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sábado, 20 de setembro de 2008

Partido-mor com objectivo-mor apoiando a senha David Simango

…não será uma inversão dos termos do que é uma democracia?
O badalado ministro-mor (lembre-se que é delfim do PR, AEG) Aiuba Cuereneia, veio ao palco, para desta vez, se dirigir aos ‘camaradas’ que apoiaram a ‘senha’ David Simango, com o seu objectivo-mor. Recorde-se ainda que Cuereceia está no centro da acção-mor do Governo da Frelimo, para debelar as crescentes acusações ds doadores deste se encrostrar num trabalho diminuto na luta contra a corrupção e de novo supura, pugente e inalante. Ora isto levou 14 dos 19 doadores não decididos a financiar o Orçamento do Estado, conforme noticiou a BBC, citando fontes bem colocadas da comunidade doadora. Isto por um lado.
Por outro, está a meta da Frelimo no Municipio de Maputo. “O objectivo-mor do partido Frelimo no município de Maputo é o combate à pobreza urbana. Para tal, disse, é necessário que os militantes se mantenham unidos para ganhar as eleições autárquicas de 19 de Novembro. Afirmou que a pobreza urbana é considerada a mais violenta que a rural, sendo que o município de Maputo apresenta estas duas faces da pobreza. “O nosso objectivo mor na cidade de Maputo é vencer a pobreza urbana”, destacou Aiuba Cuereneia, acrescentando que os dirigentes do partido na cidade têm a dupla responsabilidade, nomeadamente combater à pobreza na parte urbana e na zona rural do município.
Se perguntar não é crime, não estarão invertidadas as razões pelas quais a Frelimo pretende ser partido dirigente neste país? Senão vejamos, vemos uma Frelimo com mais medo das populações do que dela própria. Vemos a Frelimo a aplaudir-se (imagem acima) a si mesma e não os populares. Vemos ainda a Frelimo a nomear/eleger os seus dirigentes e não escolhidos entre os filhos e filhas das verdadeiras bases. Afinal, onde é que vamos como este andar, de acesso ao poder para uns gatos pingados e política de portas fechadas às massas, aos jovens, à população?
Amplie sua informação sobre o assunto acedendo este elo. Foto Noticias
PS: Como o ministro Cuereneia só veio dizer o que já dizem a muito tempo, do combate a pobreza, agora quando centra as armas do tal combate só a Cidade de Maputo, pode estar a levantar algumas dúvidas nos demais membros desta sociedade. Como a Frelimo vai fazer isso? “Varrendo” ou "limpando" sumariamente os citadinos, como o fez com o caso da Moamba, denunciado pela LDH? Como fará isso?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Segredos das caixas de pandora


...Fechados a sete-chaves “que se lançaram ao mar”. Quem se atreve a ir ao fundo do mar buscá-las?

O conceituado sociológo da praça maputense, Carlos Serra veio ao público, através do seu blog “Oficina de Sociologia”, manifestar o seu desagrado ao que se tem passado, no tocante à as ditas “eleições internas” dirimidas pelas “magmas bases” (Sic.), quer na Frelimo, quer na Renamo. No diz repeito 'a primeira formação política no poder desde 1975, em que actual edil de Maputo, Eneas Comiche tinha, mais que um direito de concorrer, para a sua própria sucessão, viu sua candidatura ser lançada à valeta lamancentas veredas de um calvário de sentimentos. O argumento frelimista foi do actual edil não ter mostrado astúcia, apetência, e por via disso, “olhar” as “bases políticas” do poder do dia, que repousam no antro da corrupção e nepotismo. Comiche levou a ‘sovada’ bem estonteante destas “bases” e não pelo eleitorado, a quem cabe o direito único de julgar ao eleito edil pelo que fez nos 4 anos do seu mandato. Da tal valente sovada, duramente desferida [como se não houvessem golpes gerados, feridas abertas e dor] por uma ‘cambada’ de gatos pingados (89 eleitores chefes, secretários e comissários políticos), lhe foram conferiridos cerca de 25 votos bastantes para lhe põr no olho da rua. Comiche tem reagido timidamente a isto tudo, mas com cepticismo reflectivo e sereno para o devir. Mística própria de quem diz ‘o que tiver de vir virá’.

Quanto à segunda organização política, neste caso a Renamo, e mais propriamente no caso vertente do actual edil beirense, Daviz Simango, podia-me socorrer 'a 'inoportuna ideia' de que os “secredos das caixas de pandora” esconde os segredos da recente remoção deste edil a candidatar-se para mais um mandato. E mais, tem carteira limpa, com o predicado de ser o melhor entre os edis. A sina infelicidade de Simango foi fechada a sete chaves, sem admirar o 'no comment' dele no passado fim-de-semana, em Maputo. Bastará, no entanto, que, o dono se esqueça dessas chaves algures, e de prontos, nos apercebamos, com claridade, as nuances e contorno de uma série de condições, que propiciaram tais efêmeras tragi-comédias políticas na Beira e na sede do Partido na capital nacional.

Disparar 'remates' daqui fora da boca da baliza e bem longe do miolo do terreno de nada garante gizar os redutos mais recuados e pensantes dos núcleos duros das duas formações políticas. Gizada podia ficar se tais “magmas bases” ouvissem para perceber a sentença segundo a qual “seja qual for o destino da verdade, creio que toda a enorme discussão travada em torno de Eneas Comiche e de Daviz Simango tem a ver com algo que, afinal, é ainda importante para muita gente: a moral, o respeito pelo que se fez e que se poderia continuar a fazer. Mais: pode acontecer que [David] Simango ganhe em Maputo com alguma vantagem, mas pode acontecer que [Manuel] Pereira perca na Beira”(Sic.), por querem estes andar sós e à sós, com o eleitorado à ilharga.

Foto PansamentoNosso

sábado, 30 de agosto de 2008

Guebuza defende-se do caso Comiche, em Inhambane

…face ao avolumar da onda de condenações sobre a maneira como foi este último atirado para fora da corrida às próximas eleições no Município de Maputo. Passo com a devida vénia passagens de uma entrevista a AEG ao notícias (29/08/2008):


“O PARTIDO Frelimo considera que a derrota de Eneas Comiche nas eleições internas realizadas semana passada no Comité da Cidade de Maputo para a indicação do seu candidato ao cargo do Presidente do Conselho Municipal não tem nada de anormal, pois trata-se de um exercício democrático previsto nas directivas desta formação política.

O Presidente do Partido, Armando Guebuza, disse em Mabote, Inhambane, que “a Frelimo reconhece o trabalho positivo realizado por Comiche, o que ainda vai fazer, o que ele é capaz de fazer. Todavia, no nosso partido as normas orientam que a eleição para lugares de chefia obedecem a um processo eleitoral, da base ao topo”.

Guebuza acrescentou que Comiche, que é membro da Comissão Política, “não se sente diminuído por isso, porque todos reconhecemos as suas qualidades e capacidades”. Explicou que no seu partido as decisões são tomadas em colectivo e não apenas pelo presidente, diferente de uma instituição administrativa, onde o responsável manda e os outros são conselheiros.

“Aqui, a Comissão Política toma decisões que até podem ser diferentes do posicionamento do presidente. As normas foram aprovadas em todo país, a partir da célula, para serem cumpridas por todos”, disse. Num outro desenvolvimento, Guebuza fez saber que os membros da Comissão Política não passam pelo processo eleitoral para deputados de Assembleia da República em caso da vitória da Frelimo. Eles são automaticamente designados cabeças de listas, no caso das províncias onde tenham liderado o processo de trabalho antes do escrutínio.

Recorde-se que Eneas Comiche, presidente do maior município do país, Maputo, foi semana preterido pela força do voto na sua pretensão de se candidatar à sua própria sucessão, a favor de David Simango, actual ministro da Juventude e Desportos.” Fonte?foto Noticias

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Será que as reais “Bases” da Frelimo são tão más assim?


…que desconheceram o bom desempenho de Comiche

Reflecti esta manhã sobre tua passagem dum artigo da Zenaida Machado, sob título “Afinal quem são as tais "bases"?” ao propósito das turbulentas eleições internas no seio do Partido Frelimo para apurar um candidato à edil da Cidade de Maputo. Num ponto a Machado menciona que "Eneias Comiche perdeu por uma larga diferença de votos cedendo assim, o lugar para David Simango". Está bom que a larga diferença terá ditado a derrota da Comiche. Neste mesmo ponto algo me foi inquietando, até que me levou a inquirir.

Mas qual foi amostra/fasquia que estava na base desta diferença? 89 Eleitores serão representativos dos cerca do 200 mil militante e membros em quantidade e qualidade que andam pela cidade fora, que a Frelimo clama, amuidemente, e de viva voz, que tem?·Ninguém questiona que um processo comece das “bases” até a final que houve lá nas TDM (e isso é reiterado no blog pró-Frelimo Voz da Revolução). Como foi processo? Com quem foi? Quem vota/ou lá' nas “bases”? Duvido que sejam estes 200 mil populares membros/militantes que o partidão diz ter. Quem então votou para fora, o Dr. Comiche? De certeza absoluta que não foi o pacato membro e militante da Frelimo. Conheço muitos nesta cidade, que tiveram esse direito negado.

Por isso, concordo com a tese da 'encarnação' do votante, que passou por cozinhar resultados através/com/pelos secretários da Frelimo espalhados dentro e fora do aparelho do estado, para ver Simango a espezinhar e humilhar Comiche. Será que as reais “Bases” da Frelimo são tão más assim?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

É necessário abrir portas à democracia na Frelimo (Resposta a Voz da Revolução)


… porque, neste momento, estão fechadas à sete chaves


(Do artigo Compulsando ainda dos 53 eleitores que votaram à David Simango nas eleições internas da Frelimo? [Confira Reacao da Voz da Revolucao]

Um grupo que se auto-intitula Voz da Revolução – ala do partidão (VR-ala), entendeu que devia pôr a capa do tal partidão, para chamar a este blogue “pró-Renamo”, no seguimento às verdades que considerou “virtuais” sobre a batota que se registou nas recentes eleições no Municipio de Maputo, em que os protagonistas foram o Dr. Eneas Comiche (actual edil), o dr. David Simango (actual Ministro dos desportos e juventude), bem assim da senhora Generosa Cossa (Actual Presidente da Assembleia do Conselho Municipal da Cidade de Maputo).

Para já, quero agradecer a forma expediciosa da “réplica” (Resposta?) a este sitio, e explicar reiteradamente, que este não é espaço nenhum pertencente à pretensos partidos ou alas dos mesmo, como a VR-ala e seus ‘escribas’ o são. Nessa posição de finados (de uma das alas) do partidão, os camadaras da Voz da Frelimo digo Voz da Revolução, foram a procura de mal menor no artigo do Miradouronline para o dramatizar e amplificar. No entanto, ficaram por responder os reais motivos e o búsilis da questão que levou a este descalabro eleitoral, no seio da Frelimo, culminando com a remoção compulsiva de Comiche. Eu pelo menos, fiquei tremendamente chocado e amargurado, com esta situação todo, muito embora não milite no partido dos camaradas e nem o que VR-ala penso que eu me encontro filiado.

Para não fugir ao bom senso, gostaria de responder aos ‘equivocos’ encontrados no sítio e polarizados pela vorborrea da VR-ala: Quanto ao local da realização da conferência, de foi reconhecidamente e de facto um lapso meu, pois foi prontamente corrigido. Espero que não tenham feito uso indevido dos parcos meios financeiros de que o ‘Estado’ vos dispõe, para para o frenesim de contactos (por vós ditos), só para confirmar onde se realizou a tal conferência eleitoral.

No que respeita aos números dos eleitores, sobretudo quando a VR-ala diz que na “Frelimo as eleições internas são um processo que inicia nas Células do Partido e passa por vários outros escalões que permitem a participação de todos, até a um momento em que há um órgão, no caso de Maputo-cidadde o Comité da cidade de Maputo, que faz a eleição final”, significará que Comiche arrebatando vitórias nos diferentes estágios e só na ponta final ficou se gás? E só perder na final com os 89 pessoas eleitoras, para dizer que temos uma democracia funcional? Não é preciso ser inteligente para perceber que aqui houve um senão! Como é que finalmente um órgão de “meia dúzia de gatos pingados” elege um candidato para uma cidade de cerca de 4 milhões de habitantes? Mesmo eu que não pertenço ao partido me choca! Por outra, podia-se perguntar, em quantos circulos Comiche ganhou e por qual margem? Portanto, são estas e outras questões que ficam/ram por esclarecer dessa pretensa democracia. Nisto, é escusado que eu me disserte sobre a questão do sumiço dos 200 mil eleitores em quantidade e qualidade, nem dos exemplos do Pio Matos em Quelimane, tão pouco da tal matemática, ou seja, artimética que o meu sitou deixou bem claro para a conta (não divulgadas) das “abstenções” (se é que houveram, ou não!). Porque considero mais uma verborrea falaciosa, e até certo ponto, lisonjeiro a ala VR-ala, deixa, já agora à reflexão interna do partidão.

Há um outro aspecto de que a VR-ala se referiu, ligado aos estatutos do Partidão. Ao que parece, os articulistas da VR-ala não dominam o seu próprio estatuto para vir aqui perdir as contas ao Miradouronline para que se debruçe sobre os mesmos. Neste sitio jamais se fará tal debate, tanto mais que, no jeito com as coisas andam por aí, corremos os risco de não discutir um documento certo. Portanto, à esse terreno lamacento não desembocamos juntos. Façam vocês o trumbalhão merecido nessa lama.

Ademais, ao me debruçar sobre o “grande absurdo” da eleição interna na Frelimo, da qual o Dr. Eneas Comiche foi delibara e viciosamente afastado de concorrer a sua própria sucessão (e isto não é “loucura de pensamento” nenhuma, ‘camaradas’ da VR-ala), na alegada falta de contacto com as “bases” por uma certa ala da Frelimo, rotulo-o como um anti-jogo, democracia adiada e injustiça.

Tadavia, Comiche não é ‘bébé’ nenhum para dizer, de boca cheia, que não “vai apoiar a candidatura de Simango”, diante das camaras de TV muitos, que diga-se de passagem, vão à reboque pelo Governo do dia. Ele sabe muito bem disso. A VR-ala não espere que Comiche irá dizer asneiras dessas que o colocam numa situação de embaraço, sem se certificar da sua própria integridade político-moral e até física. Vai sofrer calado!?

Não obstante a isso, Comiche é sobejamente conhecido bom estudante dos ‘bons’ e ‘maus’ momentos’! Foi dos melhores, na carteira em Portugal; foi a fina-flor, quando ministro dos nossos dinheiros (graças a Deus, bom guardião); e também o foi/e continua merecidamente execelente um Presidente no Município de Maputo, a seguir ao Engenheiro Daviz Simango, na Beira.

É por isso que, à guisa de conclusão do meu artigo, propunha cenários de saida de Comiche: Ou ele se submetesse ao PR, aceitando os cargos ministeriais e de pretensa carreira diplomática (exílio), ou vira um independente com/apoiada da Oposição maioritária no CM, ou ainda, sendo esta última hipotése a não deixar descurar, fazer um favor à Renamo. Renamo que ainda está a procura de um candidato para o pleito eleitoral à porta.

Por conseguinte, e aliado à este último ponto, não é o Miradouronline a tomar conta das refexões ou estágio da democracia interna na Renamo, senão que seja a própria Renamo e os seus membros. É a actividade da Renamo que faz notícia, e não o Miradouronline. É bom que não se esqueçam que o ‘passa a palavra’ sobre a mesma música entre os populares está ao rubro. Cada um está fazendo as suas contas: votar em quem em Novembro?

A terminar, o facto da dos escribas da VR ter caracterizado este blogue de “adivinhos ou profetas” é sintomático que algo não mal na ala que representam. Será, por isso, necessário abrir portas à democracia na Frelimo, porque, neste momento, estão fechadas à sete chaves.

Compulsando ainda dos 53 eleitores que votaram à David Simango nas eleições internas da Frelimo? [Confira Reacao da Voz da Revolucao]



… no luxuoso centro de conferências Joaquim Chissano


O Secretário Geral da Frelimo, Filipe Paunde, já nos fez notar, em bastantes intervenções, quer na Rádio Moçambique, quer na Televisão de Moçambique, quer ainda no Jornal Notícias de Maputo de que a Frelimo tinha mais de 200 mil membros, em quantidade e em qualidade, incluinda a Cidade de Maputo. O mesmo foi referido por Edson Macuacua, jovem ideológo e propagandístico daquela organização política. Bastas foram as vezes, e num sentimento desta tamanha grandeza (feel big) da Frelimo foi ‘cantada’ e engalonada nas várias declarações à imprensa.

Custa perceber, onde que os mais de 200 mil militantes e membros da Frelimo estavam, quando na luxuosa arena do Centro de Conferências, Jaquim Chissano (JC) [leia-se Centro de Conferencias das TDM], à Comiche couberam apenas e miséros 25 eleitores (Vinte e cinco pessoas meus senhores!), sendo 53 para David Simango e 1 única pessoa votou a senhora Generosa Cossa. Abstenções em eleições desta natureza são reveladas, o que não foi o caso, [para perfazer os 89 eleitores]. Também, nem se fala se observadores nenhums para garantir transparência e credibilidade.

Compulsando os números acima avançados, tudo indica que não há espaço para falarmos aqui, numa democracia funcional ao nível da Frelimo, tão pouco é salutar que falemos de Comiche, pelo facto de não ter descido às bases (uma propalada justificação dos camaradas) durante o seu mandato. Afinal, tais ‘bases’ não foram também (e desta vez) consultadas para dar o seu voto a favor ou contra o edil. Oitenta e nove (89) eleitores, dos mais de 200 mil membros da Frelimo são, quando muito, um insulto a imaginação dos eleitores e falta de pudor, de quem assim quis, que esta manipulação assim o fosse.

O que fez a Frelimo (ou a ala da Frelimo) para se desembocar nestes resultados? A meu ver:
1. Pouco ou nada tal ala disse aos militantes e membros, como e onde votar;
2. O acesso ao Centro de Conferências JC [leia-se TDM] faz-se facilmente de meios circulantes (carro para se ser rápido, escoltado e com sirenes porque é próxima de uma instância turistica e de helicopetros), privando ao cidadão pacato e de poucas posses lá ter, para expressar o seu voto;
3. Qualquer coisa anda mal nos estatutos da Frelimo no que respeita à eleição dos seus membros, já que é perfeitamente normal que uma minoria (89) se sobreponha a maioria (mais de 200 mil) dos eleitores.

Podemos deduzir ainda algo deste embrôglio todo? Três pontos oferece-se dizer quanto ao comportamento abnormal da máquina eleitoral interna da Frelimo.

- Os ‘grandes’ e ‘donos’ da Frelimo não queriam Comiche por este não lhes dar a mão quer nas agendas escondidas, corrupção e dupla administração. A ala da Frelimo apercebendo-se que não tinha um agenda democrática para o destituir, usou metódo anti-democrático;
- Fazendo fugir o controle da máquina eleitoral do escrutínio público (ninguém sabia o que se passava atrás das curtinas da Sede da Frelimo), ajudou uma ala da Frelimo que manipulasse os números, criar sensação e idea de que tudo corria bem. Mas o que ela não controlou, foi o universo (a fásquia) dos que elegem, o que levou a grandes suspeitas da legitimidade das eleições pelo público e grande parte da imprensa nacional;
- Se andasse bem o processo, então Eneas Comiche devia ter ganho por uma esmagadora maioria.

Que resta a Comiche depois desta farsa eleitoral? Bom, à Comiche, provávelmente não reste nenhum cartucho, para contra-atacar nem ao Simango, nem a suposta ala que lhe ‘cavilhou’. Mas um dado certo é inteligência, imaginação e preseverança de Comiche de sair desta. Sem cartucho, Comiche só pode se entregar a Guebuza, para que lhe ofereça um cargo ministerial ou lhe forçe a um exílio, camufulado à embaixador num país sem importância para Moçambique, mas onde é possível controlá-lo. Se isso aconteceu ao Hélder Muteia porque não à Comiche. Com cartucho na mão, Comiche pode queimar seus neurôneos para denunciar a farsidade deste escurtínio interno, no que diz respeito à fásquia e ao acesso limitado dos membros/militantes do centro de votação. Pode pesar à favor de Comiche uma eventual decisão de concorrer como independente ou mesmo representar a Oposição (JPC). Na pior da hipotéses, e por que não explorar, a Renamo precisa de alguém do calibre de Comiche! Renamo, esta, que ainda não saiu a rua para nos dizer, quem vai ser o su candidato às eleições munícipais da Cidade de Maputo. Pode ver nele (Comiche), um trunfo para seu fortúnio.

Enfim, fica aqui gravada a história (pelo menos, a não oficial) das eleições internas da Frelimo. O saldo foi de que dos mais de 200 mil membros em quantidade e em qualidade, incluinda a Cidade de Maputo, apenas 53 eleitores é que escolheram o dr. David Simango. Ora, isto é o mesmo que não se terem feito eleições nenhumas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Que a Comiche ditou derrocada humilhante nas ‘internas’ da Frelimo?

…Algumas opiniões de fontes dignas de crédito.

Paira no ar a sensação de que Eneas Comiche foi relegado para o segundo plano nas eleições ‘internas’ do préterito fim de semana, porque há interesses de ‘grupos’ ou alas dentro do partido. Não é a pretensa ‘continuidade’ de que se referiu o Ministro Aiuba Cuereneira à imprensa no passado sábado. Para fazer jus a esta problemática, o Canal de Moçambique, procurou os mais badalados analistas e conhecedores da Frelimo adentro na Cidade de Maputo, para tecerem seus comentário, sobre as razões que, de facto, estão por detrás desta derrocada humilhante e numa margem assustadora de Eneas Comiche.

Por enqunto, “Comiche cometeu alguns erros intoleráveis”, frisou o deputado da Assembleia da República pela bancada do Partido Frelimo António Frangoulis. O deputado indicou que nesta administração de Comiche “de facto houve alguns erros na base” , escusando-se a citá-los. Frangoulis disse que ia falar sobre eles numa ocasião oportuna, pelo que “agora não posso dizer quais são, ponto a ponto”.
Ainda assim, e no entender de Armindo barradas, director da Indústria e Comércio da cidade de Maputo, “… quando estamos a fazer o trabalho com as massas não podemos esquecer as bases. O subordinado de Comiche atacou seu superior de não ter descido as bases, pese embora tenha trabalahdo bem. A perca de confiança dos camaradas neste municipiu foi enfatizado por Barradas, reside no facto de Comiche ter falhado na “solução dos problemas das bases”, esperando que David Simango os corrija, uma vez eleito. Armindo barradas declinou de indicar quais de facto foram os erros de Comiche e refutou as alegações de sua demissão estaja relacionado com o mal estar que se semeiou depois de se colidir com alguns interreses do vasta império empresarial, com a destruição do Splash (uma cantina e clube) numa zona residencial densamente povoada (PH-Coop), ao que se referiu que tal destruição se fez cumprindo as posturas municipais.

Com a mesma toada, Anibal Macamo (empresário da Frelimo) veio ao publico acusar Comiche de que “nos trabalhos que ele fazia, sentia-se que o partido não sabia”. Mas nega confirmar se a derrocada humilhante de Comiche possa ser indicação de que ele terá perdido ou não a confiança do empresariado ligado ao partido Frelimo na Cidade de Maputo. Negando confirmar, este empresário de sucesso alega que pode haver vozes que queriam ver Comiche a frente dos destinos do Minícipio de Maputo.
Pode-se finalmente ler no artigo de Borges Nhamirre/Canal de Moçambique (onde baseio partes para desta postagem) que, “a derrota da Eneas Comiche está a ser vista por amplos sectores que não participaram da eleição do candidato a Edil de Maputo nas eleições autárquicas de Novembro próximo, como uma vitória do presidente do Partido, Armando Guebuza, que dessa forma conseguiu afastar um dos últimos.
Fonte/Foto CanaldeMoc/FDC
Biografia: Eneas da Conceição Comiche nasceu a 28 de Julho de 1939, no distrito de Moma, Província de Nampula. Licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, Portugal e desempenhou cargos ministeriais nos dois Governos da Frelimo. (Adaptado da FDC)

sábado, 23 de agosto de 2008

David Simango triunfa em eleições internas da Frelimo (3) (Fim)


…em “primárias à americana” que podem ter sido uma realidade isolada do Município de Maputo.

Com as ditas "primarias" (ao estilo americano), desenhadas com bastante acuidade política na Cidade da Maputo, que em nenhum outro lugar deste vasto país, onde há município, David Simango saiu triunfante. Por um lado, a eleição de Simango responde as premissas que anunciei no início desta série, pois satisfaz a Frelimo conservadora, corrupta e comodista.

Por outro lado, o nome David Simango tem semelhança com o de Davis Simango no Município da Beira. De certeza que aqui há um propositado aproveitamento eleitoralista desta semelhança, para confundir os menos incautos, a votar a David Simango em Maputo, como se estivessem a votar para o da Beira. Isto pode acontecer para aqueles nossos compatriotas, que, não sendo originários de Maputo, vivem há vários anos na urbe, tendo, para o efeito, direito a voto. Mas, a ver vamos, se em Novembro, David Simango ganha as eleições. Foto Noticias

Titanica luta para colocar David Simango na senda do poder do Município de Maputo (2) (Prossigo)



…Masculada pelos conservadores entre os ‘camaradas’

Ao que tudo indica, a luta interna no partido dos camaradas, foi ao rubro quando, logo a seguir a eleição de Comiche como Edil, demissões e nomeações em massa dos elementos (pertencentes ao elenco de Artur Canana). A meio do seu mandato, vozes dentro do partido alegaram seu desempenho, atiçando guerras entre alas da Frelimo em colocar a sua figura, em possíveis eleições.
Para queimar a figura de Comiche, a linha conservadora, a tal que perdeu seus assentos do poder, tentou com certo sucesso pintá-lo de elitista. A tal pretensa elite (a dita dos brancos!?) se apercebe disso, e tardiamente vem aprovando e defendendo as realizações do Comiche. O esforço dessa pertensa elite (digo pertensa porque não existe; pois são maquinações dos camaradas consevadores) foram insuficientes para escamotear a propaganda politica à seu desfavor. Tal propaganda política foi tal que quer os jornais, quer pelas rádios pública a tornaram mais visível. Só para contrariar, alguns jornais independentes e blogues de conceituadas figuras vieram ao socorro de Comiche, mas suas vozes foram tão tenue que lograram poucos efeitos nesta eleição de Simango. Foto Noticias

As veredas para a David Simango a eleições internas para candidato a edil de Município de Maputo (1)



…ao deixar por terra o actual edil, Eneas Comiche, e a senhora Generossa Cossa.

Fazendo jus a eleição de Simango (actual Ministro da Juventude e Desportos), fazem denunciar as seguintes premissas. Que, depois da sua eleição há cinco anos atrás, Comiche terá apostou muito da elite, irritando os donos do partido dos camaradas.O que não se pode esquecer é que ele fez mudanças que não agradaram os homens da rua Pereira de Lagos (Sede da Frelimo).

Um outro dado a não menosprezar é o facto de Comiche se ter confrontado, e com razão, com Guebuza, sobre a questao da nomeação da senhora Rosa da Silva à Governadora da Cidade, alegando uma dupla administração, esfriando sua relação com a ‘Ponta Vermelha’. A Frelimo, a dado ponto, viu que a sua governação na cidade pode ruir, dai a opção e aposta por David Simango. Vamos falar, como estas premissas, ateiam as querelas internas no seio do camaradas, brevemente. Foto Noticias

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