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terça-feira, 13 de maio de 2008

Factores “Ndau” e “Sena” à boca das eleições?


...um atentado contra a unidade nacional

Se apostassemos numa análise de factores do estudo "Ondas do Chiveve" para ver o que determina a vitória de alguns partidos, alguns deles seriam o factores Ndau, Sena e Nahara. Ora o estatal “notícias” rola, nos dias que passam, uma série em que explora o tema tribo, com estas etiquetagens.
Dois campos de colheita de dados foram previlegiados. A Beira e muito recentemente Nampula, com entrevistas e alguns números na sua base de dados.
Porquê Beira? Porque lá, no entender do notícias, dois grupos estariam numa peleja titãnica para ver o seu ‘homem’, que mais o representa como tribo, no ‘Chiveve’, como edil. Um deles ligado pretensamente ao eng. Simango (actual edil) e o outro de Pereira (quadro sénior da Renamo), portanto, Ndau e Sena respectivamente.
Porquê Nampula? Porque o grosso dos antigos combatentes da Renamo (por sinal Ndaus) querem um Ndau no governo do Munícipio de Nampula, em detrimento dos “Naharas”, tribo predominante na cidade de Nampula e arredores. A análise, se provisória, propalada pelo “noticias” gira à volta do líder da “Perdiz”. O líder quer, o líder não quer! Ou porque ele é Ndau e, por via disso, vai semeando Ndaus por todo o lado, como seus chefes.
Esta não é a leitura que se devia ter sido feita pela nem Frelimo nem por quem for, no meu modesto entender. Senão a Renamo não seria um grande movimento de moçambicanos com ideal e capacidades viradas à bem desta sua Pátria Amada! Senão a Renamo não seria um empecilho à tendência monolítica do dirigismo desta “Pérola do Índico”.
Explorar o factor tribo nestas alturas em que nos aproximamos às eleições não tem razão de ser. É disonesto e perigoso, não só para os que encomendam o estudo "Ondas do Chiveve" e similares, como também o é para a unidade nacional que tanto a Frelimo apregoo. Quem sai a perder neste exploração negativa dos Ndaus, Senas, Naharas e outras tantas tribos nacionais são os moçambicanos, porque os ‘mandantes’ que controlam os mi'dia, sobretudo o estatal “notícia”, querem tirar proveito disso e repousam 'a sombra para terem um 'riso infinito'. Faz favor, olhem para os desafios importantes deste país!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Alienação étnica nos meios habitacionais

- Renamo é contra
Uma constatação factual sobre a habitação ao nível da nossa cidade capital leva a uma conclusão triste e preocupante do ponto de vista de alienação étnica entre vizinhanças. Se ficarmos atentos, no Maputo há bairros de gente de Inhambane, dos macuas, dos makondes, dos changanas, dos “monhes” [termo perjorativo usado localmente para se referir a gente de origem indo-pakistanesa] e por aí fora. Ora, isto é parte da política escondida da Frelimo de ‘dividir para reinar’ ao permitir que um mosaico tribal se desenhe e enraize-se, tomando proporções perigosas. Por exemplo, no Maputo, o estado está a permitir que familias inteiras de origem paquistanesa comprem várias flats ou vivendas próximas umas das outras criando segregação do tipo etnico-racial. O estado está a assistir que nasçam clinicas e hospitais que só servem bem a um determinado sector da população.
Na opiniao de um militante da Resistência Nacional de Moçambique sobre esta preocupação foi clarividente. “Com a Renamo no poder não permitiremos que nenhum grupo religioso ou étnico domine a vizinhança ao ponto dela se sentir alienada, insegura e desprotegida” – apontou Artur Casal. Um governo da Renamo trará um programa robusto de construção habitacional para todos os moçambicanos sem distinçäo da sua origem etica, convicçao religiosa e raça. Casal referiu que a Frelimo governa a mais de 32 anos sem uma politica habitacional que ajude os moçambicanos a sair das construções precárias. Por outro lado, os bancos que ela manda não oferece créditos viáveis, porque as “taxas de juros são simpliesmente insuportáveis”. Sobre o que faria a sua organição caso vença as próximas eleições, Casal de referiu da necessidade do futuro governo da Renamo “se certificar que pessoas de diferentes origens e nacionalidade vivam lado a lado e que se misturem propriedades em termos de grandeza e tipo para evitar que também os ricos formem o seu mundo ao lado”. Foto Meu ser original

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