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VOA News: África

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Se Bachir pede ajuda a Guebuza, a quem este último pedirá?



…Nos tempos que vêm aí!




Os moçambicanos foram surpreendidos pela notícia da vinda do Ministro sudanês do Turismo, Joseph Dong no passado sabado. Dong é emissário do presidente sudanês, Omar Al-Bashir que, ao que tudo indica, vai as barras do tribunal penal international (TPI), devido ao genocídio e crimes contra a humanidade praticados em Darfur. Numa coferência de imprensa, o referido ministro, apressou-se a dizer que Guebuza ter-lhe-á dito que o problema de Darfur é político e, como tal, merece uma resolução de caráter político.
Pelo menos, é isto que alguma imprensa ouviu dele, sem, no entanto, confrontar ao próprio Presidente Guebuza que pensa dos crimes e genócidio no Darfur de que o seu homólogo é acussado.

No entanto, a caminhar-se assim, não restam dúvidas que uma parte da nomenkalatura do poder em Moçambique pode ver a sua sorte definida pelo TPI, num futuro breve, pelos crimes de sufocação de cidadãos indefesos à mando do actual Ministro do Interior, J. Pacheco, em Montepuez e outros camaradas. Estes e outros crimes (por exemplo a dos campos de reeducação do Niassa, dos Testemunhas de Joavá em Tetete no agora ditrito de Milumbo na Zambézia) levam o selo nitido de genócidio e crime contra a humanidade. Foto Sudan.net

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Interrompe-se diálogo no Quénia

- Causando preocupação a comunidade internacional pelo seu adiamento ‘sine die’

"As conversações para acabar com a crise pós eleitoral no Quénia foram suspensas, revelou o antigo secretário-geral da ONU, Kofi Annan [na imagem, centro], actualmente a mediar o processo. Annan disse que as negociações tornaram-se demasiado amargas e que a situação é muito perigosa. Ele acrescentou que é vital que o Presidente Mwai Kibaki ['a equerda] e o seu rival da oposição Raíla Odinga ['a direita], assumam o rumo das conversações. "Acredito que é importante suspender as negociações, mas este não é um acto de desespero ou de desistência. Os líderes dos dois principais partidos devem controlar o processo negocial”, referiu Kofi Annan. O governo queniano afirmou estar surpreendido com a decisão de suspender o diálogo. Um porta-voz do governo queniano liderado pelo partido da Unidade Nacional, Mutula Kilonzo, disse que os ânimos chegaram a exaltar-se durante o processo. "Sentimos que estávamos a ser pressionados cada vez mais. Chegaram a haver insultos mas conseguimos acalmar os ânimos quando ocorreu a suspensão.”
“Estou habituado a este tipo de negociações e julgo que vamos conseguir recomeçar do ponto onde interrompemos" concluiu o porta-voz do governo queniano" (texto e imagem: BBC). Leia + sobre o ceticismo da comunidade internacional aqui.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Chissano acelera paz no Uganda

O EX-PRESIDENTE moçambicano, Joaquim Chissano, encontra-se desde a última sexta-feira em Juba, sul do Sudão, na sua qualidade de enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas ao conflito ugandês, noticiou ontem a Agência de Informação de Moçambique

Segundo esta agência, o principal objectivo desta deslocação é de reactivar e monitorar o diálogo de paz entre o governo ugandês e os rebeldes do Exército de Libertação do Senhor (LRA), que combatem as autoridades de Kampala, num conflito que lavra no norte do após há vários anos.

A fonte revelou que Chissano se deslocou ao Sudão para se reunir com os líderes do LRA depois do encontro que manteve quarta-feira, em Kampala, capital do Uganda, com o Presidente da República Centro-Africana, François Bozizé, que visitava aquele país.

Não foram revelados os pormenores dos assuntos debatidos neste encontro.

Em Abril último, o Governo ugandês e a LRA assinaram um acordo para estender a cessação das hostilidades até ao final de Junho, e retomar as conversações de paz em Juba sob mediação do vice-presidente do Governo do sul do Sudão.

Nessa altura, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apreciou os esforços do seu enviado, Joaquim Chissano, na promoção das negociações que garantiram o acordo então alcançado para a paz no Uganda..

Sobre a presente deslocação de Chissano a Juba, Ban Ki-moon recomendou às partes em conflito a comprometerem-se no diálogo sério e responsável, para permitir que se alcance um acordo definitivo e duradoiro para o bem da região norte de Uganda.

Ainda ontem, a AIM referiu que o chefe de assuntos da África Central e austral do Departamento dos Assuntos Políticos da ONU, Valerie de Campos, enalteceu na semana passada, as causas do conflito ugandês, sustentando que elas estão "directamente ligadas a questões étnicas, nomeadamente a exclusão de uma das etnias na gestão do país".

Segundo ele, os processos de decisão, a falta de acesso ao poder político e aos recursos económicos, levaram ao surgimento de rancores que resultaram no presente conflito armado que lavra no norte do Uganda.

Fonte:Notícias/AIM

M I R A D O U R O - bloge noticioso-MMVII

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

A nível da África Austral e Oriental

Moçambique ocupa 3ª posição na prestação do ensino básico

O NOSSO país é o terceiro bem posicionado a nível da região austral e oriental do Continente Africano no que concerne à prestação de qualidade do ensino básico, segundo indica um estudo sobre a matéria divulgado ontem, em Maputo, pelo Consorcio de Monitoria da Qualidade da Educação (SACMEQ) da região. A lista é encabeçada pela Suazilândia, seguida do Quénia.

O estudo, segundo apontou em conferência de Imprensa, Abel Assis, director do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), foi obtido no grupo de 15 países que compõem o organismo onde, para o caso moçambicano, a investigação, colhida através de questionários, foi levada a cabo junto dos alunos e professores da 6ª classe, e teve como base a leitura e matemática.

Abel Assis disse que a amostra cobriu todo o país, ou seja, 176 escolas do Ensino Primário do 2º Grau, 679 professores e 3502 alunos. Ele baseou-se em dados estatísticos mais recentes em cada escola, mas estratificados por regiões. Em cada escola, conforme explicou, foram seleccionados aleatoriamente 20 alunos e abrangeu as áreas de Leitura e Matemática.

Em 1995, altura em que se realizou o primeiro estudo de avaliação das qualidades da educação prestada no Ensino Básico, Moçambique não participou porque só aderiu à organização no ano seguinte. Fazem parte da SACMEQ África do Sul, Botsuana, Quénia, Lesotho, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Suazilândia, Tanzania (Zanzibar), Zâmbia e Zimbabwe.

Os resultados da terceira fase permitirão comparar aos da leitura e matemática com os das anteriores fases, dando ao Ministério da Educação e Cultura o ponto de situação sobre o impacto das políticas introduzidas de 2000 a esta parte.

Ainda ontem, o director do INDE, Abel Assis, disse que em Setembro próximo, Moçambique vai acolher a terceira etapa da pesquisa, trabalho este que envolverá 184 escolas em todo o país, 4600 alunos e 1104 professores das disciplinas de Português, Matemática e Ciências Naturais.

Exceptuando Nampula e Zambézia que irão contribuir com 20 escolas, as restantes apresentarão para a amostra 16 escolas, num processo em que estarão envolvidos 120 técnicos pedagógicos. O estudo versar-se-á sobre a leitura, matemática e HIV/SIDA, este por ser um problema que preocupa todos os países-membros.

No que tange à equidade, o nosso país ocupa o primeiro lugar, ou seja, não existem grandes diferenças entre escolas em termos de recursos alocados. A África do Sul ocupa a último posição.

Segundo o mesmo estudo, no que diz respeito à qualidade de ensino, Moçambique ocupa a quinta posição com 517, numa lista liderada pelo Quénia e com o Malawi em último lugar. 

Fonte:Notícias

 M I R A D O U R O - bloge noticioso-MMVII



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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Uganda e RDCongo disputam petróleo

AS relações entre o Uganda e República Democrática do Congo (RDCongo) deterioram-se consideravelmente nos últimos dias devido a uma disputa de parte de uma região rica em petróleo. As relações entre as partes têm sido frias desde a guerra civil que assolou a RDCongo entre 1998-2003, durante a qual o Uganda apoiou os rebeldes que tentavam destituir o Governo congolês. No decorrer do conflito congolês, as tropas ugandesas ocuparam extensas áreas do território congolês, onde foram acusados de pilhar os recursos naturais nas regiões sob seu controlo.

Hoje, o lago Albert, um dos vários lagos na região da África Central, no grande vale do Rift, é onde se concentra a “febre” pelo petróleo. O lago fica situado a oeste do Uganda, na fronteira com a RDCongo. Em Junho do ano passado uma companhia australiana, contratada pelo Governo ugandês, descobriu, na bacia deste lago, um jazigo de petróleo, cujas reservas estão estimadas entre 100 e 300 milhões de barris. Segundo uma fonte do Ministério da Energia ugandês preve-se o início da sua exploração em 2009.

O problema entre os dois países reside na inexistência de uma delimitação clara das fronteiras entre os dois Estados, o que vem exacerbando o clima de tensão. Aliás, após a descoberta dos jazigos de petróleo, a RDCongo estacionou as suas tropas junto à fronteira ugandesa, uma acção que resultou em confrontos envolvendo as forças do Exército congolês – as FARDC –, a força de segurança da companhia petrolífera australiana “Hardeman”(responsavel pela exploração) e tropas ugandesas causando 2 mortos: um geólogo britânico ao serviço da companhia Hardeman e um soldado congolês. Os governos acusam-se mutuamente pelo o início dos confrontos, propiciando o início de um novo conflito armado nesta região.

Na verdada, a delimitação das fronteiras está na agenda da União Africana que tenciona resolver o problema das fronteiras no continente até 2012, segundo fontes oficiais desta instituição. “É tempo de organizar e delinear de forma adequada as fronteiras em África”, disse o Comissário do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (PSC), Said Djinnit, em entrevista a “AFP” em Junho do corrente ano. “Uma demarcação precisa das fronteiras serviria como alicerce para a integração em África, visto que as fronteiras desenhadas pelos colonialistas muitas vezes estão na origem da separação de grupos étnicos entre países, e no eclodir de conflitos armados entre países vizinhos devido à disputa pelos recursos naturais”, acrescentou.

A acção será levada a cabo com assistência da unidade de cartografia das Nações Unidas onde for necessário, de modo a estritar as relações inter-estaduais. Entretanto, esforços estão a ser envidados no sentido de ultrapassar este imbróglio por via do diálogo. Fonte: Notícias/AIM

Angola24Horas

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