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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Más políticas estão a afundar a Zambézia

– Considera o académico e ex-deputado da Renamo pelo círculo eleitoral da Zambézia, Manuel de Araújo
Na última avaliação nacional da pobreza, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a província da Zambézia é apontada como a que conheceu o maior aumento da pobreza, nos últimos 6 a 7 anos. O Professor Doutor Manuel de Araújo não tem dúvidas quanto às razões que estão a afundar aquela província central do país, afinal a sua província natal. “Há fraqueza estrutural por parte do Governo, do próprio plano estratégico do desenvolvimento da província”, diz Manuel de Araújo em entrevista exclusiva ao Canalmoz.
O Professor Manuel Araújo considera que a regressão no desenvolvimento económico e social da província da Zambézia se deve a políticas e estratégias pouco claras do governo e ausência de uma estrutura com qualidade e capacidade suficiente para levar a cabo os planos de desenvolvimento traçados.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Comerciante multado em 3 mil Mt por faltar ao comício de Itai Meque



Itai Meque - Governador/Zambezia
Eventual abuso de poder em Alto-Molócuè
O caso deu-se em Alto-Molócuè, onde a edilidade acusa um comerciante de desacato às autoridades municipais.
O comerciante do município de Alto-Molócuè foi multado em 3 mil meticais por não ter encerrado o seu estabelecimento comercial, para participar no comício popular que era orientado pelo governador da província da Zambézia, Francisco Itai Meque.
Tudo aconteceu aquando da recente visita de trabalho de Itai Meque a Alto-Molócuè, razão pela qual o conselho municipal local decidiu interromper o curso normal das actividades de rendimento, para que houvesse enchente no comício popular do governador da Zambézia.
Na altura, a edilidade estipulou que, em caso de desacato à decisão, os visados fossem, compulsivamente, sujeitos ao pagamento de uma multa de 3 mil meticais. Nos termos da decisão,  o comerciante que não fechasse o seu estabelecimento comercial e, por isso, faltasse ao comício do governador, seria sujeito a uma pena e a pagar o referido montante. E assim foi.
Documento/sentença
O documento que anuncia a sentença ao infractor, que não encerrou o seu estabelecimento comercial e, consequentemente não participar do comício do governador, refere que ele (o comerciante) só reabrirá o seu estabelecimento comercial após o pagamento da quantia estabelecida. 
Trata-se de um documento datado de 14 de Julho de 2010, assinada por Elton Paulo, vereador de Urbanização e Saneamento.
"O conselho municipal anunciou que todas as barracas deviam estar encerradas. Verificando-se que V.excia não cumpriu com a orientação, vimos por meio desta aplicar-lhe a multa no valor de 3.000,00 (três mil meticais) a ser pago na contabilidade deste município. Comunicamos que não deverá voltar a abrir enquanto não pagar a devida multa", lê-se no documento da edilidade dirigido ao suposto infractor.
Opais.--
(MiradourOnline)

sábado, 12 de abril de 2008

VELEIA: resgatando a grandeza de um rei

Logo após a independência, a Frelimo tratou de virar as costas ao poder tradicional, acusando-o amuidemente de ser instrumento do poder colonial e dominador e ou mesmo de alinhar com a “África Livre” (Renamo). Muitos ‘reis’ ou ‘mwenes’ que o país tinha até 1975 foram objectos de humilhações e até obrigados a filiarem-se a causa da Frelimo se quisessem manter as suas chefaturas tradicionais. Fizeram-no alguns e estão coladinhos ao poder, como é o caso do Rei do Mumemo em Marracuene nos arredores da Cidade de Maputo que até hoje tem ganhado os frutos da sua aliança. Constatei que o Rei do Mumemo de facto manda quando faleceu um dos seus filhos na vizinha RSA. Foram proibidas todas as actividades produtivas (cultivar) na região por alguns dias no passado mês de janeiro, até que o enterro do mesmo fosse realizado. Os que não o fizeram tiveram destinos apocalípticos como o leitor pode depreender. Aqueles que o fizeram e se distanciaram mais tarde tiveram sortes mais severas ainda. Neste último caso, recordamos do Rei Veleia do Gurúè - Zambezia, que foi um dos que foi fuzilado a mando da Frelimo no campo do Ferroviário em Quelimane. Tudo isto porque tinha diferenças ideológicas, com o poder da Frelimo. Aqui vai a boa nova que o Rei Veleia que na língua local, o longe, sempre dissera: ‘wiwana orera, onamira ovilaka’ [unidade é coisa boa, mas tem o seu preço (Sic!)]. Porquê o Governo na resgata está figura, do Rei Veleia, pedindo desculpas aos seus filhos, esposa e familiares no geral pelo que se deu dentro daquele espírito marxista-lenenista? Gurúè ficaria muito agradecido!

sexta-feira, 7 de março de 2008

“10 mil pessoas precisam de comida” no Chinde, Zambezia

- afirma Petra Aschoff, da «Acção Agrária Alemã»

Mais de 10 mil pessoas do distrito de Chinde, na província da Zambézia, que foram afectadas pelas cheias precisam de apoio nutricional. Esta informação foi prestada em exclusivo ao «Canal de Moçambique» por Petra Aschoff, coordenadora da Acção Agária Alemã (A.A.A), naquele ponto do País. (Levantamento feito em Janeiro de 2008).
A AAA em coordenação com o governo moçambicano, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades traçaram um plano com vista a apoiar aquela população tal como aconteceu nas outras províncias. Petra disse que a Oraganização Não Governamental de que é coordenadora, tem um “contrato com o Programa Mundial para Alimentação, PMA, até Março do corrente ano”, para fornecer alimentação àquela população e para reforçar mais as suas actividades, solicitou recentemente ao governo alemão apoio em termos de comida, sementes e algumas ferramentas para a construção de casas. Revelou ainda que, até à segunda semana de Abril próximo, será promovida, naquele distrito, uma feira de sementes para permitir que aquela população afectada adquira alguma coisa para recomeçar a vida.
A fonte lamentou o facto de o custo de vida estar a subir galopantemente e estar para além das suas capacidades. "O custo de vida aqui em Moçambique está a subir bastante. E fazendo uma comparação em relação a farinha de milho posso afirmar que este cereal subiu em 46% e o óleo vegetal em 62%, no mercado nacional", o que significa que a quantidade de dinheiro que o governo alemão disponibiliza é insuficiente para cumprir com o projecto na íntegra. Leia o desenvolvimento desta noticia aqui. (Carlos Lopez)

domingo, 2 de março de 2008

Ausência de politicas mata agricultura zambeziana (1)

- Premissas para estudo do contexto zambeziano
O sector agricola zambeziano foi em tempos considerado o ‘motor’ do desenvolvimento da província, do país e quiça da região. Zambézia pode até hoje ser considerada a província, com a quota-parte importante para as finanças do país, olhando as enormes riquezas que ela detém. Mas esse potencial não é explorado, e se é desorganizado, de tal maneira que, muita da sua produção vai para outros mercados do país e exterior (Malawi sobretudo), sem grandes retornos para as populações locais. Com esta série, vou tentar retratar a actual situação da agricultura, com olhar as matérias de importãncia e valor estratégico que mereciam uma ‘grande mão’ do Governo do dia, com vista ao desenvolvimento local. Imagem retirada aqui. A serie continua...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Zona mineira de Muiane-Gile'-Zambezia em polvorosa

-Grevistas da antiga empresa de mineração que operou na zona, no período pós-independência, “governam” a localidade há 15 dias


"A zona mineira de Muiane, no distrito de Gilé, província da Zambézia, vive num clima de desordem pública e desacato à lei, desde há duas semanas, devido à fúria de um numeroso grupo de ex-trabalhadores da extinta empresa Minas Gerais de Moçambique (MAGMA) que se amotinou e passou a “controlar” aquela localidade situada na região do Alto Ligonha.

De acordo com fontes próximas ao caso, “a gota que fez transbordar o copo de água” terá sido, alegadamente, desencadeada pela comissão da Direcção Nacional de Minas quando, na sua visita aquele local, dias antes da eclosão dos distúrbios, informou aos mencionados ex-funcionários que
o Estado não iria pagar qualquer espécie de indemnização relacionada com a extinta MAGMA. O que, segundo as mesmas fontes, contraria as promessas feitas anteriormente. Pois, consta que, quando os grevistas se insurgiram em Novembro do ano passado, as autoridades haviam prometido resolver o imbróglio num prazo inferior a 90 dias. Por isso, a solução divulgada pelas estruturas do pelouro, de não ceder à exigência de indemnizações, atrás mencionada, não foi bem acolhida pelos grevistas, contribuindo, grosso modo, para o cenário tenebroso e aterrador que tem sido reportado, actualmente, a partir do Alto Ligonha.

Segundo apurou Wamphula Fax, as três empresas que possuem licenças de concessão e exploração mineira em Muiane, nomeadamente a Euroexport Lda., a Drusa, Lda. e a Tanminig, Lda., viram-se obrigadas, em face da situação, a interromperem as suas actividades laborais afim de resguardar a integridade física dos seus funcionários, bem como a segurança do seu património e das respectivas infraestruturas físicas, que corriam o perigo de serem atingidas" (Macua). =Leia os promenores desta cena aqui. Imagens retiradas da http://www.mineralatlas.com/mineral%20photos/F/fluorite50cp.htm ; ou seja, aqui.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Greve mantem-se em Muiane, no Gilé na Zambezia

- Mina de pegmatite paralisada [passam] dez dias...
A mina de pegmatite de Muiane, na província de Zambézia, centro de Moçambique, está há dez dias paralisada, devido a uma greve que levou à agressão a um dos directores enquanto outros se refugiaram em Nampula.
Os trabalhadores reclamam o pagamento de indemnizações correspondentes ao período que trabalharam quando a mina ainda era detida pelo Estado moçambicano, noticia o diário distribuído por fax e internet Mediafax, que cita o director provincial do Trabalho na Zambézia, Januário Soca.
Actualmente, a mina de pegmatite de Muiane é detida por um consórcio formado pelas empresas Euroexport, Tan Mining e Drusa, que declinam qualquer responsabilidade relativamente a compromissos assumidos com os trabalhadores antes da privatização da firma. Na sequência dos protestos, um dos directores da companhia foi atacado na sua residência em Muiane, tendo sido amarrado, e outros responsáveis da firma encontram-se agora refugiados na província de Nampula. A polícia não chegou a tempo de evitar a violência, devido ao reduzido efectivo na área, refere ainda o MediaFax.
O director provincial do Trabalho disse que uma equipa da sua instituição está a recolher informações junto dos trabalhadores e dos directores da firma, para ajudar a resolver o diferendo. Januário Soca denunciou o alegado oportunismo de alguns grevistas, que nunca trabalharam na empresa mesmo na altura em que esta era detida pelo Estado, uma vez que tinham contractos com outras entidades que prestavam serviços à mina. "Sabemos que há pessoas que nunca trabalharam para a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (a empresa estatal que geria as minas moçambicanas) e hoje estão a tentar tirar vantagem da situação. A nossa equipa está lá a analisar a situação de cada um dos trabalhadores", enfatizou Soca."
Fonte NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 21.02.2008. Imagem retirada aqui: The Dynamic Earth
Nota: Os acontecimentos de Muiane, na Zambézia, levaram a que a titular do pelouro dos Recursos Minerais, o Governador daquela província e um representante dos manifestantes se reunissem esta Quinta-feira aqui na capital Moçambicana. Foi um encontro rodeado de algum secretismo já que a notícia apenas esta sexta-feira chegou a domínio público por via de um comunicado de imprensa - Segundo a BBC.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Cimeira da SADC começou na Zâmbia

O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, irá anunciar na conferência a sua proposta de intermediar o governo e a oposição.

Correpondentes disseram que o líder do Zimbabwe, Robert Mugabe, contava com o apoio de seus homólogos, porém isto poderá não mais ser uma realidade ao passo que o declínio da economia zimbabiana vem tendo um impacto significativo em toda a região.


Os outros países que estão reunidos na conferência em Lusaka, capital do Zimbabwe, incluem Moçambique, o Mal[aw]i, Botswana, Tanzânia, Namíbia, Lesotho e Swazilândia.

[Paz a todo o custo para o Zimbabwe, diz Muanawasa]

Par inter pares
A SADC tem sofrido pressões constantes para encontrar uma solução para amenizar a crise no Zimbabwe, enquanto tem sido acusada de lidar com o presidente Mugabe de uma forma demasiadamente suave.

Tomáz Salomão, secretário executivo da SADC, disse em conferência de imprensa que o grupo tem diversas opções para lidar com o Zimbabwe: "linha dura", " diplomacia silenciosa" ou um método " diferente".

A situação política e económica do Zimbabwe foi referida bno discurso de abertura do presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa.

"Períodos difíceis"

O presidente Mwanawasa disse que muitos países na região já atravessaram períodos difíceis , mas não chegaram a culminar em violência e fez um apelo aos zimabianos para que mantenham a paz no país a todo custo.

O actual declínio da situação económica e política do Zimbabwe tem tido um grande impacto em toda a região, levando a que um número crescente de migrantes económicos a se estabeleçam nos países vizinhos.

Há também um contínuo aumento no numero de reclamações dos membros das forças armadas no país, que afirmam que não têm recebido pagamento por semanas.

Fonte: BBC Lingua Portuguesa

M I R A D O U R O - bloge noticioso-MMVII







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SADC/Cimeira: Activistas zimbabueanos detidos na fronteira

As autoridades do Zimbabué detiveram pelo menos 40 de um grupo de 60 activistas que se dirigiam quarta-feira para a capital zambiana, onde se realiza quinta-feira a cimeira de chefes de Estado da SADC.

Segundo a agência sul-africana de notícias Sapa, os activistas zimbabueanos foram detidos no posto fronteiriço de Chirundu, na fronteira entre o Zimbabué e a Zâmbia e na sua grande maioria foram interrogados pelas autoridades durante largas horas.

Para além de deter 4 dezenas de militantes da oposição e sindicalistas que pretendiam levar a cabo uma manifestação contra o regime de Robert Mugabe nas imediações da cimeira de chefes de Estado, a polícia zimbabueana apreendeu também inúmeras bandeiras, cartazes e material impresso encontrados em poder dos manifestantes, refere o despacho da Sapa.

Khumbulani Ndlovu, um dirigente da central sindical zimbabueana ZCTU que integrava a comitiva, disse à Sapa que as acções empreendidas pela polícia fronteiriça do seu país se inserem `na campanha de golpes sujos destinada a silenciar os activistas dos direitos humanos tão característica do governo de Robert Mugabe´.

Apenas 20 dos activistas foram autorizados a atravessar a fronteira de Chirundu rumo a Lusaca, conclui o despacho.

Chefes de Estado e de governo dos 14 Estados-membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) reúnem-se quinta e sexta-feira na capital da Zâmbia para discutir as crises políticas regionais (Zimbabué, RDCongo e Lesoto, segundo a agenda oficial), bem como o processo de integração regional nas áreas aduaneira, da segurança e da futura moeda comum.

Durante a cimeira, o presidente sul-africano apresentará o relatório relativo à mediação que empreende desde Março entre o governo de Harare e a oposição, tarefa para a qual foi mandatado pela própria organização regional, que inclui Moçambique e Angola.

O secretário-geral da SADC, Tomaz Salomão, revelou que os chefes de Estado e de governo estudarão `formas de auxiliar o Zimbabué a ultrapassar a crise económica´.

Fonte:LUSA

 M I R A D O U R O - bloge noticioso-MMVII

Segundo a agência sul-africana de notícias Sapa, os activistas zimbabueanos foram detidos no posto fronteiriço de Chirundu, na fronteira entre o Zimbabué e a Zâmbia e na sua grande maioria foram interrogados pelas autoridades durante largas horas.

Para além de deter 4 dezenas de militantes da oposição e sindicalistas que pretendiam levar a cabo uma manifestação contra o regime de Robert Mugabe nas imediações da cimeira de chefes de Estado, a polícia zimbabueana apreendeu também inúmeras bandeiras, cartazes e material impresso encontrados em poder dos manifestantes, refere o despacho da Sapa.

Khumbulani Ndlovu, um dirigente da central sindical zimbabueana ZCTU que integrava a comitiva, disse à Sapa que as acções empreendidas pela polícia fronteiriça do seu país se inserem `na campanha de golpes sujos destinada a silenciar os activistas dos direitos humanos tão característica do governo de Robert Mugabe´.

Apenas 20 dos activistas foram autorizados a atravessar a fronteira de Chirundu rumo a Lusaca, conclui o despacho.

Chefes de Estado e de governo dos 14 Estados-membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) reúnem-se quinta e sexta-feira na capital da Zâmbia para discutir as crises políticas regionais (Zimbabué, RDCongo e Lesoto, segundo a agenda oficial), bem como o processo de integração regional nas áreas aduaneira, da segurança e da futura moeda comum.

Durante a cimeira, o presidente sul-africano apresentará o relatório relativo à mediação que empreende desde Março entre o governo de Harare e a oposição, tarefa para a qual foi mandatado pela própria organização regional, que inclui Moçambique e Angola.

O secretário-geral da SADC, Tomaz Salomão, revelou que os chefes de Estado e de governo estudarão `formas de auxiliar o Zimbabué a ultrapassar a crise económica´.

Fonte:LUSA

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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Mercado regional da SADC


Legalização do ilegal
- Afirmam empresários da Zambézia

Empresários da cidade de Quelimane, província da Zambézia, afirmam que a entrada em vigor do mercado regional da SADC, no próximo ano, será a "legalização do que actualmente é ilegal", porque segundo eles, mesmo sem a abertura deste mercado produtos há que são comercializados por empresários estrangeiros sem a devida autorização do governo do nosso país. Ashraf Kassam, Sócio – Gerente da Galeria Ducal, afirmou que algumas províncias do país, senão a maioria, "não estão preparadas para esta fase de competitividade que se vai entrar, tendo em conta que maior parte dos produtos aqui comercializados são importados, não tendo nenhum nível de produção para competições desta natureza. O nosso interlocutor, avança o défice de produção, pelo facto do empresariado local ser pura e simplesmente consumidor em todos os moldes de comercialização. Para ele, quando se fala de abertura da livre circulação de mercadorias e outros bens comerciais, há toda uma necessidade de se ter muita atenção, partindo pelo princípio de se reparar naquele que é o nível de produção nacional e "só veja, mesmo agora a nossa província quase que não exporta nada, com a excepção de madeira nada está indo para além das nossas portas, pelo que nisso de mercado regional seremos nulos, assistiremos o jogo pela bancada, porque pelo sim ou pelo não continuarmos a importar como acontece na actualidade, só desta vez com a diferença da legalização daquilo que na actualidade é ilegal" – disse.
Segundo Ashraf Kassam, para todos os efeitos há toda uma necessidade de uma boa e melhor preparação por parte de todos os intervenientes da área, caso contrário, o nosso mercado poderá estar inundado mais do que está de produtos dos países vizinhos. A nossa fonte, avança como exemplo o estágio actual em que se encontra o mercado nacional alagado de produtos estrangeiros, que entram para o país sem o devido controlo.
Para todos os efeitos, a fonte avança a hipótese de serem capitalizados os empresários nacionais, mesmo reconhecendo que o governo está desprovido de meios, para que o nosso empresariado possa entrar em pé de igualdade com os outros empresários da região.
Ashraf Kassam disse ainda que o governo não tem meios suficientes para estagnar a avalanche de produtos estrangeiros que cobrem maior parte do mercado nacional.
O outro receio do empresariado da Zambézia, tem haver com o equilíbrio capital dos mesmos, porque segundo disseram, eles não têm capacidades financeiras para uma venda de alta competitividade como está, onde vão participar grandes referências da área da região, mas mesmo assim eles abrem o espaço ansioso em ver o que é de novo virá para os seus cofres com a abertura do tal mercado.
Fonte: DIÁRIO DA ZAMBÉZIA





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