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VOA News: África

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Formação técnica com apoio indiano

O GOVERNO indiano está disposto a apoiar Moçambique na formação de quadros de nível médio e superior para responder aos desafios que se colocam ao país com o desenvolvimento da indústria extractiva.
Estes dados foram revelados pelo Ministro da Educação, Zeferino Martins, que visitou recentemente a Índia. Segundo o governante, a prioridade será dada aos quadros das áreas de ciências naturais e engenharias, que neste momento são frequentadas por apenas 30 porcento do universo académico em Moçambique.

Parceiros revitalizam projectos de educação

MOÇAMBIQUE acaba de beneficiar de 161 milhões de dólares norte-americanos para implementar projectos no sector da Educação. Daquele montante, 90 milhões de dólares provêm de um donativo da “Parceria Internacional para o Apoio à Educação”, que congrega a Irlanda, Alemanha e o DFID (Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional), enquanto que os remanescentes 71 milhões de dólares correspondem a um crédito do Banco Mundial e irá cobrir um período de quatro anos.
Para este objectivo foram rubricados ontem, em Maputo, dois acordos de financiamento entre o Governo, representado pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia e o Director Regional do Banco Mundial para Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Laurence Clarke.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

“Mexidas” na Educação

Zeferino Martins [TIM]

O MINISTRO da Educação acaba de fazer “mexidas” no quadro de direcção do pelouro que dirige, exonerando e nomeando novos directores.

Maputo, Quarta-Feira, 18 de Maio de 2011:: Notícias
 
Nesse contexto, Zeferino Martins exonerou Ernesto Muianga, do cargo de Director Nacional de Alfabetização e Educação de Adultos; Gilberto Botas, Director do Ensino Técnico Profissional; Armando Ubisse, Director-Adjunto de Programas Especiais; Carlos Chissano, Cremildo Binana e João Assale, Directores-Adjuntos de Planificação e Cooperação; Celeste Massute e Joaquim Matavele, Directores-Adjuntos dos Recursos Humanos; Abel Mondlane, Inspector-Geral Adjunto; e Eulália Maximiano, Assessora do Ministro. No quadro das nomeações, o Zeferino Martins indicou Abel Assis para o cargo de Director Nacional de Gestão e Garantia da Qualidade; e Remígio Rainde para Chefe de Departamento de Gestão do Livro Escolar e Materiais Didácticos. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Verbas para educação [A talhe de foice -Por Machado da Graça]

Muito recentemente tomámos conhecimento de escolas onde havia reprovações em massa. Depois de receber esta informação fiquei aterrada. Graça Machel
Aterrada está Graça Machel e está toda a gente que olha com alguma atenção para os problemas do ensino.
Principalmente quando o assunto é a qualidade desse ensino. Quando se olha para a preparação que os alunos recebem nas nossas escolas.
As reprovações em massa são um alerta, um sinal de alarme a que devemos prestar toda a atenção. De alguma maneira são ainda um sinal de alguma saúde no sistema. Pior é quando os alunos, sabendo tanto ou tão pouco como esses que agora reprovaram, passam de classe. E isso, infelizmente, também continua a acontecer por todo o lado, quer por incompetência dos responsáveis, quer por corrupção quer mesmo porque o sistema está assim montado.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A educação e o mercado

Donald Bling: “Existe muitas vezes uma distância gigantesca entre o que o professor ensina e o que o aluno aprende”

Os resultados preliminares dos exames da primeira época da 10ª e 12ª classes, publicados esta semana, reconvocam-nos velhas preocupações sobre o que verdadeiramente se está a fazer nas nossas escolas. Talvez mesmo sejam um alerta de que é chegado o momento de pararmos e reflectirmos sobre o nosso sistema de ensino em Moçambique. 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais de 100 professores abandonam anualmente a educação

Procura de melhores condições
Os dados referem-se à cidade de Maputo e segundo o director nacional dos Recursos Humanos no MINED, Ivaldo Quincardete, a situação está a causar sérios problemas a nível do sector.
O número de professores que abandonam o sector da educação à procura de melhores condições de vida está a crescer de forma vertiginosa no país. O director nacional dos Recursos Humanos, no Ministério da Educação, Ivaldo Quincardete, reconhece o facto e diz que tal está a causar sérios problemas a nível do sector, dado que os professores abandonam as suas turmas sem que haja alguém pronto para assumi-las.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Apenas doze professores corruptos

...no Moçambique inteiro?

Depois do burro morto, vozes foram as dos doadores [a Dinamarca entre outros], dos pais e encarregados de educação e de demais sectores da sociedade civil de que a delapidação da coisa pública ao nivel escolar é tal que o poder do stutus quo não se comove/ia ou faz/ia de conta que não vê, sobretudo no que toca aos professores.
O Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali [na foto] marcou o primeiro passo, todavia, minguante e trémulo, há dias para expulsar as presas fáceis do sector que dirige: 12 professores corruptos (ATribuna 30-10-2008). Doze penas? Esse número é tão irrisório que leva a suspeitarmos que seja para ‘o inglês ver’.
De facto, porque na prática, a onda de corrupção nas escolas, direcções e serviços de educação no país vai de vento em popa, muitos criminosos [que se dizem ser professores/supervisores/ inspectores] andam 'a solta, conhecidos, mas que ninguem realmente ousa os parar. Travar essa sanha revoltante de grandes 'sacadores' no meio escolar tem se mostrado laborioso demais para aquele sector e a que qualquer um, sem que assuma as consequencias drasticas contra o seu educando/filho/a. Quem na realidade trava esta onda dos fora-de-lei para que o meio escolar seja apenas para a formar o homem de amanha? A PGR?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Há direcções escolares que confundem fazer ‘política’ e ‘educação’

…no caso vertente do da Escola Secundária Samora Machel que pôs o ‘mini-bus’ escolar ao serviço do partido Frelimo.

Numa das suas recentes crónicas sobre o Chiveve, Noé Nhantumbo, despiu, mais uma vez o sistema aplicado pelo Partido Frelimo, para o aproveitamento danoso dos bens públicos. Neste caso tratou-se de um director da Escola Secundária da Beira, vendo uma oportunidade de trazer loiros para si, decidiu ceder danosamente o mini-bus escolar para fins da reunião publica de apresentação de Lourenço bulha ao cargo de Presidente do Município na Beira como se verificou ontem dia 27 de Setembro de 2008, no populoso bairro da Munhava.

Para Nhantumbo, “Não se pode permitir que meios do Estado sejam usados para a promoção de actividades políticas pois isso contraria a lei vigente no país. Nisto estamos claros e não vale a pena alguém dizer que não viu ou que não foi consultado para que isso acontecesse.” Este jornalista refere ainda que “énas pequenas anomalias e nas chamadas pequenas irregularidades que se cria o ambiente propício para a manipulação da vontade popular em momentos de votação. Num processo eleitora já de si com a nódoa de interferências políticas nas eleições internas confinadas apenas penas chamadas “bases”, Nhantumbro esclarece que “o importante e o que dará credibilidade aos processos eleitorais é que os órgãos eleitorais actuem com uma equidistância e rigor que provem de facto, que são órgãos independentes e ao serviço da democracia em Moçambique.
Não interessa entrar em joguinhos de permitir que uns façam e actuem contra a lei e depois mostrar o peso da mesma quando os prevaricadores são de outros partidos.” Para ter a ideia das inquitações da peça de Noé Nhantumbo, leia-se neste elo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Onde anda a Organização Nacional dos Professores (ONP-SN), com tudo isto que acontece aos docentes?



…nesta galaxia é que não.

O Ministro da pasta da Educação lançou um desafio importante para os tempos que vêm para o professor em face dos múltiplos problemas da educação escolar, no fecho do ConCoor do seu sector. Com efeito, o Dr. Aires Bonifácio ali põe a mesa as ditas “jornadas pedagógicas” para os requalificar para que correspondam às exigências do sistema. A par disso, a questão de salários e a liderança das direcções das escolas continuam por resolver.

Com dados expostos do Ministro e os tais como o de professores de Anchilo em Nampula , a ONP-SN não tossiu nem mugiu, em socorro da classe de profissionais docentes, que diz defender e representar nas grandes discussões e forúns sócio-profissionais com o Governo e outras organizações parceiras. Leva-nos a pensar se os representantes dos professores estão ou não nesta ‘galaxia’.
Enquanto o professor não tiver um sindicato forte, exigente, e acima de tudo competente, está função nobre não logrará atingir o seu desiderato. Enquanto a ONP-SN actuar a reboque do Governo da Frelimo, tal posicionamento e modus operandus vai sonegar os anseios profissionais dos docentes, e, por isso, contribuir para uma deterioração acrescida da já débil situação escolar, que vai à cauda dos outros países da SADC.
PS: Acorde ONP-SN ou e' proibido criar um sindicato alternativo?

Dos céus cinzentos de Nampula, aos 'calientes' de Gaza onde professores exigem seus salários que demoram a chegar


…ameaçando paralizar as aulas.


É dado adquirido que do universo de 7 mil professores que a Província de Gaza tem, cerca de 3.500 professores não estão auferir parte do seu salário – segundo a Rádio Moçambique (hoje). A ‘maka’ é tal que os mesmos tencionam boicotar a leccionação. Já à porta do período eleitoral, o Governo da Frelimo pode ver a sua constituência predilecta a rebelar-se nos próximos dias. Lá vai o ditado que 'quem tem o professor, tem a nação' (devido a capacidade de mobilização de massas deste). No entanto, o assunto da educação bastas vezes aqui referido, foi também referido em postagens relativas 'a problemática das direcções das escolas e a extorção que se vive nelas, e a já recorrente situação dos professores de Anchilo em Nampula desenvolvida neste elo. Foto YouTube/ProfsADPP


PS: Agora digam-me la' se o professor pode se sentir motivado a trabalhar para a dita qualidade de ensino, com o ventre vazia.

MEC requalifica professores


…em fase da sua inaptidão?


O detentor da pasta da Educação, o Dr. Aires Ali, veio ao público, a quando o encerramento do IV Conselho Coordenador do Ministério da Educação e Cultura (MEC), defender a necessidade urgente de requalificar os docentes para que saibam ensinar. Segundo o Ministro, a tal requalificação vai tomar forma de “jornadas pedagógicas”(?) a toda largura do país, com sendo a pedra de toque para o rendimento escolar entre a camada estudantil.

Ali frisou que Não há nenhum currículo que produz incapacidade de aprendizagem de alunos. O professor é determinante no processo de aprendizagem. Por isso, a formação dos professores, a sua requalificação, o seu acompanhamento, a inspecção da acção das escolas, de forma dinâmica, actuante e preventiva, a supervisão, devem continuar a merecer a nossa redobrada atenção”. Não se sabe ainda como é que as tais jornadas pedagógicas vão responder a este desafio da crescente e estagnante situação escolar. Recorde-se que Moçambique é dos país da região da SADC com baixos indeces de rendimentos escolares, sendo o Zimbábué onde alunos atingem níveis satisfatórios de aprendizagem. Foto/fonte Noticias
PS: Convido o Leitor de seguir artigos relacionados nas colunas “Relexão” e “Copitos” acima

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Mexidas no Ministério da Educação e Cultura (Comunicado)


Confira a ultima postagem: Mexidas no Ministério da Educação e Cultura (Comunicado emitido pela RM).

Tudo indica que a toada continua. Hoje aparece o Jornal Noticias com novas membros para os distintos Sectores do MEC. Embora o comunicado nao indique claramente as razoes desta mexida, Joaquim Ernesto Matavele foi exonerado do cargo de director adjunto do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação, passando a director nacional adjunto dos Recursos Humanos nos órgãos centrais do MEC. Albertina Moreno cessa as funções de chefe do Departamento Central, passando a directora nacional adjunta do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Noutro despacho, o ministro Aires Ali exonerou Raquel Raimundo da função de directora provincial da Educação e Cultura, cargo que vinha exercendo na província de Maputo, tendo sido transferida para os órgãos centrais do MEC, e nomeou Lucas Fernando para exercer, em comissão de serviço, as funções de director provincial de Educação e Cultura na província de Maputo. Fonte Noticias

Professores empecilho à qualidade de ensino no país


...Na óptica da Dra. Cristina Tomo.

Procurando fazer uma radiografia do sector que dirige, a Directora Nacional de Educação Geral, Dra. Cristina Tomo, na abertura dos trabalhos da II Reunião de Balanço do biénio 2007/2008, bem assim da planificação do 2009, afirmou que para o seu bom desempenho “nem todos professores têm material para enfrentar o seu trabalho”, o que leva a baixos índices de aproveitamento escolar.

É normal hoje, passados 32 de Independência Nacional, que encontremos professores “que não dispõem de materiais normativos como também outros que ainda têm lacunas” – acrescentou aquela dirigente do MEC. E mais reconheceu que a inabilidade das escolas de educação de professores prepararem bem os futuros professores conduzam a que o ensino e aprendizagem se efectivem.

Não obstante estes constrangimentos que a Dra. Tomo mencionou, nos fez ver que o seu sector esteja já a “formação de professores e a colocar material escolar atempadamente nas escolas e trabalhar na introdução do novo currículo do ensino básico com vista a ultrapassarmos essa lacuna”. Os trabalhos do Balanço continuam nas instalações do MEC, com discussões na especialidade. Imagem achada aqui.

PS: Professor sem programa de ensino o que faz dentro da sala?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Imagens que falam por si

...33 anos depois da Independência Nacional.



Samuel Quive, O coordenador do CNCS, na cidade de Maputo, referiu que o número de crianças órfãs e vulneráveis como consequência directa do HIV/SIDA tende a subir nos últimos anos. (x) Foto Noticias

terça-feira, 17 de junho de 2008

"Multipla escolha" foi e é ‘totobola’ sempre: o aluno não aprende

…quer em exames nacionais quer em provas durante o ano lectivo




Parece que a Educação e Cultura (MEC) terá trazido uma inovação para o ensino em Moçambique. Mas quanto a nós, não!

Ora bem, fazendo fé ao pronunciamento do actual director da área de avaliação e exames do MEC, o Dr. Jafete Mabote, a pergunta que se lhe põe é se o modelo de exames a introduzir brevemente, cuja característica é de multipla escolha, trará benefícios ao sistema de ensino, ou não? Não teremos um sistema que ensina o aluno a não estudar a estruturar o seu pensamento e conhecimento numa folha de exame?

Não estaremos em presença dum sistema em que o aluno sabe de antemão que vai jogar uma ‘totobola’ para acertar as questões postas no exame? Este cepticismo não é apenas deste blogue, mas o é de uma grande maioria de país que vê nesse sistema a implemetar uma farsa, pois não trás nada de novo.

Afinal o que diz a experiência de aplicação de sistema de resposta multipla? Quais são as vantagens e desvantagens desse sistema, Dr Mabote? Terá o MEC feito consultas a sociedade para eleger este sistema, como sendo o mais perfeito de todos os que existem?

Para nós, o que se pode depreender neste exercício, é que o MEC terá sido beneficiada de uma série de consultorias que nada tem haver com a realidade no terreno, com perigos potencias ao ensino. Na base dessa consultoria, o MEC pretende centralisar ainda mais o sistema de exames e com ajuda de maquinetas substituir o ‘homem’ [professores] na correcção dos mesmos! Ora isto é mau. Não se produz um ensino de qualidade mecanicamente. A componente humana; ou seja de professores exminadores espalhados pela nação fora deve ser integrada no processo activamente.

Por isso, ao invés desta ‘totobola’, devolvamos as proporções de competências de que gozam os órgãos centrais dos exames para as províncias. Sejam elas responsabilizadas na condução do processo, desde a administração, correcção e publicação de resultados dos exames. Uma das estratégias viáveis para a dinamização do processo de exames ao nível das províncias é o estabelecimento de sistema de exames coerente, de treinamento do pessoal docente examinador e a disponibilização de recursos. A função do ministério seria de supervisionar, ‘aferir’ ou mesmo homologar os resultados obtidos pelas escolas. Enfim, o que se pretende é que o MEC deixe as escolas trabalhar, sem interferências grosseiras como a que se nos deixa ver que, a-priori, certamente, vai levar o ensino a um autêntico desastre. (x) Foto Eng Cardoso

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Politiburo da Frelimo faz balanço do cansaço do seu governo [7]

A par das realizações socioeconômicas, Macuácua, 'mando da Politiburo da Frelimo, enumerou ganhos que se ‘avultam’ na Educação. Mas esses ganhos ou realizações positivas do Governo revelam apenas o tamanho e não a qualidade das mesmas. De que vale dizer que temos “11455 novas escolas e matriculados cerca de cinco milhões de novos alunos”, se na prática vemos que a escola de hoje não ensina. Ficava bem ao Macuácuá vir a público mostrar o quanto as nossas crianças aprendem, quer no pré-infantil, quer no primário, quer no secundário, quer ainda no médio profissional e universitário. Isso é que interessa ser ajuizado. Agora, construir escolas, todos os governos o fazem, vosso e o da Renamo que vem aí.
Uma ilação que se pode tirar disto, sem precisar fazer contas ou trabalho de investigação, é esta que a escola de hoje, não educa e muito menos ensina os saberes necessários ao individuo. O “não saber” e “o não saber ser” na sociedade caracterizam o perfil de saída de quase uma miríade de graduados que terminam os vários cursos. De que valem os três politécnicos, se os quadros que vai produzir sabeis que não são valor-acrescentado ao “saber” e domínio cientifico–profissional? Nisto concordo e tiro chapéu ao ex-Reitor da UEM, Brazão Mazula, quando diz que Moçambique devia privilegiar a formação média, primeiro. Formar mais e bem carpinteiros, mais e bem enfermeiros, mais sapateiros, mais e bem agricultores, mais e bem professores nestes níveis. Onde já se viu um país que sobrevive somente na base de Doutores? Nenhum. Por isso, nota-se uma disfunção da política do Governo no campo de educação.
Pode-se referir os mesmo no que toca à Formação dos enfermeiros e médicos (tema que abordarei no proximamente). Fala-se aí da redução do tempo de formação de um profissional de saúde. Não sei se é distracção ou pressa de trazer números de enfermeiros e médicos que formou, sem revelar a quantidade. Mas neste país há centros de saúde privados que têm mais médicos que os hospitais públicos juntos. Uma vergonha! Estes dados Macuácuá nos escondeu. Não quis que ajuizássemos a verdade crua que se vive no sector de saúde. Mas é bom mesmo que eu desenvolva esta parte [da saúde] num próximo número. Foto : Forever Pemba

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Educação retira bónus especial aos professores contratados

A Direcção Provincial de Educação e Cultura da Cidade de Maputo decidiu, muito recentemente, retirar o pagamento do bónus especial a todos os professores contratados que leccionam nos diversos estabelecimentos de ensino da capital por, alegadamente tal prática constituir uma violação o que está instituído na lei.

Por seu turno, a Organização Nacional dos Professores/Sindicato Nacional dos Professores de Moçambique (ONP/SNPM), embora reconheça a legitimidade da medida, mostra-se contrária à sua aplicação porque, no seu entender, para além de constituir uma prática de há muito tempo poderá criar uma instabilidade social no seio daquele grupo de profissionais.No quadro do que está estabelecido na lei todo e qualquer funcionário público apenas tem direito de receber o subsídio técnico na primeira instituição.

Acontece, porém, que muitos dos professores contratados leccionam num determinado período do dia numa escola pública como efectivos sendo que noutro ministram aulas num outro estabelecimento de ensino também público como contratados beneficiando do subsídio técnico.Trata-se de uma situação que se verificava particularmente na cidade e província de Maputo, abrangendo muitos professores. A propósito, o Secretário-Geral da ONP/SNPM, Alípio Siquice, disse, ontem, lamentar que tal facto tenha ocorrido apenas naqueles dois pontos do país porque, de acordo com as suas palavras, agora vai desorganizar a vida de muitos abrangidos pela medida. Na sua opinião, devia haver um encontro entre as estruturas dos ministérios da Educação e Cultura e das Finanças, com o envolvimento do próprio sindicato com o objectivo de analisar a situação.

`Apesar de compreendermos a legitimidade da medida nós não damos por encerrado este assunto porque quando da instituição do bónus tinha-se em vista estimular e reter quadros no Aparelho do Estado onde estavam a fugir´, afirmou. Na ocasião manifestou o receio de com a retirada do pagamento do referido bónus muitos professores contratados poderem abandonar o ensino porque, de acordo com as suas palavras, não mais se sentirão estimulados. `Isto é mau se atendermos que os professores efectivos não estão em condições de dar uma resposta à demanda´, considerou. Sem precisar o número dos professores contratados que leccionam nos estabelecimentos de ensino da cidade e província de Maputo, o nosso interlocutor disse não duvidar que estes se aproximem aos efectivos. A justificação para este facto, segundo afirmou, resulta do facto de muitos dos docentes efectivos também serem contratados nos outros estabelecimentos de ensino.

No entanto, a suspensão do pagamento do bónus especial não abrange os professores que sendo contratados leccionam no curso diurno bem assim aqueles que nos seus contratos se contempla aquela bonificação, segundo explicou. (Notícias).

Nota: Ja me tinha referido a esta situacao mas neste caso na Provincia de Maputo, onde os professores enveredaram por uma greve silenciosa por causa da mesma decisao ministerial.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Greve silenciosa de professores na provincia de Maputo por causa de cortes salariais e custo de vida

- Raquel Damião [Directora Provincial] alertou o Ministro Aires Ali sobre o facto aquando da abertura no ano lectivo naquela percela do país.

Arrancou deste o dia 2 de Fevereiro do corrente ano, uma greve não declarada por parte dos professores da província de Maputo, confidenciou um fonte bem colocada ao nível da DPEC na Matola. O busilis da questão reside no facto do Ministério Da Educação e Cultura ter retirado recentemente todos os abonos/bónus aos vencimentos dos professores, nas cargas complementares que fazem para lá das horas normais; ou seja, dando um segundo ou terceiro turno ajuda a minorar o salário baixo que recebem. Portanto, se por exemplo o professor dá uma aula que custe o vencimento de 25,00Mts/hora multiplicados pelas horas dadas, só são estes que cairam a sua bolsa. Quer o MEC lá saber se o professor tem necessidades adicionais, advindas do exercício das suas funções que lhe são sui generis [doenças contraídas em contacto com o giz, pessoas, e a questão de transportes de ida/volta a escola] entre outras condições socio-profissionais, de urgência laboral docente! O que está a acontecer, ou os professores viram grandes faltosos, ou dão costas a escola, indo procurar serviço nas escolas privadas da província e Cidade de Maputo. Ora esta acção de si choca com a já declarada guerra ao professor que o ministro apelidou de “turbo” ou “fugitivo”. O professor tem necessidades sociais por acomodar. Não se vai dar ao luxo de seguir a proposta do Governo de salário baixa que sai mais empobrecido com os cortes dos abonos/bónus.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008



Livro gratuito para todos é mais um falso discurso político

- acusam cidadãos

“Estamos a distribuir livros da 1ª à 7ª classes, já se encontram nas escolas em todo o país, e este ano o fizemos mais cedo para evitar que crianças comecem a estudar sem os respectivos livros, como tem acontecido em anos anteriores…o Ministério da Educação garante que todas as crianças que frequentam as classes abrangidas irão receber livros de distribuição gratuita este ano…” - Aires Aly, Ministro da Educação e cultura, falando nas cerimónias centrais de abertura do ano lectivo 2008. “Temos insuficiência de livros para todas as classes, alguns alunos da 1ª e 2ª classes receberam apenas um livro. A insuficiência de livros é do conhecimento do ministério, afinal são eles que trouxeram livros insuficientes” - Ernesto Pedro Cuco, director da EPC Acordos de Roma “Com excepção das 1ªs classes, as restantes classes têm grandes problemas com livros, tanto os velhos, tanto os novos, não chegaram para as nossas planificações. Muitos alunos não receberam livros” - Epifânio Balane, director da EPC da Unidade T.3 . Leia + aqui.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Lição do incendio do MADER não aprendida, nem na Educação, nem na Saúde, nem ainda noutras actividades socio-económicas


- Incêndio no edifício central do Ministério da Educação e Cultura na semana passada, mas vitimas nem estragos a lamentar*

Na semana passada houve um incêndio no edifício central do Ministério da Educação e Cultura. Com epicêntro na zona do PBX, a chama originado, por curto-circuito, por pouco devorava todo o sistema informatico daquela instituiçao, nao fosse a intervenção do corpo de salvaçao publica. Ademais, um pouco por todo o lado, escolas e hospitais andam sem nenhum despositivo de seguraça em caso de incêndio ou outro problema acidental com o edificio. Passando pela maior escola secundária do país, pode-se constatar que na “Francisco Manianga” não existe nada para proteger o pacato menino ou menina ali a estudar. Os alunos não conhecem as minimas normas de seguraça nem de protecção, caso haja deflagração de fogo, curto circuito, ou ainda de um possível ataque vicioso de ladroes ou criminosos. O mais caricato ainda é a ausência de sirenes especiais e sitios de concentração caso de uma situação atípica. O mesmo pode se assistir nos nossos hospitais. Peguemos da José Macamo. Nota-se que naquele hospital se usam botijas de gás, sobretudo para as salas de reanimação. Mas, não se vê nada da presença de um extintor para em caso de um incêndio, debelar-se o fogo. Os pacientes, sem ser advogado do diabo, ali incapacitados, acabam devorados pelo fogo.
* Obrigado meu amigo Jordão F. Mucavele pela informação

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