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VOA News: África
sábado, 22 de março de 2008
Maputo recorda tragédia do paiol
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Transporte de obuses da Catembe para Boane: Perigo eminente na baía de Maputo
O TRANSPORTE de material militar obsoleto via marítima, do município da Catembe para o campo de destruição, no distrito de Boane, passando pelo centro da cidade de Maputo, pode terminar em tragédia. O facto é que o armamento bélico está sendo transportado no mesmo "ferry-boat" que leva consigo centenas de passageiros, pondo em perigo as suas vidas e não só, isto se se considerar que por qualquer motivo ele possa explodir, causando danos incalculáveis. O MIRADOUR(O)NLINE pode perceber que iniciado há algumas semanas, o processo está ferido de graves irregularidades, uma vez que os carros das Forças Armadas de Moçambique (FADM), cumprem os horários normais, misturando-se com milhares de pessoas civis, que cruzam as pontes de Maputo e Catembe. Aliás, ontem, por causa do calor intenso que se fez sentir, muitas foram as pessoas que se viram obrigadas a deslocar-se de "ferry-boat" de um lado para o outro, juntamente com os camiões militares carregados de armamento obsoleto, a caminho da destruição. Era movimento típico aos fins-de-semana por causa dos banhistas.
Falando à nossa Reportagem, alguns utentes do "ferry-boat" não esconderam o seu medo e desagrado, lamentando não ter outra alternativa para se deslocarem, a não ser usar a mesma embarcação. No acto de transporte, algumas pessoas chegaram a esconder-se por detrás de tudo que julgavam ser seguro, isto para o caso de qualquer eventualidade, mesmo sabendo que o impacto com que já nos habituamos destes obuses quando explodem é devastador.
Entretanto, um dos responsáveis militar que comandava as operações de transporte do material de Catembe para Boane, via cidade de Maputo, disse que a operação iniciou há duas semanas, onde está a ser recolhido tudo que se afigure cansado no quartel da Catembe para a sua destruição. Não nos foi possível ouvir a posição do Ministério da Defesa quanto a este assunto, uma vez que o seu porta-voz, Joaquim Mataruca, estava com o telemóvel incomunicável.
PS: O PR, Armando Guebuza, tem a obrigacao constitucional de velar na seguranca e bem-estar dos mozambicanos. O que se pode perceber e' que ele nao olha nada disso e continua a manter o seu incompetente cunhado a frente do Ministerio da Defesa Nacional. Porque tanta arrogancia? Desculpa, mas nisto os mocambicanos nao lhe vao perdoar mesmo depois de deixares de ser PR. Esta' em frente dum governo perdula'rio que se vira apenas para o dinheiro facil.
Fonte: NOTÍCIAS/ M I R A D O U R (O)NLINE - CANAL NOTICIOSO - MOÇAMBIQUE - MMVII
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Casas das vítimas do Paiol de Malhazine
| Obras de reconstrução são de baixa qualidade |
| - refere Carlos Tembe, do «Juntos Pela Cidade» |
| "Não é um favor, é um direito e obrigação do Estado moçambicano fazer o que deve à população porque se trata de um Paiol do Estado que causou estes transtornos. A responsabilidade de repor todos os danos causados é também sua" – reverendo Carlos Tembe, Chefe da Bancada da JPC na Assembleia Municipal de Maputo-Cidade |
| "O Gabinete de Apoio e Reconstrução não só deve proceder à reconstrução e reabilitação das casas, deve ainda exigir dos seus empreiteiros que as obras sejam de qualidade" – Idem |
As obras de reabilitação das casas das vítimas das explosões do Paiol de Malhazine, ocorridas no passado dia 22 de Março deste ano, estão a deixar a desejar.. Tal facto inquieta sobremaneira o chefe da Bancada do movimento JPC (Juntos Pela Cidade), Reverendo Carlos Tembe. Falando em entrevista exclusiva ao «Canal de Moçambique» disse que "as obras de reconstrução e reabilitação de algumas casas parcialmente destruídas aquando da trágica explosão do Paiol de Malhazine, são de baixa qualidade".
Segundo ele, que falava à margem da XVIII Sessão Ordinária da (AM), o Gabinete de Apoio e Reconstrução das vitimas das explosões do Paiol de Malhazine, encabeçado por Cristina Matavel, embora tenha sido alertado sobre a baixa qualidade das obras executadas nos locais atingidos pelo memorável desastre militar, dos vários que têm vindo a registar-se na «Era Guebuzeana». "O desleixo é enorme". "Continua a promover esse tipo de reconstruções e reabilitações que não estão a ajudar em nada para as pessoas que viram as suas casas destruídas ou rachadas".
Ainda de acordo com Carlos Tembe, "acontece também que as pessoas têm medo de reagir e exigir que as suas casas sejam bem reconstruídas. Encaram a reconstrução como se de um favor se tratasse, o que não corresponde à verdade. A reconstrução dessas casas é obrigação do Estado e este deve fazê-lo de forma justa e honesta de modo a que àquelas pessoas sejam repostas as casas, mas não com a qualidade baixa que estamos a ver".
Entretanto, Carlos Tembe disse: "Eu, pessoalmente, apresentei esta preocupação ao vereador da área do Ambiente e Urbanização, engenheiro Silva Magaia. Expliquei-lhe que há necessidade de contratar empreiteiros capazes de reconstruir casas que devolvam a dignidade a essas pessoas que desde aquele trágico acidente continuam a sofrer muito porque para além de algumas terem perdido parentes foi horrível ver casas que construíram com muito sacrifício a serem destruídas. E, hoje, durante a reposição, mesmo com a existência de fundos, estão na nossa frente reconstruções que não respeitam os princípios morais".
"Esta exortação eu continuo e vou continuar a fazer para que as pessoas que estão em frente do Gabinete de Apoio e Reconstrução tenham esta moral de fazer coisas boas para que as vítimas vejam a sua dignidade devolvida, porque merecem", refere o reverendo Carlos Tembe.
Ele, visivelmente agastado insiste que "a reconstrução e a reabilitação das casas das vítimas não é um favor". "É direito e obrigação do Estado moçambicano fazer o que deve para a população porque se trata de um Paiol do Estado que causou estes transtornos todos".
"A responsabilidade é também sua (do Estado), de repor todos os danos causados".
Num outro contexto, Tembe viria a salientar que "o Gabinete de Apoio e Reconstrução não só deve proceder à reconstrução das casas. Deve exigir dos seus empreiteiros que as obras sejam de qualidade".
Fórum das vítimas do Paiol de Malhazine é um fiasco
O fórum criado aquando das explosões do Paiol de Malhazine para responder às necessidades das vítimas não está a tomar conta do recado, pelo que a fonte disse que "mesmo com a existência desse fórum, o que me parece é que ele é composto por pessoas que não têm conhecimento das leis e não têm responsabilidades colectivas".
"Pude notar também que as pessoas que estão a trabalhar na reconstrução e reabilitação das casas têm tentado corrupção – há quem quer tirar proveito disso e devem ser tomadas mediadas de modo a corrigir a situação", defende Carlos Tembe, deputado municipal pelo Juntos Pela Cidade.
Fonte:Canal de Moçambique
M I R A D O U R O - bloge noticioso-MMVII
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