"MOCAMBIQUE PARA TODOS,,

VOA News: África

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tâmega não recebe mais nenhuma outra obra do estado


- sentencia Felicio Zacarias

Num gesto sem precedentes, o Ministro das Obras Públicas e Habitação, o agrónomo Felicio Zacarias acusou alguns empreiteiros de não honrarem com os cadernos de encargos das obras estatais. Zacarias chegou mesmo a dizer o Governo já tem elaborada uma lista negra de empresas prevaricadoras. Nisto apontou a empresa Tâmega como sendo uma daquelas que não ganharão nenhum contrato em qualquer parte de Moçambique, por incumprimento quer dos prazos e da qualidade das obras.
O ministro agrónomo, no entanto, não foi por aí além para citar outras empresas, comandadas pela clique da Frelimo, metida em tudo, que “varrendo” tudo o que é contrato, mas que a qualidade das obras deixa muito a desejar. Veja-se só o tipo de estradas que temos, 33 anos depois da Independência.

Governo procura retratar-se da “barafunda” do Fundo do Fomento de Habitação


- Na voz da sua PCA, Helena Ribeiro
Fundo do Fomento de Habitação (FFH) que se pensava que traria uma nova “aragem” a crónica situação de falta de habitação, sobretudo para jovens casais e estudantes graduados, veio ao público para dizer que aquele “fundo” está falido. 
Não sendo o “arranjo” do Governo para resolver o problema de habitação por ausência de uma visão e política sobre habitação, a PCA do FFH, sra Helena Ribeiro disse mesmo que gostaria de transformar este “fundo” em banco público que retirasse do erário público cerca de 3% de capital. 
Se neste “arranjo”, o fomento só serviu para as casas dos camaradas, como é que passando à banco, vai mesmo ajudar o resto da população? Não estou a ver!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quem não deve não teme

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- mas a redução dos dinheiros do doadores ao nosso OE indicia certa culpa no cartório por parte dos que "mandam" neste país

 

Escusemo-nos de deitar os olhos à pessoas altamente colocadas nas altas esferas do comando do executivo moçambicano. Tanto mais que, tomando pela globalidade podemos verificar que a cadeia de corrupção e mau desempenho dos elementos do governo é ampla e permeia desde o topo até a base. Olhemos para os 7 milhões destinados ao desenvolvimento local que no entanto sofrem os descaminhos que temos vindo a testemunhar. Isto por um lado.

 

Por outro lado, se estivermos bem atentos, podemos notar que o país resvala a passos perigosos para o estabelecimento de uma ditadura monopartidário, do género que já vivemos nos primórdios da nossa Independência até muito bem recentemente. Nota-se um esforço dos que mandam deste país em querer ver uma oposição cada vez mais claudicante. Só que nos temos uma chamada oposição parlamentar que é mesmo para lamentar: Sem argumentos para tomar o poder e fazer diferênça. Isto propícia o resurgimento de uma ditadura colectiva da Frelimo, com os mesmos propópitos e novas artimanhas. Bem vistas as coisas, os recentes acontecimentos de Nacala, não passa mais de uma orquestração destes do poder do que daqueles na oposição. Estranho que as "armas" de acusação caiam sobre estes últimos.

 

O grupo dos 19 (que patrocinam o financiamento o OE) deve ter feito as leituras que faço aqui para chegar a conclusão de uma redução dos seus dinheiros para cerca de 400 milhões dos prometidos, censurado o Governo por desempenho definhante e por eleições limpas nos pleitos que que se avisinham. Resta saber ser este governo se redime e caminhe por veredas certas de futuro.  

Aiuba Cuereneia

terça-feira, 16 de junho de 2009

Reeditar Guiné Bissau em Moçambique?

- compulzando sobre a crise política no país todas as vezes que se aproximam eleições, agora com um candidato “estranho” aos dois condendores do poder, a Renamo e a Frelimo

O caso-Nacala, ou seja, da tentativa de assassinato, dia 9 de Junho de 2009, do presidente do MDM, Eng. Daviz Simago continua a mexer com a sociedade. A indignação popular não se fez esperar e mesmo em programas de rádio como o “café da manhã” onde o assunto foi totalmente alheio, o rádio-ouvintes abriram espaço para repugnar o acto macrabro de elementos supostamente ligados à Renamo.

Como que mal não viesse só, está noite passada e manhã de hoje vimos passadas na STV um pronunciamento do porta-voz da Renamo, sr. Mazanga, dando conta que o Eng Daviz Simango teria ensaiado uma bacala para fazer teatro e chamar a si muita atenção. O que fica no ar é como Simango deve “brincar com arma de fogo” ou simular um suscidio em praça pública de tamanha natureza. Não é convincente!

No entanto, tendo em conta os recentes desenvolvimentos nada abonatórios à Guiné Bissau com a morte de Baciro Dabó, candidato presidencial muito próximo ao ex-presidente da República da Guiné Bissau, o general Nino Vieira, por agentes armados, parece que alguns partidos moçambicanos estão a ter essa aprendizagem infeliz, replicando-a nesta “Peróla do Índico”.

Está é mais uma vaga de instabilidade política no país, foi objecto de um comunicado rápido do Presidente da República, desenhado para que seja emitido apartir de Chókwe, um distritos da Província de Gaza, onde se encontrava em visita no quadro da chamada “presidência aberta”, para onde se mobilizaram nada menos nada mais que quatro helicopetros e uma frota enorme de carros oficiais para acompanhar não só o presidente, como também o batalhão de assessores, ministros e amigos.

Sobre o papel da universidade (2)

Estará a UP a produzir uma “elite” intelectual?
Voltando à série. Podia-se acrescer que uma das funções de uma universidade é de gerar uma “elite” pensante. Uma elite que reflecte os problemas de que a sociedade se debate e faz propostas válidas para as solucionar.
Uma elite que é intelectualmente superior e também capaz de trazer uma mais-valia, um valor acrescentado aos compromissos da transformação, inovação e empreendedorismo e auto-emprego.
Uma pergunta ficá no ar, se os actuais programas da UP são de facto para produzir essa tal elite. Não nos iludamos pelos números da graduação (5,000 graduados, segundo o Reitor Utui, na imagem).

quinta-feira, 11 de junho de 2009

“Há pessoas que ainda pensam que África deve ser pobre”

- disse o ferrenho adepto do “black empowerment” (Armando Gurbuza) em comício com a população da sede do distrito de Massangena em Gaza
Ontem, dia 10 de Junho, foram passadas na STV, extratos da intervenção do Presidente da República, durante a sua “Presidência Aberta” em Massangena, em que assumiu uma posição frontal e acusatório ao mal além. Essa força exogéna e estranha que teima perseguir os moçambicanos, debilitando-os e empobrecendo-os. Qualquer cousa como isto saiu da boca do Presidente: “Há pessoas que ainda pensam que África deve ser pobre”.

A ideia do Presidente, compulsando pela sua razão de ser e fito, pretendem dizer que apesar da Independência de a cerca de 35 anos, não beneficiamos deste bem devido ao exterior, as nações fortes, aos novos colonizadores, ao FMI e outros. Mas esquece que ele próprio se transformou num autêntico “colono” detentor de uma vastissimo império empresarial que se estende desde o subsolo, a terra, passando pelo mar e no ar.

Sobre o papel da universidade (1)

A-propósito das graduações recentes da Universidade Pedagógica de Maputo, qual é o papel da universidade na sociedade? As minhas inquietações são.

Estará a UP a cumprir as suas funções de universidade?

São fundamentalmente três as funções de uma universidade: ensino, pesquisa e actividades de extensão. No discurso do Reitor daquele universidade, R. Utui, ficou patente que há ainda tremendos deficits no que respeita ao ensino por causa de falta de docentes e os que existem reclamam formação adequada. Há muito pouco que se faz em termos de pesquisa. Não se conhecem até os dias que correm alguma excelência em nenhuma área de intervenções nem se conhece se existe aquilo que chamariamos linha de pesquisa. O que é necessário é investir no recrutamento de docentes â altura dos desafios, evitando a velha canção de falta de “cabimentos orçamentais” que não passa de um “truque” para a UP ter e reter os “maus” docentes no seu seio e não se renovar para inovar as suas funções.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Brown pressionado a demitir-se

- Mantém o “job” mas os problemas continuam
O Primeiro Ministro britânico, Gordon Brown, tem estado a enfrentar pressôes para colocar a disposição o seu lugar, depois que quatro (veja Camberra Times no elo a seguir) ministros do seu gabinete se demitiram. Em causa está o desvio indevido de dinheiros para pagamentos de serviços e utilização de segundas casas. Fala-se Number 10 Dawning Street (Gabinete do PM) que o PM está determinado em restruturar o governo para sanar o problema, perante insistência do público de que ele deve se demitir o mais urgente possível. Ora isto é uma grande mancha para o Partido Trabalhista num ano que se prevêem eleições gerais. Imagem do Camberra Times.

Frelimo condena atitude do edil Simango

Transcrevo a seguir que diz a imprensa sobre o caso Nacala, para se ter a imagem do que aconteceu ontem, contra a vida do Presidente do MDM, Deviz Simango.

 
“Não há má-fé e até porque o que pretendo é ajudar a Frelimo. Não tenho ressentimentos do meu passado. Faço parte da história deste país; os técnicos estão a trabalhar e antes de 19 de Outubro,identificaremos o local apropriado”, defende-se edil Deviz Simango.

(Beira) A Bancada do partido Frelimo, na Assembleia Municipal da Beira(AMB), repudiou, veementemente, durante o início da XIV sessão ordinária daquele órgão, a atitude do Presidente do Conselho Municipal da Beira(PCMB), Deviz Simango, face a não atribuição de parcela do terreno para a construção do monumento em homenagem ao saudoso Primeiro Presidente da República de Moçambique, Samora Moisês Machel, assassinado nas colinas de Mbuznie, República da África do Sul, pelo regime do «Apartheid» em 19 de Outubro de 1986.

A intervenção lida pela chefe da Bancada do partido Frelimo, Cremilda Sabino diz que “é inquietante

a maneira como este assunto foi tratado aqui na Beira.

Aparentemente, eventuais ressentimentos e divergências políticas, foram usadas subtilmente para boicotar o projecto do Estado ao qual, se subordina todos os órgãos, incluindo os autárquicos”.

Conforme Cremilda Sabino, “a atitude demonstrada pelo edil Simango, traduz a sua negação naquilo que é a história do Povo moçambicano mas, também, o seu descontentamente total do espírito que norteou a criação das autarquias, bem como da sua total ignorância ao Pacote da Legislação das Autárquias”.

Na mensagem do partido do Batuque e da Maçaroca, uma autarquia não pode constituir um centro de anarquia, pois ela é parte integrante de todo o País e está sujeita ao cumprimento das leis, sendo acima de tudo, da Constituição da República”.

Do repúdio, o partidão adianta, deplorando a atitude do edil do Chiveve de congelar o expediente que pretende materializar a vontade de todo o Povo de Moçambique, demonstrando uma forma negativa e, porque não, “a má fé do Presidente do Conselho Municipal da Beira”, daí que a Bancada da Frelimo apela ao edil da autarquia para que, “com maior urgência, o assunto seja aclamado e submetido, se por acaso, for tal como o declarado nos Órgãos de Comunicação Social na Assembleia Municipal da Beira para os devidos efeitos”.

DEVIZ SIMANGO

Contactado por jornalistas, o jovem edil do Chiveve, Deviz Simango foi peremptório ao afirmar que “não há má fé. Até porque o que pretendo é ajudar a Frelimo”.

Prosseguindo, Simango sublinhou que “a zona do Vale onde se quer erguer a estátua é pantanosa. É um vão aberto, no local passa um tubo de canalização da água, é na berma da estrada e permitiria visualizar

a estátua de forma lateral e seria um desprezo à figura de um estadista”.

Deviz Simango acrescentou que “não tenho ressentimentos do meu passado. Faço parte da história deste país; os técnicos estão a trabalhar e antes do 19 de Outubro, identificaremos o local apropriado”.

(Amin Nordine) VERTICAL - 10.10.2006

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Caso dos 144 biliões chegou ao fim (?)

...Ou a procissão ainda vai ao adro?
Por incrível que vos pareça, o Tribunal Supremo acaba de dar o seu acordão em relação ao rombo que ocorreu no ex-Banco Comercial de Moçambique.
"Em deliberação de 26 de Maio de 2009, assinada por três juízes daquele tribunal, cujo documento o “Notícias” teve acesso ontem, aquela instância judicial decidiu ainda em dar provimento parcial aos recursos dos réus Yasser Mahomed, Shenaz Banú Harun e Isaltina Zeferino Damas Companhia, considerando-os cúmplices de um crime de burla por defraudação. Assim, os três vão condenados na pena de seis anos de prisão maior e nos seguintes valores da indemnização a pagar solidariamente ao Estado. Para o Yasser Mahomed, 17. 728.500.000,00 meticais, para a Shenaz Harun 8. 861.433.800,00 meticais e para a Isaltina Zeferino Damas Companhia 22.023.831.000.00 Meticais."
Cheirando tudo isto uma manobra de clarear o “ar” antes dos pleitos eleitorais que se avizinham e tentar a todo custo mudar a opinião assente de que o TS “é cemitário dos processos” no reino de Mangaze, “peixes miudos” virão suas penas agravadas e mantidas, enquanto o “peixe graúdo” ilibado e ao relento. Leia mais, aqui.

“Presidência aberta” - 7 milhões perseguem ao chefe de estado

- Ao palmilhar o país de lés-a-lés em cerca de 8 helicópteros fretados da RSA
Num momento que o mundo se debate com uma críse económica sem precedentes com repercursões visíveis e catastróficas para Moçambique, o país é alvo de uma visita presidencial de lés-a-lés. Organizada sob mote e fito de “auscultar” as dificuldades da população, vimos o Presidente da República, Armando Guebuza, a contactar as populações em comícios neste “belo” e vastíssimo território. Uma coisa que Guebuza não se lembrou de contabilizar na sua visita é se não devia fazer a contenção de gastos excessívos que as suas deslocações comportam. Só faltou sobrevooar a cidade de Maputo com os helicopteros de luxo de que se faz transportar.
Mas o que agasta a população e reclamado emocionalmente ao Presidente, são os vulgos 7 milhões de Meticais de apoio às populações locais para sairem da linha da pobreza absoluta. Guebuza tem sido evasivo, palavroso e, nalguns casos, confuso consigo próprio por um programa que, na essência, dá apoio aos membros da Frelimo na base em extreita ligação (umbilical) com os membros senióres em Maputo. Neste andar, convenha-nos que não haja tal 7 milhões em nome do combate a pobreza. Fiquemos sós, melhor!

Divída pública ascenderá os 600 milhões este ano

- Agora reconhece Luísa Diogo
Em audição parlamentar, passada na STV (Ontem), a Primeira Ministra, Luisa Diogo lançou um alerta vermelho sobre o estado da nossa economia que depende em mais de 50% de doações e créditos internacionais. Na sua alocusão, Diogo referiu-se que a divída pública vai ser de cerca de 600 milhões de meticais. Factores que concorrem para este cenário é a crise internacional (de que o Governo foi se demorando a aceitar que afectará dado que o país não tinha a ver com o mercado do dolar). Só que o Dolar americano tem-se estado a valorizar em relação ao Euro e outras moedas internacionais, contra uma depreciação do Meticais em relação à moeda dos yankees.

A Ministra-chefe falou de um despedimento de 400 pessoas apenas no país. Será esta reflexão exacta do que estamos a viver? Não. No país há muito mais gente a ser despedida dos seus postos de trabalho (muitas vezes sem razão) e outras em situação de sub-emprego. Mas o que mais deixa todo mudo fantasmagórico é a falta de um plano e acção clara para o desafio claros que esta críse está a trazer ao país.

Com o pretexto para o abater

....Anibalzinho em terras do Rand
O Zambeze de hoje  noticia um pretensa intenção de 'não sei quem' intentar uma manobra de soltura de Aníbal dos Santos (Anibalzinho) e posterior exílio forçado do mesmo em terras do Rand, com o fito mor de o abater.

O facto é que todo mundo já sabe da presença do famigerado cadastrado e mecanico do Alto Mae, indiciado e condenado pela morte do jornalista Carlos cardoso em terras do Rand porque o vêem deambulando de um lado para o outro naquele país vizinho.

Sinceramente, que justiça tem este país presa aos interesses dos homens do poder, com Guebuza 'a frente? Mais, aqui.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

AFROBAROMETER conclui que Guebuza está “em queda”


-No seu estudo sobre níveis de confiança popular

Conforme o Zambeze desta sexta-feira, “em 2005 os níveis de confiança da população em relação ao Presidente da República estava na ordem de 67% mas em 2008 baixaram para 65%
Apesar da redução, o nível de confiança popular em relação a Armando Guebuza é maior comparativamente aos níveis regitados no governo e em instituições do estado (CNE, com 50%; CC, 40%; PRM, 44%; AR, 56%; Administração da Justiça, 55% e Líderes tradicionais, 46%.
Veja ainda neste elo, em ingles, e aqui, do Savana, para mais pormenores.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ainda sobre os 70 mil membros do MDM na Zambézia

- Questões (o)põem-se

Certamente que o número de membros inscritos pela MDM, se não for puramente teórico; ou seja, para entreter a opinião pública e tornar mais mediatico de que está, então temos muito pano para manga. Senão vejamos, este números avançados pelo sr. Margarido, delegado daquela formação na Zambézia não deixam de suscistar muita curiosidade e pontos para uma reflexão cuidada.
Se reflectindo sobre Moçambique é que todos os dias fazemos, donde é que as pesssoas que vão a esta organização política (MDM) tão nova vêem?
Admitindo a hipótese que são os ressentidos pelas lutas intestinais na Renamo, seriam estes 70 mil pessoas?
Não será que haja uma fasquia da população que, sendo militantes e membros da Frelimo ou outras formações tenham desembocado no MDM?
Se perguntar não ofende, não haverá gente que ficou indecisa nos pleitos anteriores (Leia-se nos boletins da AWEP sobre issso) que hoje se sentem mexidos pela nova dinâmica despoletado pelo MDM, aderindo ao projecto deste partido do Eng. Daviz Simango?
Não sei se teria respostas precisas. Vejo que uma grande proporção dos actuais membros e militantes do MDM foi da Renamo, mas é preciso admitir o caso existerem os moçambicanos que desilididos pelos ditâmes do partido no poder, decidiram experimentar novas coisas. E mais, os jovens e adultos de hoje já tem uma perpectiva, uma nova maneira de ver, que é de amor à pátria-mãe (não à partidos) que lhes trás o bem, que o ter aquilo de conseguem devem-no honestamente, lutar por Moçambique desenvolvido sem descriminação de todo o género de uns aos outros é sua tarefa primordial. Se calhar é aqui onde, os que viveram na apatia sem poder votar nos pleitos anteriores, encontram no MDM uma razão para dar o ar a sua graça. Daí o alento para tanto!
Há mais atinente à esta reflexão que se pode ler um notícia censurada que o meu amigo Reflectindo achou e me enviou a dias que muito lhe agradeço.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MDM: Perigos e possibilidades (1)

Na viragem dos “combatentes da liberdade” por “combatentes da fortuna

Definitivamente, Daviz Simango lançou um importantíssimo desafio, para si e à imaginação de milhões de moçambicanos ávidos de ver uma democracia funcional e plena, ao anunciar a formação de um novo partido, o MDM.

A meu ver, tal atitude e não só e somente uma tal coragem como tambem e' um arrojo concretizado que sacode e abana fortemente o já enraizado domínio político dos dois grandes contendores, a Frelimo e a Renamo. O primeiro mais organizado e astuto e o segundo com uma organização reclamando melhorias substantivas e uma pujança a definhar continuamente.

Surgiu o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) como produto deste definho da Renamo, de cujos membros a abraçam em massa. Sem querer exagerar nos números, há um “perigo real” da Renamo ficar sem membros ou ressentesse da falta de contribuição destes por apatia.

Não importa retratar os factores que levam a este movimento expurgatório no seio da Perdiz porque é sobejamente sabido. Mas, o surgimento do MDM não mexe só com a Renamo, como também há muita gente que pululou pela “gruas” do partido no poder, a Frelimo, que sem alternativa aos homens de Nachingweia e dos 10 anos de luta, preferiram abraçar o desafia a que o Daviz lhes lançou.

Falo, sobretudo, dos jovens que no seio do partido dos camaradas vêem seus sonhos gorados porque os “cotas” não lhes deixam realizá-los. Jovens, como o músico Azagaia, que acham que Moçambique está irreconhecível, com a transformação dos “combatentes pela liberdade” em “combatentes da fortuna” de que não saciam e “nem se esquecem jamais”.

MDM: Perigos e possibilidades (2)

- aflição dos “Camaradas”

Volto à série. Olhando para as movimentações incontinentes, nos dias que correm, da Frelimo, dão claramente um sinal da sua aflição, sobretudo por ter notado a forte aderência ao MDM e ao projecto político do jovem engenheiro.

Os “camaradas” acometido por um frenesim político átipico, a todo tranze, já põem em marcha um “vendavál” asfixiador, com a adjectivação do MDM como sendo uma partido cerceiado pelas fronteiras da cidade da Beira e lançando todo tipo de “boatos” pela comunicação social pública por si controlada e manipulada. A notícia de que Davis Simango “foi apedrejado” algures na sua primeira visita a Manica é exemplo claro recente desse estonteamento político dos Camaradas.

MDM: Perigos e possibilidades (3)

- aflição da “Perdiz”

Vamos a isto. Por caricato que pareça, assistimos igualmente uma Renamo com um misto de sentimentos sem igual. Enquanto diz que, sim, é saudável que apareça mais um movimento partidário no xadrez político nacional, na sua actuação, pelo menos, deixada pelo seu porta-voz, Mazanga, transpiram os mesmos trilhos e acólitos ao partido no poder.

Quem não se lembra do aforismo “tal pai, tal filho” que passou nas telas das nossas TVs em alusão à família Simango, como se os actos fossem também genéticos? Daí pensar-se que nem a Frelimo nem a Renamo querem perder o protagonismo de ditar a agenda política da nossa jovem democracia.

MDM: Perigos e possibilidades (4)

- “Onde estão os perigos”?

Muito perigos vêem ao de cima, com o “deflagrar” no terreiro desta nova força política, MDM, dirigida pelo melhor edil de Moçambique, quiçá da África Austral. Vamos por partes para percebermos as suas nuances:

Quer queiramos quer não, (tomara quem pudesse aconselhar que Daviz calasse e nada fizesse) vimos aquele “baile” eleitoral no município, onde se prometeram “caixões bonificados” e pela primeira vez se viu que a campanha porta-a-porta, sem meios, mas bem organizada o discurso directo funcionam mais do que qualquer coisa como o milhares de meticais, os carros alegóricos e compra directa das mentes (aliciamentos). O processo da Beira transformou Daviz num alvo preferencial a abater, pelo menos, politicamente pelos que acham que libertaram este país e não toleram “brincadeira tamanha”.

O outro perigo a espreita é a maneira madrugadora como a Frelimo se lança às próximas eleições, com a “notabilíssima” presidência aberta recorrente que só onera senão os cofres do Estado, sob o pretexto de auscultar as populações, mas que nada traz senão levantar os ânimos para a desejada mudança.

E mais, a Frelimo aquilatou o mérito do sistema judiciário para os próximos embates eleitorais, chegando a triste conclusão de que devia fazer mexidas das figuras de proa ou mesmo emblemáticas no Supremo, no Constitucional, no Administrativo e no Ministério público, para no seu lugar colocar os mais “seguidistas”, mais do sul e com astúcia necessária para “produzir” a vitória como o chefe quer. Essa sagacidade (que até faz o uso da tribo pelas novas nomeações) é bem notória com a pré-disposição e modus operandis do STAE e o CNE, estrategema crasso de oferecer a vitória a quem não merece.

Num outro diapasão das coisas, a desqualificação do outro já começa a irritar os moçambicanos. Porquê é que para nos sermos gente, ter o nosso nome, obter um emprego com salário condigno, a chefia, etc. precisamos de ter o “cartão vermelho” e militar no partido dos Camaradas? Isto já cansou os moçambicanos, mas continua a ser usado como o cavalo de batalha, não só, para esses motivos enumerados acima, como também, para distinguir e humilhar os que não alinham com a política do poder do dia. Portanto, um perigo à espera das pessoas, e delas se verem coagidas a votar para o que não querem.

Talvez, um outro cenário que nos resta equacionar é, se de facto, o MDM vai ter o gabarito e pujança que finque e vingue no meio dos dois colossos: a Frelimo e a Renamo! Se isso for assim não estaremos a antever uma situação igual ao do “COPE” na RSA? Indago este cenário desta maneia por causa das tarefas monumentais e de consolidação de que o MDM tem pela frente. Não vai ser fácil, temos que reconhecer, mas pode, o sonho, ser perfeitamente realizável com vontade e, acima de tudo, patriotismo. Porquê não!

MDM: Perigos e possibilidades (5)(fim)

- “Possibilidades”

Terminando a série, o “vendavál” dirimido e esgrimido as estopinhas pela força anacrónica e malévola do poder do dia, traz-nos, na verdade porém, uma luz reluzente do fundo do túnel. Não preciso de descrever aqui o perfil de Daviz Simango (escusa-se a redundância) para se perceber quanta alternativa o jovem edil representa.


É, outrossim, um dado assente, reconheça-se, que Daviz Simango capturou o imaginário dos moçambicanos desavindos e desencorajados pelo curso do sistema e regime instalado na “Ponta vermelha”, pois andam ávidos por novos rumos e esperança do seu destino como nação.

Não menos verdade é o facto de o terreno central (center ground) onde as coisas acontecem deve estar em disputa. A Frelimo e Renamo (piamente) reconhecendo isto, se fazem ao terreiro para emendar o desconcerto. Veremos a reposição do “baile eleitoral” da Beira em escala maior?!

Nestes pleitos que se avizinham, o mais certo é que o MDM se avenha claramente com os seus parcos meios e, some a esses, a humildade pátria de que carregam nos corações, os seus membro e militantes. Pelo contrário, a Frelimo possui bens avonde, mais os do Estado, à-priori em vantagem! Por estas e outras razões, vai ser interessante seguir tal momento provir: que cremos que seja o provento duma de eleições isentas, justas e legítimas para Moçambique de Todos. Vença o melhor!

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