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VOA News: África

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

“Governo exalta e promove canalhas”


- afirma Alice Mabote, presidente da Liga dos Direitos Humanos depois da apresentação feita pelo MDM “Golpe baixo e crime punível”, disse a presidente da LDH sobre a atitude da CNE e do Conselho Constitucional “Tenho vergonha do presidente da CNE” “A decisão do Conselho Constitucional não surpreendeu, em nenhum aspecto, pois trata-se de uma rede formada para defender interesses pessoais de alguns”. “Só posso dizer que estou envergonhada com esta e comigo mesma, por pertencer a esta sociedade de mafiosos”.


Maputo (Canalmoz) – A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), Dra. Alice Mabote, disse esta quarta-feira, em Maputo, comentando a decisão do Conselho Constitucional, que o Governo de Moçambique, liderado por Armando Emílio Guebuza, “está constantemente a promover e exaltar canalhas”, indivíduos que, segundo ela, “cometem atrocidades ao povo em benefício pessoal”.
Alice Mabote fez essas declarações instantes depois da apresentação feita pelo Movimento Democrático de Moçambique, que provou inequivocamente, que houve roubo de documentos do MDM, na Comissão Nacional de Eleições, ao que tudo indica, para beneficiar a Frelimo e Renamo, nas eleições de 28 de Outubro próximo.
Agastada com a situação, a presidente da Liga colocou em causa a seriedade dos órgãos decisores do País, tendo apelidado de “golpe baixo e crime punível”, a atitude da CNE e do Conselho Constitucional.
Dada a apresentação dos documentos comprovativos do suprimento das irregularidades, o que também prova que a CNE desviou documentos, e vendo que até agora não há outras provas contrárias, Alice Mabote disse que não tem nenhuma esperança de que a PGR venha a abrir processo de investigação contra a CNE.
“Não tenho nenhuma esperança, porque tudo é mesma coisa, que aliás tem a mesma génese. Se o CC (Conselho Constitucional decidisse de outra maneira seria uma grande surpresa. Nada se pode esperar da PGR, mesmo sabendo que estamos perante um crime, isto é, um esquema em que tudo começa pela composição da própria CNE e do Conselho constitucional”, afirmou a jurista presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos.

Tenho vergonha do presidente da CNE

Perante as provas apresentadas pelo mandatário do MDM, José Manuel de Sousa, Alice Mabote disse que “este Governo tinha de ter vergonha do que está a fazer, com o seu próprio país”. Disse estar envergonhada com a atitude da Comissão Nacional de Eleições, desde o presidente, João Leopoldo da Costa, a seus subalternos. O mesmo sentimento estende-se ao Conselho Constitucional na pessoa do juiz presidente, Luís Mondlane, e seus companheiros que de forma estranha sublinharam a decisão do CNE.
Aliás, a presidente da LDH disse que “a decisão do Conselho Constitucional não surpreendeu, em nenhum aspecto, pois trata-se de uma rede formada para defender interesses pessoais de alguns”.
Alice Mabote revelou ser difícil, na sua opinião, encontrar explicações para o desaparecimento dos documentos a CNE. “Só posso dizer que estou envergonhada com esta e comigo mesma, por pertencer a esta sociedade de mafiosos”.

Daviz Simango comove Mabote

Mabote disse à nossa reportagem que “não esperava a humilde e comovente atitude” tomada pelo líder do MDM, Daviz Simango, pois, segundo explicou, “está claramente provado que a CNE em conluio com o Conselho Constitucional prejudicaram o engenheiro, mas este não reagiu como um líder invulgar”.
“Sinceramente estou surpresa e bastante comovida com a atitude deste jovem (Daviz Simango), ele mostrou que é uma pessoa de bem, que mesmo perante as injustiças consegue apelar à calma e à decência” disse acrescentando que “Daviz Simango é um líder que marca diferença na sociedade moçambicana”.
Para Mabote, “em Moçambique nunca se viu um líder com o comportamento de Simango”. “Este jovem é um grande líder e sábio. Agora resta ao povo moçambicano analisar os líderes que temos e votar de forma correcta. O pronunciamento daquele jovem tocou o fundo do meu coração ”.

(Matias Guente)


 

Comissão Nacional de Eleições extraviou documentos do MDM


  Daviz Simango afirma
O presidente do MDM diz que vai apresentar o assunto à SADC e à União Africana. José Manuel de Sousa, mandatário, diz que a Procuradoria da República (PGR) está perante um caso criminal e deve agir


Maputo (Canalmoz) – O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e candidato à presidência da República, Daviz Simango, disse ontem em Maputo, que a Comissão Nacional de Eleições extraviou processos individuais de alguns candidatos do partido por si liderado, para levar o Conselho Constitucional a crer que as listas do MDM, que foram excluídas pela CNE, o foram porque os candidatos, nelas escritos, não entregaram processos individuais aquando da entrega de candidaturas.
Daviz Simango interrompeu a campanha eleitoral na passada segunda-feira, em Chimoio, para vir à capital do país reunir com a Comissão Política e outros quadros do seu partido, afim de produzir reacção à decisão do Conselho Constitucional, que deu razão à CNE, na exclusão do MDM e doutros partidos extra-parlamentares, da corrida eleitoral de 28 de Outubro próximo.

Fortes indícios de desvio de documentos na CNE
Num encontro muito concorrido pela imprensa, membros da sociedade civil, analistas políticos e representantes das embaixadas e altos comissariados em Maputo, o MDM provou por A+B que houve movimentação estranha de documentos submetidos por este partido na CNE, relativos à sua pretensão de concorrer às eleições Legislativas de 2009.
O porta-voz do MDM e mandatário de candidatura do partido, José Manuel de Sousa demonstrou aos presentes, no encontro, que há disparidade entre os documentos apresentados pelo MDM na CNE, e os documentos que a CNE, por sua vez, apresentou ao Conselho Constitucional, como prova de que os candidatos do MDM não possuíam processos de candidaturas.
No Acórdão 09/CC/2009, em que o Conselho Constitucional nega provimento ao recurso do MDM, alega-se que o MDM apresentou listas de candidaturas com candidatos sem processos individuais. O Conselho Constitucional baseou-se na informação oficial que lhe foi dirigida pelo Ofício 47/CNE/2009, de 14 de Setembro e contraria a notificação nr. 90/CNE/2009, de 10 de Agosto, a solicitar o suprimento de “irregularidades”, recebida pelo mandatário do MDM a 12 de Agosto, que foram sanadas em pleno, dentro do prazo, por carta acompanhada pelos respectivos documentos como ontem foi demonstrado perante a ampla audiência.
O MDM provou, pelo menos até haver outras provas contrárias, que a alegação do Conselho Constitucional não corresponde a verdade. O que terá acontecido, segundo o próprio mandatário do MDM e o que todos os presentes no encontro conseguiram apurar, é que houve descaminho de documentos na CNE. Processos completos de alguns candidatos terão sido desviados na CNE e não foram entregues ao Conselho Constitucional.

Provas

O mandatário do MDM, José Manuel de Sousa, de forma clara e evidente, demonstrou aos presentes na sala Púnguè do Hotel VIP, onde decorreu o encontro, que todos os processos de candidaturas que o Conselho Constitucional alega estar em falta baseado no Ofício 47/CNE, 2009, de 14 de Setembro, o MDM os entregou à CNE, atempadamente. O MDM apresentou documentos comprovativos da confirmação da recepção de candidaturas completas (entenda-se, incluindo processos individuais) pela CNE. Forneceu a cada um dos presentes fotocópias de toda a documentação que apresentou em Power Point através de projectores que serviram a apresentação exaustiva feita pelo mandatário do MDM. Ficou provado aos olhos de quem esteve naquela sala que os documentos vêm carimbados pela CNE e rubricados.
Só para citar um exemplo, dentre muito, que provam as trapalhices da CNE, na província de Cabo Delgado, aquele órgão pediu que o MDM suprisse, apresentasse o Registo Criminal dos candidatos, António Carvalho, Pissura Amade e Elias Gabriel, que estavam em falta. Os documentos foram entregues pelo MDM, mas os mesmos candidatos são tidos como se não tivessem apresentado seus processos individuais na CNE. Quem assim o diz é o Conselho Constitucional, no seu acórdão.
O MDM questiona, então, como a CNE pediu Registo Criminal dos candidatos acima, se estes não apresentaram seus processos individuais? O que a CNE analisou para chegar a conclusão de que faltam comprovativos de registo criminal dos candidatos referidos, se estes não entregaram processos individuais, como justifica o Conselho Constitucional, para validar a decisão da CNE e anular a candidatura do MDM, neste círculo eleitoral.
Estas e outras questões foram levantadas pelo MDM, e ninguém conseguiu imaginar outra resposta, senão a de que na CNE de facto se desviou processos individuais de candidatos do MDM. Confrontando a notificação 90/CNE/2009 ao mandatário, a resposta dada pelo MDM à CNE dentro do prazo legal, e a informação que o Conselho Constitucional diz ter recebido da CNE relativa ao mesmo assunto, quando solicitados para a análise do recurso do MDM, verifica-se que de facto há muita coisa que existia num determinado momento na CNE até 10 de Agosto de 2009, e depois já lá não está. A CNE confirma um cenário numa data (10 de Agosto) e depois a 14 de Setembro dá outro cenário ao Conselho Constitucional (Ofício 47/CNE/2009)

Conselho Constitucional ignorou fundamentos do MDM

Falando no encontro, Daviz Simango disse que o Conselho Constitucional ao julgar a reclamação interposta pelo MDM, ignorou os fundamentos apresentados pelo MDM, limitando-se, apenas, a seguir o Mapa de Controlo da CNE, mapa esse a que nenhum partido dos excluídos e que reclamaram não teve acesso por ser do exclusivo uso interno da CNE. Ao invés de comparar os dois processos em mão, isto é, do reclamante (MDM) e do recorrido (CNE) o CC não o fez. E ao agir assim, Daviz Simango acrescentou que tal facto empurra os moçambicanos a uma escolha direccionada, “para perpetuar um regime no poder, que tem a ganância de manter o seu império económico”.

Não permitamos que nos façam regressar aos maus tempos

O mais jovem candidato à presidência da República, disse que, desde o seu início, o presente processo eleitoral revelou “sérios problemas, com vários vícios que indiciam manobras de forças que se opõe à mudança, de pessoas que a todo custo querem perpetrar o sofrimento da maioria do povo”.
“Essas forças lutam para reintroduzir o sistema totalitário e repressivo de partido único, aquele que o povo amargamente viveu nos primeiros anos da independência”, disse Daviz Simango.
O presidente do MDM pede depois no seu discurso que se faça tudo para se voltar aos “maus tempos”.
“Não permitamos que eles nos façam regressar aos maus tempos, muito menos que nos usem para atingir os seus objectivos. Este actual regime obcecado pelo poder de conservar o seu império económico e interesses pessoais à custa da pobreza da população, ameaça limitar a liberdade e voltar a implantar a opressão”, afirmou visivelmente agastado com a situação. Daviz Simango estava muito sereno e ao terminar o seu discurso foi muito aplaudido pelos presentes.

Ainda podemos salvar a democracia

Daviz Simango fez um discurso direccionado às “moçambicanas e moçambicanos” e a dada altura disse que ainda não está tudo perdido, porque ele continua candidato à presidência da República.
“Mesmo perante o jogo sujo da CNE em conluio com pessoas que julgam ser proprietário do país, nem tudo está perdido. Ainda podemos ganhar as eleições presidências e formar governo de Moçambique para todos, sem exclusão”, afirmou Daviz.

Apelo à comunidade internacional

À Comunidade Internacional pediu para que não financie nem apoie projectos sujos que atentam contra a liberdade e democracia em Moçambique. Pediu ao povo moçambicano, à sociedade civil, aos jovens e ao Parlamento Juvenil, para que se unam e façam justiça no dia 28 de Outubro próximo, nas urnas, votando nele (Daviz Simango). Só assim é que os moçambicanos “poderão travar o grande perigo que o país corre, de regressar ao regime totalitário de partido único, o que no passado culminou com a guerra civil que ceifou a vida de muitos inocentes”.

PGR

Sobre o desvio de processos na CNE o presidente do MDM disse que a Procuradoria Geral da República deveria agir por si só por se tratar de “crime público”. Mas contando que eventualmente nada fará, Daviz Simango disse que o MDM irá apresentar queixa crime na PGR contra o presidente da CNE e o referido órgão eleitoral.

(Borges Nhamirre e Matias Guente)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Parceiros internacionais de cooperação reuniram ontem com a CNE

Constitucional poderá antecipar publicação de decisão para hoje, mas ainda não há conformação

Maputo (Canalmoz) - Ontem, 23 de Setembro, na esteira das iniciativas que têm estado a registar-se, um grupo de parceiros internacionais voltou a reunir, à porta fechada, com o presidente da CNE, João Leopoldo da Costa, para lhe manifestar, ao que se sabe, o seu repúdio pelas medidas de exclusão tomadas, contra outras de inclusão que o espírito de BOA FÉ da legislação prevê e se recomendam.

A decisão da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de interditar, total ou parcialmente, a alguns partidos e coligações, a participação nas próximas eleições de 28 de Outubro, continua a alimentar ondas de descontentamento ao nível da comunidade internacional que desde que isso aconteceu, tem vindo a procurar amenizar os ânimos com iniciativas a vários níveis, desde reuniões com a CNE, a outras com o presidente da República, e até com o próprio governo onde deixou subjacente a ideia de que a cooperação futura pode estar comprometida.
O porta-voz da CNE, Juvenal Bucuane, que regressou às lides depois de um período em que desapareceu da Imprensa logo que as listas de candidaturas aprovadas começaram a ser publicadas e a causar ondas de choque, afirmou aos jornalistas que o encontro de ontem de parceiros de cooperação com João Leopoldo da Costa, presidente da CNE, visava perceber as razões que ditaram a exclusão de inúmeros partidos e coligações dos pleitos.

Sobre se os parceiros internacionais de cooperação não estariam a exercer pressão para que a CNE reconsidere a sua posição sobre o facto, Bucuane disse que a decisão da sua instituição é “irrevogável” na medida em que o assunto já foi encaminhado para o Conselho Constitucional (CC), estando neste momento a aguardar pela decisão do órgão de recurso.

Bucuane referiu, entretanto, que a exclusão daqueles 19 partidos da corrida eleitoral ficou a dever-se ao “facto”, de alguns dos candidatos propostos terem um cadastro criminal que os impede de concorrer aos cargos a que pretendiam concorrer, acrescentando que depois de analisados os processos a CNE concluiu que os seus proponentes não tinham como suprir aquelas irregularidades. A legislação eleitoral, contudo, prevê que o partido ou coligação proponente de uma lista de candidatos possa primeiro suprir, depois substituir um candidato. Prevê ainda que em qualquer dos casos a CNE deve sempre notificar o mandatário da candidatura que tenha algum problema, para que, no espírito de BOA FÉ em Direito, a questão possa ser sanada. E a Lei prevê que só em última instância a CNE pode fazer cair o candidato e apenas só depois do mandatário da respectiva lista não ter tomado medidas e conseguido indicar um outro nome para o lugar do candidato com problemas não resolvidos. Só depois de tudo, tentar por força de Lei, a CNE faz cair o candidato e pode fazer subir por si os outros candidatos imediatamente a seguir, na respectiva lista. E só então, se não sobrarem pelo menos três suplentes, é que a lista cai toda. A CNE fez caie listas sem dar a possibilidade aos mandatários de substituir candidatos com casos insanáveis, por outros. A CNE só deu oportunidade de suprir irregularidades. Não deu oportunidade para substituir.

A CNE é acusada por isso de ter agido em contravenção com o espírito da Lei estando a ser acusada de ter tomado atitudes precipitadas para proteger o partido Frelimo, de onde provem a maioria dos membros indicados para a CNE, e a Renamo, de onde provém uma outra parte, ambos agora apelidados ironicamente por FRENAMO (Frelimo-Renamo).
A Renamo, embora tenha estado sempre na oposição foi sempre o maior partido deste grupo e receia perder esse estatuto. O partido Frelimo, que sempre esteve no poder receia que outros partidos possam retirar-lhe o poder e receia ainda perder a hipótese de obter uma maioria qualificada na Assembleia da República, ambição que lhe daria a possibilidade de conseguir alterar a Constituição para tornar-se vitalícia no poder e lá manter também vitaliciamente Armando Guebuza, à semelhança das ambições de Robert Mugabe que levaram o Zimbabwe ao caos internacionalmente reconhecido.


Tendo em conta as inúmeras exclusões parciais ou totais de partidos e coligações promovidas pela CNE, um semanário que se edita em Maputo denunciou esta semana um “partido”, PLD (Partido de Liberdade e Desenvolvimento), de nem sequer ter existência legal e ter passado no crivo da CNE. O jornal chega mesmo a chamar-lhe “o partido da CNE”. O tal partido, é acusado pelo jornal de não ter estatutos publicados no Boletim da República e, sendo assim, ser manifestamente ilegal. E escreve o jornal que mesmo assim foi admitido pela CNE a concorrer em 10 círculos eleitorais (excepto na Zambézia a que nem se quer concorreu) dos 11 nacionais. Este caso veio a empolgar ainda mais as atenções da opinião pública sobre a questão das exclusões de inúmeros partidos e coligações pela CNE. E suscita agora ainda mais atenção sobre a decisão que o Conselho Constitucional possa vir a tomar.

Algumas fontes admitiam ontem que o Conselho Constitucional possa ainda hoje anunciar o/ou os seus Acórdãos ou Deliberações sobre as reclamações que os partidos excluídos lhes submeteram.
O secretário-geral do Conselho Constitucional disse há dias que o CC só anunciaria as suas decisões a 28 do corrente mês, mas como a CNE já veio a público dizer que precisa de 35 dias para imprimir os boletins de votos, e sendo que de hoje à data marcada para realização das eleições são 35 dias, admitem certas fontes, próximas do processo, que o Conselho Constitucional se antecipe, avultando, se tal suceder, suspeitas que já existem de estar a haver uma ampla coordenação entre os promotores da exclusão e os interessados nas exclusões, de que também dependem os membros da CNE e do próprio Conselho Constitucional para se irem mantendo nos cargos e a usufruir das benesses inerentes.


O clima de desconfiança está a crescer mas ainda há correntes que admitem que o Conselho Constitucional poderá vir a livrar-se da “batata quente” com sabedoria que permita recolocar este processo eleitoral nos carris, apesar de já estar tremendamente desacreditado.

(Fernando Veloso e F. Joaquim)


MDM promete criação e melhoria de serviços básicos na Catembe



Em Maputo
 
Maputo (Canalmoz) – No décimo dia do prosseguimento da caça ao voto, o Movimento Democrático de Moçambique, MDM, escalou o distrito municipal de Catembe, onde dentre outras promessas, prometeu ao eleitorado que caso vença as eleições, irá desenvolver um trabalho de fundo para a criação de serviços básicos naquele ponto da cidade de Maputo.
Perante a reclamação dos moradores daquele distrito, pela falta de muitos serviços, que habitualmente têm sido conseguidos apenas na chamada cidade cimento, o MDM aproveitou para dessiminar o seu manifesto, que prevê tratamento igual a todos moçambicanos, independentemente da sua localização. Na Catembe o MDM prometeu a construção de escolas, quer primárias assim como secundárias, e desenvolvimento de estratégias de criação de emprego para os jovens locais.
Outra questão amplamente falada pelo MDM foi a questão dos transportes. Recorde-se que a viagem Maputo Catembe é feita via fluvial através de ferry-boat ou ainda pequenas embarcações. O partido do Galo pediu aos moradores que votasse no MDM e em Daviz Simango para que o problema de transportes seja solucionado, com o aumento da frota que opera na via.
Naquele distrito, o MDM privilegiou o contacto interpessoal com os moradores, estratégia que segundo o chefe da brigada, Ismael Mussa, contribui significativamente para que os eleitores entendam a mensagem e que votem no programa e não em pessoas.

(Matias Guente)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CNE vilipendia processo eleitoral


-MDM participa na campanha eleitoral sob protesto

O país está numa encruzilhada! A Comissão Nacional das Eleições acaba de meter os pés pelas mãos ao se ver numa embrulhada de não cumprimento do primado da lei eleitoral.
A exclusão parcial do MDM na corrida as eleições gerais foi a todos os títulos condenável, mas este Movimento de cidadãos não se fez de rogado e se lançou à caça ao voto logo nas primeiras horas da manhã apesar de comportamentos arruaceiros dos membros da Frelimo em Chókwe, como vândalos (que são), assaltaram  as instalações do MDM e ferirem com certa gravidade duas pessoas que na altura se preparavam para a campanha.

O mais interessante nisto tudo, muito embora paire no ar um ambiente de sufoco protagonizado pela CNE e da sua parceira umbilical, a Frelimo, e, certamente, sob olhar apadrinhador da Renamo, o MDM assumiu uma atitude de estado e responsável, ao dar marcha a sua máquina eleitoral em todo país, sob tom de protesto.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

MDM concorre em apenas cinco províncias(?)

- Nas gerais e provinciais, CONSTITUINDO um perigo à Paz e os adventos mais nobres da jovem democracia

Contra todas as espectativas que rodeiam a participação do MDM nos próximos pleitos eleitorais, de 28 de Outubro, a CNE acabou de publicar/autorizar listas de 17 e uma coligação de partidos dos 29 partidos concorrentes, deixando-a fora da corrida em quase que metade das províncias do país.

O MDM foi autorizado ao pleito em 5 círculos; de Maputo-Cidade, Inhambane, Niassa e Sofala. Reagindo a esta decisão do CNE, Ismael Mussa do MDM, esta decisão do CNE não atende, primeiro, os prazos legalmente previstos; segundo, as listas foram publicadas fora do prazo. No entender de Mussa, o que está previsto na lei é que há exlusão de candidatos e não de listas.
O Presidente do MDM, Eng. Deviz Simango, desembarcou em Maputo para seguir de perto este ‘estado de coisas’que a não serem objecto de reparos por parte da CNE, podem periclitar o processo democrático no país.

Enfim, “exigimos a justiça, isenção e imparcialidade na interpretação das leis eleitorais, pois essas leis foram feitas para facilitar e credibilizar o processo eleitoral e não para o tornar excludente e elitista, no qual só podem participar dois partidos políticos à escolha da CNE” (in MI-Salomão Moyana,09.09.09)

“Show de talentos” da STV, uma farsa

- Enquanto esta televisão privada escoder os seus verdadeiros motivos comerciais

O público moçambicano viu-se enganado ao notar que um dos badalados shows de procura de talentos, da STV, virou uma espécie de caça-fortuna desavergonhada.
Agendas geo-políticas inconfessáveis podem estar por detrás do que aconteceu na final do Show de Talentos, em que o menos talentosos foram os que logaram o repto.
Apercebemo-nos que, o facto de alguns participantes terem declarado o seu agradecimento ao gestor municipal da cidade da Beira, o edil Deviz Simango, terão visto o seu protagonismo talentoso reduzido a nada, nomeadamente os humoristas (o pastor Gito e a companheira bem assim do Mazuse e cantores).
Ainda assim, com todo o Moçambique inteiro a pensar que os lugares cimeiros do show fosse à Chiveve, eis que fomos brindados falsamente com o 1º lugar para Maputo (Solange) e 2º lugar para Inhambane (da Evo Faria, esta última que passou o show todo a cantar fora da escala) e só os lugares mais além é que vinham os beirenses, nampulenses e tantos por aí fora.
Como se não bastasse vimos os 300 mil, 150 mil a cairem em mãos alheias graças ao “drible” que veio de uma ‘clique’ de gente ligado ao poder.
O que se pode compulsar deste destoo todo da STV é de facto que, dando razão ao Fernando Mazanga, desde que viu seus equipamentos tomados e devolvidos depois pelo poder, assume um seguidismo ao regime do dia sem paralelo.

Carta do meu amigo – Nelson – na Beira (9)

- Com a devida vénia passo na integra os pensamentos esgrimidos à volta das questões candentes da nossa actualidade nacional. Peço desculpas ao Nelson (http://meumundonelsonleve.blogspot.com/) por este interregno destas correspondências por razões alheias à minha vontade.
Amigo Dede!
Já nem sequer me lembro quando foi a última vez que nos escrevemos.
Foi a uma eternidade que lá se foi e que simplesmente não lembro. O tempo passou e a vida vai passando.
Olha amigo o galo cantou! Não só o do MDM, mas também oque que nos anuncia a chegada do novo dia(seja lá oque for que isso signifique). Está na hora de começarmos a pensar em quem votar nessas eleições que vão chegando cada vez mais perto de nós e ou nós mais perto delas.
Tenho dito que com as exclusões dos restantes candidatos o trabalho ficou facilitado. É mais fácil escolher um dentre três do que dentre nove. Será bem mais fácil agora decidir em quem confiar o nosso preciosíssimo voto.
Olha fiquei a saber que no sorteio que se fez, o candidato do MDM(novato nessas coisas de eleições) ficará em primeiro lugar no boletim do voto seguido do candidato da Frelimo e Renamo respectivamente. Tens algo a me dizer acerca dessa ordem que no fundo(dizem) conta muito pouco?
Amigo tenho estado a pensar seriamente em que votar.
O amigo Mutisse me fez um favor. Me mandou o extenso manifesto eleitoral do seu candidato e partido para me ajudar a “escolher bem”. Queria ter um amigo na Renamo que igualmente me enviasse o manifesto do seu candidato e partido. Do MDM já tenho(generosidade dos amigos de lá). Como vês, estou me munindo amigo para fazer uma escolha informada.
A dias conversei demoradamente com a dona Matilde que já tem a “cabeça feita”. Já sabe e bem em quem votar e oiça-lhe o argumento.
“Meu filho , não voto na Frelimo porque depois vão querer se enriquecer a torto e a direito por nos terem trazido a independência. É oque Chipande disse. Não voto na Renamo porque vão querer se enriquecer a torto e direito porque nos trouxeram a democracia. É oque Dhlakama diria. Fico mesmo é com o MDM que nada nos trouxe”.
A dona Matilde me intriga pela forma simples de pensar. Ela diz que é pela primeira vez na história da democracia moçambicana que vai deixar os seus afazeres, aturar as longas filas e depositar o seu voto.
Estou preocupado amigo é com a onda de acusações que tenho ouvido por ai. A dias li que um grupo de jovens ostentando símbolos da Frelimo tentaram “atrapalhar” a trabalho político de Deviz Simango. Isso é mau não achas amigo? É tão mau que nem interessa quem atrapalhou quem porque é mau de qualquer jeito. Se torna muito mau ainda quando essas questões são tratadas de “ânimo leve” como vi Edson Macuacua tratar. Mais do que simplesmente refutar os factos, deviam os visados “investigar” oque liga essas banalidades ao seu “bom nome” e criar condições para que no futuro ninguém se “aproveite” de seus meios e símbolos para actos vergonhosos como os que ouvimos e vimos provados atraves de nítidas imagens.
Li também amigo as declarações do líder da Renamo “vaticinando” as percentagens que os seus adversário terão. Isso também é mau amigo pois cabe a nós(eu, a dona Matilde e o amigo Dede e todos outros eleitores) decidirmos com o nosso voto. Deviam os candidatos era se preoucuparem em nos dizer e claramente porque acham que os devemos votar.
Amigo, tem um assunto que não poderia deixar de falar, apesar da vergonha que me causa. É acerca do Animalzinho sim! Esse que recentemente voltou ao país. Voltou para muito cedo ou tarde voltar a se pôr a fresco como das outras vezes. Há quem diz que ele voltou nessa época(eleitoral) para ser usado como sinal de “serviço” por parte dos nosso gendarmes. Quem acreditaria nisso?
Há quem diz que voltou nessa época para trazer de volta o debate em torno d insegurança do nosso sistema prisional. Quem acreditaria nisso?
Há gente que finge não perceber que Anibalzinho é escudado por gente grande desse país, gente ligada ao poder, ao partido Frelimo( pode ser psicose minha). Há gente que finge ser estúpida e acredita que Anibalzinho tem estado a “escapar” da cadeia por esforço próprio. Eu nego entrar nessa estupidez. Não tenho certeza se sei oque se ganha com essa história mas sei oque se perde. Perde-se o prestígio de um estado com o qual podiamos nos orgulhar. A tão propalada auto-estima.
Se houvesse(há quem estupidamente ainda acredita que haja), interesse em descobrir que está por detrás dessa palhaçada, certamente que se descobriria a verdade. Tenho dito que no fundo a verdade é bem conhecida. Infelizmente é uma “verdade inconveniente” que vale a pena esconder do que revelar.
Bem, vou ficar por aqui deixando-te aquele abraço temperado de votos de continuação dum bom final de semana e um boa semana de trabalho.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Governo finta Tribunal Penal Internacional


- atrasando-se a ‘ratificar’ que o país não seja tranformado em santuário dos criminosos contra a humanidade.


Depois da assinatura por Moçambique da “ordem” do Tribunal Penal Internacional (TPI), cujo desiderato se prende em que o nosso país não se torne um ‘covíl’ de foragidos da justiça por crimes contra a humanidade (como o Presidente sudanes, na imagem), levantam-se preocupações internas do porquê que está levar tempo para que o nosso parlamento (AR) a aprove e o Presidente da República, Armando Guebuza, faça a respectiva ractificação.

Afinal, de que espera Moçambique para ractificar este tão importante atribuição transnacional? Terá o Governo consciência das implicações da ratificação para imagem do país? DM

OAD defende PIC autonóma

- Para lançar a semana do Advogado, ante relutância frelimica

Como que a dar seguimento dos trilhos iniciados pelo Dr. Madeira, antido Presidente do PGR, a Ordem dos Advogados de Moçambique (OAD) veio hoje reiterar (porque já o fez bastas veses) a sua recomendação pública de que a Polícia de Investigação Criminal deve deixar de ser mais um departamento do Ministério do Interior; ou seja do poder executivo, passando para uma instituição mais independente e autonóma, prestando apoio as magistraduras.

O pronunciamento foi de Gilberto Correia (na imagem votando) da OAD no decorrer do lançamento da semana do advogado que nos reserva uma panóplia de actividades, que inclui a reflexão do papel do advogado, temas de interesse, debates e palestras, bem como uma visita aos calabousos e entrega de carteira a 44 novos advogados. DM

Penetração cirúrgica nos bastiões da Frelimo

- Causa celeuma e despoleta violência ‘pré-campanha’ eleitoral

Realmente, a medida que nos aproximamos do pleito eleitoral de 28 de Outubro de 2009 próximo, temos registado um crecendo dos ânimos entre os membro dos principais contendores pelo poder hoje detido pela Frelimo.
Olhando precisamente ao que está acontecer, com a penetração cirúrgica do MDM (Movimento democrático de Moçambique) em zonas tidas como de santuários intocáveis do Partido no poder, a Frelimo, pode representar a sua perda de influência no eleitorado que sempre o foi fiel.
Embora a atitude da Frelimo e seus membros no Xai-Xai em Gaza tenha sido a todos capítulos errada e condenável, ao impedir que o do MDM fizesse o seu trabalho político, mas prevaleceu a atitude pedagógica do seu líder que não desfaleceu dando marcha ao seu programa triunfal que ‘ateia’ e ‘contagia’ aos moçambicanos a toda a largura do Moçambique inteiro.
Note-se ainda que, a dezanove dias das campanha eleitoral, a CNE vai publicar a lista definitiva dos partidos que vão concorrer nas eleições gerais e presidenciais, com anúncios a partir das 15.00horas. DM

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MDM recorre à justiça para impugnar desmandos da Frelimo


Protagonizados durante a visita de Daviz Simango a Gaza


Edson Macuácua diz que os indivíduos que vandalizaram o comício do MDM na cidade de Xai-Xai, apesar de estarem vestidos de camisetas do partido Frelimo e ostentarem bandeiras do seu partido, não são membros da Frelimo. Sobre onde teriam obtido aquele material do partido, do qual ele é porta-voz, Macuácua diz que a Frelimo é uma marca, cujos produtos estão à venda em muitas lojas do país. O secretário da Propaganda da Frelimo negara antes, a pés juntos, que os factos reportados eram falsos. Imagens postas a circular à posteriori acabaram por dar azo a estas novas declarações


Maputo (Canalmoz) - A visita do presidente do MDM à província de Gaza foi marcada por momentos conturbados, caracterizados por actos de vandalismo praticados por alegados membros da Frelimo. Pelo menos o que se viu foi que indivíduos ostentando material de campanha do partido no poder, se faziam aos locais onde o MDM realizava os seus comícios, deliberadamente para obstruir os trabalhos deste partido e do seu candidato. Isto ninguém pode recusar; todos os que estiveram presentes nos locais viram, e as estações televisivas o mostraram nos seus serviços noticiosos, inclusive a TVM, a televisão pública.
É por esta razão que o porta-voz do partido liderado pelo engenheiro Daviz Simango, diz que vai recorrer à justiça para exigir tratamento adequado aos autores dos desmandos protagonizados por indivíduos que, até provas em contrário, são de facto membros da Frelimo como tornam irrefutáveis os factos que as imagens não deixam negar.
Falando à nossa reportagem, o porta-voz do MDM disse que durante essa série de desmandos, a delegada do partido na província de Gaza, que é igualmente membro da Comissão Política do MDM, Açucena da Conceição, foi molestada pelos supostos membros da Frelimo, que teriam tentado precipitar a sua viatura num riacho, algures entre a cidade e a Paria de Xai-Xai.
“A Dra. Açucena salvou-se graças à pronta intervenção de agentes da Polícia, que interpelaram o grupo dos membros da Frelimo que perseguiam a nossa delegada aqui em Gaza”, disse José Manuel de Sousa.
E porque as pessoas que chegaram a este extremo de tentar precipitar a viatura da delegada do MDM num rio, foram identificadas, o porta-voz deste partido diz que será apresentada uma queixa crime contra eles e que a mesma será feita através da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos.

Não vamos retrair-nos

Questionado se a forte perseguição ao MDM, que tem marcado as suas actuações em diferentes pontos do país, irá fazer com que o partido se retraia na sua actuação politica, José de Sousa respondeu negativamente. “Não vamos desistir de desenvolver a nossa actividade política. Estamos a cumprir com o nosso dever. Dificuldades surgem daqueles a quem a nossa presença constitui um incómodo. Não seremos nós a ceder. Terão eles que admitir que o MDM é um partido que merece espaço para actuar”, disse.

Gaza não é ilha autárquica

Questionado se depois de todas as conturbações que viveu na província de Gaza, o MDM teria coragem de voltar àquela província para fazer campanha eleitoral, cujo início está marcado para o próximo dia 13 de Setembro, José de Sousa disse: “não estamos assustados. Sabemos que os que temem a nossa presença irão sempre procurar confrontar-nos por vias ilícitas, mas nós não recuamos. Voltaremos à província de Gaza para fazer campanha, pois esta não é uma ilha autárquica de Moçambique, é uma província deste país”.


É estratégia de auto-vitimização

Convidado a explicar se é esta a estratégia do partido Frelimo, perseguir outras forças políticas nos seus comícios e criar distúrbios, como se viu na província de Gaza, durante a visita do presidente do MDM, Daviz Simango, o porta-voz e Secretário da Propaganda do partido, Edson Macuácua começou por dizer que aqueles indivíduos que vestiam camisetas da Frelimo e ostentavam bandeiras e dísticos da Frelimo, não são membros da Frelimo.
“A Frelimo distancia-se das acusações do MDM. A Frelimo é um partido que pugna pelo civismo e urbanidade. Pautamo-nos por uma postura de convivência democrática harmoniosa. A nossa abordagem das eleições é de que elas são um momento de festa e de reforço da cultura democrática, pelo que gostaria de deixar claro que não se pode imputar à Frelimo a responsabilidade por actos não praticados pela Frelimo”, disse Macuácua, ao Canamoz.

Usaram camisetas da Frelimo, mas não são da Frelimo

O secretário para a Mobilização e Propaganda do partido Frelimo, ao nível do Comité Central, disse depois o seguinte: “Não confirmo que tais indivíduos que usaram camisetas da Frelimo sejam membros da Frelimo, mas devo sublinhar que a marca Frelimo é uma marca que está na moda e no mercado, e pode ser adquirida por qualquer cidadão, pelo que a FRELIMO não pode ser responsabilizada pelos actos praticados por todos indivíduos que usam camisetas da Frelimo, pois nem todos são necessariamente membros da Frelimo”.

Depois de se defender, Macuácua contra-ataca

“O MDM está a enfrentar indisfarçáveis dificuldades de aceitação nas provinciais, pois só ganha alguma receptividade no seio de alguns dissidentes e descontentes da Renamo, daí que estão desesperados por depararem com a realidade objectiva que revela que há uma distância abismal entre a força aparente e a força real que presumiam que tinham e que encontram no terreno. Daí que eles próprios recorrem maquiavelicamente à táctica de fuga em frente, criando sempre a percepção de que são vítimas de tudo, de todos e de nada, para antecipadamente se justificarem do previsível desaire eleitoral, e adoptam a estratégia renamista de se auto-vitimizar e acusar e culpabilizar sempre a Frelimo pelos seus insucessos e fracassos numa clara tentativa de confundir a opinião pública”.

(Borges Nhamirre)

Creditos: Canal de Mocambique

Angola24Horas

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