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VOA News: África
quinta-feira, 1 de maio de 2008
“Mandarinismo” em África
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Ao ratificar o Pacto de Não Agressão e Defesa Comum da UA Governo procede impensadamente
segunda-feira, 31 de março de 2008
Partidos libertadores ainda não estão preparados para serem oposição
- considera a Liga dos Direitos Humanos, acrescentando que o conflito pós-eleitoral que se viveu no Quénia é uma prova disso e, pode ter réplica nos pleitos eleitorais que se avizinham nos países da região austral da África
“O conflito queniano veio provar que os partidos que lutaram pela independência em África ainda não estão preparados para deixarem o poder e constituírem a oposição, por isso manipulam de forma sistemática os resultados eleitorais, contando para tal com a indispensável colaboração dos órgãos eleitorais dos respectivos países” – Custódio Duma, jurista da LDH
O «Canal de Moçambique» contactou a Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH) para falar sobre a solução encontrada para se parar com o conflito pós-eleitoral que se vivia há mais de 2 meses no Quénia, sob ponto de vista dos direitos humanos. Custódio Duma, jurista desta organização disse que “sob ponto de vista dos direitos humanos, a partilha de Poder entre o presidente Mwai Kibaki e o líder da oposição, Raila Odinga, é positivo porque parou com o conflito que dizimava vidas humanas”. Duma acrescentaria, no entanto, que “o conflito queniano veio provar que os partidos que lutaram pela independência em África ainda não estão preparados para deixarem o Poder e constituírem a Oposição, por isso manipulam de forma sistemática os resultados eleitorais, contando para tal com a indispensável colaboração dos órgãos eleitorais dos respectivos países”. Os conflitos sangrentos quenianos deixaram milhares de mortos para além de numerosas infra-estruturas sociais destruídas, afectando negativamente a economia daquele país que até ao período anterior às eleições de Dezembro último era considerado dos mais estáveis da Africa, com um crescimento económico que andava acima dos 7% por ano. leia + aqui.
sábado, 18 de agosto de 2007
Lisboa reafirma realização da cimeira África-Europa
A PRESIDÊNCIA portuguesa da União Europeia (UE) reafirmou ontem o seu cometimento na organização da II Cimeira África-Europa, prevista para Dezembro próximo na capital portuguesa, Lisboa. Com efeito, o Secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, recusou que a questão do Zimbabwe possa inviabilizar a realização da Cimeira UE-África por não ser a questão central no relacionamento entre os dois continentes.
João Cravinho reiterou que o encontro de Lisboa "não é uma cimeira sobre o Zimbabwe", mas sim a "consagração política de um novo relacionamento" entre a União Europeia e África.
Ele falava à Agência Lusa a partir de Lusaka, Zâmbia, onde participa como observador na 27ª Cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
No entanto, o secretário de Estado admitiu que "há um problema de natureza diplomática" em relação à presença do Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, na cimeira, prevista para 8 e 9 de Dezembro.
Questionado sobre o convite por parte da presidência da UE para que Mugabe participe na cimeira de Lisboa, Cravinho referiu que o governo português "não tenciona ter uma atitude discriminatória".
"Não compete a Portugal estar a convidar uns de uma maneira e outros de outra", disse ele.
A II cimeira África-Europa esteve prevista para Lisboa em 2003, mas foi adiada "sine die" devido à oposição de alguns países europeus, nomeadamente a Grã-Bretanha, à presença de Mugabe no encontro. O Zimbabwe é alvo de sanções por parte da UE e dos EUA por alegada violação dos direitos humanos. A Grã-Bretanha é antiga potência colonizadora do Zimbabwe.
Questionado sobre se esta questão já foi ultrapassada, dado o seu optimismo quanto à realização do encontro em Dezembro, o governante português admitiu que não, mas minimizou a questão, considerando que o essencial é a "alteração na percepção da importância do diálogo com África".
"Este assunto tem uma importância relativa. Estamos a trabalhar para uma mudança geoestratégica no relacionamento" entre os dois continentes, disse, destacando o "progresso na elaboração de uma estratégia conjunta".
Cravinho indicou, no entanto, que, principalmente desde o início deste ano, "houve uma mudança de atitude na África Austral em relação ao Zimbabwe", cuja situação política e económica esteve no centro das atenções da cimeira da SADC.
Neste sentido, o governante realçou que foi renovado na Cimeira da SADC de Lusaka o mandato do Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, para mediar o conflito entre a ZANU-FP, partido no poder, e a oposição zimbabweana.
À margem da cimeira da SADC, Cravinho encontrou-se com representantes de países como a África do Sul, Tanzania e com o secretário executivo da SADC, o moçambicano Tomás Salomão.
Questionado sobre se já se encontrou com Mugabe, o secretário de Estado respondeu que não. "Não temos nenhuma matéria especial a tratar com ele", disse.
Em Julho ultimo, o vice-Ministro sul-africano dos Negócios Estrangeiros, Aziz Pahad, foi citado como tendo dito que a África não deverá aceitar que a União Europeia imponha qualquer proibição à participação do Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, na cimeira União Europeia-África.
Fonte:Notícias
M I R A D O U R O - bloge noticioso-MMVII
Fussy? Opinionated? Impossible to please? Perfect.