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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Frelimo “assalta” evento e promove pré-campanha eleitoral
Nampula
(Canalmoz) – Mais uma vez o partido Frelimo está a usar dinheiro do
Estado para fazer política partidária e mais uma vez o presidente da
República e do partido Frelimo, Armando Guebuza apadrinhou tais
práticas, desta vez ao presidir à abertura do VII Festival Nacional de
Cultura que decorre na cidade de Nampula desde terça-feira, sob
propósito da “preservação e manutenção da unidade nacional”.
Posto
em marcha o festival, o partido Frelimo, de que é presidente o chefe de
Estado, açambarcou o evento e os espaços concebidos para acolher as
mais diversas actividades e manifestações culturais e tudo ficou
colorido com as cores do “batuque e da maçaroca” preterindo-se as cores
nacionais, remetendo-se para segundo plano ou levando praticamente a
ignorar-se o propósito essencial do evento, isto é tudo o que é
susceptível de fazer crer que de facto se estava num momento de promoção
do que deve unir os moçambicanos. Em suma o que se viu é tudo menos a
promoção da unidade nacional.
Mas
não foi só no acto de abertura que isso sucedeu. Ao meio-dia de ontem o
Canalmoz visitou a feira do Artesanato, mesmo em frente ao Pavilhão dos
Desportos de Nampula, que pertence aos Caminhos de Ferro de Moçambique
(CFM) e testemunhámos a venda de material propagandístico da Frelimo no
recinto.
Vende-se
quase de tudo de propaganda da Frelimo, desde camisetas, bonés a
capulanas. Os preços rondam entre os 150,00Mt e 650,00Mt.
No
local, alguns cidadãos manifestavam a sua indignação contra o uso e
abuso do festival para fins particulares do partido Frelimo, mas
alegavam em surdina não poder fazê-lo publicamente para não virem a
sofrer represálias nos seus postos de trabalho. Está-se afinal de contas
mais num momento de evocação do partido Frelimo do que propriamente da
nação moçambicana e da sua diversidade cultural. E simultaneamente ao
evocar-se a unidade nacional teme-se represálias. Sendo a maioria dos
empregadores em Nampula instituições públicas ou empresas detidas na sua
maioria por membros da Frelimo, a indignação popular é vivida
praticamente na clandestinidade com os comentários críticos a
sucederem-se “entre dentes”.
Ouvimos
e registámos no local vários desabafos, como são o caso: “este partido
está pior e a Renamo tem razão quando diz que a Frelimo anda a levar
tudo”; “Não havia necessidade nenhuma de trazer aqui roupas e outro
material de propaganda da Frelimo para vender”.
O
evento, ou seja, o VII Festival Nacional de Cultura, está a ser um meio
pelo qual a Frelimo está claramente a proceder a pré-campanha eleitoral
ao nível de Nampula [NR: vai haver eleições autárquicas em 2013 e
legislativas, presidenciais e regionais em 2014], bastando notar que o
presidente do partido Frelimo, Armando Guebuza, autorizou, no distrito
de Nacarôa, a participação nesta fase nacional, de grupos que durante a
fase provincial ocuparam o segundo e terceiro lugares, o que
automaticamente os afastaria por concurso de estarem na fase final. Mas a
campanha do partido Frelimo recorrendo a bens do Estado fala mais alto…
(Aunício da Silva)
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Sondagem: Quem ganharia se eleições intercalares de Inhambane fossem hoje – dá vantagens a Fernando Nhaca do MDM
Num “poll” de 33 votos obtidos online, o Barômetro Miradouronline indica que o candidato Fernando Amélia Nhaca [MDM]pela lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) com cerca de 84,85% (28 votos) assume a liderança nas intenções de voto em relação ao seu concorrente Benedito Eduardo Guimino [Frelimo] que se quedou nos 15,15% (5 votos). Nenhum respondente se absteve. Isto significa que se as eleições fossem realizadas hoje Nhaca seria o edil do Município de Inhambane. Claro que nestas coisas de percepções temos que atender a margem de erro, a representatividade da amostra, o acesso ao barômetro online entre outras para a validade da sondagem. Isto por um lado. Por outro lado se formos a corroborar estes dados com os do Moçambique para todos, veremos que Benedito Eduardo Guimino (Frelimo) posiciona-se a 16,90% (12 votos) enquanto que lidera a intenção de voto com 83,10% (59 votos) num total de 71 votos. Esta sondagem e' mais restritiva ainda ao indicar que solicita “que apenas respondam cidadãos votantes e residentes em Inhambane (Município)”.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Campanha eleitoral do partido Frelimo: Continua a festa com meios e fundos do Estado em Inhambane
| Crianças instrumentalizadas na campanha do candidato Benedito Guimino, do Partido Frelimo (Foto de Luciano da Conceição) |
Inhambane (Canalmoz) - O uso de meios e fundos do Estado na campanha eleitoral do partido Frelimo, no município de Inhambane, atingiu o seu expoente máximo nestas “intercalares”, no passado sábado, dia 7 de Abril, data consagrada à “Mulher Moçambicana”. A cúpula do partido Frelimo, formada na sua maioria por alguns funcionários públicos da cidade de Inhambane e outros “importados” do vizinho município da Maxixe, desfilou pela cidade em viaturas das direcções provinciais, cobertas de bandeiras e panfletos da campanha da seu candidato Benedito Guimino.
Como é costume, o governador de Inhambane, Agostinho Trinta, fez-se à Praça dos Heróis Moçambicanos para a habitual deposição da coroa de flores, na viatura protocolar do Estado – um Toyota Prado com a chapa de inscrição ABC 666 MP – mas, em plena campanha eleitoral, abandonou a postura de Estado que seria de esperar caso respeitasse o protocolo e fez-se à cerimónia com a viatura oficial coberta de bandeiras do Partido Frelimo. Com esta atitude o governador não só transformou a cerimónia central do Dia da Mulher num acto partidário, como ao usar um veículo do Estado ostensivamente coberto de bandeiras do seu Partido, deu mais uma prova da falta de respeito que o governo tem pela Comissão Nacional de Eleições que ainda há dias apelou para que a lei fosse cumprida e não se usassem meios e recursos do Estado.
Como é costume, o governador de Inhambane, Agostinho Trinta, fez-se à Praça dos Heróis Moçambicanos para a habitual deposição da coroa de flores, na viatura protocolar do Estado – um Toyota Prado com a chapa de inscrição ABC 666 MP – mas, em plena campanha eleitoral, abandonou a postura de Estado que seria de esperar caso respeitasse o protocolo e fez-se à cerimónia com a viatura oficial coberta de bandeiras do Partido Frelimo. Com esta atitude o governador não só transformou a cerimónia central do Dia da Mulher num acto partidário, como ao usar um veículo do Estado ostensivamente coberto de bandeiras do seu Partido, deu mais uma prova da falta de respeito que o governo tem pela Comissão Nacional de Eleições que ainda há dias apelou para que a lei fosse cumprida e não se usassem meios e recursos do Estado.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Se as eleições fossem hoje em Inhambane, Nhaca levaria a vantagem
Eleições Intercalares Autárquicas Inhambane (2012)
O barômetro do Moçambique Para Todos sobre as eleições intercalares em Inhambane, um dia depois do lançamento do campanha eleitoral, coloca o candidato do MDM em frente do concorrente nas intenções de voto. Senão vejamos:
O barômetro do Moçambique Para Todos sobre as eleições intercalares em Inhambane, um dia depois do lançamento do campanha eleitoral, coloca o candidato do MDM em frente do concorrente nas intenções de voto. Senão vejamos:
Benedito Eduardo Guimino (Frelimo) 16,90% (12 votos)
Fernando Amélia Nhaca (MDM) 83,10% (59 votos
Fernando Amélia Nhaca (MDM) 83,10% (59 votos
Total: 71 votos
Claro que estas intenções de voto representam apenas percepções e pode ser influenciadas por vários factores e não pode de modo nenhum pensar-se que seja representativa quanto ao potencial eleitorado.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Barômetro sobre intenções de voto em Inhambane a 18 de Abril próximo - se a eleições fossem realizadas hoje
| Benedito Eduardo Guimino (Frelimo) | 16,90% (12 votos) | |||||
| Fernando Amélia Nhaca (MDM) | 83,10% (59 votos) |
(19.03.2019 ha sensivelmente 29 dias do deposito do voto nas urnas)
(Fonte: Mocambique para Todos)
Nota: Apesar de não ser representativo (em pelo menos 10% dos potenciais votantes, estes números não deixam de ser indicativo das percepções que subjazem entre os participaram neste barômetro. Resta saber se a tendencia vai ou não manter ou ainda traduzir-se num crescendo para Nhaca ou Guimino fara a replica.
Nota: Apesar de não ser representativo (em pelo menos 10% dos potenciais votantes, estes números não deixam de ser indicativo das percepções que subjazem entre os participaram neste barômetro. Resta saber se a tendencia vai ou não manter ou ainda traduzir-se num crescendo para Nhaca ou Guimino fara a replica.
quinta-feira, 8 de março de 2012
FIR ataca sede da Renamo em Nampula
Maputo
(Canalmoz) – Quando esta edição estava fechada e já paginada,
chegou-nos esta madrugada uma informação do nosso correspondente em
Nampula, Aunício da Silva, anunciando que cerca das 05 horas da manhã de
hoje, uma força da FIR cercou e atacou a sede da Renamo na Rua dos Sem
Medo tendo usado uma força de cerca de cinquenta homens. O nosso
correspondente disse-nos ter visto dois blindados, quatro Toyotas
Land-Cruser e um jepp Mahindra, a dirigirem-se para o local e cinco
minutos depois iniciou um tiroteio forte e continuo que só viria a
terminar por volta das cinco e meia. Durou cerca de vinte e cinco
minutos.
O repórter diz que a Policia não deixa a população circular, estando a forçar as pessoas a ficarem em suas casas.
Segundo
Aunício da Silva, os vizinhos da zona do tiroteio disseram-lhe que na
rua havia civis feridos desconhecendo-se, até às 06h00, se entre os
homens da Renamo também havia feridos.
O
nosso correspondente disse ainda que tinha sido informado que os homens
armados da Renamo tinham abandonado o local de concentração por volta
das 22 horas de ontem, desconhecendo-se o seu paradeiro. As notícias
eram escassas às primeiras horas da manhã porque mesmo o repórter ainda
não tinha conseguido chegar à zona onde houve o ataque desencadeado pela
FIR. (Fernando Veloso)
quarta-feira, 7 de março de 2012
Saída de Josefo Nguenha não é uma questão pacífica
Da chefia da Bancada da Frelimo na Assembleia Municipal da Beira
- O próprio afirma ter sido apanhado de surpresa, que está equivocado porque os métodos usados não se identificam com os princípios do Partido Frelimo, denuncia autoritarismo na direcção do partido na Beira, fala de coação, de que vai impugnar a decisão porque não tem enquadramento estatuário do partido, levanta problemas de relacionamento com o primeiro secretário da cidade e com o representante do Estado na Beira, e deixa recado de que ainda tem muita coisa para despoletar
- Por seu turno, o primeiro secretário da cidade reitera que ele manifestou o desejo de abandonar o cargo numa reunião do executivo realizada em Dezembro e pelos vistos não esperava que um dia fosse produzir efeitos, observa que esse tipo de afirmações pode-se fazer em qualquer ambiente mas não num fórum próprio, onde se discutem questões sérias, como é o caso do secretariado, e recomenda ele é livre de pedir uma atenção especial para apresentar os seus problemas
Contrariamente ao que se podia imaginar, afinal de contas o afastamento de Josefo Nguenha da chefia da bancada da Frelimo na Assembleia Municipal da Beira não é uma questão pacífica. Trata-se de um imbróglio que só começou, promete fazer correr muita tinta e no âmbito político não se pode esperar outra coisa se não favorecer interesses de outros partidos, nomeadamente da oposição.
Descontentamento total
“O Autarca” abordou ontem a tarde Josefo Nguenha e este mostrou-se descontente com a medida do seu afastamento do cargo, negando categoricamente alguma vez tenha manifestado essa intenção, contrariando a versão apresentada pelo primeiro secretário da Frelimo na cidade da Beira, Lino Massinguine (consultar edição nº 2301 do “O Autarca”).
- O próprio afirma ter sido apanhado de surpresa, que está equivocado porque os métodos usados não se identificam com os princípios do Partido Frelimo, denuncia autoritarismo na direcção do partido na Beira, fala de coação, de que vai impugnar a decisão porque não tem enquadramento estatuário do partido, levanta problemas de relacionamento com o primeiro secretário da cidade e com o representante do Estado na Beira, e deixa recado de que ainda tem muita coisa para despoletar
- Por seu turno, o primeiro secretário da cidade reitera que ele manifestou o desejo de abandonar o cargo numa reunião do executivo realizada em Dezembro e pelos vistos não esperava que um dia fosse produzir efeitos, observa que esse tipo de afirmações pode-se fazer em qualquer ambiente mas não num fórum próprio, onde se discutem questões sérias, como é o caso do secretariado, e recomenda ele é livre de pedir uma atenção especial para apresentar os seus problemas
Contrariamente ao que se podia imaginar, afinal de contas o afastamento de Josefo Nguenha da chefia da bancada da Frelimo na Assembleia Municipal da Beira não é uma questão pacífica. Trata-se de um imbróglio que só começou, promete fazer correr muita tinta e no âmbito político não se pode esperar outra coisa se não favorecer interesses de outros partidos, nomeadamente da oposição.
Descontentamento total
“O Autarca” abordou ontem a tarde Josefo Nguenha e este mostrou-se descontente com a medida do seu afastamento do cargo, negando categoricamente alguma vez tenha manifestado essa intenção, contrariando a versão apresentada pelo primeiro secretário da Frelimo na cidade da Beira, Lino Massinguine (consultar edição nº 2301 do “O Autarca”).
sexta-feira, 2 de março de 2012
Director do STAE admite que houve“excesso de zelo” em Inhambane
Quando recenseamento está prestes a terminar
O
STAE estava a exigir cartão de estudante e nome do secretário da
Frelimo a níveldos bairros como condição para recensear novos eleitores e
actualizar o registo deoutros com vista a permitir-lhes votar nas
intercalares de Inhambane para eleição donovo edil, mas agora o DG do
STAE vem dizer que a actuação do STAE não foi paraajudar ou prejudicar
qualquer força política. Nestas eleições só participam dois candidatos,
sendo um do MDM – oposição – e o outro do partido Frelimo, partido no
poder e que sempre governou o município de Inhambane-céu.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Tomas Vieira Mario e Salomao Moiana deploram atitude da Frelimo de usar o ESTADO para que funcionario apoiem o seu congresso
| Tomas Vieira Mario |
![]() |
| Salomao Moiana |
No programa "Pontos de Vista" de ontem, dois conceituados jornalistas, Tomas Vieira Mario e Salomão Moiana demonstraram a sua repulsa aos recentes actos "pecaminosos" do partido no poder, ao intentar que professores do Distrito de Murrupula contribuissem para o seu X Congresso a ter lugar daqui a 10 meses em Cabo Delgado. Depois de tecerem palavras sobre o seu desenquadramento deste intento na lei, os dois jornalistas foram ao ponto de vaticinarem que talvez haja mais 'Murrupulas' pela nação fora e que este foi o que 'falhou' a protocolo secreto, e todo o mundo ficou a saber. Este modus operandi da Frelimo não se trata de nova coisa como podem não ser as ordens 'de não sei quem dentro do Partidão' que mandou cessar edis (de Pemba, Cuamba e Quelimane) sem apelo nem agravo. Recorde o artigo Partido Frelimo tornou-se uma associação de malfeitores que usa o Estado para delinquir.
Seis trabalhadores do governo da Zambézia recebiam salários do Município de Quelimane ilegalmente
Segundo Manuel de Araújo.
O
presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo,
denunciou à Assembleia Municipal a existência de seis funcionários do
gabinete do governador da província da Zambézia, Itai Meque, que recebem
salários com fundos da edilidade de Quelimane, ao invés de receberem do
Governo da província, ao qual estão afectos.
Os
referidos funcionários prestavam serviço ao governo e recebiam salários
através da empresa EMUSA, responsável pela recolha dos resíduos
sólidos, uma acção ilegal, visto que o salário de quem presta serviços
no gabinete do governador, em regra, devia ser pago ao nível do governo
da província da Zambézia.
Esta
denúncia foi feita este fim-de-semana, à margem da 14ª Sessão
Ordinária, que tinha em vista a apresentação e discussão do plano de
actividades e do orçamento do Estado para 2012, que, no entanto, foi
devolvido por aquele órgão deliberativo alegadamente porque o documento
apresentava algumas lacunas.
De Araújo escreve para Itai Meque
Como
forma de garantir a reposição dos valores “surripiados”, o edil de
Quelimane elaborou uma missiva dirigida a Itai Meque, apelando ao
bom-senso, para que os valores “extraviados” ao longo de dois anos
fossem devolvidos à autarquia.
Entretanto,
Manuel de Araújo não foi exaustivo em relação aos esquemas que eram
usados para a transferência do dinheiro dos cofres da edilidade para as
contas dos seis funcionários, nem em relação ao montante desviado ao
longo dos dois anos. Ao que tudo indica, a ser verdade, a acção
acontecia sob encobrimento do anterior edil da edilidade, Pio Matos.(Opais)
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A quantas vamos no partidão?
Um pouco por todo lado, cidadãos 'abrem o trombone' para expressar os seus sentimentos sobre as derrapagens que o partido no poder tem passado sobretudo depois de ver a Beira capturada pelo seu contendor pouco habitual e muito recentemente com o desaire de Quelimane aonde toda a nata de proa dos camaradas foi mobilizada para reter os cordelinhos do poder. Nos cafe's, nas paragens, nas barracas, nas escolas e ate' nos hospitais todo o mundo faz a mesma pergunta, depois de uma conversa fiada sobre os descalabro do partido todo poderoso que quase se confunde com Deus, a Frelimo, o cidadão pergunta sobre a quantas vamos dentro do partidão(?). Vezes sem conta a resposta e' dada por ele pro'prio sem esperar que um porta-voz ou sei la' quem que o venha dizer 'mentiras' sobre os imprope'rios que se vivem no seio do partido dos camaradas. "Estamos fartos" - vociferam uns. "Os jovens ja' abriram os olhos" - vincam outros. O mais certo e' que aquilo que aconteceu em Quelimane pode se repetir em Inhambane - conjecturam muitos por estas alturas.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Frelimo instala comité de círculo numa empresa pública [Mas se perguntar nao é ofender, porque a Renamo, o MDM e outros nao fazem o mesmo, instalando os seus nesses mesmos locais?]
Frelimo instala Comité de Círculo na empresa Aeroportos de Moçambique
Adensando a ideia de partidarização das instituições do estado
Trata-se da empresa Aeroportos de Moçambique que, neste momento, conta com 13 células de 10 a 11 membros cada. Contudo, os “camaradas” defendem que o Comité não vai interferir nas actividades laborais.
A Frelimo acaba de instalar um novo comité de círculo numa empresa pública. Trata-se da empresa Aeroportos de Moçambique, onde a oficialização do novo comité do círculo da Frelimo aconteceu ontem e já conta com mais de 100 membros subdivididos em 13 células.
A instalação e oficialização dos órgãos da Frelimo naquela empresa pública acontece numa altura em que a oposição tem vindo a queixar-se da interferência deste partido no Estado, por uma alegada partidarização das instituições do Estado.
Entretanto, os “camaradas” consideram que a instalação do novo comité do círculo da Frelimo não interfere nem influencia nas actividades laborais daquela empresa. “As nossas células (da Frelimo) não interferem nas actividades da empresa, porque os militantes só se reúnem depois das horas normais de expediente”, defendeu João Mbanguine, representante do primeiro secretário do distrito de Nhlamankulo.
O PAÍS – 25.08.2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Chipande: o homem que se segue?
-Homem do primeiro tiro pode ser o futuro Chefe de Estado, mas com um Primeiro-Ministro executivo.
-Aires Ali, Luísa Diogo e Tomás Salomão entre os cogitados para PM
-Aires Ali, Luísa Diogo e Tomás Salomão entre os cogitados para PM
À medida que se intensificam os preparativos tendo em vista a realização do décimo congresso da Frelimo, marcado para Junho do próximo ano na província de Cabo Delgado, começam as movimentações dos membros deste partido para influenciar os resultados do congresso e melhor se posicionarem para a sucessão de Armando Guebuza na Presidência da República. Guebuza termina o seu segundo e último mandato como Chefe de Estado em 2014, e o partido terá que encontrar uma figura de consenso para o substituir naquele cargo. O congresso será, em princípio, a plataforma ideal para o desencadeamento desse processo. No centro das movimentações pela sucessão surge nome de Alberto Joaquim Chipande como a figura de consenso para candidato do partido às eleições presidenciais de 2014.
A provável candidatura de Chipande estará, também em parte relacionada com a iniciativa da Frelimo de introduzir algumas emendas à Constituição, num cenário em que se pretenderá reduzir substancialmente os poderes executivos do Presidente da República, os quais poderão vir a ser partilhados com um Primeiro-Ministro executivo, representando o partido com a maioria parlamentar, que a Frelimo acredita estar ao seu alcance.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Corrupção e interferência da Frelimo no Estado continuam os maiores desafios
Auto-avaliação de Moçambique no âmbito do MARP“Identificámos, igualmente, alguns desafios, tais como conflito entre o Estado e o partido, altos índices de corrupção, violência doméstica, elevada taxa de analfabetismo e a dependência externa”, MARP.O combate aos elevados índices de corrupção, dependência externa, analfabetismo, violência doméstica, bem como a imiscuição do partido Frelimo no Estado são alguns dos desafios que Moçambique ainda tem pela frente. Esta posição foi defendida ontem por Amós Sawyer, membro do painel de personalidades do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP) e responsável pelo acompanhamento da operacionalização deste processo no país, no âmbito do lançamento do relatório de auto-avaliação de Moçambique.
sábado, 1 de janeiro de 2011
As eleições em África não são democráticas – D. Jaime Gonçalves à Voz da América
| “Há democracias que se concebem como democracias de um só partido, mas Democracia implica multipartidarismo, uma sociedade pluralista.” – Arcebispo da Beira |
Pretória (Canalmoz) - O arcebispo da Beira diz “ser sabido que os processos eleitorais em África são processos que, de facto não são democráticos”, mas adiantou haver em Moçambique “ideias novas que talvez não tenham a força da eficiência, mas que são, em grande parte, fundamento para optimismo da vida nacional”. Numa entrevista exclusiva ao jornalista Filipe Vieira da VOA, o arcebispo Dom Jaime Gonçalves nota que “há democracias que se concebem como democracias de um só partido, mas “democracia – acrescenta - implica multipartidarismo, uma sociedade pluralista”. |
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Luta contra pobreza divide opiniões no país
PESQUISAS recentes sobre a situação e evolução da pobreza em Moçambique, tanto pesquisas baseadas em dados estatisticamente representativos, como pesquisas qualitativas, através de estudos de caso e reportagens narrativas, são unânimes num ponto: a pobreza continua muito elevada em Moçambique, cronicamente resistente e com sinais para aumentar, em vez de diminuir. Em várias províncias, onde no início do corrente século XXI a incidência da pobreza parecia diminuir, no último quinquénio aumentou.
Maputo, Sexta-Feira, 8 de Outubro de 2010:: Notícias
A Zambézia, com mais de quatro milhões de pessoas (um quarto da população moçambicana), regista um forte agravamento da pobreza, tendo ultrapassado em 2009 o nível registado na primeira avaliação da pobreza, há mais de uma década.
Os dados oficiais da 3ª Avaliação da Pobreza, divulgados a conta-gotas e apenas parcialmente, mostram uma realidade muito diferente da que tem sido anunciada nos discursos do partido Frelimo e seu Governo, segundo os quais a pobreza estaria a diminuir. O Presidente Armando Guebuza poderá ter razão, ao declarar sucessivamente que a pobreza está a ser fragilizada e o “país está a avançar”.
FRELIMO «sonega» proposta de revisão da Lei Eleitoral, oposição critica
Os partidos moçambicanos na oposição defendem a alteração da composição da CNE e do financiamento aos partidos concorrentes às eleições, mas a FRELIMO, no poder, “sonega” a sua proposta, exigindo uma comissão “ad-hoc” de revisão da lei eleitoral.
O Parlamento fixou o dia 6 de Outubro como data limite de entrega de propostas para a revisão da Lei Eleitoral, agendada para a segunda sessão da Assembleia da República, que se inicia a 18 deste mês.
A RENAMO e o MDM depositaram as suas propostas na Comissão de Administração Pública, Poder Local e Comunicação do Parlamento, mas a FRELIMO adiou a entrega da sua, garantindo fazer chegar à futura comissão “ad-hoc”.
O Parlamento fixou o dia 6 de Outubro como data limite de entrega de propostas para a revisão da Lei Eleitoral, agendada para a segunda sessão da Assembleia da República, que se inicia a 18 deste mês.
A RENAMO e o MDM depositaram as suas propostas na Comissão de Administração Pública, Poder Local e Comunicação do Parlamento, mas a FRELIMO adiou a entrega da sua, garantindo fazer chegar à futura comissão “ad-hoc”.
sábado, 29 de maio de 2010
À-propósito das adulações, bajulações e idolatrações às lideranças partidárias
A peça, em jeito de comentário, de Matsambane Kuphane (Zambeze, 27.06.2010, p.4) sobre as adulações, bajulações e idolatrações às lideranças partidárias consubstancia um retrato fiel do ambiente pouco elegante, por vezes insano, que se vive na chamada casa do povo, a Assembleia da República.
Na legislatura ora em função, à excepção do MDM, tanto os deputados da Frelimo, como os da Renamo, carregam mais uma vez as suas baterias pela negativa, para ritualizar, curvar-se ainda que desventuradamente, às chefias das organizações partidária onde militam.
Vezes sem conta, ouvimos e vemos, os camaradas em verborreias intermináveis. Tal é a ‘febre’ que os deputados que se presam da sua dignidade de eleito sucumbem nos “repetidos e fastidiosos enaltecimentos das chefias, que se tornam cansativos pela retórica repetitiva dos intróitos dos discursos, no corpo e nas finalizações destes, com referências bajulativas, idolatrantes e de explicito culto às alegadas (pelos deputados) competentes e sábias lideranças dos seus partidos.”
De facto os ‘rodopios e os correpios’ dos nossos deputados são tais que no lugar de venerar e manter o bom nome dos seus líderes, as desgastam ou ainda as ridiculuzam em causa própria.
Resta-nos, bem disse Kuphane, ver medidas pedagógicas dessas chefias aduladas, para pôr cobro a situação das práticas do “lambe-botismo, extraindo aprendizados a partir daí.” Extraiam-se lições e devolva-se dignidade à casa do povo, cedo que mais tarde. Ganham os deputado, ganha a nação moçambicana.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
MDM acasala com a Frelimo e aprova Conta Geral do Estado José Manuel de Sousa, porta-voz do MDM, disse que o seu partido é pela melhoria das coisas, por isso, “se a resolução da Comissão de Plano e Orçamento dá recomendações para melhorias, não há motivos para apreciá-la de forma negativa”
A bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) aprovou, juntamente com a bancada maioritária da Frelimo, a Conta Geral do Estado (CGE), referente ao exercício económico de 2008, apresentada pelo Governo ao parlamento, nesta segunda-feira. Explicando o seu sentido de voto, o porta-voz da bancada do MDM, José Manuel de Sousa, disse que a sua bancada aprovou a Conta com base na resolução da Comissão do Plano e Orçamento. Segundo disse, a resolução que contém nove artigos, apresentando recomendações que visam garantir melhorias nas futuras Contas do Estado.
Sousa disse que o seu partido é pela melhoria das coisas, por isso, se a resolução da CPO dá recomendações para melhorias, não há motivos para apreciá-la de forma negativa.
O MDM está pela primeira vez na AR, esta legislatura. Foi criado em Abril de 2009. Fazem parte da sua bancada oito deputados. A Renamo e o MDM juntos têm menos de 1/3 dos assentos do parlamento.
Tal como apelou aquando da apresentação do documento, a bancada parlamentar da Renamo reprovou a Conta Geral do Estado, alegando que não pactua com práticas fraudulentas, tal como documenta a própria Conta do Estado. O deputado da Renamo, José Samo Gudo, disse que seria falta de responsabilidade aprovar o plano, que apresenta muitas irregularidades. Ler mais>>>
Sousa disse que o seu partido é pela melhoria das coisas, por isso, se a resolução da CPO dá recomendações para melhorias, não há motivos para apreciá-la de forma negativa.
O MDM está pela primeira vez na AR, esta legislatura. Foi criado em Abril de 2009. Fazem parte da sua bancada oito deputados. A Renamo e o MDM juntos têm menos de 1/3 dos assentos do parlamento.
Tal como apelou aquando da apresentação do documento, a bancada parlamentar da Renamo reprovou a Conta Geral do Estado, alegando que não pactua com práticas fraudulentas, tal como documenta a própria Conta do Estado. O deputado da Renamo, José Samo Gudo, disse que seria falta de responsabilidade aprovar o plano, que apresenta muitas irregularidades. Ler mais>>>
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