"MOCAMBIQUE PARA TODOS,,
VOA News: África
terça-feira, 31 de maio de 2011
Embaixada da Suíca reforça capacidade do município da Beira na protecção costeira
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Daviz Simango apela união de autarcas beirenses para construção de novas sedes de bairros
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Tribunal retira hoje 14 imóveis do Município para os entregar ao Partido Frelimo
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Lei obriga mas governo não cumpre: Transmissão de escolas e postos de saúde ao poder local está encravada na Beira
“Chegámos à conclusão de que o Governo não tem vontade política de promover a efectiva descentralização do poder do Estado. Está provado que o Governo decreta leis antes de as analisar e ver se há condições objectivas para o seu cumprimento.” – Jaime Tomo, vereador de Educação e Cultura do Município da BeiraTribunal ordena o município da Beira a devolver “sedes” à Frelimo
“Se pensam que retirar as sedes ao CMB significa perda de confiança junto dos munícipes, enganam-se redondamente. Aliás, em 2013, nas quartas eleições autárquicas, venceremos”, diz Daviz Simango.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Caso da execução de 14 imóveis a favor do partido Frelimo: Tribunal Provincial de Sofala de novo contra Município da Beira
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Exoneração de ministros não resolve problemas económicos do país
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Votos de Dhlakama e Daviz anulados intencionalmente
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Ecos do anúncio de resultados provisórios em Nampula
Armando Guebuza, que entrou na corrida pela sua própria sucessão, teve um total de 386.175 mil votos, o que corresponde a 68%. Daviz Simango, o mais novo na corrida e que concorre pela primeira vez, conseguiu 5% dos votos, ou seja, um total de 30.494 votos, e Afonso Dhlakama, que está na corrida pela quarta vez, conseguiu 155.439 mil votos, o que corresponde a 14%. São dados oficiais.
Momentos após o anúncio dos resultados, cuja cerimónia inicialmente marcada para as dezoito horas veio a acontecer apenas pouco depois das vinte e uma horas, no salão nobre do Conselho Municipal local, o primeiro secretário da Frelimo, Agostinho Trinta, foi quem se pronunciou de imediato à Imprensa presente e disse que os mesmos são justos, resultado de quarenta e cinco dias de trabalho árduo e perseverante.
Arnaldo Chalaua foi o homem da Renamo presente e revelou alguns planos do seu partido para retaliar os resultados eleitorais.
“Haverá revolução popular, mesmo que seja necessário a morte”, disse em jeito de retaliação contra os resultados do pleito em Nampula que o partido de que Chalaua é membro considera injustos e saídos da “fábrica” da Frelimo.
Arnaldo Chalaua disse que o povo não vai ceder, e muito menos o líder do seu partido, às fraudes fabricadas pela Frelimo, e tudo está a postos do lado da Renamo para a retaliação.
Instado a pronunciar-se sobre o tipo de manifestação a que se referia, Chalaua escusou-se a falar da natureza e amplitude que assumirão.
Fontes próximas do partido Renamo, aqui em Nampula, dizem que o partido de Afonso Dhlakama está a preparar-se para fazer uma intervenção armada no país, assim que os resultados do pleito forem validados.
Estas nossas fontes avançaram que neste momento “o presidente Dhlakama até alocou segurança para os quadros seniores, aqui em Nampula”, para evitar que sejam perturbados por membros e simpatizantes da Frelimo.
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama disse recentemente na capital do Norte que pretende “incendiar” o país. Quando e por onde começará, não disse. Depois disso já disse que quem incendiará o País é o povo. Ninguém acredita que Dhlakama não esteja simplesmente a ameaçar.
Fraude filmada em Escola Primária na Beira
Nas imagens filmadas vê-se, escrito no quadro da sala de aulas em que funcionou a assembleia em questão, que havia 23 nulos, 3 brancos e 2 votos protestados.
Na acta e edital em poder do Canalmoz consta, no entanto, que houve 124 votos nulos, portanto mais 121 do que no acto de escrutínio propriamente dito. Vê-se nas imagens que todos os votos anulados têm expresso, com uma cruz, a intenção de se votar em Daviz Simango. Mas, depois, foram apensas dedadas, aparentemente com tinta indelével, pelo que se vê nas imagens.
No final dos trabalhos da assembleia, o edital, com sérias rasuras, atribui a Daviz Simango, candidato do MDM, 98 votos, contra 150 de Armando Guebuza, 14 a Afonso Dhlakama, 2 votos em branco e 124 nulos.
No quadro da sala de aulas onde funcionou a assembleia e onde, durante a contagem, foram sendo registados os votos para cada candidato e outras ocorrências, vê-se claramente, no filme, que Daviz Simango somava cerca de cem votos mais do que Armando Guebuza. A imagem, confrontada com o edital e a acta da assembleia da EPC do Esturro (0056), mostra, claramente, que os votos anulados são de Daviz Simango.
No filme, vê-se a recontagem dos nulos e ouve-se a voz de quem está a contar. Passam de cem os votos anulados por força de dedadas. Nesses votos, constam cruzes a votar em Simango.
No filme, vê-se, ainda, uma primeira recontagem dos votos que, depois de manipulados pelo presidente da mesa, vice-presidente e dois escrutinadores, aparecem com as cruzes iniciais postas pelos eleitores e dedadas que um teste de dactiloscopia poderá identificar de quem são. Só a Polícia de Investigação Criminal estará capaz de fazer esse exercício, se o desejar e lhe for permitido.
José Manuel de Sousa disse ao Canal que o MDM vai interpor queixa também na Procuradoria da República.
Faziam parte da mesa onde se deu esta ocorrência, Esmeraldo Agostinho Abreu (presidente), Adriano João Roque Sumbreiro (vice-presidente), Fátima Armando Mussa (secretário), Flora Manuel (1.º escrutinador), Teresinha Jemuce João (2.º escrutinador), Delfina Jaime Sunda (3.º escrutinador) e Raimundo Tomás Júnior (4.º escrutinador).
O delegado de lista do MDM que protestou verbalmente na mesa, era Castro Zacarias Dias. Ele foi impedido de meter formalmente a queixa. Quem o impediu foi, segundo ele, o presidente da Mesa, Esmeraldo Agostinho Abreu.
Como na mesa foi impedido de formalizar o protesto, o MDM, segundo nos disse o mandatário nacional, José Manuel de Sousa, interpôs na Comissão de Eleições da Cidade da Beira um protesto do delegado de lista do MDM na mesa. Quem interpôs esse protesto na CEC da capital de Sofala foi o mandatário do MDM na cidade da Beira, engenheiro Passipanaca.
O filme aqui em referência passou na TIM (Televisão Independente de Moçambique). A TV Miramar recusou-se a passar as imagens da fraude provada.
Na mesa 0056 estavam inscritos 921 eleitores. Encontraram-se “na urna” votos de 388 eleitores. Votos “não utilizados” 753. Foram “inutilizados” 2 boletins. Votaram 387 eleitores. E não votaram 534 eleitores. A soma de votos atribuídos, de brancos e nulos e protestados dá 388.
Entretanto, só no distrito do Búzi, segundo fontes da Renamo, terá havido mais de onze mil votos nos candidatos da oposição, anulados da mesma forma.
As mesmas fontes alegam que os recursos não foram aceites pelos integrantes das mesas onde esses votos nulos foram registados.
Na mesa do Esturro, na cidade da Beira, também não consta da acta qualquer recurso. Mas, no filme, vê-se o delegado do MDM a protestar.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Apuramento provisório dá mais de 190 deputados ao Partido Frelimo
Maputo (Canalmoz) – Os resultados finais só lá para 12 de Novembro se conhecerão, como anunciou oficialmente a Comissão Nacional de Eleições antes do escrutínio, mas está visto que o Partido Frelimo conseguirá a tal “vitória retumbante” de que falava antes mesmo da campanha eleitoral abrir. Os cálculos de 89% do total de votos das Eleições Legislativas, processados até ao domingo passado, dão ao Partido Frelimo uma vantagem histórica com 71% dos votos, o que lhe confere cerca de 193 deputados dos 248 eleitos a nível nacional.
Na diáspora, nos círculos eleitorais da África e Europa e Resto do Mundo, respectivamente, a Frelimo é igualmente a vencedora. Elege os dois deputados da diáspora. Assim, a Frelimo tudo leva a crer que somará 195 deputados, do total de 250 que constituem a Assembleia da República.
Estes dados ainda são provisórios. Foram disponibilizados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). Falta ainda o apuramento ao nível central da CNE, que será através do software electrónico. No entanto, tudo leva a crer que os dados finais não andarão muito longe destes.
Com base em cálculos de apuramento provisório, a oposição fica apenas com 55 deputados, sendo que 47 vão para a Renamo, e 8 para o MDM.
O MDM aparece em segundo lugar nos círculos eleitorais da cidade de Maputo e de Sofala, onde elege 3 e 5 deputados, respectivamente. Em Inhambane e Niassa, os outros dois círculos eleitorais de quatro a que o partido de Daviz Simango foi permitido concorrer, os dados até aqui divulgados pela CNE, indicam que o MDM não consegue eleger nenhum deputado.
Sendo assim, o MDM não poderá constituir nenhuma bancada parlamentar na próxima legislatura, dado que o regimento da Assembleia da República só permite a constituição da bancada aos partidos que consigam eleger pelo menos 11 deputados.
Estes dados, como já nos referimos, ainda não são definitivos.
Exclusão do MDM alterou os resultados finais
A avaliar pelos votos que o MDM conseguiu amealhar nos círculos eleitorais onde concorreu (Maputo-cidade, Inhambane, Sofala e Niassa), bem como pelos que foram alcançados pelo seu candidato presidencial, engenheiro Daviz Simango, pode-se apurar que caso este partido não tivesse sido impedido de concorrer em todos círculos eleitorais, o MDM podia ter eleito mais deputados e isso ser-lhe-ia suficiente para constituir bancada parlamentar, o que daria representatividade nos órgãos do Estado, tais como Conselho Constitucional, Comissão Nacional de Eleições, Conselho Superior de Comunicação Social, entre outros órgãos em que parte dos seus membros é eleita pela Assembleia da República, de acordo com a representatividade parlamentar na base da proporcionalidade.
Por exemplo, nos círculos eleitorais de Nampula e Zambézia, o candidato do MDM consegui amealhar 6% e 7% dos votos, o que faz acreditar que o seu partido podia ter conseguido mais ou menos a mesma percentagem de votos, caso não tivesse sido impedido de concorrer nestes círculos eleitorais, pela CNE.
Nem a remoção da barreira dos 5% ajudou os extra-parlamentares
Os chamados partidos pequenos, que nunca conseguiram eleger deputados para a Assembleia da República, continuam em branco, nas presentes eleições. Nem a remoção da barreira de 5% ajudou aos partidos extra-parlamentares.
Nem o PDD, nem o Partido Ecologista, nem o Partido Trabalhista, conseguiram eleger deputados para a próxima VII Legislatura da Assembleia da República, muitos menos os recém surgidos. O único partido que ao entrar no cenário político nacional logo conseguiu representatividade na Assembleia da República foi o MDM, um partido com cerca de oito meses de existência.
(Borges Nhamirre)
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
“Governo exalta e promove canalhas”
Maputo (Canalmoz) – A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), Dra. Alice Mabote, disse esta quarta-feira, em Maputo, comentando a decisão do Conselho Constitucional, que o Governo de Moçambique, liderado por Armando Emílio Guebuza, “está constantemente a promover e exaltar canalhas”, indivíduos que, segundo ela, “cometem atrocidades ao povo em benefício pessoal”.
Alice Mabote fez essas declarações instantes depois da apresentação feita pelo Movimento Democrático de Moçambique, que provou inequivocamente, que houve roubo de documentos do MDM, na Comissão Nacional de Eleições, ao que tudo indica, para beneficiar a Frelimo e Renamo, nas eleições de 28 de Outubro próximo.
Agastada com a situação, a presidente da Liga colocou em causa a seriedade dos órgãos decisores do País, tendo apelidado de “golpe baixo e crime punível”, a atitude da CNE e do Conselho Constitucional.
Dada a apresentação dos documentos comprovativos do suprimento das irregularidades, o que também prova que a CNE desviou documentos, e vendo que até agora não há outras provas contrárias, Alice Mabote disse que não tem nenhuma esperança de que a PGR venha a abrir processo de investigação contra a CNE.
“Não tenho nenhuma esperança, porque tudo é mesma coisa, que aliás tem a mesma génese. Se o CC (Conselho Constitucional decidisse de outra maneira seria uma grande surpresa. Nada se pode esperar da PGR, mesmo sabendo que estamos perante um crime, isto é, um esquema em que tudo começa pela composição da própria CNE e do Conselho constitucional”, afirmou a jurista presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos.
Tenho vergonha do presidente da CNE
Perante as provas apresentadas pelo mandatário do MDM, José Manuel de Sousa, Alice Mabote disse que “este Governo tinha de ter vergonha do que está a fazer, com o seu próprio país”. Disse estar envergonhada com a atitude da Comissão Nacional de Eleições, desde o presidente, João Leopoldo da Costa, a seus subalternos. O mesmo sentimento estende-se ao Conselho Constitucional na pessoa do juiz presidente, Luís Mondlane, e seus companheiros que de forma estranha sublinharam a decisão do CNE.
Aliás, a presidente da LDH disse que “a decisão do Conselho Constitucional não surpreendeu, em nenhum aspecto, pois trata-se de uma rede formada para defender interesses pessoais de alguns”.
Alice Mabote revelou ser difícil, na sua opinião, encontrar explicações para o desaparecimento dos documentos a CNE. “Só posso dizer que estou envergonhada com esta e comigo mesma, por pertencer a esta sociedade de mafiosos”.
Daviz Simango comove Mabote
Mabote disse à nossa reportagem que “não esperava a humilde e comovente atitude” tomada pelo líder do MDM, Daviz Simango, pois, segundo explicou, “está claramente provado que a CNE em conluio com o Conselho Constitucional prejudicaram o engenheiro, mas este não reagiu como um líder invulgar”.
“Sinceramente estou surpresa e bastante comovida com a atitude deste jovem (Daviz Simango), ele mostrou que é uma pessoa de bem, que mesmo perante as injustiças consegue apelar à calma e à decência” disse acrescentando que “Daviz Simango é um líder que marca diferença na sociedade moçambicana”.
Para Mabote, “em Moçambique nunca se viu um líder com o comportamento de Simango”. “Este jovem é um grande líder e sábio. Agora resta ao povo moçambicano analisar os líderes que temos e votar de forma correcta. O pronunciamento daquele jovem tocou o fundo do meu coração ”.
(Matias Guente)
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
MDM promete criação e melhoria de serviços básicos na Catembe
Perante a reclamação dos moradores daquele distrito, pela falta de muitos serviços, que habitualmente têm sido conseguidos apenas na chamada cidade cimento, o MDM aproveitou para dessiminar o seu manifesto, que prevê tratamento igual a todos moçambicanos, independentemente da sua localização. Na Catembe o MDM prometeu a construção de escolas, quer primárias assim como secundárias, e desenvolvimento de estratégias de criação de emprego para os jovens locais.
Outra questão amplamente falada pelo MDM foi a questão dos transportes. Recorde-se que a viagem Maputo Catembe é feita via fluvial através de ferry-boat ou ainda pequenas embarcações. O partido do Galo pediu aos moradores que votasse no MDM e em Daviz Simango para que o problema de transportes seja solucionado, com o aumento da frota que opera na via.
Naquele distrito, o MDM privilegiou o contacto interpessoal com os moradores, estratégia que segundo o chefe da brigada, Ismael Mussa, contribui significativamente para que os eleitores entendam a mensagem e que votem no programa e não em pessoas.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
MDM recorre à justiça para impugnar desmandos da Frelimo
Protagonizados durante a visita de Daviz Simango a Gaza
Edson Macuácua diz que os indivíduos que vandalizaram o comício do MDM na cidade de Xai-Xai, apesar de estarem vestidos de camisetas do partido Frelimo e ostentarem bandeiras do seu partido, não são membros da Frelimo. Sobre onde teriam obtido aquele material do partido, do qual ele é porta-voz, Macuácua diz que a Frelimo é uma marca, cujos produtos estão à venda em muitas lojas do país. O secretário da Propaganda da Frelimo negara antes, a pés juntos, que os factos reportados eram falsos. Imagens postas a circular à posteriori acabaram por dar azo a estas novas declarações
Maputo (Canalmoz) - A visita do presidente do MDM à província de Gaza foi marcada por momentos conturbados, caracterizados por actos de vandalismo praticados por alegados membros da Frelimo. Pelo menos o que se viu foi que indivíduos ostentando material de campanha do partido no poder, se faziam aos locais onde o MDM realizava os seus comícios, deliberadamente para obstruir os trabalhos deste partido e do seu candidato. Isto ninguém pode recusar; todos os que estiveram presentes nos locais viram, e as estações televisivas o mostraram nos seus serviços noticiosos, inclusive a TVM, a televisão pública.
É por esta razão que o porta-voz do partido liderado pelo engenheiro Daviz Simango, diz que vai recorrer à justiça para exigir tratamento adequado aos autores dos desmandos protagonizados por indivíduos que, até provas em contrário, são de facto membros da Frelimo como tornam irrefutáveis os factos que as imagens não deixam negar.
Falando à nossa reportagem, o porta-voz do MDM disse que durante essa série de desmandos, a delegada do partido na província de Gaza, que é igualmente membro da Comissão Política do MDM, Açucena da Conceição, foi molestada pelos supostos membros da Frelimo, que teriam tentado precipitar a sua viatura num riacho, algures entre a cidade e a Paria de Xai-Xai.
“A Dra. Açucena salvou-se graças à pronta intervenção de agentes da Polícia, que interpelaram o grupo dos membros da Frelimo que perseguiam a nossa delegada aqui em Gaza”, disse José Manuel de Sousa.
E porque as pessoas que chegaram a este extremo de tentar precipitar a viatura da delegada do MDM num rio, foram identificadas, o porta-voz deste partido diz que será apresentada uma queixa crime contra eles e que a mesma será feita através da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos.
Não vamos retrair-nos
Questionado se a forte perseguição ao MDM, que tem marcado as suas actuações em diferentes pontos do país, irá fazer com que o partido se retraia na sua actuação politica, José de Sousa respondeu negativamente. “Não vamos desistir de desenvolver a nossa actividade política. Estamos a cumprir com o nosso dever. Dificuldades surgem daqueles a quem a nossa presença constitui um incómodo. Não seremos nós a ceder. Terão eles que admitir que o MDM é um partido que merece espaço para actuar”, disse.
Gaza não é ilha autárquica
Questionado se depois de todas as conturbações que viveu na província de Gaza, o MDM teria coragem de voltar àquela província para fazer campanha eleitoral, cujo início está marcado para o próximo dia 13 de Setembro, José de Sousa disse: “não estamos assustados. Sabemos que os que temem a nossa presença irão sempre procurar confrontar-nos por vias ilícitas, mas nós não recuamos. Voltaremos à província de Gaza para fazer campanha, pois esta não é uma ilha autárquica de Moçambique, é uma província deste país”.
É estratégia de auto-vitimização
Convidado a explicar se é esta a estratégia do partido Frelimo, perseguir outras forças políticas nos seus comícios e criar distúrbios, como se viu na província de Gaza, durante a visita do presidente do MDM, Daviz Simango, o porta-voz e Secretário da Propaganda do partido, Edson Macuácua começou por dizer que aqueles indivíduos que vestiam camisetas da Frelimo e ostentavam bandeiras e dísticos da Frelimo, não são membros da Frelimo.
“A Frelimo distancia-se das acusações do MDM. A Frelimo é um partido que pugna pelo civismo e urbanidade. Pautamo-nos por uma postura de convivência democrática harmoniosa. A nossa abordagem das eleições é de que elas são um momento de festa e de reforço da cultura democrática, pelo que gostaria de deixar claro que não se pode imputar à Frelimo a responsabilidade por actos não praticados pela Frelimo”, disse Macuácua, ao Canamoz.
Usaram camisetas da Frelimo, mas não são da Frelimo
O secretário para a Mobilização e Propaganda do partido Frelimo, ao nível do Comité Central, disse depois o seguinte: “Não confirmo que tais indivíduos que usaram camisetas da Frelimo sejam membros da Frelimo, mas devo sublinhar que a marca Frelimo é uma marca que está na moda e no mercado, e pode ser adquirida por qualquer cidadão, pelo que a FRELIMO não pode ser responsabilizada pelos actos praticados por todos indivíduos que usam camisetas da Frelimo, pois nem todos são necessariamente membros da Frelimo”.
Depois de se defender, Macuácua contra-ataca
“O MDM está a enfrentar indisfarçáveis dificuldades de aceitação nas provinciais, pois só ganha alguma receptividade no seio de alguns dissidentes e descontentes da Renamo, daí que estão desesperados por depararem com a realidade objectiva que revela que há uma distância abismal entre a força aparente e a força real que presumiam que tinham e que encontram no terreno. Daí que eles próprios recorrem maquiavelicamente à táctica de fuga em frente, criando sempre a percepção de que são vítimas de tudo, de todos e de nada, para antecipadamente se justificarem do previsível desaire eleitoral, e adoptam a estratégia renamista de se auto-vitimizar e acusar e culpabilizar sempre a Frelimo pelos seus insucessos e fracassos numa clara tentativa de confundir a opinião pública”.
(Borges Nhamirre)
Creditos: Canal de Mocambique
segunda-feira, 22 de junho de 2009
MDM considera o desempenho do Governo, fraco
- apróposito do Estado da Nação
O líder do MDM, Eng. Deviz Simango considerou, ainda ontem, que o executivo governamental claudicou no cumprimento do seu plano quinquenal. que agora termina Falando na véspera da comunicação presidencial na Assembleia da República, o edil da Beira frisou que houve muito por fazer nos campos da educação, saúde, agricultura e pobreza. Nota-se que “a pobreza urbana está a crescer” ajuntou o Eng. Simango. Daí que se não se possa augurar que o Estado da Nação estaja bom.
