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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ainda sobre os 70 mil membros do MDM na Zambézia

- Questões (o)põem-se

Certamente que o número de membros inscritos pela MDM, se não for puramente teórico; ou seja, para entreter a opinião pública e tornar mais mediatico de que está, então temos muito pano para manga. Senão vejamos, este números avançados pelo sr. Margarido, delegado daquela formação na Zambézia não deixam de suscistar muita curiosidade e pontos para uma reflexão cuidada.
Se reflectindo sobre Moçambique é que todos os dias fazemos, donde é que as pesssoas que vão a esta organização política (MDM) tão nova vêem?
Admitindo a hipótese que são os ressentidos pelas lutas intestinais na Renamo, seriam estes 70 mil pessoas?
Não será que haja uma fasquia da população que, sendo militantes e membros da Frelimo ou outras formações tenham desembocado no MDM?
Se perguntar não ofende, não haverá gente que ficou indecisa nos pleitos anteriores (Leia-se nos boletins da AWEP sobre issso) que hoje se sentem mexidos pela nova dinâmica despoletado pelo MDM, aderindo ao projecto deste partido do Eng. Daviz Simango?
Não sei se teria respostas precisas. Vejo que uma grande proporção dos actuais membros e militantes do MDM foi da Renamo, mas é preciso admitir o caso existerem os moçambicanos que desilididos pelos ditâmes do partido no poder, decidiram experimentar novas coisas. E mais, os jovens e adultos de hoje já tem uma perpectiva, uma nova maneira de ver, que é de amor à pátria-mãe (não à partidos) que lhes trás o bem, que o ter aquilo de conseguem devem-no honestamente, lutar por Moçambique desenvolvido sem descriminação de todo o género de uns aos outros é sua tarefa primordial. Se calhar é aqui onde, os que viveram na apatia sem poder votar nos pleitos anteriores, encontram no MDM uma razão para dar o ar a sua graça. Daí o alento para tanto!
Há mais atinente à esta reflexão que se pode ler um notícia censurada que o meu amigo Reflectindo achou e me enviou a dias que muito lhe agradeço.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MDM: Perigos e possibilidades (5)(fim)

- “Possibilidades”

Terminando a série, o “vendavál” dirimido e esgrimido as estopinhas pela força anacrónica e malévola do poder do dia, traz-nos, na verdade porém, uma luz reluzente do fundo do túnel. Não preciso de descrever aqui o perfil de Daviz Simango (escusa-se a redundância) para se perceber quanta alternativa o jovem edil representa.


É, outrossim, um dado assente, reconheça-se, que Daviz Simango capturou o imaginário dos moçambicanos desavindos e desencorajados pelo curso do sistema e regime instalado na “Ponta vermelha”, pois andam ávidos por novos rumos e esperança do seu destino como nação.

Não menos verdade é o facto de o terreno central (center ground) onde as coisas acontecem deve estar em disputa. A Frelimo e Renamo (piamente) reconhecendo isto, se fazem ao terreiro para emendar o desconcerto. Veremos a reposição do “baile eleitoral” da Beira em escala maior?!

Nestes pleitos que se avizinham, o mais certo é que o MDM se avenha claramente com os seus parcos meios e, some a esses, a humildade pátria de que carregam nos corações, os seus membro e militantes. Pelo contrário, a Frelimo possui bens avonde, mais os do Estado, à-priori em vantagem! Por estas e outras razões, vai ser interessante seguir tal momento provir: que cremos que seja o provento duma de eleições isentas, justas e legítimas para Moçambique de Todos. Vença o melhor!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

«Adeus, até sempre!»

...de Maria Moreno, segunda vice-presidente da Assembleia da República
Amin Nordine (Vertical) cita o Dr. Maximo Dias, presidente da MONAMO que aventou recentemente a possibilidade de a senhora Maria Moreno [na foto] colocar a disposição o cargo que ocupa na AR.
Aparentemente, Moreno pode estar a deixar, em breve, a Renamo por razões ligadas aos recentes problemas que desemboram no afastamento de Daviz Simango como candidato à sua sucessão pela Renamo na Cidade da Beira.
Ao trazer mais esta ‘dor de cabeça’ ao lume, o Dr. Dias teria indicado sabe que Moreno terá alegadamente deixado uma carta à cúpula do seu partido com dizeres: «Adeus, até sempre!».

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Perdiz-Mor amiúde se atira ao chão prestes a cortar a meta


...desconfiando-se que esteja a fazer o jogo do adversário neste momento

Quando o Edwin Hounnou fez jus ao recursos estilísticos na praxe dos comentários habituiais no ATribunafax de ontem, pensei que queria insinuar qualquer coisa em desabono 'a nossa «menina de ouro», Lurdes Mutola, que tanto nos prestigiou e elevou a bandeira e hino ao Mundo. Fiquei satisfeito, logo que me apercebi que não era o caso, tratava-se sim de um outro assunto, em que ele ‘metaforiza’ os momentos pouco fáceis e tristes, que vivem na Renamo. Ou seja, uma Renamo que deixou de ser aquela ave bonita, multicolor e cheia de vida. Ela, por assim dizer, anda depenada, cabis-baixa e desolada. Diz-se que na Perdiz-mor reside o busilis:

“[A perdiz-mor] compara-se a um atleta que sempre se atira ao chão, no exacto [enfático] momento que esperamos que ele corte a meta. Quanto isso acontece uma vez, a gente diz que, talvez, se tenha atropeçado, ou, maldosamente, empurrado pelo adversário mais directo. Porém, quando o fenómeno se repete com a mesma frequência, começa a levantar suspeitas de que o atleta cai para favorecer o adversário”, comentava Hounnou.

Num olhar frio e inteligente, esta é a verdade crua que a Renamo vive neste momento. Estamos perante um atleta que fez de conta que leu mal o marcador eletrónico a meio de uma inusitada corrida. Pois, nota-se que a Perdiz-Mor engendrou uma aliança com os finórios da seara da Maçarroca e do Batuque nessa corrida, de tal ponto que a parelha Frenamo (Fre-limo + Re-namo) gizasse o marco da derrota precoce de Deviz Simango [na foto], eliminando-o do protagonismo municipal e, quiça, nacional. Foi, in extremis, que tal não aconteceu. Foi ainda preciso que as verdadeira bases da Perdiz na Beira saissem ao terreiro para desafiar tal concluio.

Os custos [e que custos?] desta corrida da Perdiz-Mor manietada pelos rapazes finados não tardam a ser conhecidos. Já se sabe que a Perdiz-Mor tem ganhos directos; ou seja alguns troquinhos à sua bolsa e colaboradores, e indirectamente, proporcionar uma vitória retumbante a Frelimo nos próximos pleitos eleitorais. É mister, por isso, retirar o coelho da toca enquanto cedo, porque ainda o vemos pela cauda. Perdiz arrisca-se a uma derrota estrondosa tanto nas eleições locais dentro de semanas, como nas presidenciais em 2009, se pouco fizer, afastando, de uma vez por todas, este dilema que o divide.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Continua “emboscada” contra Daviz Simango

Direcção da Renamo em «canoa furada»
Almeida Oliveira escreve hoje no Canal de Mocambique que "enquanto a data das eleições autárquicas está cada vez mais próxima (9[19?] de Novembro), a direcção da Renamo continua a mostrar-se cada vez mais desorientada, como um fantasma surpreendido em pela luz do dia. Afinal, as suas atenções estão centradas não para a caça ao voto, mas contra um “inimigo” que de repente elegeu chamado Daviz Simango, mas figura com a qual este partido içou a sua bandeira na cidade da Beira nas últimas eleições e que agora é seguido pelas “bases” em desavenças nítidas com a direcção em contramão. Presentemente a direcção da Renamo, que ainda não mostrou nenhum trabalho sério relacionado com as eleições que se avizinham, está entretida a tentar impedir que Simango vá a votos a exercer o cargo e ao mesmo tempo a tentar encontrar pretextos para impedir que o autarca seja candidato à sua própria reeleição a título independente com forte suporte das bases do partido na Beira.
Quanto a candidatura de Simango às eleições de Novembro próximo, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) já reagiu. Ao analisar cuidadosamente o caso, o presidente da CNE já veio a público dizer que não há qualquer irregularidade e por isso Simango pode concorrer livremente. A direcção da Renamo, porém, entende que a posição da CNE está carregada de leviandade, justificando que, embora Deviz Simango não se tenha filiado a qualquer outro partido depois de verbalmente ter sido afastado da Renamo, por Afonso Dhlakhama, a sua candidatura é sustentada por um grupo de indivíduos, alegando que assim o sentido de independência que a norteia não tem fundamento algum.
Mas no fim de contas, o que a direcção da Renamo quer, na verdade, como aliás deixou a nu Francisco Machambisse, é ridicularizar e desacreditar Daviz Simango, pois quando ele questionado por jornalistas, na semana passada em Maputo, sobre qual seria realmente o problema da Renamo quanto a Simango, Machambisse não conseguiu explicar-se devidamente, tendo-se limitado a procurar subterfúgios no pronunciamento dado pelo Ministério da Administração Estatal (MAE), relativo ao pedido para que o edil da Beira cessasse imediatamente funções.
A Renamo remeteu um documento ao MAE pedindo que este legitimar a pretensão da Renamo de fazer com que o mandato de Daviz Simango fosse imediatamente interrompido. No entanto, ao analisar o referido documento, o MAE não encontrou qualquer justificação legal que sustentasse o interesse da Renamo, pelo que indeferiu o aludido pedido. A candidatura de Daviz Simango ficaria assim definitivamente confirmada.
Com esta posição do MAE a direcção da Renamo não se conforma, alegando que não compete a este ministério tomar tal decisão, mas sim ao Conselho de Ministros, nos termos do número 5 do artigo 11 da Lei nr. 7/97, de 31 de Maio, pois, no seu entender, nos termos do número 4 dos mesmos artigo e lei, o MAE é um mero instrutor do competente processo e não o decisor final. Destes argumentos dirimidos por Machambisse que age em nome da direcção da Renamo, fica a ideia que ao agir desse modo a direcção da Renamo não está contra a decisão tomada, mas contra quem a tomou.
Amplos sectores do próprio partido, em clara afronta à direcção do partido que está há dois anos por promover um congresso que legitime os seus órgãos, já diz à boca cheia que tudo isto não passa de uma “brincadeira”. A viúva de Evo Fernandes, o secretário-geral da Renamo assassinado em Lisboa antes do acordo geral de Paz, frontal e publicamente disse aliás há dias a Afonso Dhlakhama, face-a-face, que a Renamo não deve andar a perseguir assuntos desviantes e insignificantes, mas sim preparar a vitória que pretende nas eleições de Novembro próximo. Dhlakhama baixou os olhos no momento mas nada mudou na prática e o seu prestígio vai caindo a níveis nunca dantes vistos.
Apesar disso nos seus argumentos Francisco Machambisse insiste que, independentemente da resposta dada pelo MAE, a Renamo tem legitimidade para impugnar o mandato de Deviz Mbepo Simango. Ele argumenta que o número 5 do artigo 11 da Lei 7/97, de 31 de Maio, apenas exige que a entidade de tutela tome conhecimento dos factos susceptíveis de conduzir à perda do mandato. Defende que qualquer interessado que dê conhecimento dos factos constitutivos da alegada violação não tem de ser do partido político, coligação ou lista em que o impugnado se apresentou ao sufrágio, pelo que a impugnação de Simango não tem que vir necessariamente da coligação Renamo-União Eleitoral. Pode partir de qualquer, defende.
Deste modo, Renamo continua a entender que Deviz Simango violou as disposições contidas na alínea d.) do número 2 do artigo 10 da Lei que evoca, e segundo a qual “perdem o mandato, os titulares de órgãos das Autarquias Locais que aos as eleições se inscrevam em partido político diverso ou adiram a lista diferente daquela em que se apresentaram ao sufrágio”.
Por outro lado, a perdiz ajuíza que o fundamento da extinção da coligação Renamo-União Eleitoral, que serviu de base para o indeferimento do pedido de perda de mandato em análise, não tem sustentação jurídica nem factual, porque “a coligação não foi extinta, dado que a sua existência jurídica vai até ao fim dos mandatos daqueles eleitos nas suas listas, nas eleições autárquicas de 2003 e nas gerais de 2004.”
Assim, a Renamo considera nula a decisão tomada pelo MAE quanto ao processo que esteve a instruir pelo que o caso não está encerrado, devendo o mesmo seguir os seus trâmites legais até à última decisão a ser tomada pelo Conselho de Ministros, algo que, como aflorámos mais acima, não implica necessariamente a mudança da decisão que foi dada a conhecer, mas apenas e simplesmente a mudança do decisor.
No terreno já está claro: Deviz Simango é candidato e em consequência de todas as afrontas, entretanto, ele aparece cada vez mais como um mártir, aglutinando cada vez mais simpatias e apoios."

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eng Simango e Dr. Maquil jantam juntos dissipando rumores de crispação

...entre eles e assim dando sinal de unidade política e unidade na acção a medida que se aproxima o pleito eleitoral no município da Beira, onde Simango concorre como Independente depois da Renamo o ter preterido à favor de uma figura controversa, Manuel Pereira.
Um sinal claro de ausência de crispação que entre o actual edil da Beira, Eng Deviz Simango e o antigo Ministro e Membro do Comité Central da Frelimo e presidente do Grupo de Reflexão e Mudança, Dr Francisco Masquil foi dado há dias pelo jantar dos dois num dos restaurantes da Beira.
Conforme o Canal de Moçambique, editado hoje por Fernando Veloso, “o Dr. Francisco Masquil, presidente do Grupo de Reflexão e Mudança, jantou sábado, num dos restaurantes da Beira, com o candidato independente à presidência do Município da Beira e actual edil da capital provincial de Sofala, Eng.º Daviz Simango.
Na altura, o porta-voz de Francisco Masquil e mandatário da candidatura de Deviz Simango, Jesus Passipanaca, que fazia parte do grupo alargado de munícipes de entre os quais vários que se afirmam da Renamo mas apoiantes da candidatura de Simango, esclareceu o «Canal de Moçambique» que o jantar serviu para desfazer em público alegações de que o presidente do GRM foi usado como promotor da candidatura do actual edil da Beira mas não concordava com isso.
Passipanaca confirmou que corre em alguns sectores da Beira a versão de que o ex-secretário de Estado no governo de Samora Machel, ex-governador da província de Sofala, ex-membro do Comité Central do Partido Frelimo, Francisco Masquil, presidente do GRM, está de relações tensas com Daviz Simango por alegado “uso indevido” daquele grupo cívico de munícipes da Beira como suporte legal da candidatura de Simango à sua própria sucessão. “O jantar”, segundo o mandatário de Simango, “põe termo às especulações”.
Este gesto dá ainda um outro sinal claro sobre os contornos que ganharão os meados, as eleições municipais e o futuro entre os dois líderes, conjecturando-se que dominem de modo exemplar e humilde a política local e quiça de Moçambique inteiro. Daí os ‘medos’ entre as alas conservadoras da Renamo e da Frelimo que hoje se uniram contra o ‘fenômeno’ Simango.

sábado, 25 de outubro de 2008

Renamo ferida estrebucha

…agitando massivamente a cabeça, os braços e experneando-se de irritação convulsiva devido ao veneno ‘chomeroso’

De facto, atingida certeiramente e com brilho de um redopio vago, fingido e vadio, como se de leão ferido, a Renamo lançou-se numa ofensiva, quase vã, com fito de ripostar e desvalorizar o despacho do Ministro da Administração Interna (Governo), Lucas Chomera Jeremias, que achou não procedente o pedido de impuganação da direcção da Renamo, interpelando-o oficiosamente.

O cavalo de batalha da Renamo prende-se na sua crença de que Deviz Simango, actual edil da Beira (na foto), teria violado as disposições contidas na alínea d) do número dois do artigo 10 da Lei 7/97, de 31 de Maio, relativa a Tutela Administrativa do Estado sobre as Autarquias Locais, segundo a qual Perdem o mandato, os titulares de Órgãos das Autarquias Locais que após as eleições se inscrevam em partido político diverso ou adiram a lista diferente daquela em que se apresentaram ao sufrágio.
Chomera veio ao público, na última quinta-feira informar, que de facto, ele, em nome do Conselho de Ministro, procedou com as devidas investigações que achou necessárias, ouvindo os vários órgãos competentes do poder e da soberania, em conformidade com a lei 7/97, tendo chegado a conclusão de que: Deviz Simango não violou lei nenhuma; ou seja, o pedido da Renamo de ver este sem concorrer ao pleito 'a porta podia ser procedente somente se a Renamo-UE existisse.

Não se sabe, no entanto, o que a direcção da Renamo está exigir persistentemente ou visa atingir ao não querer saber do veredicto do MAE, um órgão de soberania, cujo titular é membro do Conselho de Ministros (Governo), vestido de capacidade para derimir o embróglio criado pela Renamo-sede e uma ala que quer travar o impecto da popularidade de Simango na Beira, procurando refugios, por exemplo, no artigo 4 da lei citada. A nosso ver, o tal resposta ao pedido renamiano, a ser revista, só pode resultar numa retundância de procedimentos. Porque o Conselho de Ministros; ou seja, o Governo o que vai fazer e' apenas homologar a decisão de Chomera.

Se o representante da Renamo, Francisco Machambisse, ao insistir (e por isso perdendo tempo)que o processo referente à perda do mandato do presidente do Conselho Municipal da cidade da Beira, Daviz Mpepo Simango deve prosseguir os seus trâmites legais culminando com a sua remessa, por esse ministério, ao Conselho de Ministros para decidir, deve não estar a ser iluminado pela verdade explicita sobre a extinta pessoa jurídica da Renamo-UE, que serviu em pleitos anteriores, contrariamente aos que vêem à porta. Concluindo, se a David Alone podemos saudosamente evocar: 'o gosto de quem morre é estrebuchar', disse-o la' na casa do Povo.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Daviz Simango e Renamo venceriam confortavelmente

BEIRA: Se autárquicas tivessem sido no domingo

O politólogo, Dr. João Pereira, do MASC, alerta que se trata apenas de uma percepção, não se podendo tomar os resultados como uma sondagem propriamente dita.
Beira (Canal de Moçambique) – Um estudo de percepção de tendência de voto efectuado pelo Canal de Moçambique / Semanário ZAMBEZE na Beira mostra que se as eleições para a Assembleia Municipal e para Presidente deste município se tivessem realizado no dia 19 de Outubro, isto é, no último domingo, o Partido Renamo teria entre 81,29% e 85,7% e o actual Edil, engenheiro Daviz Mbepo Simango, sucederia a ele próprio com uma percentagem de votos entre 73,19% e 77,57%.
Para a assembleia municipal o Partido Frelimo ficaria em segundo lugar com uma percentagem entre 13,8% e 18,18% e o PDD de que é presidente Raul Domingos teria menos de 3%.
Já para a presidência do município o grande derrotado seria Manuel Pereira (com 6,77% a 11,11%). Em segundo lugar teria ficado o candidato do Partido Frelimo Lourenço Ferreira Bulha a somar uma percentagem entre 13,5% e 17,88%.
Há, no entanto, a considerar que uma leitura atenta aos dados brutos desta “sondagem” mostra que 21,1% dos inquiridos ainda não têm definidas as suas intenções de voto, preferindo refugiarem-se em respostas como “não sabem” e “não respondem”.
Dados brutos
A pergunta colocada foi: Se as eleições fossem hoje (19 de Out. 2008) em que partido ou coligação de partidos o sr/sra. Votaria?
Nesta questão para a Assembleia Municipal da Beira os dados brutos foram os seguintes: de um total de 2.000 inquiridos (100%), 1.279 preferiram RENAMO (63,95%), 245 FRELIMO (12,25%), 8 PDD (0,4%), 127 votariam em branco (6,35%) e 341 não sabe/não responde.
Assembleia / Dados corrigidos
Tomando apenas como base aqueles que expressaram o seu sentido de voto, incluindo os que afirmaram votar em branco (total: 1.659), a Renamo teria 77,09% (1.279), a Frelimo 14,76% (245), o PDD 0,48% (8) e votariam em branco 7,65% (127 inquiridos) – Percentagens verticais.
Corrigidos os dados, mas não incluindo os que votariam em branco, a Renamo (1.279) venceria com 83,48%, a Frelimo ficaria em segundo com 15,99% (245) e o PDD com 0,52% (8) – percentagens verticais.
Eleição para Presidente do Município
Já para a eleição do edil, entre Daviz Simango, Louenço Ferreira Bulha e Manuel Pereira, sem incluir António Romão, do PDD, e sem incluir o quinto candidato que é totalmente desconhecido e ninguém foi capaz de nos dizer quem é, os dados brutos (2.000) do inquérito foram: Daviz Simango (1.090 ou seja 54,5%); Lourenço Ferreira Bulha (227 i.e. 11,35%); Manuel Pereira (129 i.e. 6,45%); teriam votado em branco 132 i.e 6,6% e não responderam ou disseram não saber em quem votar 422 inquiridos (21,1%).
Tirando estes últimos e mantendo apenas os votos em branco (132 / 8,36%) o total de inquéritos considerado seria 1.578 e Daviz Simango venceria com 69,07% (1.090), em 2.º teria ficado Lourenço Bulha (227 / 14,38%), em 3.º Manuel Pereira (129 / 8,17%).
Já sem os votos brancos o total de inquéritos validados seria (1.446) e Simango (1.090) ganhava com 75,38%; Bulha (227) ficava em 2.º com 15,69% e Manuel Pereira (129) com 8,92%.
Ficha Técnica e Universo
A ficha técnica da sondagem diz que o “universo” deste estudo foi constituído por indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos, residentes na cidade da Beira e recenseados para o exercício do voto.
Amostra
A amostra foi constituída por duas mil (2.000) unidades estatísticas distribuídas por novecentos (900) de pessoas do sexo masculino e mil e cem (1.100) do sexo feminino. Mil e duzentos (1.200) do espectro de 2.000 inquéritos tinham idades compreendidas entre 18 e 34 anos e os restantes oitocentos (800) de 35 anos para cima.
A selecção das unidades estatísticas inseridas na amostra foi feita aleatoriamente inquirindo apenas os eleitores (potenciais) cujo critério foi ter cartão de eleitor. A selecção dos entrevistados foi feita através do método de quotas tendo em consideração as seguintes variáveis: sexo e idade do(a) entrevistado(a).
Recolha de informação
A recolha de informação foi efectuada através do método da entrevista directa (face a face) e foi utilizado um questionário estruturado contendo perguntas semi-abertas.
A recolha de informação decorreu no dia 19 de Outubro, domingo último, e foi realizada por vinte (20) inquiridores (entrevistadores), formados para a condução deste tipo de inquéritos.
Para além dos entrevistadores, participaram na condução deste tipo de estudo cinco (5) supervisores com larga experiência.
Zonas de concentração de potenciais eleitores como principais paragens de machimbombos (autocarros) e de transportes semi-colectivos vulgarmente conhecidos por Chapas-100, e ainda mercados e outros estabelecimentos constituíram os pontos de entrevistas.
Tratamento e Resultados
Após a recolha de informação todos os questionários foram analisados, validados e introduzidos no sistema informático SPSS (Social Package for Social Science – Program Estatístico para Estudos Sociais) após a sua codificação. Uma equipa técnica foi formada e treinada para o efeito.
Erro de amostragem
Com um intervalo de confiança de noventa e cinco por cento (95%) (Probabilidade = 50%), o erro de amostragem é de mais ou menos 2,19%. Dois vírgula dezanove porcento é a percentagem das 2.000 pessoas inquiridas que se fossem de novo auscultadas dariam na segunda vez respostas diferentes da primeira vez que foram ouvidas.
Percepção e voto
João Pereira, politólogo de reconhecida idoneidade disse ao Canal de Moçambique / Semanário Zambeze que esta sondagem merece crédito mas alertou para que se tenha em consideração que “uma coisa é percepção, outra é voto”.
Aquele especialista tomou conhecimento dos métodos e principais resultados da “sondagem” eleitoral sobre partidos políticos e candidatos às eleições autárquicas para a Assembleia da Beira e edil da mesma cidade, respectivamente. Recomendou que se tenha o estudo como uma “percepção” e não propriamente uma “sondagem”. Comentou ainda que é conveniente ter-se em conta que pode-se dar o caso das pessoas inquiridas no dia das eleições não irem votar; pode ser que elas pensem entretanto que já não vale a pena irem votar porque o que desejavam já está conseguido; pode ser que desistam de votar no dia das eleições por se cansarem de esperar e desesperarem com os contratempos e a lentidão dos procedimentos eleitorais que eventualmente venham a ser provocados ou apenas a acontecer, etc…
João Pereira encontrava-se na Beira quando foi abordado pela nossa reportagem. Apreciou o material e insistiu que se deve apenas considerar o trabalho como um estudo de percepção e não de uma sondagem propriamente dita. Opinou que o estudo carece de referências mais pormenorizadas sobre os postos administrativos em que residem os inquiridos. Mas concordou que de uma forma geral o estudo é válido.
(Fernando Veloso)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eleições Autárquicas - MAE notifica Simango

O MINISTÉRIO da Administração Estatal acaba de notificar o presidente do Conselho Municipal da cidade da Beira, Daviz Simango, para se defender, dentro de 30 dias, em torno de um pedido de impugnação da sua candidatura apresentado pelo partido Renamo. A “perdiz” remeteu tal pedido àquele ministério como órgão de tutela das autarquias locais.Maputo, Terça-Feira, 21 de Outubro de 2008:: Notícias
Fonte do Ministério da Administração Estatal confirmou ontem em declarações ao “Notícias” que após receber o pedido de impugnação da candidatura de Daviz Simango estudou o processo, fez as consultas pertinentes e notificou o visado para se defender.
A Renamo, baseando-se na Lei 7/97, sobre a Tutela Administrativa do Estado sobre as Autarquias, considera que a inscrição de Daviz Simango como candidato à sua própria sucessão na presidência do Município da Beira, em Novembro próximo, está ferida de ilegalidade, pois, estando em exercício, adere a uma lista diferente da que se apresentou no último escrutínio.
Simango apresentou-se como candidato independente, contando com o suporte do Grupo de Reflexão e Mudanca (GRM). A lei em referência estabelece que “perdem o mandato os titulares de órgãos das autarquias locais que após as eleições se inscrevam em partido político diverso ou adiram a uma lista diferente daquela em que se apresentaram no último sufrágio.
Enquanto isso, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não tem em agenda até então o debate de qualquer assunto relacionado com a candidatura de Daviz Simango pelo município da cidade da Beira.
O porta-voz da CNE afirmou que o seu órgão não recebeu nenhum documento pedindo tal impugnação, nos termos em que continua a trabalhar em prol da realização de eleições com todos os candidatos apurados.
Segundo Juvenal Bucuane, a candidatura de Daviz Simango apresenta-se conforme recomendam as normas, ou seja satisfaz todos os requisitos estipulados pela lei, nos termos em que ele ainda é candidato.
Contudo, não descartou a possibilidade de tal matéria vir a ser discutida caso a CNE seja solicitada, dentro da legalidade, nesse sentido.

CNE sem matéria para inviablizar candidatura de Daviz Mbepo Simango

- afirma Leopoldo Costa, presidente da Comissão Nacional de Eleições
Maputo (Canal de Moçambique) - O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Leopoldo Costa, comentou, sábado último, o pedido de impugnação da candidatura à presidência do município da Beira, do actual edil da cidade, Daviz Mbepo Simango, que é considerada ilegal pela Renamo. Lepoldo Costa disse não haver razão que possa justificar a suspensão do edil da Beira na candidatura à sua própria sucessão, justificando que "Daviz cumpriu com todos os requisitos exigidos pela CNE".
A Renamo diz que a candidatura do engenheiro Daviz Simango é ilegal, uma vez que este é actualmente presidente do município da Beira, cargo para qual foi eleito como candidato da Renamo. Justifica que Daviz Simango só poderia concorrer fora da Renamo, no caso de ter resignado o cargo de edil eleito como candidato da Renamo.
Confrontado com esta situação, Leopoldo Costa confirmou que, de facto, a Renamo remeteu um pedido de impugançõa à candidatura de Daviz Simango, mas disse que a mesma não foi encaminhada à instituição que ele dirige. "Houve contestação à candidatura de Daviz, mas foi dirigida a outra instituição que não a CNE, e julgo que está a ser analisada em outro fórum", afirmou.
Enquanto se analisa tal contestação, o edil da Beira continua candidato apurado pelos órgãos eleitorais, e no sorteio realizado pela CNE, no sábado passado, coube ao edil da Beira o quinto e último lugar no boletim de voto que servirá para a eleição do presidente ao município da Beira.
Sorteio da CNE coloca Frelimo em primeiro lugar nas 43 autarquias
O sorteio realizado, na «SOJOGO», em Maputo, pela CNE, deixou o partido Frelimo e os seus candidatos à presidência dos municípios, a constarem nas primeiras posições nos boletins de voto tanto para as assembleias municipais como para eleição dos edis, nas 43 autarquias. A Renamo ocupa a segunda posição, o PIMO a terceira e o PDD a quarta. Seguem depois os outros partidos, coligações e grupos cívicos de cidadãos que foram apurados para as eleições autárquicas de 19 de Novembro próximo em cada uma das autarquias.
A CNE explicou os critérios que usou para sortear os concorrentes: Os candidatos foram divididos segundo o número das autarquias para as quais concorrem.
A Frelimo e a Renamo - que concorrem para as 43 autarquias - entraram no seu pote, e a primeira bola a sair foi a da Frelimo. Isso fez com que os candidatos deste Partido ocupassem sempre a primeira posição, em todos os municípios. Não houve um sorteio para cada caso, isto é para cada uma das 43 autarquias onde haverá eleições para os respectivos governos municipais.
O PIMO e PDD que apresentaram candidaturas em pelo menos 10 autarquias, também entraram no seu pote. O partido de Yaqub Sibid ficou em primeiro lugar do pote e terceiro da geral, sobrando para o PDD o quarto 2º lugar do pote e 4º da classificação geral. Depois seguem-se os restantes partidos, coligações e grupos de cidadãos que foram apurados para as eleições autárquicas de 19 de Novembro próximo.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fraude da Frelimo no recenseamento denunciada na Beira


...Sem ainda pensarmos nas próprias eleições.

Confira no neste elo um artigo da responsabilidade do Canal de Mocambique, sobre a 'bela' ideia da Frelimo de chegar ao poder na Beira 'queimando etapas'.
Não é segredo de ninguém que a Frelimo sempre teve derrapagens eleitorais em todas eleições. Tanto que, se não fosse essa política, de ‘quem ganha leva tudo’, o mapa dos territórios que a apoiam seria bem delimitado. Era tempo da Assembleia da República rever a lei-mãe, porque, de facto, províncias inteiras são sacrificada dada a sua aversão ao partido no poder. Tomemos Zambézia por exemplo, onde a Frelimo nunca teve vitória em nas últimas três eleições gerais. Mas, estão lá a mandar como se tivessem mandato do povo para o efeito. Esta política de fazer ouvidos de mercador perante realidades podem custar a democracia que estamos tentando erguer! Continuemos a denunciar este actos, Eng. Simango!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

"Vou recandidatar-me", diz Daviz Simango


- Santo da casa quer voltar a fazer milagres

Por Eurico Dança, na Beira

Os profetas dizem que está ali o futuro da Renamo para os lados de Chiveve e não só. Esta semana em entrevista exclusiva ao SAVANA, Daviz Simango, um dos filhos do antigo líder histórico da Frente de Libertação de Moçambique, morto com requintes de malvadez pelos seus pares, confirmou o que já se vaticinava nos principais círculos políticos e em animadas conversas de cafés: vai candidatar-se a mais um mandato a presidente da Câmara Municipal da Beira. Pelo caminho, negou que seja um líder na forja para a futura liderança da Renamo, em substituição do autocrático Afonso Dhlakama e atribuiu tais “especulações” a alguns “oportunistas” que desejam distraí-lo a ele e ao actual líder da perdiz. Daviz Simango, não obstante gostar de aparentar um recorte tecnocrático, não foge aos vaticínios de altos voos nas políticas nacionais do país. Quando se fala em mudança na RENAMO, muitos pensam em Daviz Simango, para alterar o estilo autocrático de Afonso Dhlakama e imprimir modernidade no partido que actualmente tem sob sua gestão cinco municípios.Na entrevista com o SAVANA, Simango evitou fazer conjecturas de grande política, preferindo ir mais para um discurso mais humilde. “Não existem alas dentro da Renamo, no sentido de eu ser o líder do partido. Digo isso porque eu sou membro daquele partido e participo em vários encontros possíveis. Portanto, internamente não se fala desse assunto senão da continuidade de Afonso Dhlakama como presidente do partido. E também a sua recandidatura às eleições presidenciais de 2009”. Confira o artigo completo aqui.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Arrancou reabilitação da rede de saneamento da Beira

O governo de Moçambique e a Comissão Europeia presidiram hoje, sábado, à cerimónia que marcou o arranque das obras de reabilitação da Rede de Saneamento da Beira, projecto financiado pela Comissão Europeia, no montante de 52,95 milhões de euros, com prazo de execução de 30 meses.

A cerimónia, celebrada por líderes tradicionais, realizou-se no bairro da Munhava, cidade da Beira, presidida, do lado moçambicano, pelo ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias. A mesma contou com a presença do chefe da delegação da Comissão Europeia em Moçambique, embaixador Glauco Calzuola; presidente do Conselho Municipal da Beira, Devis Simango; governador da província de Sofala, Alberto Vaquina; entre outras entidades envolvidas no projecto.
Fonte: O PAÍS

sábado, 27 de outubro de 2007

Daviz Simango prescinde da oferta da Câmara do Porto


Eles pensam que nós estamos muito atrasados, então não faz sentido receber um camião daqueles, os camiões que nós temos são mais modernos, são os mesmos que estão a ser usados em quase toda parte do Mundo, incluindo na própria Europa

O MIRADOUR(O)NLINE pode revelar que o Presidente do Conselho Municipal da Beira, Daviz Simango, disse esta semana ao nosso jornal que a edilidade vai prescindir da oferta da Câmara do Porto (Portugal), e que dentro em breve poderá transmitir essa decisão ao seu homólogo Portuense, Rui Rio, do Partido Social Democrático (PSD).
Refira-se que a Câmara do Porto aprovou recentemente a oferta à sua congénere da Beira, Moçambique, de um camião de recolha de lixo com 25 anos de actividade. O executivo camarário do Porto enquadra a oferta no protocolo de geminação entre aquela autarquia portuguesa e da Beira, estabelecido em 1989, e na bolsa de cooperação aprovada em 2005 para a "promoção de iniciativas específicas na área da ajuda pública ao desenvolvimento e da Lusofonia".
Os serviços da Câmara do Porto justificaram a dispensa do camião, um Mercedes 1613, com o facto de "não possuir valor comercial", apresentar um "estado de conservação que não confere a sua utilização na recolha de lixo pela cidade" e de o desempenho do motor ser "desajustado para vencer as solicitações que o tipo de recolha requer". Como se não bastasse, o camião apresenta volante do lado esquerdo e nada constava sobre eventuais trabalhos de mudança do volante do camião da esquerda para a direita, respeitando a localização mais adequada às regras de trânsito vigentes em Moçambique.
A oferta da Câmara do Porto à sua congénere da Beira inclui 150 casacos de fatos de trabalho, três computadores, livros e equipamento escolar.
Sobre a oferta dos 150 casacos de fatos de trabalho, sabe-se que a Câmara Municipal do Porto teria justificado por se apresentarem desajustados relativamente aos usados pelos colaboradores das oficinas, não tendo também qualquer valor comercial. Os três computadores, todos Pentium-III, sistema operativo Windows 2000, leitor de CD e oito gigabites de memória em disco, seriam acompanhados de uma impressora, um sofá e quatro ficheiros metálicos.
A Câmara do Porto pretende também oferecer livros, em número não especificado, para a criação na Beira da "Sala de Leitura Cidade do Porto". A oferta incluia ainda diverso equipamento escolar, nomeadamente quatro mesas de escola, oito cadeiras, nove bancos, um quadro e um armário.
Sobre esses bens, o Presidente do Conselho Municipal da Beira não se pronunciou.
Entretanto, quanto ao camião, o Presidente do Conselho Municipal da Beira, Daviz Simango, disse que não é por sermos subdesenvolvidos que temos de aceitar toda oferta, como por exemplo este meio que se encontra desajustado à nova conjuntura. "Eles pensam que nós estamos muito atrasados, então não faz sentido receber um camião daqueles, os camiões que nós temos são mais modernos, são os mesmos que estão a ser usados em quase toda parte do
Mundo, incluindo na própria Europa" – reagiu Daviz Simango à oferta da Câmara Municipa do Porto.
Alguns países da Europa tem sido acusados por tentarem transformar a África num local onde possam depositar o seu lixo. Daviz Simango falou ao nosso jornal a margem da cerimónia de assinatura do acordo de gemelagem com a Câmara Municipal de Alcobaça, também de Portugal. Com Portugal, a Cidade da Beira possui agora seis acordos do género, nomeadamente com o Porto, Espinho, Coimbra, Arganil, Seycheles e Alcobaça. Questionado sobre os ganhos que o Município tira desses acordos, Daviz Simango explicou que é mais uma questão de amizade e troca de experiência, além de bolsas sobretudo nas áreas em que eles estão mais
avançados, como por exemplo recolha de resíduos sólidos, saneamento e colecta de receitas municipais.
O Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, José Gonçalves Sapinho, do Partido Social (PS) elogiou
bastante o seu homolgo beirense, tendo criticado algum sector português que pretende estabelecer relações com Moçambique para promover o neocolonalismo. Sapinho desejou à Daviz Simango maior coragem e que nunca deve perder o património que herdou, que procure sempre materializar as suas ambições, incluindo políticas.
Fonte: O AUTARCA

PS: Penso que a posicao do Edil da Beira foi correcta. Mocambique deve deixar de ser lixaira de carros portugueses ou de qualquer outro pai's. Nao e' a primeira vez que a Republica Portuguesa nos envia 'nados mortos' so' desta vez devia caber aos dirigentes que desempemham cabalmente as suas funcoes para ver que esta oferta nao e' genuina. Ha' exemplos vivos sobre os carros que foram ofertos ao ministerio do Cunhado do Presidente e se calhar um deles foi aquele que explodiu carregado de obuses na saida de Mavalane e alguma oferta que estao dando aos Municipios de Maputo e da Matola. Uma falta de respeito aos pobres!

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