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VOA News: África

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Dom Chimoio introduz dízimo “polémico”

"Não vai dividir os católicos"
"Os valores monetários provenientes dos ofertórios nunca foram suficientes e nunca serão. A igreja é de todos por isso devemos contribuir para o seu crescimento"- Dom Francisco Chimoio, Arcebispo de Maputo
"Na ficha que acompanha o envelope onde são introduzidos os valores monetários somos obrigados a escrevermos os nomes, estado civil, incluindo a idade. Não entendo o porquê deste inquérito todo. Parece que a Igreja quer controlar quem paga e quem não paga. Até prefiro não pensar nisto para não desacreditar a igreja" - palavras de um crente católico
A introdução do Dízimo na Igreja Católica continua a dividir sobremaneira os crentes que, embora não concordando com esta prática, em entrevista ao «Canal de Moçambique» preferiram falar na condição de anonimato. São na sua maioria jovens que dizem não perceber porque é que a igreja introduziu esta forma de colectar dinheiro, uma vez que existe já o chamado ofertório. Por outro lado os que são contra o "dízimo" não entendem e questionam "porque é que no envelope onde são introduzido os valores monetários somos obrigados a escrevermos os nomes, estado civil incluindo a idade". "É uma forma de nos controlar". "Parece que a igreja está implicitamente a nos obrigar a pagar os dízimos", disse um dos crentes.
Acrescentou ainda aquele crente descontente com os dízimos na sua paróquia que lá "ultimamente só se fala de dízimos!"
Foi na esteira destas reclamações que o «Canal de Moçambique» foi ouvir o actual Arcebispo de Maputo e por sinal quem decidiu introduzir o tal dízimo.
Dom Francisco Chimoio que substituiu o Cardeal Alexandre dos Santos nos destinos da Católica em Maputo. disse que a questão do "Dízimo", "não pode ser vista do ponto de vista negativo". "Isto porque", diz o arcebispo, "trata-se de uma acção voluntária que visa apoiar a sustentação da mais antiga igreja cristã com mais de dois mil anos".
Chimoio disse ser necessário oferecer o dízimo, porque os apoios financeiros de que a igreja beneficiava vindos das congregações religiosas europeias fundamentalmente, nos últimos anos tem vindo a decrescer.
"É um trabalho que visa a sustentação da igreja. Os valores monetários provenientes dos ofertórios nunca foram suficientes e nunca serão. A igreja é de todos por isso devemos contribuir para o seu crescimento", justificou o nosso interlocutor sublinhando de seguida que "não é obrigatório dar o dízimo".
"Ele serve para quem quer. Cada um é livre".
Questionado sobre a atitude de alguns jovens membros da igreja Católica que em contacto com o «Canal» manifestaram-se contra esta nova realidade, a nossa fonte não teve dificuldades para responder: "É o que estou a dizer. O Dízimo é mais um gesto de contribuição do crente", frisou.
No entanto o «Canal» insistiu perguntando se o Dízimo introduzido este ano não podia dividir os crentes e de certa forma propiciar uma espécie de Reforma Religiosa tal como a que aconteceu no século XVI. O nosso interlocutor, visivelmente agastado com a questão, respondeu-nos seguintes termos: "Isto não divide nada. Só quem não compreende é que pode dividir os cristãos", apontou Chimoio.
Instado a responder porque é que a Igreja Católica condenou algumas igrejas anteriormente por uma prática semelhante, Chimoio refutou a informação dizendo: "Nós nunca condenamos a ninguém". "Isso tem que ficar bem claro", frisou.
O arcebispo pede entretanto aos crentes para que "não olhem para o Dízimo como uma obrigação, mas como uma contribuição para o crescimento da nossa igreja".
Dom Chimoio que ao mesmo tempo citou nomes de outras dioceses que segundo ele também já introduziram o polémico Dízimo. Em algumas igrejas, tal como pudemos constatar até já se vai fazendo publicidade, como por exemplo "Dízimo: a mais alta expressão do cristão".
O Arcebispo diz não ser obrigatório, mas esta publicidade sugere, implicitamente, obrigação, na medida em que aquele crente que assim não proceder sentir-se-á sem a tal "alta expressão do cristão" dentro de si.
Por outro lado esta oferta de uma dada percentagem do salário ou da produção do crente em forma de dinheiro é feita em filas indianas o que significa um convite aos reticentes que vendo os irmãos a entregarem vão se ver na contingência de aderir ou sujeitarem-se à vergonha de nada oferecer.
(Jorge Matavel e Borges Nhamirre) 
 Fonte: CANAL DE MOÇAMBIQUE 



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