Analistas do mundo nas questões chadianas, aventam que a guerra que se verifica naquele país do centro de África seja mesmo do interesse da França. Ao que tudo indica o estacionamento de tropas francesas na capital – Ndjamena – travou o avanço rebelde que deixou luto e estragos. A França vê esta incursão com seindo parte das intenções do regime Khartun – do General Bachir - de alargar sua influência na zona. O actual Governo do Chade usa essa a ideia francesa de que o Sudão está dar apoio aos rebeldes para o destituir e por via disso tentar resolver a crise do Dafur a seu favor. No passado, a França veio ao soccoro de Ndjamena quando da disputa com o regime de Tripoli – de Khadafi – sobre uma zona fronteiriça rica em urânio que a Líbia dizia que era sua zona, numa altura que intensifica esforço para o seu armamento nuclear. A Líbia foi então derrotada, numa guerra onde milhares dos seus soldados perderam a vida. Os problemas do Chade sãosobejamente conhecidos. Desde 1960, quando a França concede Independência as sua colonias africanas, sempre manteve sua presença militar e certo poderio económico sobre eles que, em contrapartida, enfraqueceu a capacidade institucional do países gerirem seus assuntos domesticos. Há, outrossim, um grande deficit democrático que remonta desde os tempos de Gouguni Wedey, passando pelo Hussene Habrey até ao incumbente do poder do dia, Idrisse Debby.
"MOCAMBIQUE PARA TODOS,,
VOA News: África
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Um olhar a regiao centro-africana
Analistas do mundo nas questões chadianas, aventam que a guerra que se verifica naquele país do centro de África seja mesmo do interesse da França. Ao que tudo indica o estacionamento de tropas francesas na capital – Ndjamena – travou o avanço rebelde que deixou luto e estragos. A França vê esta incursão com seindo parte das intenções do regime Khartun – do General Bachir - de alargar sua influência na zona. O actual Governo do Chade usa essa a ideia francesa de que o Sudão está dar apoio aos rebeldes para o destituir e por via disso tentar resolver a crise do Dafur a seu favor. No passado, a França veio ao soccoro de Ndjamena quando da disputa com o regime de Tripoli – de Khadafi – sobre uma zona fronteiriça rica em urânio que a Líbia dizia que era sua zona, numa altura que intensifica esforço para o seu armamento nuclear. A Líbia foi então derrotada, numa guerra onde milhares dos seus soldados perderam a vida. Os problemas do Chade sãosobejamente conhecidos. Desde 1960, quando a França concede Independência as sua colonias africanas, sempre manteve sua presença militar e certo poderio económico sobre eles que, em contrapartida, enfraqueceu a capacidade institucional do países gerirem seus assuntos domesticos. Há, outrossim, um grande deficit democrático que remonta desde os tempos de Gouguni Wedey, passando pelo Hussene Habrey até ao incumbente do poder do dia, Idrisse Debby.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Chade adia eleições por dois anos
AS eleições parlamentares no Chade, previstas para 2007, foram adiadas por dois anos, no âmbito de um pacto que o governo assinou segunda-feira, com o principal grupo da oposição, que boicotou as presidenciais de 2006.
Tratava-se de exigências fundamentais da oposição, para aceitar participar em qualquer acto eleitoral no Chade.
O grupo Coordenação de Partidos Políticos para a Defesa da Constituição, na oposição, boicotou as eleições presidenciais de Maio de 2006, argumentando que não seriam justas, uma vez que a comissão eleitoral era favorável ao presidente Idriss Deby, que nomeou todos os seus membros, e o registo de eleitores tinha sido alvo de fraudes.
Ibni Oumar Mahamat Saleh, porta-voz do grupo da oposição, afirmou que era a primeira vez que o Movimento de Salvação Patriótica de Deby e os seus aliados aceitavam as exigências da oposição.
"É uma fase importante da vida política do Chade, porque as partes opostas puderam reunir-se durante muitos meses e conseguir um resultado", declarou, adiantando que o acordo "pode dar esperança ao povo chadiano".
As eleições parlamentares serão adiadas por dois anos para permitir que o governo organize um novo recenseamento populacional e que a comissão eleitoral adquira cartões de eleitor biométricos, referiu Saleh.
Um grupo separado da oposição, a Federação Acção para a República, recusou-se a assinar o acordo por pretender um pacto que resolva também as rebeliões do Chade.
O grupo pretende "um diálogo inclusivo para a paz total no Chade", segundo afirmou o seu coordenador, Yorongar Ngarledji.
A luta pelo poder no Chade tornou-se mais intensa desde que o país começou a produzir petróleo, em 2003.
As séries mais recentes de rebeliões iniciaram-se em 2005, no leste do país, ao mesmo tempo que aumentava a violência na vizinha região de Darfour, oeste do Sudão.
Um grupo rebelde chadiano lançou, em Abril de 2006, um assalto falhado a N'Djamena, capital do Chade.
Os governos do Chade e do Sudão acusam-se mutuamente de apoiar os rebeldes de um e outro lado da fronteira comum, alegações que ambos desmentem.
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