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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A Renamo, o líder e os cartuchos

…que consubstanciaram o caso do afastamento de Daviz Simango do partido
Não é secredo para ninguém que as decisões recentes tomadas pela Renamo e o seu líder constituem uma contrariedade e afronta aos designios democráticos que um dia já os sonharam porfiar no devir nacional. Os rodópios estonteantes no centro do poder ranamio que, afinal, repousam nas mão de uma só pessoa teimam desafir a imaginação dos milhares, senão milhões de moçambicanos que viam neste partido uma alternativa ao status quo trazido e montado pela Frelimo.
Os acontecimentos recentes deixaram à nu, se é que haviam ainda dúvidas, sobre o modus operandus do dirigismo da alta casta do poder da Renamo. Qual é afinal o problema na Renamo, se perguntar não ofende? É Daviz Simango o problema? A meu ver o chamado Conselho Nacional da Renamo foi perdulário ao não ter capacidade de avaliar a situação para tomar decisões abalizadas e justas. Daviz Simango foi, é sim, usado como um bodé espiatório do volume de problemas [internos] que a Renamo não os consegue resolver. Não pode ser afastamento de pessoas mais esclarecidas e humildes do partido, como o Eng. Simango, que logramos os resolver. Somos sensatos na idea de que nestas 'derrapagens' todas, faltou postura, faltou coerência, faltou responsabilidade, faltou imagem, e faltou ainda o compromisso de servir a bem do partido e as verdadeiras massas. A Renamo e o seu líder devem, por isso, ter esgotado os seus últimos ‘cartuchos’ contra um alvo errado, em Quelimane.
Foto Noticias

sábado, 20 de setembro de 2008

Confirma-se expusão de Davis Simango da Renamo

...Mal menor?
Manuel Araujo, no seu blog, esta tarde, escreve que está confirmado "de fonte idonea no partido Renamo de que o edil da Beira, Eng. Davis Simango acaba de ser expulso da Renamo! A decisao foi tomada ao fim desta tarde numa sessao do Conselho Nacional a decorrer na Cidade de Quelimane! O Conselho Nacional da RUE, que fezde Quelimane o seu quartel general durante este fim de semana, acaba de cumprir com as suas profecias expulsando desta forma, Daviz Simango, actual edil da Beira. Falando no final do encontro, Afonso Dhlakama, disse k os membros presentes e os respectivos conselheiros, aclamaram por unanimidade a expulsao do Eng. Daviz. Por outro. , Dhlakama disse k com a apresentacao do Eng. Daviz Simango como candidato independente, por ter violado o artigo 10 dos estatutos daquele partido."

Araujo escreve ainda que "desta forma, ainda de acordo com Dhlakama, Daviz Simango deve deixar de usar insignias da Renamo. Umas das decisoes que o Conselho Nacional da RUE decidiu, é que Daviz Simango, a partir deste sabado devera deixar de usar o nome da Renamo. Mais adiante, Dhlakama acrescentou o Edil da Beira desafiou as directivas internas do partido.

Por outro lado, sabe-se que os "candidatos da Renamo as autarquias serao apresentados este domingo Ao que soubemos de Fernando Mazanga, amanha, serao apresentados os
candidatos as autarquias."

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Etiquetas e figuras ensombram arranque do CN da RUE em Quelimane


...Mazanga "miudo" por etiquetar a candidatura independente de Simango de "rebelde".


Manuel de Araujo escreve que com o arranque hoje Sexta-feira na Cidade de Quelimane, do Conselho Nacional da RUE, na maior instancia turistica da provincia, o Hotel Chuabo, o presidente da Renamo, Afonso Dlhakama teria sido instado a comentar ou confirmar pela imprensa o que pensava sobre o recente pronunciamento do porta-voz do partido, Fernando Mazanga. "Dhlakama apenas disse que o Municipio da Beira como outros municipios sob sua gestao, serao renovados. Alias, nota importante é que ontem, Quinta feira, logo a sua chegada, o lider daRenamo, distanciou-se dos pronunciamento de Fernando Mazanga, acerca da 'tal candidatura rebelde de Daviz Simango'. Dhlakama ate chamou de miudo ao seu Porta Voz, tendo sublinhado que no partido nao existia 'esta linguagem de rebelde'."

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Renamo sofre baixa por preterir Daviz Simango na Beira

...pelos recuos de partidos coligados de apoiar a Perdiz nas próximas eleições autárticas. Resta saber o impacto deste virar de costas de partidos minusculos no pleito eleitoral à porta.

A coligação de cinco partidos, CDU, PAC, PADRE, PARTONAMO e PDNM, que formam a coligação Unidos por Moçambique contituida em Agosto último para juntar sinergias com vista a um bom desempenho eleitoral, veio ao público, através do seu representante, António Palange que já não vai apoiar o partido do senhor Afonso Marceta Dlhakama, nas eleições de 19 de Novembro próximo.

Outrossim, Palange afirmou de facto que tinha como intenção inicial de apoiar a Renamo e os seus candidatos nos 43 municípios em que esta concorre. No entanto, “os acontecimentos da Beira fizeram-nos recuar” a coligação.

Palange amarguramente enfatizou que “recuamos porque não compartilhamos com a decisão tomada pela Renamo no que respeita a Deviz Simango. Para nós ele estava a trabalhar bem e merecia um voto de confiança para continuar. Foi um duro golpe para quem estava a apresentar trabalho e resultados positivos”.

Enfim, dada a decisão errada de Dlhakama, a coligação que Palange lidera decidiu-se por não apoiar nenhum outro partido e voltar-se para a preparação das eleições gerais e presidenciais de 2009.
Fonte/foto Noticias

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Davis Simango fez e está a fazer um bom trabalho no Município da Beira, reconhece Dlhakama


...Mas o que se passou, chefe?


O presidente da Renamo, Afonso Dlhakama, disse na capital de Manica que “Davis Simango fez e está a fazer um bom trabalho no Município da Beira, assim como também outros dirigidos pela Renamo constituem o espelho da boa governação do partido”. Mas o que se passou entao?

Segundo o Canal de Mozambque, "a viragem repentina de Dhlakama, de uma opção de continuidade de Daviz Simango como Edil da Beira para passar a apostar em Manuel Pereira, está a ser considerada por alguns analistas uma opção forçada por certos militares da guerrilha que andam descontentes e a ameaçar Dhlakama alegando que ele está a entregar o partido a jovens que têm a mania que são doutores. Contudo, outros preferem subscrever a ideia de que Dhlakama anda com medo da ascensão de popularidade do engenheiro Daviz Simango, lamentando ao mesmo tempo que assim seja porque reconhecem ser o próprio presidente do partido quem com os seus ciúmes acaba por promover a divisão no partido . Outros ainda consideram que não está posta de parte a hipótese de Dhlakama ter sido enganado por um grupo que se deixou aliciar por benesses que lhes teriam sido concedidas por membros do Comité Central da Frelimo residentes na Beira. E outros chegam mesmo a alegar que Dhlakama está a entregar a Beira à Frelimo a troco de dinheiro que terá recebido. O certo é que Daviz Simango continua a considerar Dhlakama o seu “querido presidente” e a sua candidatura independente está a ser apoiada pelos núcleos da Renamo de todos os bairros da Beira, enquanto os delegados do partido na cidade e província, respectivamente, que apoiam Manuel Pereira e são tidos por quem enganou Dhlakama, andam agora escoltados pela Polícia de Intervenção Rápida, força de quem há pouco diziam o pior que se podia ouvir de alguma instituição." Leia mais aqui.

sábado, 9 de agosto de 2008

Convicções de Dlhakama sobre o Zimbabwe


… Contrárias ao GUN em Zanu-PF e MDC


Num artigo lavrado por Orlando Castro, o Miradouronline teve acesso as convicções do líder da oposição e da Perdiz sobre a actual grave crise zimbabueana. Recorde-se que foi Afonso Dlhakama que ‘empurrou’ o Governo de Armando Guebuza a receber o líder do MDC, Morgan tsavangirai, aquando da sua única visita ao país no passado bem recente. Com a devida vénia passo na integra o apontamento de O. Cartro do Alto Hama:


O presidente da RENAMO, o maior partido da oposição moçambicana, considerou hoje que uma eventual partilha de poder no Zimbabué “será um mau exemplo para a democracia africana e um encorajamento a criminosos”. Ao menos, de vez em quando, aparece alguém que diz umas verdades.

Representantes do Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, e do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), a principal força política da oposição, estão em negociações na África do Sul, para uma solução que ponha termo à crise política naquele país, agravada pela recondução de Mugabe no poder, num processo eleitoral marcado pela violência e consequente boicote da oposição.

Falando aos jornalistas em Maputo sobre uma eventual partilha de poder entre o partido ZANU-FP de Robert Mugabe e o MDC presidido por Morgan Tsvangirai, Afonso Dhlakama qualificou essa possibilidade como “triste e nociva à democracia”, considerando que “irá dar a oportunidade ao ditador e criminoso Mugabe de partilhar o poder com quem ganhou”.Nem mais. Dhlakama diz o que muitos pensam mas que teimam em não dizer, seja por interesses económicos, políticos ou outros ainda menos transparentes.

Para o líder da oposição moçambicana, “uma solução aceitável seria a renúncia de Robert Mugabe e a entrega do poder ao MDC de Morgan Tsangirai”, que venceu na primeira volta das presidenciais zimbabueanas, realizada a 29 de Março. Pois. Mas vencer não chega. Aliás, ao que parece só mesmo Deus poderá demitir Mugabe.

“Isso (de partilha de poder) é matar a democracia, é desencorajar os que pretendem uma implantação efectiva da democracia em África, é encorajar ditadores e criminosos como Mugabe”, acrescentou Afonso Dhlakama.

De acordo com Dhlakama, a fórmula de governo de unidade nacional, em que os partidos vencedores são obrigados a partilhar o poder com os perdedores, “é um mau precedente para África, pois a força no poder vai a eleições sabendo que vai continuar no poder, independentemente do resultado”. "

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lider da Renamo, Afonso Dlhakama, recebe Morgan Tsavanguirai do MDC do Zimbabwe

- Lider do principal partido da oposicao do Zimbabwe

Em mais uma jornada politico-diplomática, o líder da Renamo conferenciou com o Presidente do Partido da Oposição MDC do Zimbabwe, o sr Morgan Tsavanguirai no seu gabinete de trabalhos. Ao que tudo indica Dlhakama facilitou também os encontros que o chefe do MDC com o ex-chefe do estado J.Chissano e com a Sua Excelência, o Presidente da República, Armando Guebuza. Falando aos jornalistas, após um encontro com o Chefe do Estado, Tsavanguirai disse que veio a Maputo pedir ajuda dos chefes de estado para uma intervenção enérgica no Zimbabwe. Ele descartou a possibilidade de uma segunda volta sem se conhecerem os resultados presidenciais e muito menos de um governo de unidade nacional naquele país vizinho. O pano de fundo dos encontros que Tzavanguirai teve em Maputo é o impasse que vive na crise zimbabwena, com a ZEC a não publicar os resultados das presidenciais naquele país ate' aqui.
Foto gentilmente retirada do blogue Meu Ser Original. Obrigado Ivone.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dhlakama envolve-se na crise do Zimbabwe

Tem lugar esta sexta-feira em Moçambique a habitual cimeira económica entre o Presidente Armando Guebuza e o seu homólogo sul-africano, Thabo Mbeki.
O encontro deverá ser dominado pela crise política no Zimbabwe.
Essa é, pelo menos, a esperança do líder do maior partido da oposição moçambicana.
Em entrevista à BBC, Afonso Dhlakama afirmou estar em contacto com o líder do principal partido da oposição zimbabweana, Morgan Tvsangirai.
Esses contactos, disse, ocorrem no âmbito de esforços para levar a que governos da região tomem uma posição firme sobre o que é visto como uma tentativa do Presidente Robert Mugabe se manter no poder.
Dhlakama considera que a agenda do Zimbabwe, neste momento, devia ser prioritária.
"Há as amizades históricas dos movimentos que lutaram contra o colonialismo na região e muitas vezes há sentimentos de que Mugabe é revolucionário e camarada, pelo que não podemos envergonhá-lo. Só que esta posição faz com que Mugabe sinta que está a ser protegido pelos líderes da região," disse o líder da Renamo.
Afonso Dhlakama também relevou que estava em contacto com Morgan Tsvangirai, o líder do principal partido da oposição no Zimbabwe, o MDC.
"Não posso esconder. Há mais de três dias que estou em contacto com Tsvangirai. Ontem mesmo tentei entrar em contacto com o Presidente Armando Guebuza, mas não consegui. Também telefonei ao antigo presidente Chissano; ele é o líder da associação dos ex-presidentes africanos. Infelizmente Chissano não está no país neste momento."
O líder da Renamo também confirmou que Morgan Tsvangirai tenciona visitar Moçambique.
"Tsvangirai já me informou e pediu-me para fazer estes contactos e pediu-me que servisse de ponte porque ele tenciona falar com o Presidente Guebuza e com o ex-presidente Chissano.
Dhlakama explicou também qual o seu papel concreto neste caso.
"Estou a desempenhar o papel de encorajar os líderes da região para que, de facto, tenham em consideração a situação no Zimbabwe. Não estou a defender a oposição [do Zimbabwe]. Sou político e preocupo-me. Não gostaria que a situação do Quénia se repetisse no Zimbabwe." BBC

quinta-feira, 3 de abril de 2008

“Políticas do Governo são crime contra o Povo”

- afirma Afonso Dhlakama, líder da Renamo, que apela para maior atenção ao problema da Malária nas zonas rurais e melhores salários para o pessoal da Saúde
As políticas de Saúde implementadas pelo governo moçambicano são um autêntico crime contra o povo, refere o líder da Renamo, Afonso Dhlakama que algo agastado remata: "o governo moçambicano está a praticar crime contra milhões de pessoas que perdem a vida sem serem assistidas, sobretudo nas zonas rurais onde as autoridades nem sequer registam os óbitos desses cidadãos”.
De acordo com Dhlakama, "muitas vezes as pessoas quando estão doentes preferem perder a vida nos locais de residência ao invés do hospital, porque acreditam que os hospitais aceleram a morte. Outras ainda preferem deslocar-se ao curandeiro para tomar raízes do que irem para o hospital".
"O curandeiro não está habilitado a realizar testes de patologias, mas por vezes até tem melhores condições que as unidades sanitárias", frisou e acrescentou que "o Ministério da Saúde faz discursos pomposos nas cidades para descrever que não existem problemas no sector, mas as coisas andam muito mal principalmente nas zonas rurais". Mais grave ainda, segundo o líder da Perdiz, "não existem dados estatísticos de quantos moçambicanos perdem a vida por doença, porque o serviço de estatísticas não funcionam nas zonas rurais. Ninguém apresenta dados estatísticos de pessoas mortas".
"Existem estrangeiros que garantem que as estatísticas em Moçambique estão no bom caminho. Eles estão a trair o povo moçambicano e dos seus próprios países", disse Afonso Dlakama. Diz ainda que "nas zonas rurais morrem desde recém-nascidos, crianças, adultos e velhos por falta de cuidados de saúde nos distritos e localidades, e como os serviços de estatísticas andam mal, não há registos de quantos mortos perdem a vida".
Por outro lado Afonso Dlakama adianta que "o Governo deve mudar as políticas de saúde porque existem problemas sérios no sistema nacional. Em todos os postos e localidades do país as populações estão a morrer por falta de assistência médica. As unidades sanitárias têm falta de equipamento, pessoal técnico, material médico-cirúrgico e até medicamentos. Assiste-se a um verdadeiro caos". "Temos um país pobre, é certo, mas o Governo deveria apetrechar mais o sector da Saúde como também melhorar os salários do pessoal", defende o líder da Oposição em Moçambique país governado desde a independência nacional em 1975 por sucessivos governos apontados pelo Partido Frelimo.
HIV/Sida
De acordo com Afonso Dhlakama, com o advento do HIV/Sida, o Governo tem relegado para segundo plano outras doenças que também constituem problema de Saúde Pública, tal é o caso da malária, cólera, tuberculose, entre outras. "O Governo moçambicano está mais preocupado com problemas de HIV/Sida, o que não é mau de todo, mas até certo ponto essa doença já não é problema como no início porque com os anti-retrovirais e seguimento, a pessoa já pode prolongar o seu tempo de vida", explicou o líder da Renamo. Acrescentou ainda que "devemos convencer as pessoas infectadas por HIV/Sida para fazer o teste de forma a seguir o tratamento. Os portadores de HIV/Sida podem prolongar a vida através das recomendações dos serviços de saúde". Por outro lado o líder da Renamo diz que "o problema é como convencer as pessoas para fazer o teste e depois seguir o tratamento anti-retroviral porque muitas pessoas quando descobrem o seu estado de saúde preferem esconder-se".
Malária nas zonas rurais
O Governo moçambicano, à semelhança do que faz com o HIV/Sida, segundo Dhlakama deveria estar preocupado com os elevados índices da malária que estão a ceifar milhares de vidas humanas. "A malária mata muito. Muitas pessoas nas zonas rurais estão a morrer de malária e os serviços da Saúde não estão a prestar o devido acompanhamento. Não só por falta de medicamentos, mas, também porque os poucos funcionários andam descontentes com a remuneração que auferem e as condições de trabalho que lhes são oferecidas pelo Governo", disse Afonso Dhlakama.
"Muitos agentes de saúde nas zonas rurais trabalham e até fazem horas extras, no entanto, auferem salários baixos", afiançou o líder da oposição. Para Afonso Dlakama "os agentes de saúde atendem bichas enormes de pacientes. Diariamente atendem mais de 150 pacientes que padecem de várias patologias como cólera, disenteria, malária de entre outras. Outros ainda atendem crianças a sangrar apesar de estarem cansados, descontentes e desmoralizados".
(Conceição Vitorino) Fonte e imagem: Canal de Mçambique

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Afonso Dhlakama embaizador da Paz


O LÍDER DA Renamo, Afonso Dhlakama, foi semana finda, proposto para as funções de Embaixador da Paz pelo Conselho das Religiões em Moçambique, num encontro desta organização religiosa constituída por diferentes confissões representadas no nosso país. Na ocasião, Afonso Dhlakama foi, igualmente, convidado a tomar parte e usar da palavra no Dia Mundial das Religiões que se assinala no dia 19 de Janeiro, cujas cerimónias centrais em Moçambique vão ter lugar nas instalações do Conselho Islâmico, na cidade da Matola.


Um Comunicado de Imprensa do Gabinete Presidencial da Renamo refere ainda que a escolha de Afonso Dhlakama para estas funções “é um tributo a quem de facto muito fez e faz para a manutenção da paz, da estabilidade e da reconciliação entre os moçambicanos e uma forma de reconhecimento do seu papel no cenário político nacional”. O Conselho das Religiões em Moçambique é constituído pelo Conselho Cristão de Moçambique, COREM, Conselho Islâmico, Comunidade Hindu, Igreja Católica, entre outras confissões. Enquanto isso, o líder da “perdiz”, Afonso Dhlakama, congratulou-se pelo facto da bancada parlamentar da Renamo na Assembleia da República ter registado o seu melhor desempenho desde o ano de 1994, altura da constituição da primeira assembleia multipartidária do país. Num encontro para realizar o balanço da actividade parlamentar do seu partido, realizado recentemente em Maputo, Dhlakama referiu que tal desempenho positivo deve-se sobretudo ao facto da Renamo-UE ter conseguido “obrigar o Presidente da República e ao Parlamento a observar estritamente o que está previsto na Constituição e na lei no que concerne à governação do país”. “Este ano, pela primeira vez, tivemos um desempenho positivo porque conseguimos denunciar várias práticas de inconstitucionalidade protagonizadas pelo Governo, em geral, e pelo Presidente da República, em particular”, sublinhou para depois destacar, entre tais denúncias, as ilegalidades e inconstitucionalidades resultantes da criação da Alta Autoridade da Função Pública que, depois de tal reclamação, foi extinta e criado o Ministério da Função Pública. Por outro lado, Afonso Dhlakama mostrou-se satisfeito com o trabalho de fiscalização das actividades do Governo levadas a cabo pelos deputados do seu partido em diferentes províncias do país, para além de terem “dado uma contribuição assinalável nos debates realizados no plenário da AR, particularmente nos debates sobre o Plano Económico e Social e Orçamento de Estado para 2008”. (Noticias)
Nota: Esta' de parabens o lider da Renamo. Parabens se extendem tambem a Renamo no Parlamento que fechou com chave de ouro a presente sessao pese embora minorita'ria e com vicissitudes de toda ordem. Feliz Natal e boas festas Sr Dhlakama e a sua equipa de Deputado!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Afonso Dhlakama presidiria ao seu Governo, hoje

" Nao fosse a roubalheira da Frelimo, a Renamo ja estaria no poder"

- Afonso Dhlakama, acusa, na primeira pessoa, em entrevista ao O Autarca.

O líder da Renamo e, praticamente da oposição política moçambicana, Afonso Dhlakama, concedeu há dias uma entrevista ao nosso jornal.Também é conhecido como um dos poucos generais que teria conseguido parar em menos de 24 horas a guerra travada, imediatamente a assinatura do Acordo Geral de Paz, a 4 de Outubro de 1992, a partir de Roma, Itália.

Refira-se que nessa altura havia uma visão segundo a qual a guerrilha da Renamo era descomandada, mas ao ter conseguido ordenar os seus homens a cessar fogo imdiatamente a assinatura do AGP, Dhlakama provou o contrário, merecendo até hoje interrogações por parte de muitos analistas sobretudo internacionais.Na entrevista que concedeu ao nosso jornal, no seu gabinete de trabalhos, em Maputo, o líder da Renamo,Afonso Dhlakama, afirmou peremptoriamente que se não fosse a roubalheira escandalosa protagonizada pela Frelimo, o seu Partido já estaria no poder desde as primeiras eleições multipartidárias realizadas em1994.Dhlakama, um Ndau que se afigura numa etnia reduzida quase em nada, no Centro de Moçambique, Sofala, mas que se resume muito prestigiada em relação a outra sua rival, Sena, disse que, mesmo assim, deixa tudo na mão de Deus e do povo moçambicano que saberá dar o melhor destino a si e ao seu Partido Renamo.

Bastante humilde e muito reservado na sua locução, Afonso Dhlakama transmitiu que, provavelmente, a Comunidade Internacional pode estar a tapar o sol com a peneira para evitar um possível colapso da Frelimo, supostamente por este partido não estar habituado a conviver com a Oposição. “Então se não estiver entrará em colapso consigo mesmo”, disse o carismático líder da Renamo enquanto, como lhe é peculiar, libertava sorriso ante o olhar sereno da nossa reportagem.O líder disse ainda que acredita que se um dia a Frelimo deixar o poder pela força do voto popular ela poderá simplesmente desaparecer com medo de vir a ser julgada pelos alegados desmandos que vêem cometendo desde que se encotra no poder, em 1975, altura da Independênia nacional.Considerou que 32 anos de governação emanados na base de amiguismo é muito. “Muitos quadros tiveram de abandonar o País à procura de outros horizontes e teimam em não regressar à sua própria pátria enquanto a Frelimo continuar no poder, porque acreditam que nada mudou. É a mesma Frelimo de sempre” – referiu.

Dhlakama disse ainda que se a Frelimo alguma vez mudou então apenas mudou a táctica de atacar.Afirmou ainda questionando que se, por um lado, a Frelimo diz que nós não temos quadros porque viemos da mata, então pecou por ter governado com quadros de portugueses porque ela também vinha do matocom um uniforme militar e não do saber governativo.Como que a filosofar, o líder da Renamo indicou, a dado passo, nunca ter conhecido nem ouviu dizer do nascimento de uma criança já com dentes, acreditando que tudo isso se desenrola com o tempo. “A Renamo pelo menos aprendeu dos erros cometidos pela Frelimo durante esse período em que governa o País, por isso estamos melhor preparados para governar Moçambique sem desiludir o povo” assegurou, confiante, Afonso Dhlakama.Afonso Dhlakama já perdeu três eleições na sua corrida ao Palácio da Ponta Vermelha, duas vezes derrotado pelo anterior candidato da Frelimo, Joaquim Chissano, e agora nas últimas pelo actual Chefe do Estado, Armando Guebuza, mas sempre se mostrou inconformado.(Mohamed Siad)
Fonte: O AUTARCA

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Afonso Dhlakama: sabia que Chissano ia ganhar

O MIRADOUR(O)NLINE pode revelar que o líder do maior partido da oposição de Moçambique (Renamo), Afonso Dhlakama, disse, na tarde desta segunda-feira, em Maputo, que sabia que o antigo estadista moçambicano, Joaquim Chissano, ia ganhar o prémio Mo Ibrahim. Afonso Dhlakama reconheceu que "sem dúvidas, mais uma vez o nome de Moçambique é elevado".

"O que queremos é que Moçambique seja mais falado como o exemplo da paz no mundo, não só no continente africano". Afonso Dhlakama disse que já havia comentado, há três semanas, que Joaquim Chissano ia ganhar aquele que é o maior prémio individual do mundo, porque todos os países africanos que tiveram guerra celebraram a paz, porém, mesmo depois da paz o disparar das armas continuou "a coabitar o mesmo espaço com a paz".

Afonso Dhlakama vincou que o prémio de paz e boa governação que Joaquim Chissano conquistou na manhã desta segunda-feira foi graças à sua passividade como líder da oposição porque, na sua opinião, apesar da violência que caracteriza "a nossa paz", ele não tem enveredado pelo mesmo caminho de violência.

Já o porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo, partido de Joaquim Chissano, o prémio é um orgulho para todo o povo moçambicano, mas acima de tudo é uma enorme responsabilidade para o vencedor que tem a missão de preservar a sua imagem que jogou bastante para a conquista do prémio paz e boa governação.

Ricardo Machava

Fonte: OPai's/ M I R A D O U R (O)NLINE - CANAL NOTICIOSO - MOÇAMBIQUE - MMVII

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