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VOA News: África

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domingo, 14 de agosto de 2011

Saudade a doer - Ivone Soares


Por onde andarás?
Não te tenho!
Perco-te neste silêncio
Silêncio imposto
Pelas circunstâncias – reflectes.
Não perdes nada
Ando vagueando
Buscando-te
Buscando formas novas de amar tua carne
Amar tua pele
Amar-te
Anda vagueando
Querendo-te…
Dizes doer
Dizes querer-me
Mas enciumada pões-me
Desapareces do meu controle
Explicações…
Parecem vazias de sentido
Vagueio sóbria
25.09.2009

Nas noites-dias sombrias.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

“Show de talentos” da STV, uma farsa

- Enquanto esta televisão privada escoder os seus verdadeiros motivos comerciais

O público moçambicano viu-se enganado ao notar que um dos badalados shows de procura de talentos, da STV, virou uma espécie de caça-fortuna desavergonhada.
Agendas geo-políticas inconfessáveis podem estar por detrás do que aconteceu na final do Show de Talentos, em que o menos talentosos foram os que logaram o repto.
Apercebemo-nos que, o facto de alguns participantes terem declarado o seu agradecimento ao gestor municipal da cidade da Beira, o edil Deviz Simango, terão visto o seu protagonismo talentoso reduzido a nada, nomeadamente os humoristas (o pastor Gito e a companheira bem assim do Mazuse e cantores).
Ainda assim, com todo o Moçambique inteiro a pensar que os lugares cimeiros do show fosse à Chiveve, eis que fomos brindados falsamente com o 1º lugar para Maputo (Solange) e 2º lugar para Inhambane (da Evo Faria, esta última que passou o show todo a cantar fora da escala) e só os lugares mais além é que vinham os beirenses, nampulenses e tantos por aí fora.
Como se não bastasse vimos os 300 mil, 150 mil a cairem em mãos alheias graças ao “drible” que veio de uma ‘clique’ de gente ligado ao poder.
O que se pode compulsar deste destoo todo da STV é de facto que, dando razão ao Fernando Mazanga, desde que viu seus equipamentos tomados e devolvidos depois pelo poder, assume um seguidismo ao regime do dia sem paralelo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Infinita verdade

Se dos que foram
o eco dos gritos
chega

Paira a dor
Que tanto perdura
nos que ficam

Razão fundida
No tormento e silêncio
Na qual a verdade
É oculta e nua.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Seg(c)redo

Sós vão as palavras,
Como uma ânsia incrédula
mercê da lábia
do último regimento
de saudade recorrente desde que partiste.

Contigo partiram também
tua voz, teu ser, teu ‘eu’.
Foste como foste, só e endiabrada,
tanto ficou por falar que de tão-pouco
é que nos restou neste ‘ser-duo’ que fomos.

És, enfim, ser virtual único agora
que paira à volta e inatingível
sendo que nosso seg(c)redo,
repousando nessa dimensão que ti endeusou,
é quase ilegível e inaudível lamantavelmente!

sábado, 1 de novembro de 2008

Sonhos da liberdade

Liberdade
Serás uma ânsia vindoura
Ou sacrilégio da liberdade do outro?
Ou serás uma simples fronteira vocabular?
Liberdade, onde estás?



Liberdade
São meus passos cadentes e olhos postos
A toda extensão da vista
procurando-ti afectivamente.
Liberdade, vem p’ra mim!


Liberdade
Reduzida, chamo-te meu sinal, bilhete
Ou minha identidade existencial.
Quero-te resgatar p’ra ter de volta agora
Ó liberdade perdida!


Liberdade
És, por isso, a dádiva mister
P’ra pais, filhos, tios, ávos e a nação.
Paz, amor e felicidade que, enfim, se ofercem
Habitam a liberdade total.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Poema



Nelson meu amigo,

Você é o paradoxo!
Não o somos todos nós, um pouco?
Não é a vida um constante paradoxo?
Mas ainda assim, estamos aqui!
Lutando sempre.
Vivendo sempre.
Amando sempre.
Mais e melhor.
Assim espero.
Um abraço.
In Meu Mundo(My World)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Quero

Publicado por X!mb!t@nE /Setembro 22, 2008

Quero...
De uma vez por todas e talvez, pela última vez
Renascer das cinzas
Olhar para frente e caminhar sem medo.

Quero...
Reaprender a andar sem olhar pra trás
Passo a passo, uma meta alcançar
A minha nova meta.


Quero...
Continuar firmemente a acreditar
Que o amor existe
Apenas não fui bafejada pela sorte.


Quero...
Ser pássaro cantante de penas coloridas
Flor que desabrocha linda com o orvalhar da manhã
Sol em dia de tempestade


Quero...
E juro que vou aprender
Pois tudo depende de mim:
Eu quero amar e ser feliz!


Dede Moquivalaka acrecentou dizendo que...
............................
Quero…
Acordar com os raios do sol que anunciem tempos novos
Não apenas me voltar aos meus sonhos, esses sonhos
Que deixam em mim, meu Deus, uma figura triste!


Quero…
A ti, lado-a-lado e rente ao meu co(r)po
Sob sopro do vento adjunto, untando o óleo do nosso amor
Enquanto, enfim, meu calvário sentimental, matinal, se evade!

domingo, 14 de setembro de 2008

Quando te escrevo


Quando te escrevo
voando na terra
tenho os pensamentos
nas estrelas
estrelas garridas de
todas as cores
Minducha tentou,
hoje, tocá-las
Disse impossível ser
Aí, minha companhia pediu
Levei-a as estrelas

Lá achei-te
em todo lado te vejo
sempre te vejo
Vamos luar!
Ivone Soares

[In RABISCOS DA SOARES: Quando te escrevo]
Foto: idem

sábado, 30 de agosto de 2008

O que não disse

... Do recanto emocional onde repusam os Rabiscos da Soares (na foto) retirei o um poema lindo e profundo, que urge esta postagem:



O que não disse

Não disse o quanto te quero
Não disse
Não por capricho
Não por ingenuidade
Não por incapacidade
Não disse
Hoje
Não disse
Porque sabes
Sabes que te quero
Sabes sim...
Sempre ao quadrado!
Naquele dia não disse
mas, hoje, entre traumas e dramas
quero-te digo
Minha alma linchada parece
se de de tiquerer sem fim
Naquele instante em que teus olhos cruzei
momentaneamente paralisei todos sentidos
reanimada estou
mérito teu...sabes, agora em viva voz digo
raíz quadrada de mim... sempre serás.
Não ponto final, pois sabes:
reiniciamo-nos a cada fim do início.
Ivone Soares

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Rosa Langa (Jornalista) faz o lançamento d' “As Inconfidências dos Homens”


...Segundo o Noticias de hoje, Rosa langa, jornalista da Rádio Moçambique, lança na próxima sexta-feira o seu segundo livro de originais, intitulado “As Inconfidências dos Homens”, no Centro Cultural Franco-Moçambicano.A cerimónia está marcada para as 17 horas.

"O lançamento do livro será também um momento de forte interacção, dado que diversos grupos culturais irão dar o seu contributo no lançamento do livro, que se apresenta como um contributo valioso, um catálogo ou base de dados dos artistas e sobre a cultura moçambicana. “As Inconfidências dos Homens” é um instrumento importante para a definição de uma estratégia de relacionamento do Estado com os artistas, onde se buscam verdadeiros parceiros na construção da consciência e orgulho nacional.

O livro, patrocinado pela Cooperação Suíça, e editado pela autora, cruza estórias que mostram o trajecto dos artistas moçambicanos e alguns estrangeiros na sua luta pela dignidade, independentemente do grau de instrução, filiação política, estatuto social ou local de origem.

É uma simbiose de pessoas conhecidas, todas com o mesmo denominador comum: revelações em forma de inconfidências.As entrevistas inseridas na obra foram feitas ao longo dos últimos anos da carreira da jornalista, todas elas radiodifundidas em partes em alguns programas da estação radiofónica onde a autora trabalha. Nas mesmas entrevistas, parte dos seus interlocutores fala dos seus sonhos, frustrações e utopias que hoje revitalizam de forma indelével parte integrante da nossa história, história universal." Leia mais aqui. Fonte/foto MacuaMoc

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Para variar, um poema

A amizade
é o mais belo afluente do amor,
ela ajuda a resolver,
com paciência,
as complicadas equações
da convivência humana.

A amizade
é tão forte quanto o amor,
ela educa o amor,
sinalizando o caminho da coerência,
apontando as veredas da justiça,
controlando os excessos da paixão.

A amizade
é um forte elo que une pessoas
na corrente do querer.
Amizade
é cola divina,
cola demais,
pode doer.

A amizade
tem muito mais juízo que o amor,
quando ele se esgota
e cisma de ir embora,
ela se propõe a ficar,
vigiando o sentimento que sobrou.

Desconhecido in Pensador

domingo, 4 de maio de 2008

Dos "rabiscos da Soares", extrai um poema para si caro leitor

Não só se vive de política – diria a Soares. Trago aqui um poema; aliás uma lição de amor-mor da nossa bem presente nestas bandas, de entre os seus lindos "Rabiscos". Eis a estonteante viagem de amor e sensualidade que passeia no seguinte poema:

Confesso que esta noite promete
Noite fresca, quente, doce, noite tua
nossa noite sim!
Promete porquê?
Porque quero recordar-te que te adoro
sim, sempre ao quadrado.
Tive uma forte vertigem
Tonturas quentes
Toda eu refogada
especiarias orientais
aromas ocidentais
presença africana
Espíritos e Deuses? Não...
Deus conspira
Quer-nos juntos
Tu em mim...eu como sempre...
Tua.
Ivone Soares
Nota: Para quem quiser se deleitar melhor neste domingo com a Soares poetisa, so' para variar, aceda ao elo aqui.

segunda-feira, 31 de março de 2008

“O Alegre Canto da Perdiz”



Leia e deleite-se com o último trabalho da Paulina Chiziane. É um “romance que publicou agora em Portugal e será editado em Moçambique questiona o envolvimento dos indígenas na colonização” que se diz ser algo polémico. Leia + aqui. com imagem do Moc. para Todos.

domingo, 16 de março de 2008

Shingondo & prosando


- Por Daniel da Costa
Leia um pouco sobre a prosa refescante do famoso escritor da praça, Daniel da Costa.


NOTA DE MIA COUTO


O Comedor de Xingondismos

A crَnica parece ser um género que se afirmou em Moçambique. O modo esse género se enraizou traduz a condiçao de uma à procura do seu retrato. A crَonica é um texto hibrido, uma escrita mulata, cruzando literatura e jornalismo. O "Xingondo" a que este livro faz alusمo é o estranho, o outro. Moçambique é uma naçaمo que resulta de sucessivas mestiçagens culturais e de dinâmicas de troca que fazem que o "xingondo" de hoje se incorpore e se torne algo que, amanhم, passa a integrar a nossa moçambicanidade.
Moçambique vive deglutindo esses xingondismos.Uma naçao em processo de criaçao precisa desses retratos que sمo a croَnica, dessas suْbitas iluminaçُoes que dمao conta de um corpo que se mantém uno e em marcha. Na noite, o viajante adivinha o caminho pela luz breve dos relâmpagos. A crَnica é esse corpo luminoso construيndo a partir de pequenos episَdios do quotidiano.
Daniel da Costa é, sem dْuvida, um dos autores que fez justiça à vertente litera'ria da crَonica. Como ele diz, o segredo é o ângulo em que o cronista se coloca para olhar a realidade. Como se de um fotَgrafo se tratasse. Mas eu acho que é mais do que isso. Quem lê este livro percebe que Daniel da Costa vai muito para além do retrato. Ele coloca em pلgina um Moçambique criado pelo seu olhar lْcido. A paixمo com que o cronista se construindo um paيs como um lugar de afectos e de troca de afectos. Um paيs onde xingondismos somos todos nَs.
Mia Couto
Texto e imagem retirados aqui.

sábado, 1 de março de 2008

O meu Secretário-geral da AEMO

- Por Florentino Dick Kassotche

Cada um idealiza a sua esposa, seus filhos, seu presidente, seus ministros, e por ai fora. E hoje, quase nas vésperas das eleições gerais na Associação dos Escritores Moçambicanos, quero também idealizar o meu SECRETARIO-GERAL. Confesso, não vou ser muito ambiciono como gostaria de ser, mas na medida do possível vou, aqui, deixar escrito aquilo que penso que deve ser o perfil de um Secretario-Geral da AEMO, uma Associação que devia ser porta-voz de toda uma sociedade civil. Estou a imaginar vozes discordantes com aquilo que penso ser o meu SG, e os mesmos a morderem-me com palavras e pensamentos, como alguns já tiveram a ousadia de me telefonar, pedindo-me silêncio absoluto a todo um processo de candidaturas e eleição de um Homem que será também meu CHEFE na CASA dos ESCRIBAS; mas como sou da banda dos que não recebem ordens insípidas, cá estou para registrar o que penso.Antes de entrar propriamente no meu tema, que é o perfil de um SG da AEMO, gostaria de fazer uma pergunta retórica: já imaginou, caro leitor, ter-se, hoje, num mundo globalizado, um presidente em Moçambique que não saiba balbuciar inglês ou francês? Já imaginou, caro leitor, ter um Ministro dos Negócios Estrangeiros que não saiba expressar-se em alguma língua internacional, diferente do Português? Já imaginou ainda um Governador do Banco que não saiba as línguas que comandam o mundo financeiro? Leia mais sobre o assunto aqui.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Rosa!

Ao longe ecoa e esvai o vermelho
que o São Valentim difunde
por parelhas e enaltece
numa charneira de concidências frescas
abertas nas cedências do amor-iman.

Ao longe ecoa e esvai o vermelho:
trato uno e ateio firme
ante a suplica de quem se idolatra
num verdadeiro suplício
de amor-e-fogo inatingível.

Ao longe ecoa e esvai o vermelho
candente, da mão descai;
serena o olhar que me fixa
na ânsia dum elo meloso ao todo
da alvorada cadente ao pôr-do-sol sempre.

Ao longe ecoa e esvai o vermelho
como dança–e-chama ardente,
que remete, remexe e arremessa-se à poeira
do imaginário sublime que se refaz
enfim, dum folego adenso que me seduz amiude: uma rosa!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Na hora de estar só

Por: Nelson Livingston

Hoje apeteceu-me escrever-te oh mãe
Derramar-me nas margens do teu lar
Saborear o chilrear da natureza solitária

E escrever-te
Apeteceu-me dizer-te
Que o mundo cresceu
Está grande, está solto
Como sapato grande no meu pé pequeno
Não me cabe nem mesmo quando estou sereno

Poema retirado Aqui. [Entre as Palavras]

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fama Show-2007 dá prémio a uma menina de Inhambane

- Fazer dinheiro fácil as expensas da procura do talento e da nossa pobreza

Foi realizada a final do concurso de canto, vulgo Fama Show, no qual concorreram mais de 1,500 pessoas ao nível do país. Segundo a organização, este Fama Show teve a particularidade de ser auditado por companhia de consultoria sediada em Maputo. Só que prontos, os votos podiam ser arrecadados duas ou três vezes de um unico votante. Por exemplo o Presidente do Conselho Municipal da Maxixe diz que gastou cerca de 200.00Mts, votando, enquanto o seu par de Inhambane mais de 5,000.00Mts. Outrossim, um único votante podia votar para varios concorrentes na mesma competição. Ora isto não se percebe. Será que a lei de jogo foi usada aqui? A meu ver, nada foi respeitado. Como é que empresas auditoras de grande gabarito se propoe a auditar um negócio que a-priori é ‘dúbio’, senão mesmo ‘fraudulento’ a cabeça da qual está a famosa Mcel. O que se viu se resume numa palavra: Fazer dinheiro fácil as expensas da procura do talento e da nossa pobreza. O leitor votaria?

domingo, 4 de novembro de 2007

Canção com tema "anti-establishiment" é lançada em Maputo

O MIRADOUR(O)NLINE pode revelar que ao contrário que se devia esperar, com um seguidismo que caracteriza grande parte dos músicos da nossa praça, o Edson da Luz "Azagaia", um jovem universitário decidiu-se marcadamente pela critica social em face desta segunda república multipartidária lançando "A Marcha".
Depois da "mentiras da verdade" aquilo que se considera uma crítica feroz ao poder do dia a medir pelo teor do texto lírico. veio rapper sob o nome de a Marcha. Revejam aqui a Marcha e dizer que esta não e' a primeira vez que estudantes daquele nivel já fizeram ouvir a sua voz com tanto cepticismo assim como a deste a apelar que se mude. Confira aqui o texto lirico. O artista deu uma entrevista a BBC que o Miradouronline deu conta cujos pormenores pode acompanhar aqui.

Ligado a esta estirpe de musicos criticos, um outro musico que foi outrora Secretário de Joaquim Chissano (PR) que cantava e animava os saraus estudantis no “Self” – uma residência estudantil da UEM - com liricas 'quentes'; ou seja, com mensagem foi Felizberto Felix – vencedor do primeiro Ngoma Moçambique.

A canção que não agradou o poder-do-dia de então foi a do "jogorro", que retratava a azafama do camponês que semeiava mas vinha a ave (jogorro) tratar da colheita antes dele la' nas terras chuabos. Quase que ficou banida da RM. Embora não cantasse como o seu irmão, o Helder Muteia, nunca ficou atrás na luta anti-establishment de entao, vincado pelo desfilar de seus versos de ‘alerta’. Um grande declamador! Quem faltava dos sabados no segundo andar do Self? Ninguém!

domingo, 28 de outubro de 2007

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