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terça-feira, 31 de maio de 2011

Embaixada da Suíca reforça capacidade do município da Beira na protecção costeira

A Embaixada da Suíça acaba de colocar à disposição das autoridades municipais da Beira três milhões, duzentos e cinquenta mil dólares norte americanos no âmbito do seu contínuo apoio aos esforços da segunda maior autarquia do país de se proteger contra os efeitos da erosão costeira.
Com o efeito, foi formalizado na manhã da última sexta-feira, no salão nobre do Conselho Municipal da Beira, um acordo de concessão do valor, rubricado pelo presidente do município, Daviz Simango, e a Embaixadora da Suíça em Maputo, Therese Adam.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Daviz Simango apela união de autarcas beirenses para construção de novas sedes de bairros

O Presidente do Conselho Municipal da Beira, Daviz Simango, no comício popular que orientou na tarde de sábado último no populoso bairro da Munhava apelou a união dos autarcas beirenses para juntos construir-se novas sedes de bairros. O apelo segue-se a desocupação de catorze edifícios que anteriormente albergavam as autoridades municipais nos bairros, semana passada devolvidos a Frelimo que reivindicou serem sua propriedade em processo judicial que corre desde 2003.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Caso da execução de 14 imóveis a favor do partido Frelimo: Tribunal Provincial de Sofala de novo contra Município da Beira


Daviz Simango diz que há mão da Frelimo no Tribunal 
Da última vez que o tribunal tentou arrestar os edifícios do Município que estão no centro do litígio com a Frelimo para os entregar ao partido de Guebuza, a população ameaçou reagir violentamente e a operação foi suspensa. O assunto está no Tribunal Supremo mas este continua sem se pronunciar. 
O Tribunal Judicial da Província de Sofala, entretanto, decidiu agir de novo a partir de amanhã.
Beira (Canalmoz) - O Tribunal Judicial da Província de Sofala, na pessoa do Juiz de Direito Dr. Luís João de Deus Malauene, notificou o Conselho Municipal da Beira (CMB) por despacho que obriga esta edilidade a entregar de amanhã até quinta-feira desta semana 14 imóveis ao partido Frelimo, na sequência do litigio sobre os mesmos que opõe o Município e o “batuque e a maçaroca”, lá vão cerca de oito anos. Esta ordem influirá directamente na vida de 431.583 habitantes locais, que a partir de agora não terão mais onde tratar dos seus documentos. O facto preocupa o edil local, Daviz Simango, que desvaloriza a sentença executiva, acusando o TJPS de a ter feito sob ordens do “n´goma e a maçaroca” (FRELIMO), que “pretende usar estes imóveis para instalação de governo paralelo ao do Conselho Municipal da Beira”.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O “valor facial” de Capece se revela na Beira

- Em face de denúncias frescas por parte da instituição que usou para “decretar” incompatibilidade de funções com as de liderar a Frelimo

É já um dado adquirido que a Procuradoria Geral da República (PGR) já está na Beira ida de Maputo para proceder a audição à Jó Capece, ex-Primeiro Secretário da Frelimo na Beira, e outros declarantes, num caso em que o primeiro ele é arguido. Trata-se de um bem imóvel de três pisos de cuja titularidade foi da Universidade Pedagógica (UP). As nuances deste imbróglio deixam transparecer e muito explica sobre a desesperada decisão do docente Capece de demitir-se do cargo de ex-Primeiro Secretário dos camaradas, a menos de um mês do seu mandato, naquele ponto do país.

O semanario“Zambeze” da semana finda revela que a casa em apreço teria sido vendida à UP por uma senhora que dá pelo nome de Jamila, num caso que o senhor Edson Macuacua, Secretário da Mobilização e Propaganda do Conselho Nacional (comité central) da Frelimo o descreve como sendo perfeitamente “compeensível” e não intolerável ou mesmo punível por força, ao menos, dos estatutos do partido.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Daviz Simango e Renamo venceriam confortavelmente

BEIRA: Se autárquicas tivessem sido no domingo

O politólogo, Dr. João Pereira, do MASC, alerta que se trata apenas de uma percepção, não se podendo tomar os resultados como uma sondagem propriamente dita.
Beira (Canal de Moçambique) – Um estudo de percepção de tendência de voto efectuado pelo Canal de Moçambique / Semanário ZAMBEZE na Beira mostra que se as eleições para a Assembleia Municipal e para Presidente deste município se tivessem realizado no dia 19 de Outubro, isto é, no último domingo, o Partido Renamo teria entre 81,29% e 85,7% e o actual Edil, engenheiro Daviz Mbepo Simango, sucederia a ele próprio com uma percentagem de votos entre 73,19% e 77,57%.
Para a assembleia municipal o Partido Frelimo ficaria em segundo lugar com uma percentagem entre 13,8% e 18,18% e o PDD de que é presidente Raul Domingos teria menos de 3%.
Já para a presidência do município o grande derrotado seria Manuel Pereira (com 6,77% a 11,11%). Em segundo lugar teria ficado o candidato do Partido Frelimo Lourenço Ferreira Bulha a somar uma percentagem entre 13,5% e 17,88%.
Há, no entanto, a considerar que uma leitura atenta aos dados brutos desta “sondagem” mostra que 21,1% dos inquiridos ainda não têm definidas as suas intenções de voto, preferindo refugiarem-se em respostas como “não sabem” e “não respondem”.
Dados brutos
A pergunta colocada foi: Se as eleições fossem hoje (19 de Out. 2008) em que partido ou coligação de partidos o sr/sra. Votaria?
Nesta questão para a Assembleia Municipal da Beira os dados brutos foram os seguintes: de um total de 2.000 inquiridos (100%), 1.279 preferiram RENAMO (63,95%), 245 FRELIMO (12,25%), 8 PDD (0,4%), 127 votariam em branco (6,35%) e 341 não sabe/não responde.
Assembleia / Dados corrigidos
Tomando apenas como base aqueles que expressaram o seu sentido de voto, incluindo os que afirmaram votar em branco (total: 1.659), a Renamo teria 77,09% (1.279), a Frelimo 14,76% (245), o PDD 0,48% (8) e votariam em branco 7,65% (127 inquiridos) – Percentagens verticais.
Corrigidos os dados, mas não incluindo os que votariam em branco, a Renamo (1.279) venceria com 83,48%, a Frelimo ficaria em segundo com 15,99% (245) e o PDD com 0,52% (8) – percentagens verticais.
Eleição para Presidente do Município
Já para a eleição do edil, entre Daviz Simango, Louenço Ferreira Bulha e Manuel Pereira, sem incluir António Romão, do PDD, e sem incluir o quinto candidato que é totalmente desconhecido e ninguém foi capaz de nos dizer quem é, os dados brutos (2.000) do inquérito foram: Daviz Simango (1.090 ou seja 54,5%); Lourenço Ferreira Bulha (227 i.e. 11,35%); Manuel Pereira (129 i.e. 6,45%); teriam votado em branco 132 i.e 6,6% e não responderam ou disseram não saber em quem votar 422 inquiridos (21,1%).
Tirando estes últimos e mantendo apenas os votos em branco (132 / 8,36%) o total de inquéritos considerado seria 1.578 e Daviz Simango venceria com 69,07% (1.090), em 2.º teria ficado Lourenço Bulha (227 / 14,38%), em 3.º Manuel Pereira (129 / 8,17%).
Já sem os votos brancos o total de inquéritos validados seria (1.446) e Simango (1.090) ganhava com 75,38%; Bulha (227) ficava em 2.º com 15,69% e Manuel Pereira (129) com 8,92%.
Ficha Técnica e Universo
A ficha técnica da sondagem diz que o “universo” deste estudo foi constituído por indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos, residentes na cidade da Beira e recenseados para o exercício do voto.
Amostra
A amostra foi constituída por duas mil (2.000) unidades estatísticas distribuídas por novecentos (900) de pessoas do sexo masculino e mil e cem (1.100) do sexo feminino. Mil e duzentos (1.200) do espectro de 2.000 inquéritos tinham idades compreendidas entre 18 e 34 anos e os restantes oitocentos (800) de 35 anos para cima.
A selecção das unidades estatísticas inseridas na amostra foi feita aleatoriamente inquirindo apenas os eleitores (potenciais) cujo critério foi ter cartão de eleitor. A selecção dos entrevistados foi feita através do método de quotas tendo em consideração as seguintes variáveis: sexo e idade do(a) entrevistado(a).
Recolha de informação
A recolha de informação foi efectuada através do método da entrevista directa (face a face) e foi utilizado um questionário estruturado contendo perguntas semi-abertas.
A recolha de informação decorreu no dia 19 de Outubro, domingo último, e foi realizada por vinte (20) inquiridores (entrevistadores), formados para a condução deste tipo de inquéritos.
Para além dos entrevistadores, participaram na condução deste tipo de estudo cinco (5) supervisores com larga experiência.
Zonas de concentração de potenciais eleitores como principais paragens de machimbombos (autocarros) e de transportes semi-colectivos vulgarmente conhecidos por Chapas-100, e ainda mercados e outros estabelecimentos constituíram os pontos de entrevistas.
Tratamento e Resultados
Após a recolha de informação todos os questionários foram analisados, validados e introduzidos no sistema informático SPSS (Social Package for Social Science – Program Estatístico para Estudos Sociais) após a sua codificação. Uma equipa técnica foi formada e treinada para o efeito.
Erro de amostragem
Com um intervalo de confiança de noventa e cinco por cento (95%) (Probabilidade = 50%), o erro de amostragem é de mais ou menos 2,19%. Dois vírgula dezanove porcento é a percentagem das 2.000 pessoas inquiridas que se fossem de novo auscultadas dariam na segunda vez respostas diferentes da primeira vez que foram ouvidas.
Percepção e voto
João Pereira, politólogo de reconhecida idoneidade disse ao Canal de Moçambique / Semanário Zambeze que esta sondagem merece crédito mas alertou para que se tenha em consideração que “uma coisa é percepção, outra é voto”.
Aquele especialista tomou conhecimento dos métodos e principais resultados da “sondagem” eleitoral sobre partidos políticos e candidatos às eleições autárquicas para a Assembleia da Beira e edil da mesma cidade, respectivamente. Recomendou que se tenha o estudo como uma “percepção” e não propriamente uma “sondagem”. Comentou ainda que é conveniente ter-se em conta que pode-se dar o caso das pessoas inquiridas no dia das eleições não irem votar; pode ser que elas pensem entretanto que já não vale a pena irem votar porque o que desejavam já está conseguido; pode ser que desistam de votar no dia das eleições por se cansarem de esperar e desesperarem com os contratempos e a lentidão dos procedimentos eleitorais que eventualmente venham a ser provocados ou apenas a acontecer, etc…
João Pereira encontrava-se na Beira quando foi abordado pela nossa reportagem. Apreciou o material e insistiu que se deve apenas considerar o trabalho como um estudo de percepção e não de uma sondagem propriamente dita. Opinou que o estudo carece de referências mais pormenorizadas sobre os postos administrativos em que residem os inquiridos. Mas concordou que de uma forma geral o estudo é válido.
(Fernando Veloso)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Onde estão as provas , senhor Mbararamo?*

...Dado ao interesse que o assunto das clivagens dentro da Renamo está a suscitar, passo com a devida vénia o texto de Francisco Esteves para o Canal de Moçambique publicado hoje.
“Mais uma vez sem apresentar provas documentais
Delegado da Renamo em Sofala volta a acusar Daviz Simango
Beira (Canal de Moçambique) - O delegado provincial da Renamo em Sofala acusou ontem o Edil da Beira, Daviz Simango, de “ilegalidades graves, tais como admissão de trabalhadores sem concurso público, pagamento de salários sem visto de Tribunal Administrativo, pagamento de trabalhadores fantasmas”, factos que alegou serem “puníveis nos termos dos artigos 30 e 98 da Lei 2/97, de 18 de Fevereiro”.
Fernando Mbararamo [foto inserta] referiu-se a tudo isso como sendo as principais causas que levaram a Renamo em Sofala a afastar o engenheiro Daviz Simango da possibilidade de suceder a si próprio como candidato oficial do partido à presidência do Município da Beira nas eleições previstas para 19 de Novembro próximo.
Daviz Simango acabaria por avançar com massivo apoio das bases e já foi oficialmente confirmado pela CNE como candidato independente.
Segundo o conferencista Fernando Mbararano, caso se comprove o cometimento deste crime público por parte da edilidade, o Conselho de Ministros pode dissolver os órgãos autárquicos, o que segundo o delegado provincial da Renamo poderia conduzir ao risco da Renamo concorrer sem qualquer candidato, daí que, segundo Fernando Mbaramo, tenham preferido escolher Manuel Pereira.
Sobre os factos da ilegalidade, o delegado da perdiz em Sofala diz que o seu partido “já tinha chamado à atenção de Daviz Simango, mas ele fez ouvidos de mercador”.
Esta não foi a primeira vez que a Renamo falou do assunto a jornalistas, mas mais uma vez esta quarta-feira, agora em conferência de imprensa, Fernando Mbararano não apresentou provas das acusações que fez contra Daviz Simango.
O nepotismo, descriminação e dualidade de critério no atendimento publico, governo não participativo e fechado, interferência e usurpação de poderes político-partidários, são outras acusações proferidas por Fernando Mbararamo contra o popular Edil que continua a ter atrás de si uma onda de beirenses mais interessados nos resultados práticos da governação de Daviz Simango do que em acusações não documentadas e fora de tempo próprio para quem tinha de facto tais preocupações.
Ainda segundo Mbaramo, Simango chegou a criar “falta de coesão no partido ao alimentar pessoas não autorizadas a exercerem poderes e autoridade”.
Daviz Simango foi também ontem acusado pelo delegado político da Renamo em Sofala de ter feito falsas promessas eleitorais que “ultrapassam o previsto manifesto eleitoral do partido, como por exemplo tratar BI para a população indocumentada da Beira, isenção de taxas às igrejas para aquisição do DUAT (Direito ao Uso e Aproveitamento de Terra)”, atitudes essas que segundo Mbararamo “separam de forma muito larga os apoiantes, tendo em conta as subsequentes eleições”.
As bases da Renamo continuam, entretanto, a apoiar a candidatura de Daviz Simango à sua sucessão, desvalorizando abertamente o discurso oficial do partido.
Enquanto isso dizer que Manuel Pereira, o candidato oficial a Edil da Beira pela Renamo ainda não se apresentou ao eleitorado e nem tem estado na Beira. É deputado pela Renamo à Assembleia da República. Esteve ontem na sessão de perguntas ao Governo. (Francisco Esteves)”
*Meu título/e destaques a cor

Uso das forças policiais secretas pela Frelimo na Beira

…para deter o avanço de tendência de voto favorável ao candidato Daviz Simango [na foto] no quadro das autárticas que estão à porta.
Noticia hoje o Canal de Moçambique que o “candidato pelo partido Frelimo à presidência do Município da Beira, Lourenço Bulha, já está a ser acusado de ter começado a lançar uma onda de intimidação contra os munícipes que tentam resistir aos seus apelos de voto nele e no seu partido nas eleições autárquicas marcadas para o próximo dia 19 de Novembro”. O busilis da questão reside no facto de “Bulha numa clara violação da Lei Eleitoral por estar a apelar ao voto de si mesmo antes do início da campanha eleitoral marcado para o dia 4 de Novembro, tem usado agentes da PRM à paisana em diferentes zonas da Cidade da Beira que chegam a conduzir à Esquadra cidadãos que se manifestem contra a sua candidatura à presidência do Município da Beira.” Dados em poder daquele diário indicam que “um jovem que chegou a ser recolhido a 5ª Esquadra da Cidade da Beira por ter-se distanciado dos apelos ao voto que a comitiva liderada por Lourenço Bulha lançara no Mercado do Maquinino. O referido jovem, que identificou-se com o nome de Nelson Sibanda, revelou-nos que chegou a ser detido na cela daquela esquadra “durante cerca de 1 hora e 40 minutos” depois de ter respondido a um dos acompanhantes do candidato da Frelimo que em visita àquele local, que não tinha nada a ver com aquela visita ao mercado.” O jovem ajuntou que “eu estava fora do mercado a comprar um bolo. Quando vi o grupo que estava ali, aproximei-me e alguém disse-me: que o senhor não se esquece que aqui onde estamos parados é para votar em nós. Respondi: não voto em vocês porque também não me esqueço que onde ando e durmo Daviz é que é o meu pai. Dali ficou o problema comigo”, desabafou Nelson Sibanda. Este assunto que está ameaçar a estabilidade politico-democrática no país é desenvolvido na peça de Zaqueu Ndawina na Beira.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Quantas vezes se esclarece o esclarecido no ‘caso Simango’?

…Afinal Fernando Mbararano diz ter novidades senão aquelas decididas em Quelimane durante o Conselho Nacional da Renamo.
Não li com a devida profundidade os poemas merituosos do ‘colousso’ da Frelimo, Jorge Robelo. Confesso que não sou da Frelimo, mas admiro muito e com muito orgulho me cinjo as passagens dos seus versos:
........
“É preciso que a pureza e a justiça
[também] estejam dentro de nós”.
........
Versos, que face a humildade de Robelo, muitas vezes, não se fazeram acompanhar da sua assinatura, porque a assinatura era/continua a ser a Frelimo. Pensando nisto tudo, e em face ao que o Coronel Mbararano pretende hoje fazer/divulgar sobre Daviz Simango [na foto] é uma tentiva vã de escamotear à olhos vistos essa justiça e justeza do processo das eleições na Beira.
“A esmagadora maioria dos membros e simpatizantes deste partido na Beira consideraram-se traídos” , segundo o Canal de Moçambique. O que está acontecer agora na Beira é de que, conforme ainda aquela fonte, “as bases da Renamo decidiram continuar a apostar nele [Daviz Simango] como candidato independente e desde então está em curso na Beira um inédito movimento de munícipes, que agora não engloba apenas os membros da Renamo mas toda uma série de outros munícipes, alguns até que dizem que vão votar nestas eleições autárquicas pela primeira vez como forma até de apoiarem o reforço de boas práticas de democracia.” Quero que as palavras digam por si sós o que se passa, pedindo o leitor para que leia antentamente a peça de [a seguir]  Francisco Esteves.
Foto Noticias

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Renamo-Renovada teme violência na Beira (2)



…Ilações importantes a tirar


Prossigo a série. Vemos na verdade que os acontecimentos das últimas semanas dão para tirar três ilações importantes:
Um, referente as razões que ditaram a que os problemas internos na Renamo resvalem a ponto negativo a que se situam. De facto, são óbvias tais razões que ninguém pode ignorar que tem a ver com o status quo que foi abalado depois que as verdadeiras bases se aperceberam que alguém fugia, com o poder da ditadura do voto que pertence ao eleitorado e só a ale incumbe votar para quem vai dirigir os seus destinos.


Segundo, o modus operadus da direcção central da Renamo levanta preocupações legitimas quer entre os membros e simpatizantes, como da sociedade em geral. Todo mundo ficou em suspence depois que esta organização política enveredou pelos mesmos métodos e caminhos trilhados pela Frente de Libertação, que nós todos sabemos que não teêm nada de democrático. É só olhar como o o Dr. Comiche foi cuspido sob a bandeira dos Estatutos e da disciplina partidária. Não diria que este edil seguisse o exemplo do Eng Simango, candidatando-se como independente, mas o facto de não deixar que as verdadeiras bases tenham um palavra a dizer, estragou o tal ‘momento de festa’ que Edson Macuacua nos habituou quando chegam estas alturas das eleições. Tal comportamento deveras pernicioso da direcção actual da Renamo criou o barulho que estamos a ouvir da Beira. Um barulho de que nos devia ser poupado se a sobriedade estivesse ao serviço de quem dirige. O dirigente que dirige na base de ‘fofocas’, calunias, e mentiras não vai longe. Aliás é do dominio o adágio de que a mentira tem pernas curtas. Ela não dura!


O último ponto que queria por como um dos meus temores se refere ao aproveitamento desta situaçåo toda pela força política contrária; neste caso a Frelimo. A Renamo que não se dê ao luxo de dizer que a Beira é sua com estas pronunciadas contradições no seu seio, porque tudo indica que, enquanto as razões de me referi acima não forem atacadas com a frieza necessária, a vitória da Frelimo, a menos que o gato preto afaste os demónios, estará garantida. Veja na próxima postagem as minhas conclusões/propostas para se sair do lodo em que a Renamo se meteu.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Azagaia e Simango em apoteose na Beira


...Com mensagens, sonhos, luz e cor


Carta de Azagaia e seu contributo no showmicio de Davis Simango, candidato independente para edil da Beira, podem ser vistos apartir deste blog nos elos acima.
..."Se o povo está do lado de Daviz Simango eu também estou e quero aproveitar esta oportunidade para saudar a sua coragem em candidatar-se apenas com o apoio deste povo que é todos os dias vítima destes partidos políticos. Pela sua dedicação, competência, seriedade e compromisso o povo da Beira está com Daviz e eu também estou e acreditem, se Comiche tivesse se candidatado como independente e pelo povo, eu também estaria com ele." (Extracto da Carta de Azagaia)
A carta e imagens foram retiradas com a devida venia do blog oficina de sociologia. Obrigado professor Serra.


Dhlakama deve ter cuspido Daviz Simango

...por lhe ter desobedecido.
Conforme a imprensa de hoje, Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, "dando juz ao seu atribuido cognome de coveiro da democracia, acaba de ordenar a expulsão do actual edil da cidade da Beira, Daviz Simango, das fileiras da Renamo, o maior partido da oposição no País. Dhlakama acusa Simango de ter colocado achas na fogueira para que a revolta das bases do partido tenha se concretizado o que desaguou na candidatura independente do ainda presidente do Conselho Municipal do Chiveve."
"Fontes internas da Renamo acrescentaram ainda que Afonso Dhlakama considera Daviz Simango um traidor da Renamo, pois com a sua suposta rebeldia pode acabar com a hegemonia da “perdiz” em Sofala, facto que levou com que esta província do centro do País fosse considerado como seu bastião.As mesmas fontes adiantaram que a expulsão efectiva de Daviz Simango da Renamo será oficializada em Quelimane, numa reunião do Conselho Nacional do partido, a decorrer entre os dias 19 e 20 do corrente mês."
Milaco despachado para Beira para conter ganhos de Simango
A imprensa refere ainda que "Afonso Dhlakama mandou para Beira uma equipa chefiada por Armindo Milaco, chefe do departamento central da mobilização da Renamo, para dar a sua cartada política, de modo a inverter o cenário infeliz que é vivido por Manuel Pereira, candidato oficial da “perdiz” às eleições autárquicas de Novembro à porta.E Milaco já está a trabalhar no Chiveve e conta com o apoio do tristemente famoso, Fernando Mbararano, delegado provincial da Renamo em Sofala, e outros que estiveram na dianteira quando desferiram o golpe fatal a Simango.Armindo Milaco, conhecido pelas suas estratégias aquando do bulício da pacata Mocimboa da Praia, reconhece que a situação não é nada favorável a Pereira e acusa Simango de ter se candidatado como independente só para causar povorosa na Renamo."
Expulsão de Daviz Simango foi confirmada por Ossufo Momad
Segundo indica a imprensa, "Ossufo Momad, Secretário Geral da Renamo, embora cauteloso, assegurou que Daviz Simango é uma carta fora de baralho na Renamo. Aliás, ele acusa o actual edil da Beira de ter alimentado o seu próprio suicídio, a partir da altura em que se declarou como candidato independente. “Daviz Simango já não é do nosso partido. E em breve vamos oficializar a sua expulsão da Renamo”, disse Momad, para quem Daviz Simango violou os estatutos da Renamo ao “rebelar-se” contra esta formação política que tem Dhlakama como seu líder.
Simango mantem o "status quo"
A imprensa ouviu de seguida Daviz Simango que "diz que continua na Renamo. Daviz Simango refuta a sua expulsão da Renamo e esclarece que ainda continua com as suas quotas em dia no partido. “Se me querem expulsar da Renamo, milhares de apoiantes meus terão o mesmo destino, atendendo que a minha candidatura como independente surgiu das bases deste partido”, esclareceu ele. Daviz Simango foi mais longe ao afirmar que a sua candidatura como independente reflecte a vontade das bases da Renamo e em momento algum manifestou derrubar a quem quer que seja no partido. Simango falou ainda da exoneração dos vereadores Fernando Mbararano, da Construção e Infraestruturas , Faque Ferraria Inácio, da Protecção Civil e Sistemas de Transportes, e Manuel Bissopo, do Plano e Finanças, bem como do director de Feiras e Mercado, Arnaldo Tivane, e diz que foi por causa de traição. Simango, contudo, está confiante na vitória nas próximas eleições e garante que “a Frelimo jamais voltará a governar a cidade da Beira. "

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Perca de confiança: Mbararano, Inácio e Bissopo exonerados do CM da Beira

...Por Daviz Simango que marcou um encontro de apresentação da sua candidatura como independente com a população da Munhava no sábado, abaixo de uma forte campanha de intimidação da ala Pereira.
Depois das ‘fifias’ protagonizadas por Fernando João Mbararano, ex-vereador de Construção e Urbanização, Faque Ferraria Inácio, ex-vereador para Área da Protecção Civil e Sistemas de Transportes e Manuel Zeca Bissopo, ex-vereador do Plano e Finanças, que são igualmente homens de confiança do líder da Renamo, Afonso Dlhakama, Daviz Simango acaba de os exonerar. Isto acontece quando Simango programou um encontro de apresentação com o eleitorado na Munhava no próximo sábado.
Entretanto, pairam notícias que o grupo encabeçado por Manuel Pereira está encetar uma grande campanha de perseguição dos possíveis apoiantes de Simango. Veja mais sobre o assunto no Canal de Moçambique.

PS: Esta noticia esta sendo destacada em blocos noticiosos da RTP-Africa de hoje (11/09/2008).

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Vim, ó gente, “para salvar a Beira”

..."por força maior"- disse Daviz Simango!
O Canal de Moçambique, de hoje, reporta que o actual edil da Beira, Daviz Mbepo Simango disse ter aceite candidatar-se como independente à presidência do Município da Beira “por força maior” e num esforço “para salvar a Beira”. Em cerimónia pública de apresentação da sua candidatura independente, Daviz Simango crititou severamente “os ambiciosos, pessoas gananciosas e de má-fé, enganaram o nosso querido presidente Dhlakama [que humildade e respeito, apesar das adversidades, Simango!?]”. Aquele edil disse ainda que “Vocês conseguiram, e estão aqui para dizer ao presidente que vamos avançar com Daviz Simango”, o que terá gerado muita alegria e jubilo entre os populares. Para aquele dirigente municipal “não somos comprados e nem vendemos o partido. O partido custou vidas humanas e estas vidas esperam de nós a continuidade da vitória. O importante é que estejamos unidos com o partido”. Descarregue e leia o texto completo daqui.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Confirmada candidatura de Simango


...ante a histeria de o demover do processo politico.

Conforme tinha sido especulado recentemente, Davis Simango, o preterido edil da Renamo, acaba de responder as reais bases da "Perdiz", ao se confirmar [esta tarde] que se vai candidatar para um novo mandato.


O que se pode dizer e quais as implicações imediatas desta decisão? Para já, o que pode dizer, se é verdade que ele vai se candidatar, só o facto dele ter dito que aceita ser candidato independente, pode ter "capturado" o miolo do terreno na Renamo, e por via disso, a iniciativa política dentro da organização onde é membro. Se a reação de Afonso Dlhakama for a mesma que usou contra o deu directo colaborador, Raúl Domingos, de o afastar da Renamo, ele deve ter presente que Davis é uma entidade diferente, mais intelectualmente capaitalizada e com uma grande humildade que é muito apreciada entre os militantes e membros, bem assim fora do partido. Como tal, a maior parte deste vão seguí-lo mesmo fora do partido, admitindo que seja expulso.


Esta informação, só para recordar foi esta tarde dada pela RDP, segundo um sms que recebi dum amigo que dá por certa a candidatura de Davis Simango.


Voltarei ao assunto em breve.

PRM impede jornada de apoio a Simango na Beira


...sob pano de fundo de que viola a lei(?)


"Numa altura em que crescem as vozes de militantes e simpatizantes da Renamo, bem como de outros munícipes apartidários, apoiando a candidatura independente de Daviz Simango à sua própria sucessão na presidência do Município da Beira, a Polícia da República de Moçambique em Sofala proibiu a manifestação pró-Simango que estava agendada para ontem na Cidade da Beira. Com efeito, o chamado bastião da Renamo, o populoso bairro da Munhava esteve logo às primeiras horas da manhã de ontem sitiado pela Polícia da República de Moçambique, depois do Comando da PRM em Sofala ter proibido a manifestação de apoio à candidatura independente do actual edil, engenheiro Daviz Simango. Desde terça-feira que as “bases” de apoiantes do actual edil da Beira encontravam-se preparadas e concentradas na sede da Renamo na Cidade da Beira, para levar a cabo uma mega-manifestação de apoio a candidatura de Simango, depois deste ter sido preterido pela direcção central do seu partido, a Renamo, a favor do deputado à Assembleia da República Manuel Pereira, na candidatura à presidência daquele município. A referida manifestação, de acordo com uma carta em que o próprio presidente do Conselho Municipal da Beira a autorizava, na qualidade de quem legalmente tem competência para o fazer, carta essa cuja cópia está na posse do «Canal de Moçambique», deveria percorrer as principais artérias da Cidade, passando pela Praça do Município e haveria de desaguar na Sede Provincial da Renamo, no Bairro da Ponta-Gêa, onde se presume que os manifestantes haveriam de exigir também a demissão do actual delegado politico da Renamo em Sofala, Fernando Mbararano. A projectada manifestação não chegou a realizar-se. A “Comissão da Manifestação” foi informada formalmente através de uma carta-resposta emitida ao fim da tarde de terça-feira pelo Comando Provincial da PRM em Sofala, que a mesma era ilegal e por conseguinte não devia ter lugar." Leia mais aqui. Foto Noticias/referente aos protestos contra o afastamento de Simango

sábado, 30 de agosto de 2008

Minhas inquietações e devaneios sobre o candidato Manuel Pereira da Renamo para as municipais da Beira


Busílis do problema

Impõe-se-nos traçar aqui dois momentos, em que, nesta marcha de partidos às próximas eleições locais e geral, se enquadram. Primeiro, o adiamento sucessivo pelo presidente da República, AEG, dos pleitos no ano passado e nos meados do início do ano. A justificação dos adiamentos e, por aquela via, a discricionária executiva posição do chefe do estado foi o respeito das festas dos religiosos, neste caso os que professam o islão. Isto por um lado. E, por outro, veio à mente lhe veio a justificação de financiamento e deficit do número de recenseados até então.

Impõe-se-nos, ainda, ter presente que o chefe de estado não se referiu, em momento algum, sobre a necessidade de um lapso de tempo para ‘reorganizar a máquina’ dos partidos para, democraticamente, apurar aqueles que iriam ser os candidatos aos pleitos eleitorais que se avizinham. Para dizer que, a preparação dos partidos, para as eleições ficou implícito naquelas decisões transcorridas. O que quer dizer ainda que, se as eleições tivessem tido lugar nos períodos previstos, nem a Frelimo, nem a Renamo, nem ainda outros partidos estariam preparados para concorrer. Daí a esta parte é que, de facto, começamos a ver um movimento mais acutilante e desusado deste e daquele partido, mas sem que pudéssemos discernir o que os partidos estão tangivelmente a fazer, na direcção de eleições livres e transparentes, quer na selecção dos candidatos, quer nas próprias eleições locais e gerais.

Houve “eleição”, “Selecção” “endossamento” e/ou “indicação” interna de candidato Manuel Pereira (na foto)? – (Etiquetas múltiplas que se auto-excluem para um mesmo problema)

Convinha, à jeito de contextualização, centrarmo-nos naquilo que se passou nos aposentos da Renamo, uma vez já termos tecido referências à Frelimo e seus candidatos algures recentemente. Afigura-se-nos imperativo reiterar, aqui e a bom som, que aquilo se nos deixou testemunhar o resultado das pseudo-eleições das lides e entranhas do “Partidão” perfaz uma quimera, da qual não se pode embandeirar em arco. Falar de democracia, na atinente acepção que encerra o verbo, e fazer democracia sui generis, sem nuance draconianas, não foi palavra de ordem. Operou-se à ilharga do básico que uma democracia deve comportar. Para nós, é repugnante contemplar o espaço que cremos democrático, como uma simples miragem!


Que factores precipitam a aparente crise na Beira?

Desemboquemos então naquilo que é o objecto deste artigo, questionando o seguinte.

· O que se passou nas confluências interiores e baixas do maior partido da Oposição que levou a eleições/indicações internas dos candidatos as eleições municipais?
· Será esta a maneira mais sábia, transparente e democrática de apurar os concorrentes do partido?
· Qual é o papel dos líder do partido neste processo de eleições, de escolher, indicar, ou endossar os candidatos?
· Quem são as “bases do partido Renamo” de que o senhor Manuel Pereira, e que queriam a sua candidatura?

Não vou propositadamente me lançar na procura de respostas das perguntas acima, mas há aspectos que merecem um reparo de modo como os processos de eleições são dinamizados nos partidos. A partir do momento que um partido é registado como devendo operar legalmente neste país, tem obrigações superiores de abrir as portas, ao público membro e não membro, para o que se está a cozinhar nele. Chamo a atenção, para o facto de, não me estar a referir de tácticas e estratégias de ganhar as eleições, que para mim é segredo da vitória. Não obstante a isso, quando se cria uma vitrina opaca entre os eleitores e as direcções do partido, quanto aos processos de eleição e outros, tal não é democrático, pois se configura numa obscenidade sem paralelo, e como tal, indescritível. Por baixo desse processo rocambolesco não há nada! O que existe, se não estou errado, são as chamadas “bases políticas”. As tais “bases políticas” de facto, não existem. O que existe é um ‘exército’ de pessoas que se acha no direito de fazer a vez do eleitor no momento sagrado do depositado do voto. São as tais “bases políticas” da Frelimo e de certo modo da Renamo.

Na ausência de um processo transparente, democrático e credível, o país parou para ouvir que o melhor entre os melhores edis do país, Eng. Davis Simango, fora posto fora da corrida as eleições na última quinta-feira. O que se alega é o facto do jovem engenheiro não ser da Renamo (?) e que as ditas “bases políticas” apostarem na figura do deputado Manuel Pereira. Ao que percebemos, não houve eleição interna nenhuma. Manuel Pereira foi seleccionado em detrimento do Simango. O que custa é, de facto, perceber sobre quem de facto selecciona quem, para um cargo, tão púbico, que é o de edil de uma cidade, como a Beira, onde vivem milhares de cidadãos. É o líder da Renamo? É a comissão política, que há muito não se reúne? É a conferência nacional, que faz tempo que se reuniu? Que selecciona quem na Renamo, para edil?

Confrontemo-nos com a realidade! Davis Simango já não é pela “Perdiz” o candidato par'o bem cobiçado cargo de edil da Beira. Com Simango jaz um rio de amarguras. Com Simango sofrem os eleitores beirenses. Com Simango há também uma experiência e uma esperança. Foi um líder que mostrou suas qualidades, honestidade e humildade. Davis Simango cumpriu com o seu manifesto eleitoral (RM, 30/08/08), ficando assim 'com eira e com Beira', muito acima daquilo que foi antes. Simango declinou, no entanto, confirmar seu afastamento da corrida a edil da Beira, respondendo às perguntas da RM-Jornal. Mostrou-se, contudo, "satisfeito" pelo seu mandato, e que sai “feliz por ter contribuído para a sua Beira e os beirenses”, como o citei ipsis verbis.

O que resta à Davis Simango? (assumpções hipotéticas)

Se querer ser o apóstolo da desgraça, é necessário equacionar o futuro de Davis Simango, pese embora ele próprio não o faça para descartar especulações e exageros. Para mim quatro cenários se desenham no horizonte:

O primeiro pretende-se com um acatamento da dita disciplina partidária e deixar que as coisas rolem à bel prazer de um factor exógeno a influenciar seu silêncio e, espere outras oportunidades que o partido Renamo lhe oferecer;

A acção oposta ao que mencionei acima, pode ser aquela de um Simango inconformado, disposto e espevitado no âmago crise da qual repousam respostas, como uma candidatura independente ao município do Chiveve; já que a lei lhe assiste nesta matéria;

Não parece que Simango, jovem que é, contemple por ora uma reforma da vida política activa. Pode ser que, se a razão imperar no seio da Renamo e pelos créditos de ter sido o melhor edil, o mesmo possa seja chamado a liderança da Renamo, para os desafios eleitorais vindouros que vão, de certeza, requerer pujança e vibração política. Ele pode ser, enfim, a requerida pedra-de-toque incontornável.

Expostos que são estes cenários, subsiste a questão de quanto é avanço democrático no seio da Renamo, para permitir que haja uma saída airosa desta aparente crise. Senão de nada vale todo o esforço de todos quantos sacrificaram suas vidas, para ver “tal democracia que não seja apenas de África, tão-somente da Europa”, vingar e prevaleçer em Moçambique. Ma nada.
Foto Noticias

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Parabens Beira pelos 101 anos

...Edil Simango visita hospitais.

"A cidade da Beira completa hoje 101 anos da elevação a esta categoria (hoje quarta-feira). A capital provincial de Sofala está engalanada e várias actividades de índole cultural e desportivo estão previstas para hoje, bem como os habituais discursos comemorativos da efeméride.

Ainda ontem, os mercados formal e informal registaram um movimento desusado de populares que procuravam fazer as suas compras para passar da melhor maneira o dia 20 de Agosto. Para além disso, as discotecas e/ou casas de pasto procuraram, cada uma à sua maneira, promover eventos que possam dar outro alento à festa, que marca, igualmente, a passagem do 41º aniversário da Casa Provincial de Cultura de Sofala. Entretanto, o presidente do Conselho Municipal, Daviz Simango, visitou ainda ontem o Hospital Central da Beira, com o objectivo de manifestar a sua solidariedade para com os enfermos ali internados. Fonte Noticias

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Secretário Geral da Frelimo, Filipe Paúnde, manda encarcerar um jovem via telefónica na Beira


- Fofoca ou verdade ou são 'mentiras duma verdade'?

Circulam rumores de que o detentor do segundo posto mais alto na estrutura da Frelimo, preferiu chamar a si à lei e instruiu ‘seu pessoal’ lá na Beira para fazerem uma detenção de um jovem que, no seu entender, é prevericador dentro da sua família.

O mesmo assunto é refência no Magazine Independente, com informação segundo a qual o sr. F. Paúnde mandou prender um jovem de 19 anos de idade que lutou com o empregado do filho na Beira em Sofala. Tê-lo-á, então, mandado prender, instruindo os supostos agentes [acredite-se que sejam policiais] por via telefónica.

Esta notícia ainda não foi confirmada fontes independentes, nem negada pela vitima, nem inda pelo próprio Paúnde. Paúde prometeu a relativamente pouco tempo reaver os Municipios todos que estão sob governação da Renamo e ameçou o edil da Beira de processamento judicial no tocante à proibição da colocação de bandeiras em qualquer sítio e à questão do momunumento em memória do primeiro presidente da Resistência Nacional de Moçambique, André Machangaisse, ora falecido em 1979.

Do seu currículo, Paúnde já em tempos foi primeiro secretário do partido Frelimo na Beira quando tudo rolou a favor da Renamo, na Assembleia e na Presidencia do Municipio, antes de ser designado para Governador de nampula e depois para o cargo em que está presentemente de SG nacional. Tenho vindo a fazer referencia desta figura de proa da Frelimo. Confira aqui.

Nota: Quanta autoridade para um so' homem!?

sábado, 23 de fevereiro de 2008

"Vou recandidatar-me", diz Daviz Simango


- Santo da casa quer voltar a fazer milagres

Por Eurico Dança, na Beira

Os profetas dizem que está ali o futuro da Renamo para os lados de Chiveve e não só. Esta semana em entrevista exclusiva ao SAVANA, Daviz Simango, um dos filhos do antigo líder histórico da Frente de Libertação de Moçambique, morto com requintes de malvadez pelos seus pares, confirmou o que já se vaticinava nos principais círculos políticos e em animadas conversas de cafés: vai candidatar-se a mais um mandato a presidente da Câmara Municipal da Beira. Pelo caminho, negou que seja um líder na forja para a futura liderança da Renamo, em substituição do autocrático Afonso Dhlakama e atribuiu tais “especulações” a alguns “oportunistas” que desejam distraí-lo a ele e ao actual líder da perdiz. Daviz Simango, não obstante gostar de aparentar um recorte tecnocrático, não foge aos vaticínios de altos voos nas políticas nacionais do país. Quando se fala em mudança na RENAMO, muitos pensam em Daviz Simango, para alterar o estilo autocrático de Afonso Dhlakama e imprimir modernidade no partido que actualmente tem sob sua gestão cinco municípios.Na entrevista com o SAVANA, Simango evitou fazer conjecturas de grande política, preferindo ir mais para um discurso mais humilde. “Não existem alas dentro da Renamo, no sentido de eu ser o líder do partido. Digo isso porque eu sou membro daquele partido e participo em vários encontros possíveis. Portanto, internamente não se fala desse assunto senão da continuidade de Afonso Dhlakama como presidente do partido. E também a sua recandidatura às eleições presidenciais de 2009”. Confira o artigo completo aqui.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Beira: Retirada de bandeiras vai continuar


“É uma brincadeira de mau gosto dizerem que o Ministro Chomera anulou a decisão do Município”

Num aviso a navegação o edil da Beira “Daviz Simango sustenta que não é função do Ministro ordenar o Presidente do Conselho Municipal, e afirma que a edilidade vai prosseguir a sua campanha de retirada de bandeiras de partidos políticos colocadas em locais impróprios, e ainda chama atenção a Frelimo para começar a compreender que aqui há regras de jogo que tem de ser respeitadas.”
Mais desenvolvimentos da história completa aqui.

Angola24Horas

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