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sábado, 15 de novembro de 2008

Triunfalismo de Filipe Paúnde na Beira

…é apanágio de um futuro perverso, que pode reeditar o medo pela Frente, frente-a-frente
Conforme reporta o "Notícias" de hoje, Filipe Chimoio Paúnde falou ontem num dos showmícios, arredores da Beira, onde disse: “Vim juntar-me aos meus camaradas para levarmos a campanha da Frelimo e do nosso candidato Lourenço Bulha ao triunfo pois, apesar de sabermos que já ganhamos, é preciso fazer algo explicando aos eleitores que somos um partido maduro, experiente e que a nossa governação autárquica vai ser participativa e inclusiva.” Até aqui tudo bem. Está no direito de explicar o que o seu partido é. Para quando é que o ‘popular’ terá espaço para apponère (apor) os seus adjectivos também?

Se o leitor prestar atenção ao que Paúde imagina dos Beirenses: “o desenvolvimento dos beirenses é uma necessidade imperiosa”. Paúnde indica aqui que há um certo déficit de desenvolvimento na pessoa dos beirenses ou simplesmente não quis dizer que quer a Beira precisa desenvolvimento.

O perigo de Bulha vencer sob pano de fundo deste discurso militar, militarizado e de despreso dos beirenses é grandemente perverso e devastador. Os beirenses não esperam nada da Frelimo, Paúnde tão pouco do Bulha, tanto que este último já veio ao terreiro prometer ‘caixões e transporte de urnas’ grátis para os citadinos beiresenses. Quem vota no seu próprio enterro mesmo que de ‘mahala’? Niguém.

Por isso, pensando friamente sobre tudo o que está acontecer, só há só e só uma voz que soa ao ouvidos do beirenses: Daviz Simango.

Fotos Noticias

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Uma pergunta à Renamo


Compulsando a Lei 7/97 de 31 de Maio, relativa à Tutela Administrativa dos Órgãos das Autarquias Locais, a Renamo encontra na alínea d) do número dois do artigo 10 deste dispositivo jurídico legal protesto para solicitar que o Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira, Daviz Simango perdesse o mandato. A referida alínea diz que Perdem o mandato os titulares dos Órgãos das Autarquias Locais que após as eleições se inscrevem em partido político diverso ou adiram a lista diferente daquela em que se apresentaram ao sufrágio.

Salomão Muiambo compulsa hoje (Noticias, 28-10-2008) a crise que instalou na Renamo no seguinte: "Daviz Simango inscreveu-se como candidato independente à sua própria sucessão e conta com o apoio do Grupo de Reflexão e Mudança (GRM). Entende a Renamo que nesta situação o actual edil da Beira deve perder o mandato. Neste sentido, a Renamo escreveu ao Ministério da Administração Estatal, como órgão de tutela, solicitando que Daviz Simango perdesse o mandato. O ministério, entendendo que a coligação Renamo – União Eleitoral foi apenas constituída para as eleições autárquicas de 2003 e gerais de 2004 julgou legítimo que os militantes da coligação às autárquicas de 2008 e gerais de 2009 possam ser propostos por entidades jurídicas distintas da coligação Renamo – União Eleitoral. Logo, julgou improcedente a solicitação da “perdiz”.
Insatisfeita com o veredicto do Ministério da Administração Estatal, a Renamo voltou a escreveu de novo à instituição julgando o seu ofício de nulo, destituído de fundamento e sem nenhum efeito. Disse ainda que a entidade competente para tomar tal decisão é o Conselho de Ministros, nos termos da retromencionada lei. Por um lado, a Renamo escreve ao Ministério da Administração Estatal, como órgão que tutela os Órgãos das Autarquias Locais e, por outro, a mesma Renamo desqualifica o veredicto, alegadamente por o MAE não ser competente para tomar tal decisão. Porquê escreveu então a Renamo ao MAE?
Se a Renamo entende que Daviz Simango deve perder o mandato por alegadamente se ter inscrito em lista diferente daquela em que concorreu ao sufrágio o que diz a mesma Renamo dos seus candidatos Manuel José dos Santos, em Nacala-Porto, João Germano Agostinho, em Marromeu, Gulamo Mamudo, na Ilha de Moçambique, e Alberto Omar Assane, em Angoche, que, tendo concorrido no último sufrágio pela coligação Renamo – União Eleitoral, fazem-no agora pelo partido Renamo, duas instituições diferentes. Perdem ou não o mandato?
Por último, para decidir em definitivo sobre este assunto, o Ministério da Administração Estatal recolheu vária documentação junto da Comissão Nacional de Eleições e do Ministério da Justiça, analisou os factos em função da legislação aplicada e concluiu não ser procedente o pedido da Renamo, na medida em que as normas por si arroladas não são aplicáveis para o caso vertente por se mostrar extinta a entidade jurídica Renamo – União Eleitoral que apresentou o candidato Daviz Simango ao sufrágio de 2003.
Registos do Ministério da Justiça atestam que a figura Renamo – União Eleitoral foi apenas constituída para as eleições autárquicas de 2003 e gerais de 2004. O número dois do estatuto da coligação diz que os membros da coligação acordam que a mesma é de âmbito nacional e é válida para as eleições autárquicas de 2003 e gerais de 2004. Logo não se encontra espaço jurídico para que o edil da Beira perca o mandato. À Renamo, nada mais resta senão se conformar com o veredicto do Ministério da Administração Estatal."
Fotos RTP

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

“Deus” a Simango proteje!

...mesmo com os detractores directos quer na Renamo e quer na Frelimo a teimarem seguir pela 'estrada de damascus' para o buscarem de volta ao inferno!
Conforme o Noticias, a linha mais conservadora da Renamo, liderada por Afonso Dhlakama, viu chumbado seu pedido de impugnação ao seu pedido de demover o edil do Munícipio da Beira na sua ‘odisseia’ épica de se candidatar como independente a sua própria sucessão.
Quem veio ao terreiro julgar dar por improcedente do pedido renamiano não foi nem mais nem menos que a cara mais vocal da Frelimo quanto à oposição contra o jovem engenheiro, o ministro Lucas Chomera. Devis Simango não violou a Lei 7/97, relativa à Tutela Administrativa do Estado sobre as Autarquias, requerendo, à sua própria sucessão.
E Chomera, sem papas na língua, disse:
Quero informar que desde que nós recebemos a petição foi feita uma investigação, recolhemos vários documentos, junto da CNE e do Ministério da Justiça e analisámos os factos em função da legislação aplicada e concluímos que não é procedente o pedido do Partido Renamo, na medida em que as normas por si arroladas não são aplicáveis para o caso vertente, por se mostrar extinta a entidade jurídica Renamo-União Eleitoral que apresentou o candidato Daviz Simango ao sufrágio de 2003”.
"Caso encerrado". Há mais?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Renamo-Renovada teme violência na Beira (2)



…Ilações importantes a tirar


Prossigo a série. Vemos na verdade que os acontecimentos das últimas semanas dão para tirar três ilações importantes:
Um, referente as razões que ditaram a que os problemas internos na Renamo resvalem a ponto negativo a que se situam. De facto, são óbvias tais razões que ninguém pode ignorar que tem a ver com o status quo que foi abalado depois que as verdadeiras bases se aperceberam que alguém fugia, com o poder da ditadura do voto que pertence ao eleitorado e só a ale incumbe votar para quem vai dirigir os seus destinos.


Segundo, o modus operadus da direcção central da Renamo levanta preocupações legitimas quer entre os membros e simpatizantes, como da sociedade em geral. Todo mundo ficou em suspence depois que esta organização política enveredou pelos mesmos métodos e caminhos trilhados pela Frente de Libertação, que nós todos sabemos que não teêm nada de democrático. É só olhar como o o Dr. Comiche foi cuspido sob a bandeira dos Estatutos e da disciplina partidária. Não diria que este edil seguisse o exemplo do Eng Simango, candidatando-se como independente, mas o facto de não deixar que as verdadeiras bases tenham um palavra a dizer, estragou o tal ‘momento de festa’ que Edson Macuacua nos habituou quando chegam estas alturas das eleições. Tal comportamento deveras pernicioso da direcção actual da Renamo criou o barulho que estamos a ouvir da Beira. Um barulho de que nos devia ser poupado se a sobriedade estivesse ao serviço de quem dirige. O dirigente que dirige na base de ‘fofocas’, calunias, e mentiras não vai longe. Aliás é do dominio o adágio de que a mentira tem pernas curtas. Ela não dura!


O último ponto que queria por como um dos meus temores se refere ao aproveitamento desta situaçåo toda pela força política contrária; neste caso a Frelimo. A Renamo que não se dê ao luxo de dizer que a Beira é sua com estas pronunciadas contradições no seu seio, porque tudo indica que, enquanto as razões de me referi acima não forem atacadas com a frieza necessária, a vitória da Frelimo, a menos que o gato preto afaste os demónios, estará garantida. Veja na próxima postagem as minhas conclusões/propostas para se sair do lodo em que a Renamo se meteu.

Pugilato entre jovens em plena praça pública na Beira

…que se dizem ser uns simpatizantes do Eng. Simango e outros da Renamo (entenda-se Manuel Pereira)
Segundo o Notícias, na sua edição de hoje, "os desacatos, que culminaram com o ferimento de pelo menos sete indivíduos, deixaram os transeuntes agitados, pois os contendores arremessavam pedras e garrafas por todo o lado, facto que obrigou as autoridades policiais a intervir para repor a ordem." Dê conta desta peça neste elo para mais desenvolvimentos, compreende ainda aspectos que se relacionam com a PRM. Esta (PRM) foi chamada a restabelecer a ordem [?] pois os jovens apupavam o delegado político da Renamo, Fernando Mbararano na foto.
Foto CMB

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Renamo sofre baixa por preterir Daviz Simango na Beira

...pelos recuos de partidos coligados de apoiar a Perdiz nas próximas eleições autárticas. Resta saber o impacto deste virar de costas de partidos minusculos no pleito eleitoral à porta.

A coligação de cinco partidos, CDU, PAC, PADRE, PARTONAMO e PDNM, que formam a coligação Unidos por Moçambique contituida em Agosto último para juntar sinergias com vista a um bom desempenho eleitoral, veio ao público, através do seu representante, António Palange que já não vai apoiar o partido do senhor Afonso Marceta Dlhakama, nas eleições de 19 de Novembro próximo.

Outrossim, Palange afirmou de facto que tinha como intenção inicial de apoiar a Renamo e os seus candidatos nos 43 municípios em que esta concorre. No entanto, “os acontecimentos da Beira fizeram-nos recuar” a coligação.

Palange amarguramente enfatizou que “recuamos porque não compartilhamos com a decisão tomada pela Renamo no que respeita a Deviz Simango. Para nós ele estava a trabalhar bem e merecia um voto de confiança para continuar. Foi um duro golpe para quem estava a apresentar trabalho e resultados positivos”.

Enfim, dada a decisão errada de Dlhakama, a coligação que Palange lidera decidiu-se por não apoiar nenhum outro partido e voltar-se para a preparação das eleições gerais e presidenciais de 2009.
Fonte/foto Noticias

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Perca de confiança: Mbararano, Inácio e Bissopo exonerados do CM da Beira

...Por Daviz Simango que marcou um encontro de apresentação da sua candidatura como independente com a população da Munhava no sábado, abaixo de uma forte campanha de intimidação da ala Pereira.
Depois das ‘fifias’ protagonizadas por Fernando João Mbararano, ex-vereador de Construção e Urbanização, Faque Ferraria Inácio, ex-vereador para Área da Protecção Civil e Sistemas de Transportes e Manuel Zeca Bissopo, ex-vereador do Plano e Finanças, que são igualmente homens de confiança do líder da Renamo, Afonso Dlhakama, Daviz Simango acaba de os exonerar. Isto acontece quando Simango programou um encontro de apresentação com o eleitorado na Munhava no próximo sábado.
Entretanto, pairam notícias que o grupo encabeçado por Manuel Pereira está encetar uma grande campanha de perseguição dos possíveis apoiantes de Simango. Veja mais sobre o assunto no Canal de Moçambique.

PS: Esta noticia esta sendo destacada em blocos noticiosos da RTP-Africa de hoje (11/09/2008).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Deslumbramento sóbrio do Chiveve (2) - Diz-se que Comandante da base de Maringuè alertou Dhlakama de um pretenso golpe na Perdiz

Conforme o Diario de Noticias (Portugal), "um alto quadro da Renamo e segurança privada de Afonso Dhlakama, o major Jorge Sete que é também comandante da base de Maringuè, disse ter alertado ao “líder” de que Daviz Simango pretendia tomar o seu lugar na “perdiz”. Ainda de acordo com Sete, para chegar à fala com Dhlakama, foi instruído por outros elementos da Renamo, nomeadamente o tristemente famoso, o tenente coronel Fernando Mbararano, e pelos brigadeiros Moisés Lucas Machava e Faque Ferraria Inácio.O derrube à Dhlakama, apurou o DN devia acontecer no próximo congresso da Renamo, cujo vem sendo anunciado sistematicamente.Para outros entendidos, como Geraldo Carvalho, porta voz da Renamo a nível da cidade da Beira, o major Jorge Sete foi instruído para mentir, pois não constitui a verdade que Daviz Simango haja tido pretensões de derrubar o “líder” e somenos aliciou alguns homens da segurança privada de Dhlakama para o golpe fatal.Entretanto, Fernando Mbararano e os seus aliados reafirmaram que o ainda edil da cidade da Beira tinha a pretensão retromencionada, pois “aqui em Sofala até se achava dono do partido Renamo”.“Daviz Simango até tem criado alguns núcleos para o satisfazer nos seus desejos. É por isso que não o queremos como nosso candidato”, disse Mbararano.Contudo, há quem ache as acusações indicadas como desprovidas de lógica, uma vez que o próprio Mbararano e alguns “comparsas” seus são funcionários do Conselho Municipal da Beira- onde só recebem salários sem nunca se fazer presentes no trabalho-, mas nunca antes denunciaram tais manobras, fazendo-o à véspera daseleições autárquicas marcadas para 19 de Novembro próximo."

Davis Simango fez e está a fazer um bom trabalho no Município da Beira, reconhece Dlhakama


...Mas o que se passou, chefe?


O presidente da Renamo, Afonso Dlhakama, disse na capital de Manica que “Davis Simango fez e está a fazer um bom trabalho no Município da Beira, assim como também outros dirigidos pela Renamo constituem o espelho da boa governação do partido”. Mas o que se passou entao?

Segundo o Canal de Mozambque, "a viragem repentina de Dhlakama, de uma opção de continuidade de Daviz Simango como Edil da Beira para passar a apostar em Manuel Pereira, está a ser considerada por alguns analistas uma opção forçada por certos militares da guerrilha que andam descontentes e a ameaçar Dhlakama alegando que ele está a entregar o partido a jovens que têm a mania que são doutores. Contudo, outros preferem subscrever a ideia de que Dhlakama anda com medo da ascensão de popularidade do engenheiro Daviz Simango, lamentando ao mesmo tempo que assim seja porque reconhecem ser o próprio presidente do partido quem com os seus ciúmes acaba por promover a divisão no partido . Outros ainda consideram que não está posta de parte a hipótese de Dhlakama ter sido enganado por um grupo que se deixou aliciar por benesses que lhes teriam sido concedidas por membros do Comité Central da Frelimo residentes na Beira. E outros chegam mesmo a alegar que Dhlakama está a entregar a Beira à Frelimo a troco de dinheiro que terá recebido. O certo é que Daviz Simango continua a considerar Dhlakama o seu “querido presidente” e a sua candidatura independente está a ser apoiada pelos núcleos da Renamo de todos os bairros da Beira, enquanto os delegados do partido na cidade e província, respectivamente, que apoiam Manuel Pereira e são tidos por quem enganou Dhlakama, andam agora escoltados pela Polícia de Intervenção Rápida, força de quem há pouco diziam o pior que se podia ouvir de alguma instituição." Leia mais aqui.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Vim, ó gente, “para salvar a Beira”

..."por força maior"- disse Daviz Simango!
O Canal de Moçambique, de hoje, reporta que o actual edil da Beira, Daviz Mbepo Simango disse ter aceite candidatar-se como independente à presidência do Município da Beira “por força maior” e num esforço “para salvar a Beira”. Em cerimónia pública de apresentação da sua candidatura independente, Daviz Simango crititou severamente “os ambiciosos, pessoas gananciosas e de má-fé, enganaram o nosso querido presidente Dhlakama [que humildade e respeito, apesar das adversidades, Simango!?]”. Aquele edil disse ainda que “Vocês conseguiram, e estão aqui para dizer ao presidente que vamos avançar com Daviz Simango”, o que terá gerado muita alegria e jubilo entre os populares. Para aquele dirigente municipal “não somos comprados e nem vendemos o partido. O partido custou vidas humanas e estas vidas esperam de nós a continuidade da vitória. O importante é que estejamos unidos com o partido”. Descarregue e leia o texto completo daqui.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Maputando o melhor edil da África Austral

O “Maputando” do jornal notícias de hoje faz uma abordagem estufecta da forma como Daviz Simango foi preterido pela Renamo na Beira a favor de Manuel Pereira ao bradar “lá se foi o melhor edil da África Austral”(!). E diz, “saber esperar é uma boa virtude. Há-de se verificar que este adágio se aplicaria em muitas vertentes, mas desta vez vamo-nos debruçar em relação ao que à política diz respeito.

Quis a Renamo, alegadamente por via das suas bases, que servisse de exemplo para que pela forma menos honrosa servisse de pretexto para a nossa fabulância de hoje, infelizmente mesmo.
É que para nós a Renamo é nada mais nada menos do que aquele tipo de partido que não se importa de deixar todo o seu prestígio cair no melhor - quiçá esbranquiçado - pano que se lhe reconhece no mundo dos têxteis.

O que mais nos intranquiliza é o facto de um partido que se assume como alternativa credível confundir a possibilidade de avaliação das pessoas só por simples actos baixíssimos que comete. É incrível ter de engolir.

A Renamo, que há cerca de cinco anos havia causado espanto a muitos pelo facto de ter conquistado a gestão de alguns municípios, sem apelo nem agravo é capaz de deixar tudo a perder só por falta de prudência. Realmente, muitos de nós continuaremos a ter muitas razões para não deixar de acreditar em quem é possível crer.

Que alternativa é essa que de bandeja é capaz de fazer tudo por tudo para perder? Há coisas que não se podem engolir, sobretudo quando se admite que venha de um partido político como é o caso da Renamo.

Se a imagem de Daviz Simango, legitimamente eleito melhor edil da África Austral, não contribuir para conferir alguma imagem notável da “perdiz”, então a Renamo não deve ser uma espécie de viatura descomandada.

Como é que no seio do partido que se diz alternativa não haja uma espécie de comité de verificação para evitar que cerca de cinco anos depois se descubra que Simango, o Daviz clarifique-se, não é da Renamo, mas sim de uma outra formação partidária? Por favor, um homem que se empenhou para não só fazer a sua imagem mas também tirar a Renamo do abismo, é capaz de ser tratado como se fosse da mais desgostosa oposição?

Com esta sua mais recente e surpreendente atitude, a Renamo arrisca-se a muitas coisas desagradáveis, eventualmente com reflexos para as legislativas do próximo ano, dado que de presidenciais é bom esquecer.

A Renamo, como diria alguém, está carente de um comando, de “guias” que lhe possam levar a bons e credíveis caminhos. Que deixasse de ser uma pouca vergonha, doendo o facto de ter muita gente a ser arrastada.

Não estamos a dizer que Simango é o homem certo para a Beira ou qualquer coisa parecida com isso, mas o que se deve entender é que dói ver a ignorância espelhada na sua máxima expressão.
Se o problema de tanta “palhaçada” na Renamo tem a ver com os comandos então algo não deve estar bem e recomenda-se necessário diagnóstico.” Foto CMB

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Daviz Simango já está inscrito na CNE como independente*

"Actual Edil da Beira avança como candidato Manuel Pereira, candidato oficial da Renamo, estava ontem em apuros para conseguir organizar o processo de candidatura.

Daviz Simango já é candidato “independente” à sua própria sucessão no cargo de presidente do Município da Beira. A formalização da candidatura decorreu na Comissão Nacional de Eleições, em Maputo. O prazo para a inscrição de candidatos termina hoje. Simango afirmou que a sua candidatura independente não é contra a Renamo. O engenheiro Daviz Simango alegou que é membro do Partido Renamo “com as quotas pagas e em dia”.

Engenheiro civil de formação, Simango está no exercício do seu primeiro mandato como Edil da Beira. Quando já havia garantias, dadas por Afonso Dhlakama a 08 de Agosto último, que ele seria o candidato da Renamo à sua própria sucessão, eis que na passada quinta-feira o delegado provincial do partido em Sofala, Fernando Mbararano, ao regressar à Beira depois de uma visita à sede nacional do partido em Maputo, anunciou que o deputado Manuel Pereira era o candidato oficial da Renamo à presidência do Conselho Municipal da Beira" (*CanaldeMoc). Leia mais aqui. Foto UN

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Confirmada candidatura de Simango


...ante a histeria de o demover do processo politico.

Conforme tinha sido especulado recentemente, Davis Simango, o preterido edil da Renamo, acaba de responder as reais bases da "Perdiz", ao se confirmar [esta tarde] que se vai candidatar para um novo mandato.


O que se pode dizer e quais as implicações imediatas desta decisão? Para já, o que pode dizer, se é verdade que ele vai se candidatar, só o facto dele ter dito que aceita ser candidato independente, pode ter "capturado" o miolo do terreno na Renamo, e por via disso, a iniciativa política dentro da organização onde é membro. Se a reação de Afonso Dlhakama for a mesma que usou contra o deu directo colaborador, Raúl Domingos, de o afastar da Renamo, ele deve ter presente que Davis é uma entidade diferente, mais intelectualmente capaitalizada e com uma grande humildade que é muito apreciada entre os militantes e membros, bem assim fora do partido. Como tal, a maior parte deste vão seguí-lo mesmo fora do partido, admitindo que seja expulso.


Esta informação, só para recordar foi esta tarde dada pela RDP, segundo um sms que recebi dum amigo que dá por certa a candidatura de Davis Simango.


Voltarei ao assunto em breve.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Simango apresenta sua candidatura como independente, dia 4 de Setembro as 14:00horas [O país vai parar para ouvir Simango]


…e poderá fazer história se bem que ajuizou a vontade genuína dos munícipes beirenses

Já disse algures neste blogue, que a seguir ao anúncio do delegado provincial da Renamo de que Manuel Pereira era o seu novo candidato as eleições, há quem diz que houve festa nas hostes frelímicas.

Foi festa não porque Pereira foi escolhido para concorrer as eleições Foi festa não porque Pereira é deputado da Renamo na Assembleia da República. Foi igualmente festa não porque o deputado Pereira já, em tempos, foi conotado com a Frelimo. Nem uma nem outra coisa.

Mas, foi festa porque a Frelimo conseguiu o que pela via democrática não ousariam alcançar: ver o Eng. Daviz Simango a ser irradiado do processo eleitoral. Essa táctica que não é nova entre os “camaradas”, já foi usada com sucesso contra o pai de Simango, o Reverendo Urias Simango, e com relativo sucesso contra o presente edil da cidade de Maputo, Dr. Eneas da Conceição Comiche, este último que escolheu o silêncio, com sua arma de combate!

A presidência Renamo, a sede partido ao nível central terão sido apanhadas de surpresa e desatentas pelo ‘truque’ de desinformação usado, por certos elementos dentro do partido e que, viabilizam a acção da Frelimo no Chiveve e em Maputo. Para colocar bem as coisas, ouve infiltração e sabotagem. De nada ajuda ao chefe maior ouvir dizer, para tomar decisões. Era importante, ouvir as partes para uma decisão informada e, sobretudo justa. O comportamento do Eng. Simango, após tal irradiação é sintomático da falta de consulta interna e de coerência.

Chico José, elemento da Comissão formada para apoiar a candidatura de Davis Simango como independente, disse que as verdadeiras bases não foram consultadas (BBC, 3/08/08). Parafraseando José, foram desinformar o Presidente Dhlakama de que Daviz quer tomar às rédeas do poder na Renamo e outras coisas, levando ao Presidente do Partido a remover controversamente esta rara referência, de execelência, na governação municipal em Moçambique.

No entanto, José diz que a actividade de recolha de assinaturas dos membros e militantes [democracia a funcionar à plenos pulmões] decorre, e que Daviz Simango, se tudo correr a contento, Simango apresenta sua candidatura como independente, dia 4 de Setembro as 14:00horas, na Delegação do Partido na Beira.

Ora, isto cria uma autentica ‘dor de cabeça’ os que fizeram festas de arromba, com ‘batuque e maçaroca’ à mistura. Se assim for, a Frelimo voltará a estaca zero e, tenho certeza que tentará pôr em marcha um segundo plano para bloquear esta candidatura independente. Não me admira que a CNE possa o declinar anuindo os desejos dos ‘camaradas’, uma vez que anda a seu reboque. Na Renamo, por outro lado, poderá instalar a pior crise de liderança que aquela organização já mais viveu na sua história, podendo ser mais gravosa para o seu líder, cuja reputação, nestes ziguezagues incoerentes, deve ter sofrido.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"Das duas uma"…Daviz tem capital para vitória arrasadora na Beira como candidato independente



…Caso se inscriva antes do prazo da próxima sexta-feira na CNE. Esta atitude Davis, de um homem informado e diligente, pode refrear as festas madrugadoras de triunfalismos morbidos da Frelimo de que Beira ja' e' dela!

“Agora das duas uma: ou as abstenções da parte dos apoiantes da Renamo se agravam em razão da forma pouco transparente como ocorreu o afastamento de Daviz Simango, ou então incidirá a seu favor o voto solidário, conforme se começa a perceber que venha a ser possível acontecer, pela percepção popular, em diferentes bairros.
A não ser que a Renamo tenha um argumento convencível em torno desta querela que divide o partido, nas bases as obras que Daviz Simango fez na urbe poderão ser suficiente motivo para nem Pereira, nem Lourenço Bulha terem a mais pequena hipótese de vencer na Beira. Algumas percepções, em torno da candidatura de Lourenço Bulha, indicam que embora ele seja bastante conhecido na Beira, reúne a desvantagem de estar a concorrer com um homem que tem obra visível.
Quanto aos que mantém a fé no voto tribal, tudo indica que este factor quase ou nenhum peso representará no sufrágio que se avizinha, pois o denominador comum do grosso dos apoiantes de Dhlakama é atribuir-lhe um cartão vermelho porque a causa beirense, fundada em não ceder de novo a Beira à Frelimo, é um objectivo de que a população não querer abdicar, “custe o que custar”. Mas como em política a matemática pouco releva, o que se aconselha é esperar e ver para crer.” (CanadeMoc-2/9/8). Leia os desenvolvimentos sobre o assunto, fazendo o download neste elo.

sábado, 30 de agosto de 2008

Minhas inquietações e devaneios sobre o candidato Manuel Pereira da Renamo para as municipais da Beira


Busílis do problema

Impõe-se-nos traçar aqui dois momentos, em que, nesta marcha de partidos às próximas eleições locais e geral, se enquadram. Primeiro, o adiamento sucessivo pelo presidente da República, AEG, dos pleitos no ano passado e nos meados do início do ano. A justificação dos adiamentos e, por aquela via, a discricionária executiva posição do chefe do estado foi o respeito das festas dos religiosos, neste caso os que professam o islão. Isto por um lado. E, por outro, veio à mente lhe veio a justificação de financiamento e deficit do número de recenseados até então.

Impõe-se-nos, ainda, ter presente que o chefe de estado não se referiu, em momento algum, sobre a necessidade de um lapso de tempo para ‘reorganizar a máquina’ dos partidos para, democraticamente, apurar aqueles que iriam ser os candidatos aos pleitos eleitorais que se avizinham. Para dizer que, a preparação dos partidos, para as eleições ficou implícito naquelas decisões transcorridas. O que quer dizer ainda que, se as eleições tivessem tido lugar nos períodos previstos, nem a Frelimo, nem a Renamo, nem ainda outros partidos estariam preparados para concorrer. Daí a esta parte é que, de facto, começamos a ver um movimento mais acutilante e desusado deste e daquele partido, mas sem que pudéssemos discernir o que os partidos estão tangivelmente a fazer, na direcção de eleições livres e transparentes, quer na selecção dos candidatos, quer nas próprias eleições locais e gerais.

Houve “eleição”, “Selecção” “endossamento” e/ou “indicação” interna de candidato Manuel Pereira (na foto)? – (Etiquetas múltiplas que se auto-excluem para um mesmo problema)

Convinha, à jeito de contextualização, centrarmo-nos naquilo que se passou nos aposentos da Renamo, uma vez já termos tecido referências à Frelimo e seus candidatos algures recentemente. Afigura-se-nos imperativo reiterar, aqui e a bom som, que aquilo se nos deixou testemunhar o resultado das pseudo-eleições das lides e entranhas do “Partidão” perfaz uma quimera, da qual não se pode embandeirar em arco. Falar de democracia, na atinente acepção que encerra o verbo, e fazer democracia sui generis, sem nuance draconianas, não foi palavra de ordem. Operou-se à ilharga do básico que uma democracia deve comportar. Para nós, é repugnante contemplar o espaço que cremos democrático, como uma simples miragem!


Que factores precipitam a aparente crise na Beira?

Desemboquemos então naquilo que é o objecto deste artigo, questionando o seguinte.

· O que se passou nas confluências interiores e baixas do maior partido da Oposição que levou a eleições/indicações internas dos candidatos as eleições municipais?
· Será esta a maneira mais sábia, transparente e democrática de apurar os concorrentes do partido?
· Qual é o papel dos líder do partido neste processo de eleições, de escolher, indicar, ou endossar os candidatos?
· Quem são as “bases do partido Renamo” de que o senhor Manuel Pereira, e que queriam a sua candidatura?

Não vou propositadamente me lançar na procura de respostas das perguntas acima, mas há aspectos que merecem um reparo de modo como os processos de eleições são dinamizados nos partidos. A partir do momento que um partido é registado como devendo operar legalmente neste país, tem obrigações superiores de abrir as portas, ao público membro e não membro, para o que se está a cozinhar nele. Chamo a atenção, para o facto de, não me estar a referir de tácticas e estratégias de ganhar as eleições, que para mim é segredo da vitória. Não obstante a isso, quando se cria uma vitrina opaca entre os eleitores e as direcções do partido, quanto aos processos de eleição e outros, tal não é democrático, pois se configura numa obscenidade sem paralelo, e como tal, indescritível. Por baixo desse processo rocambolesco não há nada! O que existe, se não estou errado, são as chamadas “bases políticas”. As tais “bases políticas” de facto, não existem. O que existe é um ‘exército’ de pessoas que se acha no direito de fazer a vez do eleitor no momento sagrado do depositado do voto. São as tais “bases políticas” da Frelimo e de certo modo da Renamo.

Na ausência de um processo transparente, democrático e credível, o país parou para ouvir que o melhor entre os melhores edis do país, Eng. Davis Simango, fora posto fora da corrida as eleições na última quinta-feira. O que se alega é o facto do jovem engenheiro não ser da Renamo (?) e que as ditas “bases políticas” apostarem na figura do deputado Manuel Pereira. Ao que percebemos, não houve eleição interna nenhuma. Manuel Pereira foi seleccionado em detrimento do Simango. O que custa é, de facto, perceber sobre quem de facto selecciona quem, para um cargo, tão púbico, que é o de edil de uma cidade, como a Beira, onde vivem milhares de cidadãos. É o líder da Renamo? É a comissão política, que há muito não se reúne? É a conferência nacional, que faz tempo que se reuniu? Que selecciona quem na Renamo, para edil?

Confrontemo-nos com a realidade! Davis Simango já não é pela “Perdiz” o candidato par'o bem cobiçado cargo de edil da Beira. Com Simango jaz um rio de amarguras. Com Simango sofrem os eleitores beirenses. Com Simango há também uma experiência e uma esperança. Foi um líder que mostrou suas qualidades, honestidade e humildade. Davis Simango cumpriu com o seu manifesto eleitoral (RM, 30/08/08), ficando assim 'com eira e com Beira', muito acima daquilo que foi antes. Simango declinou, no entanto, confirmar seu afastamento da corrida a edil da Beira, respondendo às perguntas da RM-Jornal. Mostrou-se, contudo, "satisfeito" pelo seu mandato, e que sai “feliz por ter contribuído para a sua Beira e os beirenses”, como o citei ipsis verbis.

O que resta à Davis Simango? (assumpções hipotéticas)

Se querer ser o apóstolo da desgraça, é necessário equacionar o futuro de Davis Simango, pese embora ele próprio não o faça para descartar especulações e exageros. Para mim quatro cenários se desenham no horizonte:

O primeiro pretende-se com um acatamento da dita disciplina partidária e deixar que as coisas rolem à bel prazer de um factor exógeno a influenciar seu silêncio e, espere outras oportunidades que o partido Renamo lhe oferecer;

A acção oposta ao que mencionei acima, pode ser aquela de um Simango inconformado, disposto e espevitado no âmago crise da qual repousam respostas, como uma candidatura independente ao município do Chiveve; já que a lei lhe assiste nesta matéria;

Não parece que Simango, jovem que é, contemple por ora uma reforma da vida política activa. Pode ser que, se a razão imperar no seio da Renamo e pelos créditos de ter sido o melhor edil, o mesmo possa seja chamado a liderança da Renamo, para os desafios eleitorais vindouros que vão, de certeza, requerer pujança e vibração política. Ele pode ser, enfim, a requerida pedra-de-toque incontornável.

Expostos que são estes cenários, subsiste a questão de quanto é avanço democrático no seio da Renamo, para permitir que haja uma saída airosa desta aparente crise. Senão de nada vale todo o esforço de todos quantos sacrificaram suas vidas, para ver “tal democracia que não seja apenas de África, tão-somente da Europa”, vingar e prevaleçer em Moçambique. Ma nada.
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