando que fica espantado quando lhe falam da existência de "dinheiro" direccionado à Ilha de Moçambique, especificamente para projectos ligados à área infra estrutural e que é "pura e simplesmente" desviado para fins obscuros.
Constou-me que esses valores desaparecem sem chegarem à Ilha, ou chegam em quantias irrisórias. Frisou
o jornalista da BBC, realçando a necessidade de se colocar à frente dos "destinos" do referido património histórico, pessoas idóneas e comprometidas com os legítimos anseios da população daquela histórica cidade.
Gonçalo de Carvalho anotou que, durante a sua breve passagem pela Ilha de Moçambique, notou uma "espécie de derrotismo" no semblante dos seus habitantes, que, conformados, chegam até a dizer que "não há solução para nada" ou que "está tudo definitivamente perdido".
Entretanto, observou que urge preservar aquele espaço de confluência de diversas culturas, hábitos e culturas,e que foi "berço" da nação moçambicana.
Relativamente à capital do país, que visitou pela primeira vez em 1993, é de opinião que não mudou grandemente.
Acho que Maputo não mudou por aí além. Persistem os mesmos problemas. Há muita indigência e os índices de criminalidade continuam altos. Observou Gonçalo de Carvalho, concluindo que, ao retornar a Moçambique
14 anos depois, não constatou progressos significativos, conquanto se saiba que o nosso país tem sido apontado, internacionalmente, como uma referência em matéria de desenvolvimento sócio económico e em termos de estabilidade política.

NOTA:
Pobre Ilha e habitantes! Já não vale a pena mais comentários, enquanto todos os dinheiros desaparecerem em Maputo.
Fernando Gil
Fonte:Macua de Moçambique/WAMPHULA FAX 



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terça-feira, 21 de agosto de 2007

Beira Cidade do Petroleo

- revela Afonso Dhlakama nas cerimónias centrais do 1.º Centenário da urbe
"O petróleo que abunda no subsolo deste município não deverá ser nunca motivo para se dividir o município nem motivo de discórdia entre moçambicanos", disse ontem o presidente do partido Renamo, Afonso Dhlakama, falando ontem na cerimónia central do 1.º Centenário da elevação da Beira a cidade, acto para que foi convidado de honra pelo presidente anfitrião, Daviz Simango, e que contou com a presença de Aiuba Cuereneia, ministro da Planificação e Desenvolvimento em representação do Governo Central da República de Moçambique e figura ventilada para substituir Luísa Diogo no cargo de 1.ª Ministra do Estado sob a liderança de Armando Guebuza.
"É chegada a hora a hora de revelar aos moçambicanos as reais riquezas deste país e deste município e não usar artimanhas para os dividir em proveito de uma pequena minoria", acrescentou Dhlakama a figura mais aplaudida da cerimónia que também teve presente uma outra figuira histórica e a que a Paz que se vive hoje em Moçambique é também devida, Dom Jaime Gonçalves, arcebispo da urbe centenária.
"Todos devemos tirar os dividendos desta riqueza num contexto de unidade na diversidade", acrescentou Afonso Dhlakama líder do partido de que é membro destacado o presidente do Município da Beira, eng.º Daviz Mbepo Simango, carismática figura que a Remano já designou no seu último Conselho Nacional como candidato à sua própria sucessão.
 
Fonte: CANAL E MOÇAMBIQUE

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