"MOCAMBIQUE PARA TODOS,,

VOA News: África

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Frelimo condena atitude do edil Simango

Transcrevo a seguir que diz a imprensa sobre o caso Nacala, para se ter a imagem do que aconteceu ontem, contra a vida do Presidente do MDM, Deviz Simango.

 
“Não há má-fé e até porque o que pretendo é ajudar a Frelimo. Não tenho ressentimentos do meu passado. Faço parte da história deste país; os técnicos estão a trabalhar e antes de 19 de Outubro,identificaremos o local apropriado”, defende-se edil Deviz Simango.

(Beira) A Bancada do partido Frelimo, na Assembleia Municipal da Beira(AMB), repudiou, veementemente, durante o início da XIV sessão ordinária daquele órgão, a atitude do Presidente do Conselho Municipal da Beira(PCMB), Deviz Simango, face a não atribuição de parcela do terreno para a construção do monumento em homenagem ao saudoso Primeiro Presidente da República de Moçambique, Samora Moisês Machel, assassinado nas colinas de Mbuznie, República da África do Sul, pelo regime do «Apartheid» em 19 de Outubro de 1986.

A intervenção lida pela chefe da Bancada do partido Frelimo, Cremilda Sabino diz que “é inquietante

a maneira como este assunto foi tratado aqui na Beira.

Aparentemente, eventuais ressentimentos e divergências políticas, foram usadas subtilmente para boicotar o projecto do Estado ao qual, se subordina todos os órgãos, incluindo os autárquicos”.

Conforme Cremilda Sabino, “a atitude demonstrada pelo edil Simango, traduz a sua negação naquilo que é a história do Povo moçambicano mas, também, o seu descontentamente total do espírito que norteou a criação das autarquias, bem como da sua total ignorância ao Pacote da Legislação das Autárquias”.

Na mensagem do partido do Batuque e da Maçaroca, uma autarquia não pode constituir um centro de anarquia, pois ela é parte integrante de todo o País e está sujeita ao cumprimento das leis, sendo acima de tudo, da Constituição da República”.

Do repúdio, o partidão adianta, deplorando a atitude do edil do Chiveve de congelar o expediente que pretende materializar a vontade de todo o Povo de Moçambique, demonstrando uma forma negativa e, porque não, “a má fé do Presidente do Conselho Municipal da Beira”, daí que a Bancada da Frelimo apela ao edil da autarquia para que, “com maior urgência, o assunto seja aclamado e submetido, se por acaso, for tal como o declarado nos Órgãos de Comunicação Social na Assembleia Municipal da Beira para os devidos efeitos”.

DEVIZ SIMANGO

Contactado por jornalistas, o jovem edil do Chiveve, Deviz Simango foi peremptório ao afirmar que “não há má fé. Até porque o que pretendo é ajudar a Frelimo”.

Prosseguindo, Simango sublinhou que “a zona do Vale onde se quer erguer a estátua é pantanosa. É um vão aberto, no local passa um tubo de canalização da água, é na berma da estrada e permitiria visualizar

a estátua de forma lateral e seria um desprezo à figura de um estadista”.

Deviz Simango acrescentou que “não tenho ressentimentos do meu passado. Faço parte da história deste país; os técnicos estão a trabalhar e antes do 19 de Outubro, identificaremos o local apropriado”.

(Amin Nordine) VERTICAL - 10.10.2006

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Caso dos 144 biliões chegou ao fim (?)

...Ou a procissão ainda vai ao adro?
Por incrível que vos pareça, o Tribunal Supremo acaba de dar o seu acordão em relação ao rombo que ocorreu no ex-Banco Comercial de Moçambique.
"Em deliberação de 26 de Maio de 2009, assinada por três juízes daquele tribunal, cujo documento o “Notícias” teve acesso ontem, aquela instância judicial decidiu ainda em dar provimento parcial aos recursos dos réus Yasser Mahomed, Shenaz Banú Harun e Isaltina Zeferino Damas Companhia, considerando-os cúmplices de um crime de burla por defraudação. Assim, os três vão condenados na pena de seis anos de prisão maior e nos seguintes valores da indemnização a pagar solidariamente ao Estado. Para o Yasser Mahomed, 17. 728.500.000,00 meticais, para a Shenaz Harun 8. 861.433.800,00 meticais e para a Isaltina Zeferino Damas Companhia 22.023.831.000.00 Meticais."
Cheirando tudo isto uma manobra de clarear o “ar” antes dos pleitos eleitorais que se avizinham e tentar a todo custo mudar a opinião assente de que o TS “é cemitário dos processos” no reino de Mangaze, “peixes miudos” virão suas penas agravadas e mantidas, enquanto o “peixe graúdo” ilibado e ao relento. Leia mais, aqui.

“Presidência aberta” - 7 milhões perseguem ao chefe de estado

- Ao palmilhar o país de lés-a-lés em cerca de 8 helicópteros fretados da RSA
Num momento que o mundo se debate com uma críse económica sem precedentes com repercursões visíveis e catastróficas para Moçambique, o país é alvo de uma visita presidencial de lés-a-lés. Organizada sob mote e fito de “auscultar” as dificuldades da população, vimos o Presidente da República, Armando Guebuza, a contactar as populações em comícios neste “belo” e vastíssimo território. Uma coisa que Guebuza não se lembrou de contabilizar na sua visita é se não devia fazer a contenção de gastos excessívos que as suas deslocações comportam. Só faltou sobrevooar a cidade de Maputo com os helicopteros de luxo de que se faz transportar.
Mas o que agasta a população e reclamado emocionalmente ao Presidente, são os vulgos 7 milhões de Meticais de apoio às populações locais para sairem da linha da pobreza absoluta. Guebuza tem sido evasivo, palavroso e, nalguns casos, confuso consigo próprio por um programa que, na essência, dá apoio aos membros da Frelimo na base em extreita ligação (umbilical) com os membros senióres em Maputo. Neste andar, convenha-nos que não haja tal 7 milhões em nome do combate a pobreza. Fiquemos sós, melhor!

Divída pública ascenderá os 600 milhões este ano

- Agora reconhece Luísa Diogo
Em audição parlamentar, passada na STV (Ontem), a Primeira Ministra, Luisa Diogo lançou um alerta vermelho sobre o estado da nossa economia que depende em mais de 50% de doações e créditos internacionais. Na sua alocusão, Diogo referiu-se que a divída pública vai ser de cerca de 600 milhões de meticais. Factores que concorrem para este cenário é a crise internacional (de que o Governo foi se demorando a aceitar que afectará dado que o país não tinha a ver com o mercado do dolar). Só que o Dolar americano tem-se estado a valorizar em relação ao Euro e outras moedas internacionais, contra uma depreciação do Meticais em relação à moeda dos yankees.

A Ministra-chefe falou de um despedimento de 400 pessoas apenas no país. Será esta reflexão exacta do que estamos a viver? Não. No país há muito mais gente a ser despedida dos seus postos de trabalho (muitas vezes sem razão) e outras em situação de sub-emprego. Mas o que mais deixa todo mudo fantasmagórico é a falta de um plano e acção clara para o desafio claros que esta críse está a trazer ao país.

Com o pretexto para o abater

....Anibalzinho em terras do Rand
O Zambeze de hoje  noticia um pretensa intenção de 'não sei quem' intentar uma manobra de soltura de Aníbal dos Santos (Anibalzinho) e posterior exílio forçado do mesmo em terras do Rand, com o fito mor de o abater.

O facto é que todo mundo já sabe da presença do famigerado cadastrado e mecanico do Alto Mae, indiciado e condenado pela morte do jornalista Carlos cardoso em terras do Rand porque o vêem deambulando de um lado para o outro naquele país vizinho.

Sinceramente, que justiça tem este país presa aos interesses dos homens do poder, com Guebuza 'a frente? Mais, aqui.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

AFROBAROMETER conclui que Guebuza está “em queda”


-No seu estudo sobre níveis de confiança popular

Conforme o Zambeze desta sexta-feira, “em 2005 os níveis de confiança da população em relação ao Presidente da República estava na ordem de 67% mas em 2008 baixaram para 65%
Apesar da redução, o nível de confiança popular em relação a Armando Guebuza é maior comparativamente aos níveis regitados no governo e em instituições do estado (CNE, com 50%; CC, 40%; PRM, 44%; AR, 56%; Administração da Justiça, 55% e Líderes tradicionais, 46%.
Veja ainda neste elo, em ingles, e aqui, do Savana, para mais pormenores.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ainda sobre os 70 mil membros do MDM na Zambézia

- Questões (o)põem-se

Certamente que o número de membros inscritos pela MDM, se não for puramente teórico; ou seja, para entreter a opinião pública e tornar mais mediatico de que está, então temos muito pano para manga. Senão vejamos, este números avançados pelo sr. Margarido, delegado daquela formação na Zambézia não deixam de suscistar muita curiosidade e pontos para uma reflexão cuidada.
Se reflectindo sobre Moçambique é que todos os dias fazemos, donde é que as pesssoas que vão a esta organização política (MDM) tão nova vêem?
Admitindo a hipótese que são os ressentidos pelas lutas intestinais na Renamo, seriam estes 70 mil pessoas?
Não será que haja uma fasquia da população que, sendo militantes e membros da Frelimo ou outras formações tenham desembocado no MDM?
Se perguntar não ofende, não haverá gente que ficou indecisa nos pleitos anteriores (Leia-se nos boletins da AWEP sobre issso) que hoje se sentem mexidos pela nova dinâmica despoletado pelo MDM, aderindo ao projecto deste partido do Eng. Daviz Simango?
Não sei se teria respostas precisas. Vejo que uma grande proporção dos actuais membros e militantes do MDM foi da Renamo, mas é preciso admitir o caso existerem os moçambicanos que desilididos pelos ditâmes do partido no poder, decidiram experimentar novas coisas. E mais, os jovens e adultos de hoje já tem uma perpectiva, uma nova maneira de ver, que é de amor à pátria-mãe (não à partidos) que lhes trás o bem, que o ter aquilo de conseguem devem-no honestamente, lutar por Moçambique desenvolvido sem descriminação de todo o género de uns aos outros é sua tarefa primordial. Se calhar é aqui onde, os que viveram na apatia sem poder votar nos pleitos anteriores, encontram no MDM uma razão para dar o ar a sua graça. Daí o alento para tanto!
Há mais atinente à esta reflexão que se pode ler um notícia censurada que o meu amigo Reflectindo achou e me enviou a dias que muito lhe agradeço.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MDM: Perigos e possibilidades (1)

Na viragem dos “combatentes da liberdade” por “combatentes da fortuna

Definitivamente, Daviz Simango lançou um importantíssimo desafio, para si e à imaginação de milhões de moçambicanos ávidos de ver uma democracia funcional e plena, ao anunciar a formação de um novo partido, o MDM.

A meu ver, tal atitude e não só e somente uma tal coragem como tambem e' um arrojo concretizado que sacode e abana fortemente o já enraizado domínio político dos dois grandes contendores, a Frelimo e a Renamo. O primeiro mais organizado e astuto e o segundo com uma organização reclamando melhorias substantivas e uma pujança a definhar continuamente.

Surgiu o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) como produto deste definho da Renamo, de cujos membros a abraçam em massa. Sem querer exagerar nos números, há um “perigo real” da Renamo ficar sem membros ou ressentesse da falta de contribuição destes por apatia.

Não importa retratar os factores que levam a este movimento expurgatório no seio da Perdiz porque é sobejamente sabido. Mas, o surgimento do MDM não mexe só com a Renamo, como também há muita gente que pululou pela “gruas” do partido no poder, a Frelimo, que sem alternativa aos homens de Nachingweia e dos 10 anos de luta, preferiram abraçar o desafia a que o Daviz lhes lançou.

Falo, sobretudo, dos jovens que no seio do partido dos camaradas vêem seus sonhos gorados porque os “cotas” não lhes deixam realizá-los. Jovens, como o músico Azagaia, que acham que Moçambique está irreconhecível, com a transformação dos “combatentes pela liberdade” em “combatentes da fortuna” de que não saciam e “nem se esquecem jamais”.

MDM: Perigos e possibilidades (2)

- aflição dos “Camaradas”

Volto à série. Olhando para as movimentações incontinentes, nos dias que correm, da Frelimo, dão claramente um sinal da sua aflição, sobretudo por ter notado a forte aderência ao MDM e ao projecto político do jovem engenheiro.

Os “camaradas” acometido por um frenesim político átipico, a todo tranze, já põem em marcha um “vendavál” asfixiador, com a adjectivação do MDM como sendo uma partido cerceiado pelas fronteiras da cidade da Beira e lançando todo tipo de “boatos” pela comunicação social pública por si controlada e manipulada. A notícia de que Davis Simango “foi apedrejado” algures na sua primeira visita a Manica é exemplo claro recente desse estonteamento político dos Camaradas.

MDM: Perigos e possibilidades (3)

- aflição da “Perdiz”

Vamos a isto. Por caricato que pareça, assistimos igualmente uma Renamo com um misto de sentimentos sem igual. Enquanto diz que, sim, é saudável que apareça mais um movimento partidário no xadrez político nacional, na sua actuação, pelo menos, deixada pelo seu porta-voz, Mazanga, transpiram os mesmos trilhos e acólitos ao partido no poder.

Quem não se lembra do aforismo “tal pai, tal filho” que passou nas telas das nossas TVs em alusão à família Simango, como se os actos fossem também genéticos? Daí pensar-se que nem a Frelimo nem a Renamo querem perder o protagonismo de ditar a agenda política da nossa jovem democracia.

MDM: Perigos e possibilidades (4)

- “Onde estão os perigos”?

Muito perigos vêem ao de cima, com o “deflagrar” no terreiro desta nova força política, MDM, dirigida pelo melhor edil de Moçambique, quiçá da África Austral. Vamos por partes para percebermos as suas nuances:

Quer queiramos quer não, (tomara quem pudesse aconselhar que Daviz calasse e nada fizesse) vimos aquele “baile” eleitoral no município, onde se prometeram “caixões bonificados” e pela primeira vez se viu que a campanha porta-a-porta, sem meios, mas bem organizada o discurso directo funcionam mais do que qualquer coisa como o milhares de meticais, os carros alegóricos e compra directa das mentes (aliciamentos). O processo da Beira transformou Daviz num alvo preferencial a abater, pelo menos, politicamente pelos que acham que libertaram este país e não toleram “brincadeira tamanha”.

O outro perigo a espreita é a maneira madrugadora como a Frelimo se lança às próximas eleições, com a “notabilíssima” presidência aberta recorrente que só onera senão os cofres do Estado, sob o pretexto de auscultar as populações, mas que nada traz senão levantar os ânimos para a desejada mudança.

E mais, a Frelimo aquilatou o mérito do sistema judiciário para os próximos embates eleitorais, chegando a triste conclusão de que devia fazer mexidas das figuras de proa ou mesmo emblemáticas no Supremo, no Constitucional, no Administrativo e no Ministério público, para no seu lugar colocar os mais “seguidistas”, mais do sul e com astúcia necessária para “produzir” a vitória como o chefe quer. Essa sagacidade (que até faz o uso da tribo pelas novas nomeações) é bem notória com a pré-disposição e modus operandis do STAE e o CNE, estrategema crasso de oferecer a vitória a quem não merece.

Num outro diapasão das coisas, a desqualificação do outro já começa a irritar os moçambicanos. Porquê é que para nos sermos gente, ter o nosso nome, obter um emprego com salário condigno, a chefia, etc. precisamos de ter o “cartão vermelho” e militar no partido dos Camaradas? Isto já cansou os moçambicanos, mas continua a ser usado como o cavalo de batalha, não só, para esses motivos enumerados acima, como também, para distinguir e humilhar os que não alinham com a política do poder do dia. Portanto, um perigo à espera das pessoas, e delas se verem coagidas a votar para o que não querem.

Talvez, um outro cenário que nos resta equacionar é, se de facto, o MDM vai ter o gabarito e pujança que finque e vingue no meio dos dois colossos: a Frelimo e a Renamo! Se isso for assim não estaremos a antever uma situação igual ao do “COPE” na RSA? Indago este cenário desta maneia por causa das tarefas monumentais e de consolidação de que o MDM tem pela frente. Não vai ser fácil, temos que reconhecer, mas pode, o sonho, ser perfeitamente realizável com vontade e, acima de tudo, patriotismo. Porquê não!

MDM: Perigos e possibilidades (5)(fim)

- “Possibilidades”

Terminando a série, o “vendavál” dirimido e esgrimido as estopinhas pela força anacrónica e malévola do poder do dia, traz-nos, na verdade porém, uma luz reluzente do fundo do túnel. Não preciso de descrever aqui o perfil de Daviz Simango (escusa-se a redundância) para se perceber quanta alternativa o jovem edil representa.


É, outrossim, um dado assente, reconheça-se, que Daviz Simango capturou o imaginário dos moçambicanos desavindos e desencorajados pelo curso do sistema e regime instalado na “Ponta vermelha”, pois andam ávidos por novos rumos e esperança do seu destino como nação.

Não menos verdade é o facto de o terreno central (center ground) onde as coisas acontecem deve estar em disputa. A Frelimo e Renamo (piamente) reconhecendo isto, se fazem ao terreiro para emendar o desconcerto. Veremos a reposição do “baile eleitoral” da Beira em escala maior?!

Nestes pleitos que se avizinham, o mais certo é que o MDM se avenha claramente com os seus parcos meios e, some a esses, a humildade pátria de que carregam nos corações, os seus membro e militantes. Pelo contrário, a Frelimo possui bens avonde, mais os do Estado, à-priori em vantagem! Por estas e outras razões, vai ser interessante seguir tal momento provir: que cremos que seja o provento duma de eleições isentas, justas e legítimas para Moçambique de Todos. Vença o melhor!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O “valor facial” de Capece se revela na Beira

- Em face de denúncias frescas por parte da instituição que usou para “decretar” incompatibilidade de funções com as de liderar a Frelimo

É já um dado adquirido que a Procuradoria Geral da República (PGR) já está na Beira ida de Maputo para proceder a audição à Jó Capece, ex-Primeiro Secretário da Frelimo na Beira, e outros declarantes, num caso em que o primeiro ele é arguido. Trata-se de um bem imóvel de três pisos de cuja titularidade foi da Universidade Pedagógica (UP). As nuances deste imbróglio deixam transparecer e muito explica sobre a desesperada decisão do docente Capece de demitir-se do cargo de ex-Primeiro Secretário dos camaradas, a menos de um mês do seu mandato, naquele ponto do país.

O semanario“Zambeze” da semana finda revela que a casa em apreço teria sido vendida à UP por uma senhora que dá pelo nome de Jamila, num caso que o senhor Edson Macuacua, Secretário da Mobilização e Propaganda do Conselho Nacional (comité central) da Frelimo o descreve como sendo perfeitamente “compeensível” e não intolerável ou mesmo punível por força, ao menos, dos estatutos do partido.

O “cabala” do assasinato de Mondlane teima perseguir a Frelimo

- Com o aparecimento de uma “nova” versão de como o primeiro presidente daquela organização política, hoje no poder, encontrou a morte!

Segundo revelação recente do ex-embaixador português – José Manuel Duarte de Jesus - com missões em Marrocos, China e Canada, num seminário organizado conjuntamente pela Universidade de Londres (Colégio de Economia), Universidade Nova de Lisboa (Instituto Portugues das Relações Insternacionais) e pela Universidade de Lisboa (Instituto de Ciências de Sociais), a Aginter-Press, uma organização terrorista criada em Lisboa em Setembro de 1966, é quem deve ser apontado o dedo acusador. Os métodos dessa organização, que entre outros usava atentados à bomba, assasinatos, técnicas de subversão, telecomunicações clandestinas, infiltração e contra-subersão. Para aquele antigo embaixador português, a presença de Robert Leroy em Dar-Es-Salaam, em Fevereiro de 1969, deve ter explicado como o assasinato de Mondlane foi executado. Ora isto deita por terra a teoria insistente do chefe a inteligdência moçambiana, do governo de Samora Machel, o coronel Sérgio Vieira, segundo a qual Eduardo Mondlane teria sido morto por uma carta-bomba transportada a partir da Beira que depois de passar pelas mãos do padre belga Pollet em Mbeya, Samuel Dlhakama, então secretário da Frelimo em Sofala, se encarregaria a leva-la à Mondlane. O hipotético papel de Dlhakama foi redundamente recusado, uma vez que, na altura do assassinato, este não se econtrava em território tanzaniano.

Para lá desta revelação, está o relatório do Scotland Yard (pedido por Julius Nyerrere) cujas conclusões nunca chegou a ser do domínio público de então até esta parte. Aquele antigo embaixador junta que o papel da PIDE-DGS é quesionável porque “até hoje não foi apresentada uma prova documental que apoiasse a teoria” do Coronel S. Vieira.

Só resta que uma investigação séria (hipotética) traga à lume o que os moçambicanos tem muita sede de saber: Afinal de quem será que veio a “bala assassina”? Estará a Frelimo numa situação de que o “feitiço volta ao feitiçeiro”?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Jorge Kálau toma pose como Comandante da PRM na Cidade de Maputo ontem


... com pronunciamento a imprensa prometendo ‘caça’ aos que abateram o Comandante da Ordem e Segurança da PRM ao nível da capital

O Chefe de estado, Armando Guebuza, deve estar neste momento, a conferir posse ao novo comandande da PRM ao nível da Cidade de Maputo. Esta indicação ocorre dois anos e meio (14-08-2006) depois de ter indicado o que agora exonerado comandante Custódio Pinto.

“Background” à esta decisão do chefe do estado: Crime à solta que indicia uma PR M infiltrada por sindicatos do crime.

Quando nos aproximamos da grande festa cristã de Dezembro, o cidadão se ve confrontado com o evoluir fenómenos atípicos e quiça que sempre caracterizaram a direcção de Custódio Pinto como comandante geral..

Por um lado, foi a bem planeada e magistralmente executada fuga de Anibal do Santos (Anibalzinho) diante uma pretensa incapacidade das autoridades de algo fazer para evitar que assim fosse.

Por outro, e, sempre numa toada de crimes com as mesmas nuances, deixou-se-nos assistir a um confronto entre os sindicatos do crime e as já infiltradas forças da lei e ordem com os policiais e como se não bastasse uma desvalorizada tomada de assalto de uma esquadra da PRM nas barbas do comando geral da corporação em Maputo. O comandante, Custódio Pinto, preferiu relutantemente dizer que é sinal que as forças andam organizadas e prontas (STV 16-12-2008). O sr. MINT e o seu Vice esquivaram rigorosa e religiosamente os homens da comunicação social na última segunda-feira, sob desculpas de que se estavam ocupar da visita do Presidente Tanzaniano ao País.

Sem digerir nem nos recompormos destas ‘situações’ e fifias, se nos deu a conhecer nas últimas 24 horas

o triste passamento da mais alta autoridade da Ordem e Segurança Pública, Feliciano Juvane, vitima do crime protagonizado por criminosos que continuam à monte .

Perante estes factos, três perguntas impôe-se fazer.

  • Terá a polícia ainda forças para proteger do crime organizado no seu seio com a exoneração de Custódio Pinto do cargo de comandante geral da PRM?

  • Com que filosofia e métodos novo comandande geral da PRM, Jorge Kálau, irá actual para, por um lado, depurar as fileiras da corporação e, por outro, ajudar a devolver a tranquilidade pública na população em geral?

  • Terá o Chefe do Estado (Armando Guebuza) força moral e política necessárias para vir ao público dizer que o “estado da nação é bom?”

Perante uma desilusão crescente dos moçambicanos quanto à esta governação do dia, respostas com actos concretos para que se saia do marasmo em que estamos presos.

Miramar volta a mostrar imagens dos executados sumariamente pela PRM


... Depois de apuradas as identidades e familiares terem os reconhecidos permitiu um enterro mais condigno

Desde Agosto último que populares, a Liga e a imprensa têem vindo a denunciar que casos de uma vala comum de cidadãos algures na Moamba. Estes cidadão pretensamente vitimas de uma execução sumária que tinha estado nas celas da PRM na Cidade de Maputo, segundo confirmaram fontes familiares que falaram a TV Miramar hoje. Sem outra hipótese, a PRM, va voz do seu Comandante, ora demitido pelo chefe de estado, disse que se iria abrir um processo para averiguar. Só que desde então, nem águas vão, nem águas vêem.

Infinita verdade

Se dos que foram
o eco dos gritos
chega

Paira a dor
Que tanto perdura
nos que ficam

Razão fundida
No tormento e silêncio
Na qual a verdade
É oculta e nua.

António Frangoulis denuncia implosão entre o MINT e PRM


...apontando que nada fez para inverter a situação

Sem papas na língua e no estilo que lhe é peculiar, o antigo director do PIC da Cidade de maputo, A. Frangoulis, caracterizou o momento de crise que se vive na PRM como sendo de uma “falência técnica”. Não havendo mais o que a polícia pode fazer para inverter a actual situação, as ‘gangs’ de criminosos fizeram o aproveitamento da situação de implosão entre a PRM e o MINT. E nisto, este professor de direito disse que a PRM está de facto infiltrada, custando a quem de direito aceitar isso, como foi o caso da corrupção. Por exemplo, para o caso do assalto a esquadra da PRM da Matola, Frangoulis indigandamente indagou se na esquadra há dinheiro, se há carros de luxo, tendo de seguida afirmado que os criminosos iam a procura de armas ou foi uma pura demonstração de musculatura. O mais certo – para aquele antigo director e professor de criminalistica na UEM – onde h ‘mafia’, ‘casa nostra’ e ‘santa corona’, obviamente que existe violência, sangue e morte. Isto “está a custar-nos aceitar” juntou Frangolis para mais uma vez indicar que a PRM está infiltrada o que encontra as hostes dos comandos da polícia em franca animosidade umas contras as outras.

Preços de voos poderão baixar, puro exercicio de relações públicas?

... com a aquisição da nova aeronave inaugurada ontem

Não se percebendo qual é exactamente a estratégia das LAM, o público foi colhido de ‘surpresa’ com a notícia (veiculada pela STV) da chegada de duas aeronaves de pouco mais de 90 lugares para reforçar a sua exigua frota (de três aviões). Ao que tudo indica, ante um ambiente de criticas crescentes contra os fabulosos salários e mordomias do PCA e administradores desta empresa pública, o Governo juntou-se a companhia aérea nacional para um exercício de relações públicas, tentando pintar uma imagem um tanto ou quanto destorcida da realidade. É verdade que as aeronaves estão equipados dos mais modernos intrumentos de navegação e ser mais velozes, mas estes encontram uma situação que não se pode caracterizar de boa. O preço do bilhete só para que pode (proibitivos), os serviços à bordo insatisfatórios sobretudo nos voos domésticos. Não são visíveis os ganhos decorrentes das actuais parcerias com a SAA, Kenya Airways e TAP, que só servem para ofuscar o desenvolvimento das LAM.

Banco de Moçambique prevê crescimento em baixa


 ...para o ano de 2009
A STV noticia que o Governador do BM, E. Gove, foi cauteloso ao situar o crescimento da economia para de 6,2% (7 em 2008) e vai registar uma inflação de 7 digitos percentuais. Mais recentemente, Governo como o TA se ‘degladiaram’ sobre os números projectados sobre a economia na AR. Tudo indica que nem o Governo  nem o BM não estão preparados a aceitar que a crise económica está ter uma influencia directa no desempenho encómico do País.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Guebas tramado por Anibalzinho



....ante a ‘marcha’ que se acreditava triunfal do presidente para nos dizer que o Estado da Nação fosse bom. E agora?



Ao que tudo indica e pelos comentários que pairam pelos corredores do poder e não só, a fuga de anibalzinho “visa desacreditar o Presidente da República, Armando Guebuza, que, nas próximas semanas (provavelmente a 24 de Dezembro), deverá ir à Assembleia da República falar sobre o estado da Nação. Guebuza preparava-se para revendicar ganhos no parlamento, sobretudo nas frentes da luta contra a corrupação e o crime organizado e, claro, carimbar a arrasadora vitória do seu partido nas últimas eleições autárticas”, escreveu o Savana de hoje.
Por isso, que se fala de “lutas intestinais na corporação por detrás da fuga” e que “Guebuza exige recaptura “urgente” antes de ir ao Parlamento (Sic), lê-se ainda neste semanário.

Renamo na Capital segue meada beirense


...aderindo ao projecto do Movimento de apoio à Daviz Simango


Notícias, reportadas por diferentes canais noticiosos (TVM, RTP e STV) ontem, indicam que membros e simpatizantes da Renamo na Capital do País decidiram abraçar o projecto Movimento de apoio à Daviz Simango, edil da Beira. Os mesmos consideram que a actual liderança e a desorganização reinante dentro da Perdiz a levou para os ‘caminhos da amargura’ agora vividos. Consideram igualmente que os moldes de selecção de candidatos para as recentes eleições locais não transparentes.
A. Macuácua, vice-chefe da bancada da Renamo na Assembleia do Município da Cidade de Maputo afirmou que, “com este andar” se corre o risco de arrastar estes problemas para as eleições gerais de 2009, com a Renamo “doente”. Reagindo a este posicionamento dos membros e simpatizantes da Renamo, o Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo-sede, classificou-a de “falácia” cozinhada e desbobinada junto da ‘comunicação social’. Ademais, Mazanga acusou-os de eles próprios (os membros e simpatizantes) andarem “doentes”.

Caso Siba-Siba ganha novos contornos


... com pedido as autoridades portuguesas para trazer à justiça um nacional luso



Volvidos quase sete anos depois do bárbaro e tenebroso assassinato do então Administrador interino do extinto Banco Austral (BA), António Siba-Siba, um cidadão de origem portuguesa que, na altura, ocupava cargo relevante naquela organização bancária foi indiciado de envolvimento na sua morte. À este se juntam outros três que se supõe terem sido presos nos últimos dias na capital do país em conexão com este caso macabro.
Recorde-se que Siba-Siba tinha sido encarregado para fazer o saneamento do BA e exigir dos devedores com ‘nome’ na praça o pagamento das dívidas. Ao que tudo indica, foi esta astúcia de Siba-Siba que não terá caído no ‘agrado’ desses ‘devedores de nome’ que se ‘decidiu’ pelo seu assassinato. É tanta gente assim tão doente tão-pouco vêem que a Renamo resvala ou está no precipício?

Serviço Nacional de Salvação Pública (SNSP) prevê criação de ‘empresas privadas, voluntárias e associações de bombeiros”


...mas há suspeitas que tal decisão do parlamento moçambicano ‘carimbe’ o assalto desta ‘apetitosa’ área de segurança pública por agentes do “establishment” à chancela da Frelimo.
A sinuosa e, por vezes, fraca prestação do actual “Serviço [paramilitar] de Bombeiros”, aliada a falta de clareza governativa para debelar situações de ‘sinistro’ público, ditou e forçou o Governo da Frelimo a trazer um projecto de Serviço Nacional de Salvação Pública, por meio do Ministro do Interior, José Pacheco, visto por muitos cidadãos, como uma ‘sofisma’ dado que o maior beneficiário vão ser verdadeiramente os ‘homens do poder’ que sao donos de quase tudo.
O que mais se teme com a instituição desta SNASP seja que os cidadão acabem vitimas de serviços privatizados de bombeiros com interesse único no lucro e não mais que isso. Abre-se, por assim dizer, uma presedência para que componente humana se diluza ou mesmo desapareça da função-mor do Estado, antevendo-se que se possa ver ‘sinistros’ inatendidos porque não há quem pague.

Seg(c)redo

Sós vão as palavras,
Como uma ânsia incrédula
mercê da lábia
do último regimento
de saudade recorrente desde que partiste.

Contigo partiram também
tua voz, teu ser, teu ‘eu’.
Foste como foste, só e endiabrada,
tanto ficou por falar que de tão-pouco
é que nos restou neste ‘ser-duo’ que fomos.

És, enfim, ser virtual único agora
que paira à volta e inatingível
sendo que nosso seg(c)redo,
repousando nessa dimensão que ti endeusou,
é quase ilegível e inaudível lamantavelmente!

Figuras do ano 2008 no Miradouronline


...as que mais se destacaram nas várias actividades e deram mostras de um contributo à Nação. Obviamente esta lista não se esgotaria por aqui. Mas o esforço do Miradouronline foi de trazer aqueles que achou terem dado de si à várias causas , continuando com a sua tradição reconhecimento de figuras públicas desde 2007.
Política
1. Daviz Simango – ter sido o político mais pragmático e vigoroso, sobretudo quando entra para a corrida para a sua própria sucessão como edil depois que preterido pela Renamo, alegadamente porque as bases não lhe queriam.
2. Eneas Comiche – pela honestidade política ao desafiar Armando Guebuza por este instituir um poder paralelo na Cidade de Maputo com o fito de lhe fazer ‘sombra’.
Governo
1. Daviz Simango – gestão que mereceu ‘aplausos’ tanto no país como arrecadou ‘prémios’ internacionais, sendo o melhor edil de Moçambique na Beira.
2. Eneas Comiche – pelo trabalho impecável na coordenação da gestão da coisa pública, o que permitiu melhorias assinaláveis na Cidade de Maputo em vários domínios sobretudo na área de estradas e protecção costeira.
3. Ivo Garrido – Ministro de Saúde que não se acomodou com os ‘bicudos’ problemas que enfrentam o sector que dirige, destacando-se pela frontalidade e senso de ver tarefas cumpridas.
Desporto

1. Mambas – por transitar para os oitavos finais do CAN/Mundial-2010 An gola e Africa do Sul.
2. Desportivo – equipa sênior feminina que se sagrou bi-campeã africana ao bater as temíveis angolanas do 1º de Agosto
3. António Chambal – Vice-Presidente da FMF pela forma abnegada como dirige os trabalhos inerentes aos Mambas
4. Atlético Muçulmano – vice-campeão do Moçambola, vindo da 1ª /2ª divisão de honra.
Justiça

Juiz António Paulino – Procurador da República que pese embora a trabalhar sob penosas condições de trabalho, conseguiu mexer os casos adormecidos como o do desviu dos 220 mil milhões de Meticais do MINT.
Comunicação social
1. Jornal Zambeze – abordagem objectiva e contundente do seu material noticioso
2. Jornal Savana - força editorial e incisivo no tratamento jornalístico das notícias e especialidade.
3. STV-Grupo Soicos – um canal televisivo alternativo ao oficial TVM, com grelha informativa mais inovadora e descomprometida.

Carta ao meu amigo Nelson no Chitengo, Gorongosa (19)


Meu caro Nelson;

Faço votos que estejas bem e que os teus afazeres à contento. Por mim, tenho ido bem graças a Deus. Nelson, ti escrevo brevissimamente já em solo pátrio, mas concretamente de Maputo onde tive a ocasião de me ‘arrefecer’ do fosso dos fusos horários que não é nada de brincadeira. Para ti dizer a verdade, passaram umas boa três semanas para que me ajustasse ao ambiente e a sua gente.
Maputo próspera e soberana foi batizada pelo seu edil – Eneas Comiche – no credo de lhe tirar do marasmo a que foi votada pelas administrações danosas dos anteriores edis. De facto, na área infra-estrutural, está cidade deve ter experimentado uma r/evolução nunca por nós vista desde que Moçambique se livrou do jugo colonial em 1975. Pois, imprimiu-se uma nova dinâmica no capítulo das estradas, onde eu testemunhei que sob o pulso de Comiche, artérias como a que passam ao lado do Mercado Central – av. 25 de setembro e a Luthuli, sem me esquecer a Joaquim Chissano são autênticos tapetes. Conduz-se bem por elas, Nelson.
Mas, o que mais nos atormenta é a alta velocidade dos veículos que, a despeitos destas melhorias, perigam a vida dos transeuntes. Para dizer que Comiche fez de que foi muito mal agradecido pela turma dos Camaradas.
Vi também que houve um esforço da parte do Governo Central de estabelecer um Governo Provincial da Cidade de Maputo a desafiar nitidamente o já eleito Governo chefiado pelo Dr. Eneas Comiche. Nelson, para ti dizer que ninguém sabe o que o Governo Provincial da Cidade de Maputo faz. Só confunde, só distrai, só retrai, só suga do erário público já de si pressionado por realizações. Na prática o que está acontecer é que para um mesmo território, duas dotações orçamentais têm que ser passadas e alocadas. Que falta de inteligência é esta? Será que com a ausência do factor que levou Guebuza a criar um Governo Paralelo, não reconsidere desta vez e mande cessar a sua amiga e camarada Rosa Silva? Esperemos para ver!
Nelson outro pormenor que me chamou atenção é o facto de já se estar a viver a grandes ‘apertos’ nos seio dos populares, assim que nos aproximamos as festas do Natal e do Ano Novo de 2009. Os comerciantes já de vento em popa empolando os preços. Tudo sobe em flecha. Para as autoridades não faz sentido que se aumentem os preços e multiplicam avisos disto e daquilo mas que na prática não impede os comerciantes desonestos passear a bel prazer a sua máquina especulativa. Isto por um lado.
Por outro, os efeitos da crise mundial financeira já começou a ter repercussões na nossa economia quer por via da liquidez das instituições quer mesmo na forte desvalorização que as principais moedas de troca/venda que circulam no nosso mercado. Isto para dizer que o Rand, a moeda que mais foi usada nas últimas décadas, tem sido preterido no lugar de outras moedas mais estáveis, sobretudo o dólar americano que se valorizou nos últimos tempos.
Não queria me referir a esta alta de temperaturas econômicas financeiras que passamos – até porque o verão ‘amarelo’ está entre nós – para não mencionar as temperaturas políticas. Nelson, o “fenômeno” Daviz Simango verificado a milhares de milhas faz eco aqui na Capital. Aqui e acolá, se vêem pessoas a esgrimirem-se em cavacarias sobre os ‘efeitos’ e o ‘se’ bem assim os posicionamentos dos demais actores políticos. Uns tentando minimizar e outros re-jubilam-se pelo feito.
O mais certo é que Daviz Simango cultiva consenso a cada dia que nasce aqui na capital tanto que o facto de milhares de membros e militantes da Frelimo o terem votado desta vez, não se deixa de sonhar que este se assuma como o candidato as presidenciais de 2009. Sinais desta apetência a figura de Daviz Simango foram despoletados recentemente pelo grupo da Renamo, liderados pelo Vice-chefe da bancada da Renamo no Município de Maputo, A. Macuácua, que veio ao terreiro afirmar que a “Perdiz” anda “doente”.
Nelson, pode-se afirmar categoricamente que a nação só tem a ganhar caso Simango, com esta força quase anímica e fugaz que se vive, leve a causa e o desiderato da democracia que ele abraçou à bom porto: reclamando para si a Presidência da República.
A caminharmos a largos passos para o términos do ano, queria ti desejar umas boas festas e que o ano 2009 seja feliz e próspero.
Um abraço forte do teu
Dedé

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

No rescaldo das eleições locais

...que lições tirar.
Segundo o Boletim sobre o processo político em Moçambique, editado por Joseph Hanlon sob a chancelaria da AWEPA, Parlamentares Europeus para a Africa, e CIP, Centro de Integridade Pública, a afluência as urnas cresceu em 46%, a Frelimo suge como força dominante, mas indica que há ainda oposiçao ao liderada de Maputo, votos nulos salvaram Aniceto no Gúruè e outros municipios enquanto os Maputenses andam num ar de de ‘protesto’ ao regime. Senão vejamos:
Afluência de 46%
A afluência global às urnas foi de 46% dos eleitores inscritos, comparados aos 28% nas eleições municipais de 2003 e 43% nas eleições nacionais de 2004. Como de costume, a taxa de afluência mais elevada foi em Mocimboa da Praia, uma cidade altamente politizada, com 71%. A seguir, foi um dos novos municípios, UlonguIé, com 68%. As mais baixas foram em Mocuba, com 31%, e em Cuamba e Alto Molócuè, ambas com 33%.
Nas altamente disputadas cidades da Beira e Nacala, a taxa de afluência foi de 57% e 56%. Em duas grandes cidades, com pouca disputa, a afluência foi inferior à média: Nampula (38%) e Matola (41%). Maputo ficou ligeiramente acima da média, com 47%.
A dominância da Frelimo aumentou ...
Frelimo vai dominar os municípios, com 41 presidentes (com Nacala ainda por decidir) e maiorias em 42 das 43 assembleias. A Renamo foi rechaçada. Há actualmente 9 municípios sem membros da Renamo representados na assembleia e 8 onde tem apenas um. Em Gaza, a Renamo tem um único mandato no Xai-Xai e nenhum nos outros quatro municípios.
No escrutínio para presidente, a Frelimo obteve mais de dois terços dos votos em 33 das 43 cidades.
... mas ainda há oposição
Mas a Frelimo perdeu na Beira, e a corrida foi bastante disputada em Nacala, Gurué, Quelimane e Marromeu - indicando a presença, maioritáriamente sem a participação da sede central da Renamo, de uma oposição activa.
Pequenos grupos perderam terreno
Quatro partidos pequenos e três listas de cidadãos ganharam assentos na assembleia mas, em geral, os pequenos contendores perderam terreno em todos os lugares, excepto na Beira.
Os dois partidos com alguma presença nacional, o PIMO que tinha um lugar em cada uma de três assembléias e o PDD, que (como IPADE) tinha também apenas um lugar em duas assembleias, ficaram reduzidos a um único assento cada um na Beira. Salvo na Beira e Angoche, o PIMO não conseguiu ganhar mais de 1% dos votos em todos os municípios. Quando concorreu, o PPD ganhou no geral entre 1% e 2%, e atingiu os 4% em Milange e 5,4% na Gorongosa.
Dois outros pequenos partidos ganharam um único assento - Monamo (Cuamba) e Unamo (Milange).
Três listas de cidadãos também ganharam assentos. Um novo grupo, o GDB, ganhou 7 assentos na Beira. O único grupo a ter ganho assentos em todas as três eleições municipais é o Juntos Pela Cidade (JPC), mas ficou reduzido a uma posição marginal - de 15 lugares em 1999 para 5 lugares em 2003 para apenas 2 neste ano. O Naturma, que ganhou 5 lugares na Manhiça em 1999, e não concorreu em 2003, ganhou um único assento este ano.
Quatro listas de cidadãos ganharam assentos em 2003, mas desses, duas não voltaram a concorrer este ano e uma não ganhou qualquer assento.
Protesto em Maputo?
Normalmente, o número de eleitores que, numa cidade, votam para Presidente e para a assembleia é práticamente idêntico. É possível votar em um e não nos dois, mas isso raramente acontece. Portanto, a diferença no número de votos em Maputo, cidade é estranho - 308 323 para presidente mas 314 758 para a assembleia - o que significa que mais de 6000 pessoas não votaram para Presidente do município.
A decisão da Frelimo de não escolher o actual e altamente bem sucedido Presidente Eneas Comiche e, em vez dele, escolher alguém visto como mais alinhado com o partido, não foi popular em alguns círculos da cidade. Será que algumas pessoas decidiram não votar para o Presidente do município como protesto?
A importância da nulos
Este Boletim pode parecer obcecado com os votos nulos, mas este ano, eles determinaram o resultado em Gúruè e, em 2003, determinaram o resultado em Marromeu. E também sabemos que muitas vezes os votos nulos são envolvidos em actividades fraudulentas, e que essas acções podem aparecer como números invulgares, nas estatísticas finais.
A nível nacional, 2,7% dos boletins de voto para presidente foram deixados em branco e outros 3,2% foram considerados pelas assembleias de voto como nulos, principalmente porque eles aparentavam ter marcas para mais de um candidato. Ao todo, 41 071 boletins de voto nulos para presidente (e um número similar para as assembleias) foram enviados à CNE em Maputo, para nova apreciação. Destes, 18% (cerca de um em cada seis) foram considerados válidos pela CNE - "requalificados" - e incluídos nos totais finais.
Evidentemente, a qualidade do pessoal das assemblais de voto é variável. Catandica, por exemplo, esteve dentro da média de votos nulos, mas apenas 1% deles foram considerados válidos pela CNE, enquanto que em Massinga 30% dos votos nulos para presidente do municipio foram considerados válidos pela CNE – fazendo crer que o pessoal de Catandica teria sido muito mais bem treinado do que o formado em Massinga. Mas nem todas as discrepâncias são assim tão fácilmente explicadas. Os artigos abaixo são baseadas num estudo atento dos resultados finais.
Nulos colocam Aniceto acima do risco no Gúruè
Uma segunda volta no Gúruè foi evitada por apenas 6 nulos requalificados. Tal como em Nacala, a disputa entre a Frelimo e a Renamo era muito renhida, e os poucos votos dos dois candidatos menores significava que parecia improvável que o candidato da Frelimo ganhasse mais de metade dos votos – sendo necessário então uma segunda volta entre os dois candidatos com mais votos.
No Gúruè, o candidato da Frelimo, José Aniceto, teve 4934 votos (48,84%) e o candidato da Renamo, Latino Ligonha, 4686 (47,34%). Mas quando os nulos foram reconsiderados pela CNE, um terço deles foram considerados válidos, e quase todos eles a favor de Aniceto - 66 comparados com 28 para Ligonha. A contagem final deu a Aniceto exatamente 5000 (50,03%) e Ligonha 4714 (47,17%).
Mas os resultados estavam muito aproximados. Se Aniceto tivesse recebido apenas 60 em vez de 66 votos nulos requalificados, uma segunda volta no Gúruè tal como em Nacala iria ser necessária.
Esta é a segunda vez os votos nulos requalificados, fizeram a diferença. Em 2003, o candidato da Frelimo em Marromeu tinha uma pequena maioria, 1942 comparado com 1938 para o seu adversário da Renamo. Mas quando os nulos foram requalificados a CNE atribuíu apenas 14 para o candidato da Frelimo e 19 para o da Renamo, significando que ele ganhou por um único voto.
Metade dos nulos aceites na Beira e Nacala
Na Beira, para a assembleia, e em Nacala, para presidente, mais de metade dos votos nulos foram considerados válidos. Estas percentagens são elevadas, e fazem pressupor que houve qualquer coisa a mais do que apenas a deficiente formação do pessoal das assembleias de voto.
Em Nacala, para presidente, havia 2613 nulos - atingindo 5,3%, o dobro da média nacional. Destes, 1410 (54%) foram considerados válidos, e desses, cerca de dois terços favoreceram a Frelimo. O Boletim observou o processo de requalificação da CNE e o estranho nesses nulos foi que o pessoal normal das assembleias de voto não teria considerado esses boletins de voto nulos - eles foram claramente marcados corretamente e para Frelimo. Como entraram então na pilha dos nulos?
Em contrapartida, para a assembleia municipal de Nacala, havia apenas 2318 nulos (4,7%), dos quais 36% foram considerados válidos – mais para a Frelimo, mas não tantos.
O número de votos para o candidato e lista para a assembleia da Frelimo e do candidato e lista para a assembleia da Renamo eram muito idênticos e perto dos 21 500 antes de requalificação. Ainda assim, parece ter havido 400 votos nulos para presidente a mais para a Frelimo, na pilha de votos nulos. Onde é que eles vêm? Uma possibilidade é a de ter havido menos 450 boletins de voto em branco para o presidente do que para a assembleia. Será que alguém, durante a contagem se apoderou dos votos em branco, os marcou para a Frelimo, e colocou-os na pilha dos nulos, sabendo que iriam ser validados pela CNE?
A Beira mostra um semelhante padrão perturbador, para assembléia municipal. Para presidente, 26% de nulos foram aceites como válidos - dentro do leque de possibilidades. Desses nulos, 750 foram para Daviz Simango, 134 para o candidato da Frelimo, Lourenço Bulha, 50 para o candidato da Renamo, Manuel Pereira, e 25 para os outros. Mas, para a assembleia, uma incrível cifra de 59% de nulos foram aceites como válidos e, desses, 1400 foram para a Frelimo, apenas 88 para a Renamo, e 84 para os outros concorrentes. A existência desses 1400 boletins de voto aceites pela CNE parece realmente muito estranha.
Quatro municípios com elevado número de nulos
Os votos nulos ultrapassaram os 5,5% com baixos níveis de requalificação em apenas 4 municípios: Ilha de Moçambique (8,6% presidente e 7,7% assembleia), Monapo (8,8% e 8,7%) e Angoche (6,0% e 6,5%), em Nampula, e Ulongue (5,6% e 6,5%) em Tete. Já levantámos dúvidas sobre o elevado nível de nulos na Ilha e, na requalificação dos votos nulos pela CNE, vimos exemplos claros de boletins de voto favorecendo a Renamo que tinham sido indevidamente invalidados por uma segunda marca de tinta. Parece provável que algo semelhante tenha acontecido no mínimo no Monapo, e talvez nos outros dois municípios.
Sacos perdidos?
Finalmente, registamos que Quelimane teve 14% dos votos nulos para presidente requalificados, mas nenhum de seus votos nulos para a assembleia. Da mesma forma, Mueda tinha 8% dos votos nulos para a assembleia aceitos como válidos, mas nenhum dos votos nulos para presidente. Gostaríamos de saber se isto significa que dois sacos plásticos de nulos se perderam no trânsito.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

MA elege Daviz Simango FIGURA DO ANO

...Leia-se abaixo:
“Com a divulgacao do resultado das eleicoes autarquicas, dissiparam-se de uma vez por todas as duvidas e o suspence. Ficou claro como a luz do dia, que o grande vencedor destas eleicoes foi o jovem Eng. Davis Simango, que com humildade e sabedoria soube, pela primeira vez na historia de Mocambique vencer as duas poderosas maquinas militares- a Renamo e a Frelimo juntas. E mais Davis simango nao venceu apenas a maquina do partido Frelimo, Davis venceu o Estado que vestido de Frelimo usou todas as suas influencias para derrotar o jovem engenheiro, sem sucesso. sim o Estado, porque vimos elementos do STAE, da TVM, RM, do SISE, da PRM usando subtilmente meios do estado para ilegitimamente combaterem um simples jovem, que nada tinha senao a sua sabedoria, humildade e peciencia.
Vi, com estes olhos que um dia o chao vai comer, o jovem engenheiro a caminhar quilometros e quilometros a pe, cacando o voto popular. Senti na Beira, ha dois dias das eleicoes, a empatia e simpatia que o povo do Chivive nutria pelo seu filho! vi e senti, depois da vitoria, no Restaurante Miramar, a simplicidade e humildade de um vencedor!
Nao e por acaso que apesar de ter vencido em 41 Municipios, a maquina da frelimo festeja em surdina! E que a vitoria tem o sabor amargo da DERROTA! Uma derrota limpa, e humilhante!!
Com esta vitoria, cai assim a mito da invencibilidade dos movimentos armados em Mocambique. Davis, abre uma nova pagina na nossa historia. Uma historia baseada na humildade, trabalho, abnegacao e sobretudo humildade. E nao numa historia de guerra, de mortes ou de derramamneto de sangue!.
Davis mostrou, ao contrario do propagado por alguns generais, que ha jovens serios no nosso pais. Que nem todos os jovens passam a vida etilizados! Que ha jovens que foram formados neste pais, e que acreditam que e possivel mudar Mocambique, sem a necessidade de lamber as botas de ninguem e muito menos de viver estendendo as maos quer aos patroes internos quer aos patroes externos! Sim ha JOVENS neste pais, que se alimentam e alimentam suas familias com o suor do seu trabalho arduo. Jovens que nao tem medo de envergar o fato macaco e avancar para a labuta diaria. Jovens que acreditam no trabalho arduo, na abnegacao e no espirito de sacrificio. Jovens que tem as suas casas como fruto de seu sacrificio, e nao como uma benesse em retribuicao lambebotesca. Jovens que compraram suas viaturas com o seu soldo acumulado, debaixo de sacrificios e privacoes.
Jovens humildes mas destemidos! Destemidos porque nao vergam perante dificuldades ou ameacas de morte. Jovens capazes de dar aulas de democracia tanto aos pais como aos padrastos da democracia! Jovens que quando a vila, o municipio, a cidade, ou a patria lhes chama, nao sabem dizer NAO! Respondem pronta, convicta e expeditamente: SIM! Jovens que nao esperam que seja o seu pais a fazer algo por eles, mas sim que sejam eles a fazer algo pelo seu pais!
Davis Simango soube encarnar nao so o sonho e o espirito da Geracao de 25 de Setembro mas tambem o sonho e o espirito da Geracao da Democracia, para destila-los e criar o estrume que ira fertilizar a Geracao da Paz e Desenvolvimento!
Por estas e mais razoes, nao tenho duvidas em proclamar HOJE E AGORA o Eng. Davis Mbepo Simango, como o POLITICO DO ANO!
Tenho a certeza absoluta, que nas matas de M'telela onde repousam os restos mortais de seus progenitores barbaramente assassinados por agentes do Estado que ajudaram a criar, um sorriso solene rasgou os ceus clareando e abencoando a jornada do jovem Engenheiro, ajudando-o a materializar o slogan Obamiano nestas indicas terras e gritando bem alto - YES WE (also) CAN!
'Das saias da rainha', receba os meus PARABENS ENGENHEIRO DAVIS! DEVOLVESTE-NOS A DIGNIDADE, O ORGULHO E O CARINHO DE SERMOS MOCAMBICANOS COM PENSAMENTO DIFERENTE!
Manuel de Araujo”

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Futuro da Perdiz questionado

...no fecho do ano político.
Membros do partido Renamo na cidade de Maputo, que estiveram reunidos no último domingo aqui na capital do país, voltaram a pôr em causa a atitude, estratégia e legitimidade de algumas decisões da liderança desta formação política nos últimos tempos, que resultaram em desorganização e divisões, que precipitaram esta formação política para a mais estrondosa derrota da sua história, ocorrida nas eleições autárquicas havidas a 19 de Novembro, em 43 municípios em todo o país. Confira aqui mais dados.

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