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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Se o Governo diz que acabar com analfabetismo é miragem, passou seu certificado de incompetência.


Quando um dirigente vem ao público capitular que não consegue dar marcha ao programa considerado central de governação, então não restam mais dúvidas aos demais moçambicanos que estamos perante alguém que assumiu e passou-se uma certificado de incompetência. Estranhamente, foi algo que Samora e sua esposa (na foto) juraram dedicar suas energias. E vejam: muito jovens, nem Samora nem Grac,a Machel viraram a cara a este desafio. Este bem presente na agenda e com accoes muito pra'ticas.


Ainda bem que os ventos desfavoráveis à governação presente nos que leva a predizer que os moçambicanos já sonham com uma alternativa. Houve uma linha orientadora inicial para a educação de adultos que foi propositadamente deitada fora alegadamente porque os tempos mudaram. No seu lugar se trouxe a consultoria, com alfabetizaçao solidária à mistura e projectos de educação que viraram autenticas empresas. Exemplo disso é a Associacao Progresso. Diga-me lá se esta empresa não é resultado do desviu da direcção que se pretendiam inicialmente com a alfabetização e educação de adultos.

A alfabetização é uma tarefa de todos” – meus irmãos! Lembro-me ainda jovem já frequentava nas campanhas e sem dinheiro nenhum a me compensar pelo meu esforço em servir uma causa, e muita gente aprendeu. Já que a Governo da Frelimo, por mais que erre, por mais que seja apanhada na curva, nunca de demite, as coisas vão continuar como estão, o que vai ser muito mau.

Aqui vai o trecho do noticias (19/06/08) a este proprosito:

Acabar com o analfabetismo ainda é uma miragem


Na população adulta em Moçambique- Considera o Ministro da Educação e Cultura, Aires AliO Ministro da Educação e Cultura, Aires Bonifácio Ali, disse ontem em Maputo que apesar dos esforços e iniciativas desenvolvidas pelo Governo e parceiros na componente da educação, sobretudo de adultos, o País ainda está longe de atingir a erradicação do analfabetismo na população adulta, a principal meta para que cada mulher e homem moçambicano seja capaz de participar como cidadão consciente na construção do seu bem-estar social.Aires Ali falava à margem da sétima Reunião Nacional de Alfabetização e Educação de Adultos que decorre sob o lema, “Moçambique sem analfabetismo, rumo ao desenvolvimento”. O objectivo desta reunião é a monitoria e o apoio à implementação das políticas e estratégias de alfabetização e educação de adultos, através da avaliação do progresso realizado desde a última reunião, e providenciar meios para melhorar essa implementação.De acordo com Aires Ali, o seu pelouro vai redobrar esforços, optimizar os recursos disponíveis, continuar a mobilizar os que faltam, privilegiando as sinergias entre o Estado e a sociedade civil, ligados pelo ideal de que a “educação é tarefa de todos nós”.Aires Ali anotou que o encontro deverá reflectir com profundidade sobre os programas de alfabetização e educação de adultos e educação não-formal implementados e a serem implementados, sempre na perspectiva de que devem incidir na melhoria da qualidade de vida da população moçambicana.Neste momento, cerca de oito milhões de pessoas adultas moçambicanas não sabem ler, escrever, nem realizar cálculos básicos. Foto retirada da Oficina de Sociologia

sábado, 10 de novembro de 2007

Políticas inaptas impedem erradicação

- refere Liga dos Direitos Humanos
Volvidos 32 anos de Independência Nacional, 52% dos homens moçambicanos continuam a não saber ler, escrever e calcular em nenhuma língua das faladas no País. Entre 100 mulheres, mais de dois terços não sabem ler e escrever. Estes números são considerados pela LDH como desastrosos para se poder pensar em erradicação da pobreza “As políticas traçadas com vista à erradicação do analfabetismo em Moçambique têm-se mostrado inaptas pelo facto de não conseguirem acompanhar o crescimento da população. A população tem vindo a crescer exponencialmente, mas a construção de infra-estruturas tem caminhado lentamente” - Liga Moçambicana dos Direitos Humanos “
É preciso levar-se sempre em linha de conta que a questão da erradicação do analfabetismo em Moçambique atravessou momentos bons e amargos” - director de Alfabetização do MEC, Ernesto Muianga.
Esta historia vem contida num artigo do Canal de Mozambique de ontem que achei por bem colocar aqui para o conferir.

sábado, 1 de setembro de 2007

Neste Domingo quero reflectir sobre a alfabetização e educação de adultos

Não com estas linhas que vou esgotar o tema que quero por a atenção do leitor. Deste Domingo a pouco mais de sete dias, celebramos o dia Internacional da Alfabetização. Moçambique é dos países onde mais 60% da sua população não sabe ler e nem escrever, segundo dados da INE e mesmo das instituições das nações unidas.

Sabe-se que o analfabetismo bate-se sobre a população sobretudo na zona rural e, e' mais notório ainda constatar entre as populações do norte e centro. Mas a população do sul não fica atrás nesta estatística pouco encorajadora. Razão principal para esse fenómeno gira a volta da falta de escolas, professores e capacidade de absorver os quanto tantos precisam de educação neste pai's.

Logo após a independência, a alfabetização de adultos e jovens era uma tarefa obrigatória. Não sei porque com o mesmo Governo temos a mandar preferiu mudar de estratégia neste campo, desnecessariamente. Muitos de nós, nossos pais e mães beneficiaram e de que maneira desta política de massificar o ensino, sob o adágio “quem sabe, ensina o outro”.

Lembro-me que nos tempos do 8 de Março, a juventude foi chamada a participar activamente neste desafio, as empresas e companhias foram chamadas a contribuir com o seu tempo e outros recursos a campanha nacional. E deu frutos! Frutos que hoje se podem invejar se contarmos a quantidade e alguma qualidade do trabalho realizado. Foi dos melhores momentos para o país – disse um dia a escritora Lina Magaia.

Hoje fala-se da alfabetização, mas com um pé atrás. Não se percebe porque? A alfabetização já não sabe a prato do dia. As estratégias nacionais saem a conta gotas para o terreno. Está-se a espera de donativos para fazer a dita alfabetização solidária que cheira senão a fonte de consultorias intermináveis mas com pouco impacto nas populações com sede do saber.

Para mim, temos que deixar de ser mais funcionais primeiro, ou seja, a maneira como traçamos as nossas políticas e as implementamos, para depois sabermos avaliar o que já fizemos até aqui. Vai começar a ser feio ver gente que não domine o mínimo da sua própria língua; ou seja ler e escrever, e fazer de alguma aritmética.

Por isso, o dia 8 de Setembro deste ano devia ser para reflectir com a profundeza que se impõe fazer com tenacidade que manda ser urgente nesse fito elevar os níveis de gente literata em Moçambique, sem promessas vãs, por favor!


Dede Moquivalaka
Miradouro – Expresso do domingo

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