CRÓNICA Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas(gentoroquechaleca@gmail.com )
“Lá na terra onde nasci, em Chivule, na diminuta povoação de Benga (actualmente sob o olhar atento dos garimpeiros de todo o mundo em busca de raras preciosidades), os anciões costumavam dizer para os mais novos a seguinte filosofia: Quando a cabeça de baixo levanta a de cima perde o juízo. E eu questiono, na minha caturrice, o seguinte: Quantas vezes os apetites sexuais, descomunais entre os Homens, não os levam a cometer erros do tamanho de Monte Binga? Eis aqui uma questão para a vossa reflexão”. Trecho extraído a conversa com os meus sobrinhos.
Quando me chegou às mãos a notícia que é divulgada pelo Expresso- Moz (edição n° 30 de 4 de Abril de 2012) dando conta de uma provável fornicação envolvendo a figura de S. Excia o governador da província de Nampula, Prof. Felismino Ernesto Tocoli, com uma senhora, ao que tudo indica, casada oficialmente com o Secretário Permanente (SP) do distrito de Nacala-a- Velha, fiquei incrédulo e não quis acreditar patavina. O físico, acusado de engravidar esposa do seu colega de trabalho? Não, não pode ser. Peguei na gazeta, palavra por palavra, soletrei o título com a mesma precisão que os alfaiates têm em colocar a linha no acanhado buraco da agulha:
“Governador engravida esposa de colega”.
Como estávamos na “ressaca” do “dia das mentiras”, assinalada no passado dia 1 de Abril corrente, pensei que se tratasse de uma brincadeira cruel dos “funcionários queixosos” e até certo ponto do Expresso-Moz para “assassinarem” politicamente o dirigente máximo do governo provincial de Nampula. Pensar é gratuito e não paga imposto, ora acusar é outra “manta”.
